domingo, 29 de novembro de 2015

"Soalheira"

"Hoje, levantei-me algo indeciso, pois tem andado uma maleita a apoquentar-me o canastro há um par de dias.
Acabei por escolher a "ézinha" para um pequeno passeio e resolvi ir tomar o cafézinho da manhã à Soalheira.
Abandonei a cidade já depois das 09h00 e pela N.18 fui até à Lardosa, fletindo depois à esquerda para a estrada que segue para o Louriçal do Campo.
Aquela panorâmica sobre a barragem da Marateca é sempre uma estampa que merece ser apreciada.
Lá mais à frente, voltei à direita pela estradinha que dá ligação à Soalheira pela zona das quintarolas e parei no café do Cravo, onde tomei o cafézinho, calmamente sentado numa mesa da esplanada, com um sol bem soalheiro. Não apetecia sair dali.
Cruzei depois a aldeia subindo até ao largo dos bombeiros e sai pelo cruzamento norte, seguindo de novo pela N.18 até à rotunda da Lardosa.
Entrei na aldeia e sai pela N.18-7, continuando até aos Escalos de Cima.
Continuei depois para os Escalos de Baixo e à saida da aldeia encontrei o Leandro, que também pedalava em solitário, fazendo-lhe companhia até à cidade.
Paramos na Rotunda da racha, no café do João carteiro para a "abaladiça" e dois dedos de conversa.
62 kms pedalados numa manhã repleta de sol, foram suficientes para animar o dia e atacar o almoço com mais apetite.

Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

sábado, 28 de novembro de 2015

"Granja de Belgais"

Hoje foi dia de ir passear a fininha.
Marcamos encontro para as 9h00 na Rotunda da Racha e resolvemos ir até à Granja de Belgais, um bonito casario em pleno Vale do Rio Ponsul.
Abandonamos a cidade em direção a Alcains, pela N.18 e depois de cruzarmos a vila, seguimos para os Escalos de Cima.
Com paragem programada para os Escalos de Baixo, lá seguimos até aquela aldeia e efetuamos a paragem para a matinal dose de cafeína no café "O Lanche".
Já com a dose cafeínica absorvida, seguimos até ao alto da Monheca, onde fletimos á direita para a estradinha panorâmica que nos levou até Belgais, um bonito local, quase no meio de nenhures, que criou nome com a casa das artes, no tempo da pianista Maria João Pires, passando depois a turismo rural e agora sem o fulgor de outrora, mas ainda sim, um local a visitar.
Retomamos ao alto da Monheca pelo mesmo trajeto, agora em sentido inverso, com uma paragem a meio, para observar durante algum tempo uma bonita corsa que sorrateiramente se furtava aos caçadores de uma montaria nos matagais circundantes.
Com nova passagem pelos Escalos de Baixo, rumamos à cidade, onde chegamos pelas 12h00, com 56 kms pedalados de forma descontraída e em modo contemplativo.
Houve ainda tempo para a "abaladiça", com uma bebida para sacia a sede e dois dedos de conversa, no café do João carteiro.
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

"Santuário de Nossa Senhora das Neves"

"Depois de uns diazitos "catarrado", como dizem os "nuestros hermanos", tomei hoje coragem e fui dar um parzito de pedaladas até ao ermo Santuário de Nossa Senhora das Neves, de onde guardo gratas recordações da minha infância.
Sai de casa já depois das 09h00 e desci ao Rio Ponsul e parei na ponte que cruza o rio para olhar com algum saudosismo para aquelas velhas e abandonadas casas onde outrora o Ti Rodrigues e a Ti Amélia geriam como Casa de Pasto e onde a mata ia comer umas belas migas de peixe, ou apenas peixe frito, ou mesmo uma farinheirita albardada no ovo. Tempos de outrora!
Subi depois a Malpica do Tejo e depois de uma passagem por algumas das ruas daquela bonita aldeia, parei no Café Sacul para beber o cafézinho matinal e dar dois dedos de conversa com o Arlindo.
Abandonei a aldeia pelo São bento e fui até à Sra das Neves e por ali me entretive um pouco olhando o horizonte e as bonitas paisagens que o compunham.
Estava na hora de regressar e pela estrada que cruza as vastas terras de montado, com ligação a Monforte da Beira, fui até ao entroncamento desta com a M.554 e tomei o rumo a Castelo Branco, utilizando o mesmo percurso depois de entrar na N.18-8, até à cidade.
Cheguei ainda cedo, depois de 54 kms pedalados a solo pelas bonitas estradinhas panorâmicas que percorrem aquele recanto do Parque do Tejo Internacional.
Está na hora de descomprimir e pedalar apenas para matar o vício e não perder o jeito.
Já chega de palmilhar quilómetros a fio este ano, pois para o ano, novas aventuras me esperam certamente, por estrada ou em btt. É uma paixão que persiste e que nada faço para que acabe.
Pelo contrário, mantém-me vivo e um pouco mais afastado das "tricas e laricas" que preenchem os "pasquins de caserna" cá do burgo.
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

domingo, 22 de novembro de 2015

"O outro lado da Gardunha"

Hoje juntei-me à malta dos "Escalas Abaixo" para uma bela incursão na sempre bela Serra da Gardunha.
Pelas 07h30 Fui buscar o David Vila Boa na minha "fragonete" e fomos até à Casa do Guarda de Alcongosta, o ponto de partida e chegada deste fantástico passeio de btt.
A malta foi-se juntando pelo caminho e chegamos ao ponto de encontro todos juntos.
Estava um friozinho de congelar moleirinhas, mas a rapaziada estava ali para um belo aquecimento, Não pela acumulado altimétrico mas pela camaradagem e companheirismo, pelos bonitos trilhos enriquecidos pelas belas e quentes cores outonais e pelas espetaculares paisagens, maioritariamente sobre a Cova da Beira.
Descemos um pouco e pela encosta norte fomos subindo e descendo, até que chegamos à Quinta do Convento, onde paramos para o cafézinho matinal.
Antes e numa descida rápida, um dos companheiros teve uma queda aparatosa, felizmente sem consequências e teve que abandonar o grupo, por danos na sua bike, que o impediam de continuar.
Um dos elementos do grupo foi buscar um carro para o transportar.
Nada mais havia a fazer senão continuar, pois contratempos destes pode acontecer a qualquer um.
Já com o cafézinho tomado entramos no Fundão e pelo estradão da estalagem, subimos a Alcongosta, que cruzamos, para descer seguidamente á passagem inferior sob a A23, que dá passagem para as Donas, que ladeamos.
Por bonitos trilhos vestidos com cores outonais, chegamos ao Alcaide, uma bonita aldeia beirã situada nas terras altas do Fundão, encostas da Gardunha de invernos rigorosos e verões quentes.
Por um série de trilhos catitas e coloridos singles, subimos à N.18, que cruzamos para subirmos quase á cumeada, com uma bonita vista panorâmica sobre os extensos vales, que ligam a serra á cidade de Castelo Branco.
Descemos até ao início da calçada romana de Alcongosta e enfrentamos a última subida do dia ao Parque de merendas da Casa Florestal, onde tinhamos estacionado as viaturas.
Depois das bikes arrumadas, e dois dedos de conversa, regressamos à cidade, satisfeitos com mais uma enriquecida manhã de btt, na companhia du excelente grupo de rapaziada, que gosta e partilha estes momentos de puro e lúdico btt.
30 kms fora suficientes para nos "encher o papinho" de bons trilhos e lindas panorâmicas, com as lindas côres outonais a enriquecerem esta bela manhã de btt.
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

"Volta vadia pelos Alares"

Ontem foi dia de volta vadia com passagem pelas ruínas da aldeia de Alares, em pleno Parque do Tejo Internacional.
Um passeio já idealizado há algum tempo com o Sandro Gama, o meu companheiro nesta aventura, mas que, por este ou por aquele motivo, foi ficando adiado.
Fomos iniciar este bonito passeio no Coto dos Correias, uma velha e pequena aldeia, agora enriquecida com o empreendimento de turismo rural "Casa dos Xarês", o nosso ponto de partida e chegada.
Depois de recebidos pelo Acácio, familiar do Sandro Gama que gentilmente nos ofereceu o cafézinho matinal, preparamos as bikes e restante material e fizemo-nos aos trilhos.
Depois de cruzar a povoação, fletimos à direita e descemos ao vale ainda adormecido e onde o orvalho lhe dava um aspeto algo surreal.
Subimos à cumeada e descemos para a aldeia de Soalheiras, que cruzamos sem ver vivalma.
Depois de uma boa subida para aquecer bem o corpinho, rumamos às ruínas da aldeia de Alares, cruzando vales embelezados por réstias de neblina que lhe davam uma beleza atraente e dominadora.
A chegada às ruínas dos Alares é algo digno de se ver, bonito mas algo fantasmagórico, quase que a condizer com o seu trágico passado.
Como escreve "João Boavida" no seu blog : "No interior do Parque Natural do Tejo Internacional, a um passo das majestosas escarpas do rio Tejo, surge perdida na guerra a aldeia “Alares”; ou melhor as ruínas da aldeia, apenas habitada por ovelhas e pastores. MAGNÍFICA!"

Visitamos aquele bonito local, registamos em foto e vídeo e continuamos o nosso passeio, agora até ao Rosmaninhal.
Chegamos àquela aldeia raiana, após pedalarmos por alguns trilhos bem catitas, rodeados de paisagens imensas e espetaculares.
Por ali estivemos entretidos algum tempo tirando umas fotos junto a monumento à pastorícia e transumância indo depois beber uma mini "jola" e comer uns salgadinhos no café e pstelaria junto ao campo de jogos.
Voltamos aos trilhos, agora ao encontro do GR29, cujo percurso seguimos maioritáriamente até às proximidades de Cegonhas.
Cruzamos a estrada e descemos ao Rio Aravil, que cruzamos, subindo depois ao monte dos Paredinhos, onde tomamos o rumo a Monforte da Beira, pelos belos trilhos que cruzam as terras de montado, tão carateristicas daquela região.
Em Monforte, paramos no café do "Joaquim Padeiro", onde bebemos mais uma bebida fresca, e que bem soube, pois a manhã estava primorosa, com um sol radiante e temperatura amena.
Depois de passar pela igreja de Santo António, cruzamos a zona de olival pelos seus bonitos caminhos entre muros e descemos de novo ao Rio Aravil, para enfrentarmos a subida do dia, extensa e de forte pendente, para lá no alto, descermos de novo ao vale por onde iniciáramos a nossa voltinha de hoje, agora com tons mais brilhantes e cores mais quentes.
Depois da ultima subidinha do dia, chegamos de novo à "Casa dos Xarês", onde o Acácio e a Isabel, o simpático casal que gere aquele bonito espaço rural, nos esperava para um delicioso almoço.
A simpatia e o dinamismo daquele simpático casal, conquistaram-me de imediato.
Situado num local privilegiado e com paisagens a condizer, aquela unidade de turismo rural privilegia quem ali queira passar alguns dias, ou apenas numa singela passagem, alojamentos de qualidade, com animação turística para quem o pretender, a boa gastronomia local e deliciosas iguarias produzidas pela própria Casa Xarês, onde destaco o delicioso licor de poejo de que fiquei fã, depois de o provar. Um néctar dos deuses!
Em conversa com a simpática Isabel Lencastre, fiquei a saber que aquela unidade de turismo rural vai também aderir ao sistema Bike Hotel, a tendência de turismo de natureza e, em específico, da necessidade dos turistas que utilizam a bicicleta nas suas férias e fins de semana.
Uma mais valia para a nossa zona, em especial a raiana, rica em bons trilhos, paisagens soberbas e locais de encanto para a prática do cicloturismo, quer de estrada, quer em bicicleta todo o terreno.
Depois de uma manhã bem preenchida a pedalar e parte da tarde na agradável companhia do Acácio e da Isabel, regressamos à cidade, satisfeitos com mais um dia pleno de boas pedaladas e bons momentos de convívio.
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC