sábado, 28 de fevereiro de 2015

"Nisa"

Hoje, peguei na minha "ézinha", saí do meu condado e fui até a condado do vizinho, mais propriamente até Nisa.
Nisa é uma bonita vila alentejana, sede de município, caracterizada pelo seu típico alvo casario de faixa colorida a alegrar, numa região de calma e sossego.
Tem origens muito antigas, tendo sido já habitada pelo homem desde a época Neolítica, conforme atestam os muitos vestígios neolíticos da região. A povoação ter-se-á desenvolvido a partir de um Castro no cimo do Monte de Nossa Senhora da Graça, tendo sido posteriormente habitada por Romanos, e por eles influenciada.
Abandonei a cidade pela variante da Carapalha à N.18, que segui até Vila Velha de Rodão, com passagem por Sarnadas e Coxerro.
Praxe é praxe e para não fugir à regra, parei na Bolaria Rodense, para o cafézinho matinal e o já useiro e vezeiro pastelito de nata.
Já com o nível de cafeína reposto e gulodice saciada, rumei a Nisa, numa esplêndida manhã para dar mas lúdicas pedaladas, metade beirãs, metade alentejanas.
Chegado a Nisa, parei num dos cafés do jardim da Praça da República para tomar uma bebida fresca.
Fiz depois uma pequena visita à zona histórica da vila e regressei a Vila Velha de Rodão pela mesma estrada.
Deixei a N.18 e subi ao alto da vila, seguindo para Alvaiade ao encontro do IP2, passando pelo Gavião de Rodão e Tavila.
Pelo IP2 regressei a Castelo Branco com passagem pelas Sarnadas, entrando na cidade pelas 12h30 após 101 kms de agradáveis pedaladas numa espetacular manhã já a antever a primavera que se aproxima.
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos,ou fora deles.
AC

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

"Parque Eólico da Gardunha por Ribeira D'Eiras"

"Hoje foi dia de "punição!"
Era para ter sido no passado domingo, mas o "caparro" negou-se, com a desculpa de que ainda estava um pouco cansado do dia anterior. Tudo bem!
Mas hoje tinha que ser, pois já há um tempinho que estava para lá ir acima e hoje, foi o dia.
pelas 07h45 já seguia montado na minha "ézinha" rumo à Milhã, para entrar na N.112 por onde segui até à Portela da Lameira, com passagem pelo Salgueiro do Campo e Lameirinha.
Virei à direita e fui até Almaceda, onde parei na padaria local, para o cafezinho matinal e pastelito de nata.
Calmamente sorvi aquela pequena dose cafeínica e fui mordiscando o bolinho, enquanto, pensava nas duras rampas que tinha que enfrentar até à central elétrica lá no alto.
Atravessei a aldeia pelas suas irregulares ruas empedradas e dei início à subida para o cruzamento do Violeiro.
Passei por esta aldeia e por Rochas de Cima, antes de chegar a Ribeira D'Eiras, onde ía começar o meu pequeno suplício.
Logo ao cruza a aldeia, o "instrumento" começou logo por marcar 15%.
A longa subida, de 3 kms e pouco curvilínea, lá ia sendo conquistada, com um assopro aqui, um assopro ali, com o aparelhómetro a marcar entre os 15% e os 18 % e um par de pequenas seções a 20%.
Mas o que me fez morder mais a língua, foi os últimos 200 metros a 22%. Só tive pena de lá mesmo no alto, junto à cerca da central elétrica não haver uma relvazinha, pois era ali mesmo que me "escarrapachava" de papo para o ar.
Brincadeira à parte, a coisa doeu um bocadinho, mas tudo numa boa. Foi uma boa subida e não é nada do outro mundo . . . faz-se, mas é necessário, no meu entender, já ter alguns quilometrozitos nas pernas, antes de se fazerem à "coisa". Vale sobretudo pela soberba paisagem que se alcança lá do alto.
E é isto que me move. A pequena conquista, sim, mas sobretudo, a grandiosidade da paisagem, aquela imensa solidão inóspita, um mundo que parece só meu! 
Depois de uns bons minutos de contemplação, estava na hora de regressar.
Voltei a descer ao Violeiro e no cruzamento, virei à esquerda para a Partida e mais à frente, como se ainda não chegasse de dor, voltei à direita para o Mourelo e Tripeiro.
Mais um bom par de rampas pela bonita estrada que liga aquelas duas aldeias e a aproximação ao Sobral do Campo, onde as pernitas já acusavam um pouco o esforço.
Depois de passar pela aldeia, fui compensado pelo "sr vento" que me ajudou bastante a chegar a casa "porreirinho" e a horas de almoçar descansadinho com a minha "Maria".
Antes de entrar na cidade, com 100 kms de boas pedaladas, passei ainda por Tinalhas, Freixial e Juncal, onde virei para a estreita estradinha que vem entroncar na M.551, depois das Quinta de Valverde.
Uma esplêndida manhã de pedalada asfáltica, com passagem por alguma das bonitas e castiças aldeolas cá do nosso condado e umas boas rampitas para acomodar um pouco mais o caparro para umas aventurazitas que estão em "banho maria" e que pretendo ir fazendo ao longo do ano.
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

domingo, 22 de fevereiro de 2015

"Passeio de Btt ao Martim Branco"

Hoje de manhã, levantei-me à hora habitual e logo me surgiu uma dúvida, vou passear a "santa" ou a "ézinha"!
Resolvi sair com a "santa" e dar umas pedaladas campestres.
Saí de casa e passei pelas Docas, onde resolvo tomar calmamente o cafezinho matinal no Café Sical, enquanto aguardava a chegada de algum companheiro do pedal.
Já estava a definir a minha voltinha campestre, quando apareceram o Álvaro Lourenço e o Pedro Antunes.
Eles tomaram o cafezinho e esperamos ainda algum tempo pelo Sérgio Marujo, que hoje trocava a mota pela bicicleta.
O Álvaro delineou o passeio de hoje e resolveu ir até à sua terra natal, o Martim Branco. Boa escolha!
É sempre agradável uma visita à bonita aldeia de xisto de Martim Branco, que tem vindo a ser requalificada e está cada vez mais "xistosa" e com algumas mais valias, como o restaurante "Xisto Sentido" e alojamento local "Castrum Sentido", onde segundo consta o cabrito, nas suas várias confecções" é cozinhado com mestria e com um sabor requintado. Um dia destes vou lá experimentar mais a minha "Maria!"
Abandonamos a cidade e pela Sé Velha  descemos a Rua da Mina em direção à Milhã, para entrarmos nos trilhos, lá mais à frente, já na estrada de Caféde.
Passamos a tapada das Figueiras e entramos de novo na estrada de Caféde até cruzarmos o Rio Ocreza, saindo um pouco mais à frente para a Quinta de Valverde.
Depois da passagem pela zona de Santa Catarina, subimos ao Freixial do Campo, cruzando a aldeia e descendo à Ribeira do Vale Sando.
Depois de passarmos o vale, enfrentamos uma dura subida ao VG das Ferrarias, onde o Sérgio partiu a corrente da sua bike, logo no início da mesma.
Pedalamos durante alguns kms pela cumeada entre eucaliptal cortado recentemente para descermos depois ao Ribeiro do Seixo.
Continuamos por uma bonita zona, algo inóspita, em direção à Várzea do Porto do Conde, passando pela zona do Cavaleiro.
Cruzamos o Rio Tripeiro para a Várzea seguimos para a aldeia de Martim Branco, entrando pelo velho trilho do núcleo moageiro.
Fomos visitar o restaurante e alojamento rural "Xisto Sentido" e fiquei agradado com o que vi . . . simples e bonito!
Entretanto chegou também ao local o grupo da rapaziada (e menina) que se costuma reunir nas Tílias e por ali estivemos um pouco na conversa enquanto bebericava uma mini bjeca, gentilmente oferecida pelo dono do empreendimento.
Estava na hora de regressar.
Entretanto o outro grupo já tinha saído e voltamos a encontrar-nos à chegada às Carvalheiras, pedalando juntos pelos olivais da Esteveira de Baixo até ao Chão da Vã.
Depois de cruzar de novo o Rio Tripeiro, seguimos para o Salgueiro do Campo pelo Vale Cimeiro, tomando seguidamente o rumo ao Palvarinho pelo Casal da Bica.
Descemos à Ponte de Ferro e subimos ao Rouxinol onde resolvemos seguir por asfalto até à cidade, pois a hora de almoço aproximava-se rapidamente.
Uma bela manhã de btt campestre, que culminou com 60 divertidos kms e excelente companhia.
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

sábado, 21 de fevereiro de 2015

"Pedaladas descontraidas"

Pelas 07h00 abandonei o "vale dos lençóis" e preparei-me para uma voltinha asfáltica, pois o tempo prometia, apesar da rua onde moro se encontrar ainda molhada.
Fui buscar a minha "ézinha" e resolvemos dar largas à imaginação e ir em busca de recantos ou passagens agradáveis ao olhar e confortáveis para o espírito que nos move.
saímos da cidade pelas 08h00, como habitual, com  passagem pela zona industrial rumámos a Alvaiade com passagem pelas Sarnadas de Rodão.
O céu limpo, a ausência de frio e o vento fraco, dava para prever uma bela manhã de pedaladas.
Em Alvaiade virei à direita e depois de passar a Sarnadinha fleti de novo à esquerda em direção à Foz do Cobrão.
Este acesso a esta peculiar aldeia, decorre por uma bonita e panorâmica estradinha, com uma espetacular panorâmica sobre o Rio Ocreza, Foz da Ribeira do Alvito e as Portas de Valmourão, logo após a passagem pelo Chão das Servas, que acompanhei até á Foz do Cobrão.
A entrada na aldeia é feita por estreitas ruelas de considerável inclinação negativa, que estando hoje úmida pelos chuviscos matinais, fez-me dançar um pouco. 
Sensivelmente ao meio, no ponto de viragem para outra bonita estrada que segue para a Ladeira, está o Café Barateiro, onde parei para a matinal dose de cafeína. verdade seja dita, que o nome se justifica, pois o café aqui ainda é a 50 cts.
Desci seguidamente a última ruela até à pequena e estreita ponte do Rio Cobrão, onde parei para um par de fotos.
Segui depois para a Ladeira, ladeando de novo o Rio Ocreza, agora com um caudal mais volumoso, criando bonitas paisagens.
Depois de passar a Ladeira virei à esquerda e segui para o Perdigão, onde voltei a entrar noutra estrada panoramica, desta vez em direção a Vila Velha de Rodão.
Recheada duma fabulosa paisagem, passei ao lado de Aldeia Ruiva e, lá no alto, fleti à direita para uma visita à altaneira Atalaia do Rei Wamba e ao seu espetacular miradouro sobre o Rio Tejo e as Portas de Rodão.
Desci à vila e como habitual, fiz a paragem da praxe na Bolaria Rodense para o pastelzinho de nata, desta vez acompanhado por um sumo, pois já tinha bebido o cafezinho na Foz do Cobrão.
Se até aqui tudo tinha sido uma maravilha, a partir daqui a coisa complicou-se mais um pouco. O vento começou a soprar forte e quase sempre frontal, dificultando bastante o meu regresso à cidade.
Mas o prazer de pedalar e a forma como o faço, na maioria das vezes, ou quando os companheiros me o permitem, superam sempre esta dificuldade acrescida.
Deixei Vila velha de Rodão pela N.18 e depois de passar pelo Coxerro, fleti de novo à direita em direção a Alfrívida, com passagem pelos Perais.
Segui depois para os Lentiscais cruzando o Rio Ponsul e ao entroncar na N.18-8 rumei então diretamente à cidade depois de vencer os Enfestos e o "Petit Col du Gitan" com o vento ainda bastante forte, a complicar os derradeiros quilómetros.
99 kms de pura evasão, bonitos locais de passagem e uma manhã solarenga, onde só o vento a partir do meio da manhã, não se alheou de criar alguma dificuldade, tornaram este dia bem agradável e prazenteiro, praticando um desporto que adoro e me tonifica a mente e o espírito.
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC