sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

"Vale de Prande"

Tinha ficado previamente combinado umas pedaladas campestres para hoje, com o Carlos Sales e o Juca.
O pessoal não se amedrontou com a previsão meteorológica, que previa chuva para todo o país e pelas 08h00, lá estávamos na Pastelaria "A Ministra" na Carapalha.
Tomado o cafezinho matinal lançámo-nos aos trilhos em direção a Alcains, via Santa Apolónia.
Contornamos as escolas e depois da passagem pelos muros da Tapada da Estalagem, cruzamos a N.18 para a fábrica das Rações, seguindo para as Rabaças.
Ali cruzamos o Rio Ocreza, agora pela ponte de madeira, em vez das passadouras, que por enquanto passaram à reserva.
Com o rumo à Póvoa de Rio de Moinhos, passamos pelo Lameiro de Caria e Quinta da Pacheca, para mais à frente, logo após a passagem da Fonte da Nora, virarmos à esquerda para a Mingrocha, cruzando a Ribeirinha.

Contornamos o Tagarral e pela Tapada da Queijeira chegamos a Tinalhas, onde paramos no Café junto à igreja matriz para um momento descontraído, bebendo uns branquinhos traçados e dando dois dedos de conversa, bem longos por sinal.
Abandonamos a aldeia e descemos ao Vale de Prande, um bonito vale plantado de velho olival, que circundamos, para subir de novo em direção a Tinalhas pela subida dos Pucarinhos.
Não chegamos à aldeia e, junto ao Santuário da Rainha Santa Isabel, fletimos à direita, cruzando o sobreiral em direção à Quinta do Freixial.

Passamos junto ao VG do Nabo Redondo e andamos entretidos, ziguezagueando pela zona do Vale do Nuno e Barroca do Fundo, até que chegamos à Quinta de Valverde, onde entramos em asfalto até à Tapada das Figueiras.
Já no final da Tapada, o Juca seguiu em frente para a Quinta da Rafeira a melhor direção em direção a casa.
Eu e o Carlos seguimos para o Parque de Campismo, onde cruzamos a N.18 para ladearmos a Quinta dos Carvalhos rumo à cidade, onde chegamos após 58 kms de pura diversão, fugindo à chuva, que apesar de sempre eminente, nos deixou chegar a casa enxutos.
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

"Foz da Ribeira do Muro"

Hoje foi dia de pedalada campestre na companhia dos amigos Carlos Sales, Julio Rito (Juca) e Sandro Gama.
O Sandro veio ter comigo às 08h00 e pelo caminho recolhemos o Carlos, na Rotunda da Carapalha e o Juca, na Rotunda da Decatlhon.
A caminho das Bequerenças, o Carlos partiu a corrente. Problema resolvido com um elo de ligação e continuámos o nosso passeio matinal.
Chegamos à entrada das Benquerenças e seguimos para o velho e abandonado lugarejo da Azinheira, onde andamos um pouco entretidos nalguns dos seus trilhos catitas, até que chegamos ao Ramalhete, no apeadeiro do Retaxo.
Ali tomamos a matinal dose de cafeína e toca a pedalar, rumando aos Amarelos rodeando o Vale do Pinto.
Desta vez conseguimos cruzar a aldeia sem mordermos nenhum panike na padaria local, apesar do lembrete de alguém e fomos em direção aos Poços Fundos antes de chegarmos à entrada do Retaxo, subindo às Olelas.
Continuámos em direção ao Vale das Quedas, cruzamos a Ribeira do Vale da Dona e chegamos ao arrabalde dos Maxiais, onde entramos numa bonita vereda até ao estradão que nos conduziu à Várzea do Sapinho.
Descemos ao velho olival e fomos dar uma espreitadela na foz da Ribeira do Muro com o Ribeiro do Barco.
Ali parámos um pouco para mastigar uma barrita e continuamos contornando a curva de nível para enfrentarmos depois a dura subida ao Cabeço do Pico e o sobe e desce da Escudeira, até chegarmos ao Valongo e avistarmos o seu casario.
Estava praticamente concluido mais este passeio matinal cá pelo nosso quintal.
Para selar esta bela manhã de btt, nada melhor que uma abaladiça no bar onde já funcionou a Associação do Valongo, com uns branquinhos e dois dedos de conversa, até chegar a hora do almoço.
49 kms de puro btt, uma catrefada de trilhos catitas cá do nosso quintal, amizade companheirismo e divertimento, aliados a uma bonita manhã solarenga, deixaram-nos um pouco menos stressados e mais rejuvenescidos.
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

domingo, 25 de janeiro de 2015

"Encostas de Valverde"

Ontem foi dia de nova passeata campestre, na companhia do grande amigo Pedro Ferrão.
Logo cedo, com o ponteiro a querer chegar às 07h00, peguei na minha "Santa", instalei-a comodamente na minha "fragonete" e puz-me a caminho das Aranhas, uma típica aldeia portuguesa, que neste fim de semana se encontra em festa, com destaque para o fumeiro, provas gastronômicas, cantares de janeiras, tasquinhas e muita animação popular.
Quando cheguei à aldeia, já o Pedro por ali andava em modo de aquecimento e de calçãozinho de licra . . . e eu com um frio do catano!!!
Carregamos a bike e fomos até Valverde del Fresno para dar umas pedaladas descontraidas pelas verdejantes encostas de Valverde.
Saímos em direção ao Monte dos Agachados por largos estradões, sempre em amena cavaqueira e aproveitando para por a conversa em dia.
Descemos ao asfalto para transpor o Arroyo de la Lobera e voltamos a entrar nos trilhos rumo às Casas de Casimiro, onde iniciamos uma longa subida de pendentes suaves ao Monte da Virgen de Fátima.
Depois de algum sobe e desce, andamos entretidos pelo Barroco da Toiriña, pedalando pelos seus bonitos estradões numa longa curva de nível, fletindo depois à direita para subir mais um pouco até quase ao Alto del Pizarrón.
Continuámos pelo estradão da curva de nível que nos levou até uma das famosas curvas do Puerto de Perales, sempre com uma brutal paisagem sobre Valverde e o Vale de Xálima.
Depois de pisarmos o asfalto por alguns metros, saimos para a direita para uma rápida descida que nos levou diretamente a Valverde.
45 kms foram suficientes para nos divertirmos um pouco, dar umas pedaladas descontraídas e pormos a conversa em dia.
Depois de arrumarmos as bikes e restante material, fomos beber um café solo ao Restaurante da Laura e regressamos às Aranhas.
Ainda antes do almoço, demos uma volta pelas bonitas ruelas da aldeia, com as suas tasquinhas prontas a receber os visitantes com os seus produtos regionais.
Para abrir o apetite bebemos uma ginjinha numa delas e fomos almoçar a casa duns familiares do Pedro.
Ali fui brindado com um belo almoço e com muita simpatia. Um muito obrigado pela bela recepção. 
Pena foi não ter podido ficar para o que seria certamente um resto de dia bem passado e com muita animação . . . disso não tenho dúvidas!!!
Obrigado Pedro pela excelente companhia. Inté!

Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC


sábado, 24 de janeiro de 2015

"Paredes de sirga no trilho das jans - PR1, em Btt"

Já há uns tempos que tinha planeado ir pedalar nas paredes de sirga que ladeiam a margem esquerda do Rio Tejo entre a barragem do Fratel e o embarcadouro da Amieira do Tejo.
Ontem foi o dia.
Aproveitando a companhia do Sandro Gama, fomos até Nisa na minha "fragonete" que estacionamos junto à churrasqueira, onde se comem umas belas bifanas.
Descarregamos e preparamos as bikes e restante material e fomos tomar o cafezinho matinal bum dos cafés do jardim.
Por asfalto e em jeito de aquecimento fomos até à Lameira das Pedrinhas, onde entramos nos trilhos, bastante enlameados por sinal. Uma autêntica dança entre paredes, até chegarmos ao Monte Claro a primeira aldeia que nos viu passar naquela manhã bem fresquinha.
Seguimos depois até à Falagueira, em trilhos mais abertos e menos lamacentos, cruzando eucaliptais até passarmos sob o IP2, apanhando o estradão para Vila Flor.
Depois da passagem pela velha ponte romana da Ribeira do Figueiró, subimos um pouco e viramos à direita para a Vinha da Ordem, onde desfrutamos da primeira vereda do dia, bem verdinha e engraçada..
Chegamos à cumeada, com uma vista soberba sobre o rio tejo e a barragem. Simplesmente soberbo!
Descemos ao rio por uma descida bem acentuada, onde o Sandro mostrou valentia ao descê-la sem apear. Aquilo é brutal! Eu cortei-me! Em determinada altura estava a ver que tinha que largar a bike e mandar-me para o lado. Ainda consegui desmontar a tempo!
Depois de umas dezenas de metros não cicláveis  em que foi necessário empurrar a "menina", entramos na parede de sirga. Um espetáculo e uma beleza impar, além de algo perigosa, pois estava um pouco escorregadia. Mas dava cá uma pica!!!
Foi o momento alto desta pequena aventura campestre ao pedalar naquela parede que acompanha o Rio Tejo, onde um pequeno descuido pode significar um banho forçado, uns metros mais abaixo de consequências imprevisíveis. Mas nada pode apagar aqueles momentos de adrenalina!
Chegamos ao embarcadouro da Amieira do Tejo, onde termina o trilho e subimos um par de centenas de metros em asfalto, para virarmos à direita, para a Tapada do Doutor, e entrarmos numa dura subida que nos levou praticamente á entrada da Amieira do Tejo e ao seu bonito castelo. Um belo exemplo da arquitetura gótica militar, onde fomos dar uma espreitadela
Subimos depois à colina onde a bonita e imponente Capela do Calvário domina a paisagem.
 Erigida graças à vontade expressa em testamento de Vaz Caldeira, sargento mor da Amieira, foi decretada imóvel de interesse público em 1950.
Abandonámos aquela bonita vila pelas Hortas de S. João e subimos à Ermida de S. João da Charneca, que marca o início dos extensos eucaliptais por onde nos embrenhámos até Arez, onde entramos pelo Vale do Marque.
paragem obrigatória no restaurante do Rui, um recanto já meu conhecido de um par de travessias de Castelo Branco a Fátima em btt.
Ali comemos uma bela sandocha mista e uma bjeca que nos revigorou  para a última parte deste bonito percurso até Nisa, onde chegamos depois de passarmos pela Quinta do termo de Arez e pelo Sachinho.
Uma bela manhã de aventura com uma bela voltinha campestre, em modo vadio, na agradável companhia do Sandro Gama.
49 kms de boas pedaladas, trilhos bastante variados, alguns com a adrenalina a puxar pela emoção, num espaço recheado com uma panorâmica fabulosa. 
E já agora, citando Franz Kafka . . ."Quem possui a faculdade de ver a beleza, não envelhece."
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC