segunda-feira, 27 de julho de 2015

"Pelo Coração da Serra do Caramulo e Mata do Buçaco"

Ontem foi dia de volta vadia, na companhia do meu irmão Luís e dos amigos Jorge Palma, Álvaro Lourenço e Rui Salgueiro.
Como gosto de vadiar sempre em busca de  uma boa aventura, escolhi desta vez a Mata do Buçaco e Serra do Caramulo.
Saímos da cidade pelas 05h30 ruo à Sertã, onde nos encontraríamos com o meu irmão na Pastelaria Estrela Doce, que nos abriu a porta pelas 06h30 para tomar o pequeno almoço.
Depois de tomada a primeira refeição do dia, já a segunda para alguns, fomos até à Vila Termal do Luso, o o local de partida e chegada do nosso passeio domingueiro.
Depois de preparadas as bikes e restante material fizemo-nos à estrada, subindo em direção à Mata do Buçaco, onde entramos pela Porta do Serpa.
Com a sua estradinha empedrada e curvilínea desenhada num fascinante recanto onde as árvores têm porte gigantesco e são ricas em essências, perfumes e fulgor. 
Há uma transparência de luz e frescura de sabor místico quase divino e o sumptuoso Palace Hotel do Buçaco, outrora residência de reis e que nos nossos dias recebe Homens de Estado e quem, na busca da tranquilidade, tem o gosto de se acolher num dos mais belos hotéis românticos da velha Europa.
Foi uma pequena travessia que gostei bastante. Um hino à tranquilidade.
Abandonámos aquele local idílico pelas Portas da Rainha, mesmo defronte do Museu Militar e seguimos por uma estrada ondulante, que nos levou até à entrada de Mortágua, pela Moura e Barracão.
Ladeámos Mortágua e viramos à esquerda na rotunda e viramos o azimute a Campo de Besteiros, a rampa de lançamento para o Caramulo, passando por Cruz da venda Nova, Vila Meã, Vila de Moinhos, Tourigo, Barreiro de Besteiros e Cortiçada.
Chegados àquela vila, logo nos chamou a atenção a esplanada situada no bonito jardim central, onde abancámos para comer algo mais sólido e beber uma bebida fresca.
Se até aqui o percurso não tinha tido qualquer dificuldade de maior, era a partir daqui que se esperavam as maiores dificuldades.
Deixamos aquela bonita vila e passámos pela Ladeira, o nome ideal para a ascensão de vários quilómetros até ao Caramulo.
Uma bonita ascensão por uma bonita e verdejante estrada estrada, com passagem pelas Fontainhas, Litrela e Guardão de Baixo.
Entramos no Caramulo pelo seu irregular empedrado e fomos até ao famoso hotel onde defronte do mesmo se encontra o conhecido Museu do Caramulo e a sua riquíssima coleção de automóveis antigos.
Depois de tirada a foto da praxe, para mais tarde recordar, continuamos a subir até Monte Teso, onde fletimos à esquerda seguindo para a Varziela.
Num constante sobe e desce, passamos por Bezerreira e Cadraço, antes de chegar ao Caramulinho, o ponto mais alto daquela bonita serra.
Deixamos as bicicletas à guarda dum grupo de caravanistas que ali se encontravam a almoçar e subimos ao promontório, subindo os seus irregulares escalões.
Lá do alto a panorâmica é fantástica, avistando-se por um lado as Serras da Estrêla e Açor e do outro o Oceano, lá bem longe.
Descemos até junto dos caravanistas a quem agradecemos e voltamos à estrada, embrenhando-nos pelo coração da serra, cruzando algumas das suas peculiares aldeias, nomeadamente Almofala, teixo, Corte, Freimoninho, Caselho, Povinha, Foz e Agadão, antes de chegarmos a Belazaima do Chão, onde paramos para uma refrescante imperial.
Num constante sobe e desce seguimos por Póvoa do vale Trigo, Boialvo, Mata de Baixo, Canelas e Póvoa do Gago, antes de chegarmos ao Vale da Mó, onde encetamos a derradeira e longuíssima subida até ao Salgueiral, com passagem por Junqueira e Algeriz.
Depois foi sempre em descida até ao Luso, onde chegamos,  satisfeitos por mais uma aventura em modo vadio, desta vez pelo Buçado e Caramulo.
Como esta rapaziada não se contenta só com o pedalar, depois das bikes arrumadinhas e a malta já com outro visual, fomos assentar arraial no "Virgílio dos Leitões", na mealhada, "chincando" bem  os dentes no belo do "reco" ainda criança, acompanhado da batatinha frita às rodelas e acompanhado pelo fresquinho frisante.
Um dos momentos altos do dia a finalizar mais esta bela tertúlia de amigos, onde a bicicleta é o mote para estas manifestações lúdico/gastronómicas, ao mesmo tempo que vamos conhecendo, ou simplesmente recordando, outros belos recantos deste nosso belo Portugal.
bem satisfeitos e saciados, regressamos cá ao nosso condado, com paragem na esplanada da Carvalha, na Sertã, para uma última "loirinha" e deixarmos o meu irmão.
Contas feitas, passemo-nos por 121 kms nas belas estradinhas no coração da Serra do Caramulo, cruzamos a Mata do Buçaco, num agradável percurso circular, divertimo-nos, quanto baste e confraternizamos, sempre alegres e bem dispostos neste belo domingo de verão.
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

sábado, 25 de julho de 2015

"Vila Velha de Rodão"

Amanhã é dia de aventura em modo vadio na companhia de alguns amigos, pelo coração de uma das bonitas serras de Portugal.
A expectativa está em alta e a aventura é garantida.
Como tal e para hoje, nada melhor que um passeiozinho calmo e descontraído, para amanhã poder desfrutar em pleno a fantástica panorâmica e peculiares aldeias e lugarejos, por onde iremos passar.
Combinei com o António Leandro às 07h00 na Rotunda da Racha e foi a essa hora que nos fizemos à estrada em direção a Vila Velha de Rodão.
Abandonamos a cidade pela variante da Carapalha e passamos pelas Sarnadas, Alvaiade, Tavila e Gavião, antes de entrar na vila, com a paragem obrigatória na Bolaria Rodense para o pastelinho de nata e cafézinho matinal.
Mas os pasteis de nata estavam então a sair e bastante quentes, pelo que optámos por umas broazinhas de fruta que estava divinais.
Depois do cafézinho tomado e da conversa em dia, era hora de regressar, pois queria estar cedo na cidade.
Tomamos o rumo a Alvaiade via Coxerro e pelas 10h00 estavamos na cidade, após 66 kms de pedalada asfáltica, numa manhã um pouco mais fresca e ventosa.
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

quinta-feira, 23 de julho de 2015

"Mata da Rainha, Enxames e Vale de Prazeres"

Hoje foi dia de pedalada asfáltica na companhia do Jorge Palma, Nuno Maia e Rui Salgueiro.
Pelas 07h00, a nossa hora preferida de verão, para atenuar um pouco as calinadas habituais nesta altura do ano, abandonamos a cidade em direção aos Escalos de Cima, com passagem pelos Escalos de Baixo.
Pouco depois de sairmos, juntou-se ao grupo o António Leandro que ía até salvador, sua terra natal e que nos acompanhou em parte do percurso.
Descemos a S. Gens e subimos a S. Miguel d'Acha, continuando até à Aldeia de Santa Margarida, onde tomamos o cafézinho matinal e nos separamos do Leandro.
Tomamos depois a direção da Mata da Rainha, onde desta vez não paramos e fomos até aos Enxames, onde verificamos os estragos feitos pelo recente fogo que assolou uma encosta de mato, não muito longe da aldeia.
Subimos ao cruzamento para a Fatela e seguimos pela N.345 até entroncarmos na :18, em plena ascensão da Serra da Gardunha.
Na descida a Alpedrinha, fletimos à esquerda para Vale de Prazeres e o Rui Salgueiro, entusiasmado com a descida não se apercebeu e foi até Alpedrinha, tendo que retroceder depois até à pastelaria em Vale de Prazeres, onde o esperávamos degustando uma bela torta de cereja. Huummm, tão bom!!! Acho que o pastelinho de nata vai passar para segundo plano, ou melhoe, para suplente!
Já aconchegadinhos e com o Rui no grupo seguimos para a Orca, onde viramos o azimute à Lardosa, com passagem por Zebras e Vale da Torre.
Ladeamos a Lardosa pela estação e seguimos para os Escalos de Cima já em direção à cidade.
Ainda encontramos o Leandro já à entrada da cidade, que nos acompanhou na "abaladiça" na esplanada da Racha, antes de darmos por concluída esta nossa voltinha asfáltica, com 110 kms pedalados numa bela e animada manhã veranenga.
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora dels.
AC

terça-feira, 21 de julho de 2015

"Orvalho, Vilar Barroco, Poeiros e Pião"

Hoje não dormi lá muito bem.
Pelas 06h30 levantei o "cortiço" da cama e pensei . . .Isto se calhar quer é uma "dorzita" de pernas e uma "miradela" numas paisagens catitas . . .bora lá!!!
Pelas 07h15 já rolava em direção ao Alto da Foz do Giraldo, passando pelo Salgueiro e Lameirinha.
Que bem sabe o fresquinho da manhã, antes da chegada do calor, por vezes sufocante, o que nem foi o caso de hoje.
Já no alto, segui para o Orvalho, onde tomei o cafézinho matinal no café da rampa, como habitual quando vou para aqueles lados.
Cruzei depois a aldeia e tomei o rumo à fonte existente junto ao acesso pedonal da Cascata da Fraga da Água d'Alta, onde atestei os bidons.
Continuei pela bonita estrada panorâmica, passando pelo Vilarinho, Vilar Barroco e Póvoa da Ribeira, antes de entroncar na N.238, fletindo à direita em direção ao Estreito.
Lá no alto um bom par de kms após o miradouro natural, virei à esquerda e comecei a descer para a Cova da Azenha e num ligeiro sobe e desce fui até ao Pião, com passagem por Poeiros, onde iniciei uma longa descida até à Azenha de Cima.
Ainda dei uma mirada no velho estabelecimento de mercearia/café onde tantas e tantas vezes parei ao longo dos anos, para tomar café, ou comprar algo para comer. Agora já está fechado definitivamente.
Junto à ponte sobre a Ribeira da Magueija, resolvi seguir a bonita estradinha que ladeia a ribeira e passa pela Aldeia de Gatas, vindo entroncar na M.548, que segui até Sarzedas.
Já na N.233, virei o azimute a Castelo Branco, com passagem por Cabeço do Infante, Vilares de Cima e Taberna Seca, entrando na cidade pelas 12h00, com 104 pedalados em solitário, numa bonita manhã solarenga, por bonitas estradas e belas paisagens, cá do nosso condado.
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC