segunda-feira, 31 de agosto de 2015

"Encontro de amigos"

Com o cunho do meu irmão Luís, reuniram-se mais uma vez na peculiar aldeia da Relva, próximo de Vila de Rei, um bom punhado de amigos, vindos de vários locais, maioritáriamente da zona de Coimbra e do Porto.
O primeiro contato com a malta foi na Pastelaria Estrela Doce, na Sertã, onde tomámos o cafézinho matinal.
Seguimos depois para a aldeia da Relva onde iríamos dar início ao passeio de btt, sob o lema "Pedalar para Descontrair" e que terminaria no local de partida com piscina e almoço no restaurante "O Elétrico", já nosso conhecido de outras andanças.
A animação foi o ponto forte, a alegria, a boa disposição e o companheirismo fora uma constante, com umas peripéciazitas, aqui e ali, para complementar a coisa, tornaram este encontro de amigos, num dia inesquecível.
Abandonamos aquela castiça aldeia em direção a Casal Formoso, Borreiros e Fundo da Lameira, num percurso que o meu irmão dizia ser porreirinho e sem grandes dificuldades, mas o fato é que a minha "santa" andava sempre com a roda da frente ligeiramente mais alta que a traseira, ou vice versa.
Cruzamos pela primeira vez o leito da Ribeira do Bostelim, sem nenhum vestígio de água e fomos até S. João do Peso, onde paramos para beber uma "jolinha".
Continuamos pelas Casas da Ribeira, Vale da Vergancinha, Corujeira e Praia Flubial do Bostelim, onde paramos para beber umas bjecas enlatadas e uns bolinhos catitas.
Saímos daquele aprazível local e pelo vale dos Marcos, vale da Urra do Meio e Casais de Cima, chegamos de novo à Relva.
Entretanto fomos perseguidos por uma carrinha que transportava um barril de plástico azul e que nos obrigava a parar de vez em quando, para beber mais uma bjeca enlatada. A malta nem queria mas por uma questão de solidariedade . . .
Já com o percurso concluído e as bikes arrumadas, seguiu-se uma sessão de piscina, bem animada e divertida com alguns dos companheiros a mostrar os seus dotes artísticos nos saltos para a água.
Veio depois o belo do almoço, em modo buffet, com muita e boa comida, bem regada com bebida á descrição . . . e da boa!!!
Uns mais cedo e outros mais tarde, lá nos fomos despedindo e abandonando o local, com a promessa de novos encontros e novas aventuras, com ou sem gastronomia.
Foi para mim um dia especial, onde pude rever bons amigos e com eles partilhar este belo dia de animada brincadeira e são convívio.
Obrigado malta . . .até à próxima, seja lá onde for!!!
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

"Rota da Malcata"

Na passada terça feira fui dar uma volta de asfáltica com o Rui Salgueiro e deixamos logo em standby uma aventurazita, em modo vadio, pela Serra da Malcata e Sierra de Gata.
Ontem confirmamos a disponibilidade e hoje fizemo-nos à estrada.
Pelas 07h00 fui buscar o Rui junto à sua residência e na minha fragonete, partimos em direção a Penamacor, o ponto de partida e chegada do nosso passeio de hoje.
Ainda não eram 8h00 quando partimos do parque de estacionamento das bombas de Penamacor em direção à Meimoa, calma e descontraidamente, aproveitando o pouco declive ascendente para por "todas as peças" em bom funcionamento.
Passamos pela aldeia e um pouco mais à frente viramos à direita para o Meimão, com paragem no paradão da Barragem da Meimoa para apreciar aquela bonita bacia hidrográfica.
Chegados ao Meimão, esperava-nos uma "maldadezita" com a subida da Serra da Malcata ao Parque Eólico, com uma pendentezinha de respeito e um início complicado, pelas estreitas ruelas empedradas da aldeia.
A magnânima paisagem amenizou um pouco esta durinha subida e lá no alto, aquela bonita estradinha a serpentear pelas eólicas valeram bem o esforço.
Tanto eu, como o Rui, chegamos à linda aldeia da Malcata com um sorriso de orelha a orelha.
Antes, fizemos uma pequena paragem na ponte sobre a Barragem do Sabugal, para apreciar toda aquela panorâmica.
Cruzamos a aldeia com passagem por algumas das suas castiças ruas de calçada de xisto e seguimos pela nova estrada que liga aquela aldeia a Quadrazais, num constante sobe e desce e paisagens deslumbrantes.
Chegamos aquela povoação depois de cruzarmos o Rio Coa e tomamos o rumo a Vale de Espinho e logo depois Foios, onde paramos no Bar/Restaurante El Dorado para a minha já conhecida e bem apreciada sandocha mista de queijo da serra e presunto. Uma delícia.
Até à Aldeia do Bispo foi outro sobe e desce, agora com a estrada um pouco mais irregular, seguindo depois para a Lageosa da Raia, onde entramos em Espanha, rumo a Navasfrias.
Se até aqui o vento nos complicava um pouco a progressão, a partir da entrada em Espanha, aumentou de intensidade e mesmo a descer para Navasfrias, tínhamos que pedalar.
Passado aquele bonito "pueblo" seguimos por uma panorâmica e estreita estradinha, bem sombreada nos primeiros kms com os imensos carvalhos que a bordejavam, até que entramos numa zona mais árida já na parte final, onde entramos no departamento provincial de Cárceres e iniciamos a descida a Valverde del Fresno pelo brutal "Puerto de Navasfrias" Lindo e adrenalínico! 
Paramos no Restaurante da "Doña Laura", não para almoçar, mas para beber um par de "cañas" fresquinhas acompanhadas com com um "pincho" para abocanhar.
Até ao final ainda faltavam 35 kms que vencemos com alguma dificuldade, pois o vento frontal e o ondulado do terreno puseram à prova a nossa capacidade de resistência.
No final, pudemos dizer prova superada.
Chegamos junto à viatura com 125 kms bem pedalados por bonitas estradas, algumas bem desafiantes, desfrutando de deslumbrantes paisagens na ligação das duas serras, que unem Portugal a Espanha . . .Marcata e Gata.
O vento dificultou-nos bastante a progressão, mas não a vontade de pedalar e de desfrutar desta aventura, em modo vadio, a forma que mais aprecio para desfrutar deste belo e ludico desporto.
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

terça-feira, 25 de agosto de 2015

"Sobreira Formosa, Foz do Cobrão e Vila Velha de Rodão"

pelas 07h00 juntei-me ao Rui Salgueiro na Rotunda da Racha e fomos dar um passeio asfáltico, com passagem pela Sobreira Formosa, Foz do Cobrão e Vila Velha de Rodão.
Abandonamos a cidade em direção às sarzedas, com passagem por Taberna Seca, Vilares e Cabeço do Infante.
Cruzamos as Sarzedas e continuamos pelo Vale d'Agua, Monte Gordo, Catraia Cimeira e Froia, antes de entramos na Sobreira Formosa, onde paramos para o cafézinho da manhã.
Seguimos depois para a Foz do Cobrão, cruzando as aldeias de Giesteiras Maxiais e Sobral Fernando.
Aqui enfrentamos a mais penosa subida do dia com a passagem pelo Foz do Cobrão até ao Miradouro das Portas de Almourão.
Ultrapassada esta dificuldade, seguimos para o Chão das Servas e continuamos por Sarnadinha, Alvaiade, Távila e Gavião antes de entrarmos em Vila Velha de Rodão, com a obrigatória paragem na Bolaria Rodense, desta vez para degustar o pãozinho com chouriço e tomar uma bebida fresca.
Depois de um bom momento de conversa viramos o azimute à cidade, via Coxerro e sarnadas, onde entramos pelas 12h20, com 100 kms pedalados numa bela manhã, um pouco mais fresca e prazenteira na agradável companhia do Rui.
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

domingo, 23 de agosto de 2015

"Ciclocross pelas planuras da Lardosa, Soalheira e Marateca"

Por cortesia do amigo David Vila Boa da loja Feelsbike cá do burgo, fui hoje testar uma Corratec CCT de ciclocross, uma das variantes do ciclismo que adoro praticar, na versão cicloturistica.
Lembrou-me a saudosa Sepecialized Crux, que vendi para mais tarde adquirir uma outra, já com as novas tecnologias, nomeadamente travões de discos hidraulicos, passagens internas e eixos passantes.
Já vem qualquer coisa a caminho, que penso venha ainda antes do próximo Natal, para me divertir nesta parte invernal que se aproxima.
Se antes era o único praticante cá do burgo, agora já posso contar com a companhia do Jorge Palma, também ele rendido a esta bonita modalidade e proprietário duma espetacular Jamis de ciclocroos, neste caso "adventure bike".
E hoje juntamos a Corratec e a Jamis e fomos para o mato ver como elas se portavam e se ainda tínhamos "unhas" para as ditas.
Como o meu companheiro de hoje teve dificuldade em desenvencilhar-se dos lençóis, acabamos por sair às 08h00, com a intenção de ir tomar o cafézinho à Soalheira.
Abandonamos a cidade pela Atacanha e com passagem por Santa Apolónia, cruzamos a vila de Alcains rumo à Lardosa.
Passamos o Vale Capitão, a Quinta da Ordinha, Casal da Fonte Chã, Folha da Lardosa, Fonte Caiada, Vale do Asno, Seixeira e Vale Feito antes de chegarmos aos arrabaldes da Lardosa.
Não entramos na aldeia e ladeamo-la, tomando a direção do Monte das Areias, onde fletimos à esquerda para o apeadeiro da Soalheira, cruzando a Fadagosa.
Não passamos a linha férrea no apeadeiro e ladeamos a linha pelo Marco Alto, transpondo-a mais à frente por uma estreita passagem, numa vereda que nos levou à Ponte Godinha, onde apanhamos um estradão para a Soalheira.
Quando já estávamos à entrada da aldeia, recebi uma chamada do Nuno Eusébio a dizer que o grupo da bike asfáltica já estava no café das bombas.
Para lá nos dirigimos e na companhia daquela rapaziada, o Luís Lourenço, Paulo Jales, João Valente e o Nuno Eusébio, que hoje traziam um "aprendiz", que creio chamar-se Marco, tomamos a matinal dose de cafeína e conversamos um pouco.

Depois de abandonar o café, seguimos um pouco em conjunto, na travessia da aldeia e num pequeno troço da estradinha panorâmica que passa pela zona das quintarolas em direção à Marateca, até que viramos à direita em direção ao Curral das Figueiras.
Sempre em estradão, continuámos pela Rosmaninheira e Vale do Mota até chegarmos à estrada que vem de S. Vicente da Beira que seguimos até ao cruzamento para o Monte da Granja, para onde nos dirigimos.
Passamos pelo seu  arraial  e pelo Vale Cabreiro e Vale Saviola chegamos à barragem da Marateca, onde nos divertimos pedalando junto à água até que o relógio nos aconselhou regressar a casa.
Abandonamos a zona pelas Cholcas e entramos na estradinha que apelidamos "das caganitas" e que vem entroncar na que segue para a Póvoa de Rio de Moinhos, para onde seguimos.
Na Póvoa descemos a Alcains e pela N.18 regressamos a Castelo Branco onde chegamos pelas 12h00.
Desta vez fizemos a "abaladiça" na tasca do futebol onde estivemos um bom bocado na conversa.
Uma bela manhã de boas pedaladas numa modalidade que gosto e vou adotar sazonalmente, ou quando a oportunidade surgir.
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC