terça-feira, 30 de dezembro de 2014

"Rota das Barragens"

Hoje fui dar uma voltinha campestre "cavalgando a minha Santa" na companhia do amigo Sandro Gama e do seu filho André.
Combinámos às 08h00 junto à Feelsbike e pouco depois abandonávamos a cidade em direção aos trilhos.
Pisámos a terra pela primeira vez na quelha que segue para os Desembargadores, mas, sensivelmente ao meio, virámos à esquerda para o Alagão.
O gelo cobria os charcos e pequenos regatos, criando paisagens belíssimas com a incidência da luz solar.
O frio, esse, fazia jus ao seu nome, mas um bom agasalho ameniza bastante o seu efeito e o vento, o fiel companheiro destes últimos dias gelados, entrou hoje de folga, tornando o dia porreirinho para a pratica deste desporto pedalante.
Contornamos a pista de aviação e entramos no Curral do Prego em direção aos Escalos de Baixo, com passagem ainda pelo Monte Brito e Vinha do Marco.
Ladeando a Ribeirinha, cruzámos mais à frente o Ribeiro do Travesseio e seguimos para os Escalos de Cima e logo depois a Lousa, onde paramos no Café do Jardim, para a matinal dose de cafeína.
Sempre em amena conversa e andamento calmo e descontraído, saímos da Lousa rumo à Terra Navancha, onde nos divertimos nuns single tracks catitas e bem delineados.
Passamos pelos Muros e rumámos ao bonito Vale de Ronções, na minha opinião, um dos mais bonitos recantos para a prática do btt, para quem gosta de apreciar uma bela paisagem.
Contornamos a Nave Carvalho e depois duma boa subida, descemos à zona dos Moinhos, entrando no estradão que segue para a Nesvelha depois de cruzar as barrocas de Ronções e Ferrenha, na sua interseção.
Depois da longa subida à Nesvelha, apesar de suave, fletimos à esquerda para S. Geraldo e, junto à Capela, seguimos pela direita pelo Monte do Frei Simão.
Descemos aos Lagares e subimos à Tapada de Gralhais, seguindo depois a curva de nível que nos levou à Barrussa.
Cruzamos depois a M555 e com passagem pelos Penedos de Ferro seguimos pela cumeada do vale Silveira até ao limite dos Escalos de Baixo, fletindo à esquerda para o Vale Paio.
Entramos depois na M240, para cem metros mais à frente entrarmos no estradão á direita para a Tapada da Nogueira.
O dia convidava a pedalar, mas os kms já pedalados e o adiantado da hora, aconselharam-nos a recolher ao ponto de partida e foi o que fizemos.
Descemos à Balorca e rumámos ao Monte de S. Luís e Fonte Santa, onde entramos no asfalto que nos conduziu à cidade.
Uma última passagem por terra na Quelha dos Desembargadores, para entrarmos na cidade, pelas Fontainhas, depois de 65 kms pedalados numa excelente companhia, num bonito dia de inverno e ameno convívio.

Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

"Última do ano by Pinto Infante"

Mais um ano que chega ao seu final, e com ele, mais um dos passeios sempre esperado pela malta amiga, que habitualmente se costuma juntar no "último do ano by Pinto Infante", o mentor deste bonito passeio lúdico/gastronómico.
Espero que o amigo Pinto Infante continue a manter esta tradição e assim unir, pelo menos no "ultimo do ano" parte da rapaziada, num evento em que consegue por a malta a andar de bike e conversar ao mesmo tempo, o que nos tempos que correm vai rareando, em que se troca as barras energéticas e pozinhos milagrosos, pela bela da entremeada, do chouriço e morcelinha assada, bem regados com um bom tintol, branco ou rosé. Uma surpresa sempre agradável deste nosso amigo e grande amante deste lúdico desporto.
Como sempre, a reunião e local de partida é na Lardosa.
partimos já depois das 09h00 e depois de uma voltinha pelos arrabaldes da Lardosa, cruzamos a linha férrea para os Ariões e seguimos para os Escalos de Cima, com passagem pelo Vale do Asno e Verdelhão.
Depois de sairmos da aldeia, tomámos a direção da Lousa, onde nos esperava um bela surpresa, num local onde irá nascer um belo empreendimento turístico.
A bela da entremeada, o chouriço e a morcela assada, sempre a sair do grelhador de carvão ali instalado e, com o auxílio dos excelentes, tinto, branco, ou rosé, qual deles o melhor, aqueceram-nos o estômago e a alma e elevaram o espírito destes bonitos eventos e, neste caso, há que realçar a carolice e manifestar gratidão ao amigo Pinto Infante, que mantêm, e bem, estas reuniões velocipédicas, sem esperar nada em troca, sem almejar lucros, apenas porque gosta e lhe está entranhado na alma que lhe alimenta o vício, lúdico, salutar e de convívio com os amigos.
Já todos mais bem "rosados" e convenientemente aquecidos, prosseguimos este belo passeio, abandonando a Lousa em direção ao Vale do Zinho, onde viramos o azimute a Alcains, com passagem pelo Casal Mourão.
Um vento frio vindo de norte, arrefecia-nos um pouco o rosto, mas não a alma e a alegria e companheirismo com que pedalávamos já em direção à Lardosa.
Passamos anda pelo Pôr da vaca e pela Folha da Lardosa, antes de terminarmos esta bonita manifestação velocipédica junto às piscinas, onde horas antes tínhamos começado.
Depois do banhinho retemperador, fomos até ao salão da junta de freguesia para o almejado almoço, a cargo da Roxo Catering.
Este ano, além da sopinha, tivemos a grata surpresa das bochechas de porco, que estavam uma delicia. A sobremesa, vinhos sumos e água não faltaram, terminando com o cafezinho no bar.
Despedidas feitas, regressei a casa, satisfeito por ter participado em mais um "ultimo do ano", originado e reeditado ao longo dos anos, e já lá vão sete, ou oito, já não sei bem, pelo meu amigo Pinto Infante.
bem haja amigo! Para o ano só não estarei presente, se de todo não puder.
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

sábado, 27 de dezembro de 2014

"Um passeio ao Castelo do Rei Wamba"

Na Rotunda da Racha, pelas 08h00, juntaram-se hoje, além de mim, o Nuno Maia, Vasco Soares, Luís Lourenço e Nuno Eusébio.
Resolvemos ir fazer uma visita ao Castelo do Rei Wamba, situado numa escarpa sobranceira ao Rio Tejo, sobre as chamadas Portas de Rodão.
Reza a lenda que, «Wamba, rei visigodo, fundou o Castelo de Ródão, onde vivia com a sua mulher e filhos. A rainha fugiu, certo dia, para os braços de um rei mouro, o que levou Wamba a procurá-la, disfarçado de mendigo.
Ela reconheceu-o, fingiu ser prisioneira do mouro e escondeu o marido no próprio quarto, entregando-o em seguida ao amante.
Pediu Wamba à generosidade do inimigo que lhe concedesse tocar pela última vez a sua corna. Os seus companheiros de armas ouvindo-o, acudiram-lhe. Mataram o rei mouro, e trouxeram a rainha para o Castelo de Ródão.
Por sugestão do filho mais novo, o castigo dela consistiu em ser precipitada pela íngreme encosta para o Tejo. Ao saber do castigo, a rainha proferiu a sua tripla maldição:
Adeus Ródão, adeus Ródão
Cercada de muita murta
E terra de muita ...
Não terás mulheres honradas
Nem cavalos regalados
Nem padres Coroados!»

Diz-se que por onde o corpo rolou nunca mais cresceu mato.»
Abandonámos a cidade pela zona industrial e rumámos ao Perdigão, com passagem por Alvaiade.
No Perdigão fletimos à esquerda para a estrada panorâmica que segue para Vilas Ruivas e Vila Velha de Rodão e foi nesta seção que tivemos um encontro imediato com uma densa neblina, com uma ou outra aberta, que se manteve até à, zona de Lentiscais.
Em Vila velha fizemos a paragem obrigatória na Bolaria Rodense, para o cafezinho matinal e o pastelinho de nata da praxe.
O Luís Lourenço rumou de imediato à cidade, pois ainda pretendia ir ver o Rally da Escuderia.
Por outro lado, o António Leandro sabendo o percurso que hoje iriamos fazer, já estava á nossa espera na pastelaria e regressou connosco à cidade.
Abandonamos aquela vila e tomamos o rumo aos Lentiscais, com passagem por Perais e Alfrívida.
Sem a paragem habitual no café do João, (Pescaça) apontamos o azimute à cidade, descendo ao Rio Ponsul enfrentando a subida final, que nos trouxe de novo ao ponto de partida.
89 kms, um grupinho de malta que gostas destas lides velocipédicas, o friozinho que tem "vestido" estes dias invernosos, mas solarengos e hoje, ainda com um nevoeirinho extra,  para não nos esquecermos de que estamos realmente no inverno, animaram, de uma forma, ou de outra, este nosso passeio asfáltico de hoje.
 
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

"Passeio de Natal"

Depois da Ceia de Consoada, repleta de iguarias a que não consigo resistir, nada melhor que uma voltinha no dia seguinte, o de Natal, para queimar alguns dos excessos calóricos ingeridos.
Levantei-me cedo e pelas 08h00 já pedalava ao encontro da N.18, hoje completamente "despejada" do seu trânsito habitual. Quase um milagre!
Passei pela zona industrial de Alcains e rotunda da Lardosa em direção a Alpedrinha. Creio que não me cruzei com meia dúzia de veículos.
Subi ao fontanário e desci para Vale de Prazeres e continuei até à Orca, onde parei no Café Chafariz, para o cafezinho matinal.
Já aconchegadinho, fiz-me de novo à estrada, descendo à Ribeira do Taveiró.
O trânsito era tão escasso, que até parecia que andava perdido!
Subi a S. Miguel D'Acha e desci a S. Gens, continuando até aos Escalos de Cima, onde depois de cruzar a aldeia, fleti à esquerda para os Escalos de Baixo.
Até à cidade foi um instantinho e dei por terminada a minha voltinha asfáltica de hoje, pelas 11h30, depois de 83 kms pedalados numa bonita manhã solarenga, fresquinha, como é suposto ser nesta altura do ano, mas bastante agradável e prazenteira.
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

"Alto da Foz do Giraldo; Sarnadas de S. Simão; Sarzedas"

Sai de casa pelas 08h00 e fui dar umas pedaladas asfálticas em solitário.
Rumei ao Salgueiro do Campo e segui até à Lameirinha, onde parei com intenção de tomar a matinal dose de cafeína.
Mas hoje o dia, apesar de bonito e um pouco mais amenizado, relativamente ao frio que se tem feito sentir, avizinhava-se azarado.
Entrei no Café e, ao balcão, encontrava-se um tipo a fazer um enorme esforço para se manter agarrado ao balcão. Dobrava os joelhos tanta vez, que me fez lembrar um pisco, sempre a fletir as pernas. Logo de manhã. Chiça!!! A aguardente ali da zona deve calçar sapatilhas!
bati duas vezes ao balcão, mas ninguém  aparecia para me atender. Talvez por pensarem que era o tal tipo e já não lhe queriam vender mais bebida.
Optei por continuar sem o cafezinho matinal.
Subi ao Alto da Foz do Giraldo dando uma espreitadela pela bonita paisagem á minha esquerda, sobre os vales e serranias a perder de vista.
Chegado a alto toca o telemóvel. Era o Vasco Soares a convidar-me para uma voltinha, ao que respondi. Companheiro já estou no Alto da Foz do Giraldo, se quiseres podes vir ao meu encontro via Sarzedas.
Virei à esquerda para a N.238 que segue para Oleiros e lá fui pedalando calmamente, apreciando a paisagem, pensando com os meus botões e planeando uma ou outra escapadela velocipédica para 2015.
Ao chegar ao cruzamento para Vilar Barroco, parei para tirar uma foto à terra adotada pelo Silvério, as Sarnadas de S. Simão. Se calhar e como estamos na semana do Natal, até é capaz de andar por aí a "malhar cabeços!"
Voltei a pedalar e passadas umas centenas de metros furei na roda detrás. Já não me lembrava da ultima vez que tivera um furo na bike de estrada.
Mudei a câmara de ar dei ums bombadas e quando estava a meter mais pressão com a bomba de CO2, aquela treta descomandou-se toda perdendo a maior parte do ar.
Mas ainda assim era suficiente para continuar. Siga a marcha!
Passei as Sarnadas de S. Simão e à passagem pela Cardosa, outro furo. C'um catano, esta coisa já não está a ter graça nenhuma.
A Camara de ar que meti, já estaria certamente um pouco debilitada por andar a roçar dentro da sacola.
Remendei a primeira câmara de ar com uns remendos com cola que também já por ali andavam há um bom par de anos e voltei a tentar encher o pneu, mas apesar de a bomba, segundo a publicidade, meter 110 psi de ar, aquilo não dava para encher uma tripa de linguiça. Mas dava para chegar a casa. Pensei eu!
Comecei a descer para o Pé da Serra e ao dar uma curva apertada, o remendo não aguentou e eu andei por ali a apanhar bonés até conseguir endireitar a bike. Acho que fiquei um pouco para o branquinho, mas domei a "bicha!"
Voltei a desmontar o pneu, colocar o último remendo e toca a bombar.
Bombei, bombei, bombei, mas nada. A bomba também tinha dado o berro e só conseguia meter meia dúzia de psi's. nada feito. "Acabei por chamar a assistência em viagem!"
Estava eu entredito com este "passatempo" e já a arrumar as coisas, quando chega o Vasco Soares. Afinal sempre veio ao meu encontro e certamente já não fazia ideia de me encontrar, pois eu tinha planeado estar em casa por volta das 12h00 e às 11h30 ainda ali estava.
O Vasco trazia câmara de ar e bomba e já dava para desenrascar. mandei a "assistência" regressar a casa, pois já vinha a caminho e com a bomba do Vasco lá consegui meter mais uns psi's, mas poucos pois não sei porquê, a bomba também não enchia o pneu convenientemente, mas já dava para continuar.
Lá consegui regressar a casa de bike, agora na companhia do Vasco Soares, a quem agradeço a ajuda e companhia.
Acabamos a descida ao Pé da Serra, passamos pela Azenha de Cima e encostamos à Ribeira da Azenha, pelo percurso das Gatas em direção a Sarzedas.
Já com um ritmo um pouco mais vivo, passamos o Cabeço do Infante e Vilares para descermos ao Rio Ocreza, enfrentando seguidamente a última subida do dia, à Taberna Seca, a derradeira povoação antes de entramos na cidade, pelas 13h05, tendo eu percorrido 82 kms, com algumas peripécias, para variar.
 
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC