quinta-feira, 28 de agosto de 2014

"Hoje foi dia de mato"

Logo pelas 07h, juntei-me ao Vasco Soares, na Rotunda da Racha, para mais um passeio velocipédico, desta vez de btt.
Também por ali apareceram o Silvério, com a fininha e o Leandro, que ia de passagem.
Problema resolvido e dois para cada lado . . . uns para o mato e outros para o asfalto!
Abandonámos a cidade pelo Quinteiro e tomámos o rumo ao Forninho do Bispo, passando depois pelo Monte do Zeferino e pelo Cutileiro, em direção à Rebouça, onde entrámos no estradão que segue para a Belgais.
Depois de passar o malhão do Monte das Sesmarias, virámos à esquerda e seguimos para o Casal dos Mourões e mais à frente entrámos na Capa Rota, onde tive que dar um jeito no percurso inicialmente programado, por causa das novas aramadas que por ali abundam.
Encontrado o caminho, passámos a Risca do Ouro e descemos à Ribeirinha, que transpusemos por uma passagem singular e que nos deu acesso ao caminho para a Balorca e Escalos de Baixo.
Na aldeia, fizemos uma breve paragem para a matinal dose de cafeína e cruzamos a povoação rumo ao Vale da Figueira.
Chegámos á estação de Alcains, que contornámos e seguimos umas centenas de metros pela variante, fletindo depois à direita em direção ao Monte da Ordinha.
Entrámos depois alguns metros na N.18, para virarmos o azimute à Povoa de Rio de Moinhos, com passagem pelo Lameiro do Salgueiro, Pontão e Porto Mieiro, onde encontrámos o amigo Pinto Infante, que nos fez companhia num par de mini jolas, no café ali perto.
Cruzada a póvoa, seguimos para a Nave Redonda, vale do Nuno, Barroca da Senhora e Quinta de Valverde, onde de mais á frente voltámos ao asfalto, na M551,  até virarmos para a Tapada das Figueiras, entrando na cidade pelo velho parque de campismo.
Houve ainda tempo para nos entretermos um pouco na esplanada do Café Lusitano, para a "abaladiça", despedindo-nos depois com um "até à próxima", depois de 63 kms pedalados numa manhã bem passada, betêtando por trilhos e  carreirinhos cá do nosso condado.
 
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

terça-feira, 26 de agosto de 2014

"Toulões"

Hoje foi de passeio até Toulões.
Na companhia do António Leandro, Vasco Soares e Silvério Correia, abandonámos a cidade pouco depois da 07h, para o nosso passeio matinal.
Tomámos a direção dos Escalos de Cima e descemos a S. Gens.
Aqui, fletimos à direita e passámos Oledo e Idanha a Nova, para descermos à Sra da Graça.
O calor hoje já abrasava um pouco e o fumo e as cinzas que ontem tapavam o céu sobre a cidade, já tinham desaparecido. Um bom augúrio e sinal de que os fogos já tinham sido debelados.
Na Sra da Graça, rumámos ao cruzamento de Alcafozes, onde virámos á direita para Toulões, onde parámos para a matinal dose de cafeína.
Pela estreita estradinha de ligação à N240, seguimos para a Zebreira e Ladoeiro, onde efetuámos nova paragem para nos refrescarmos com umas bebidas frescas no Café do "Ti Valente".
Uma paragem um pouco mais demorada, em conversa animada, pois tempo não nos faltava e o calor não nos incitava muito a pedalar.
Regressámos à cidade pelos Escalos de Baixo e já com 112 kms, pedalados "abancámos" na esplanada do café Lusitano, para a habitual mini tertúlia de despedida, com umas bjecas e uma tapazita,  à laia de "pincho" espanhol, para abrir o apetite para o almoço.
Uma boa manhã de pedaladas, num salutar convívio e agradável companhia.
 
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

domingo, 24 de agosto de 2014

"Passeio de btt por Ronções, Alpreade e Salgueirinho"

Hoje foi dia de ir para o mato.
A tradição domingueira da concentração nas docas pelas 08h00, parece-me estar em fase de "insolvência".
Separando o habitual abrandamento dos quentes meses de Julho e Agosto, a malta está a desaparecer. Uns renderam-se ás duas rodas a motor, outros andam encantados com as maravilhas das app´s e outros, até venderam, ou estão a vender as suas btt's, porque dizem estar rendidos às bikes asfálticas. (ainda há bem pouco tempo, quem andava de bike de estrada era apelidado de "menino", de btt é que era bom e para duros.)
Cuidado, porque as modas são passageiras!!!
No Café Sical, nas docas, apareceram para tomar o cafezinho matinal, além de mim, o Abílio Fidalgo, o Vasco Soares e o Pedro Antunes.
A volta de hoje, acabou por ser um pouco atípica, pois o Pedro, que estava de serviço, tve que nos abandonar, pois recebeu uma chamada de serviço junto a Aeródromo.
o Fidalgo, depois de bebermos uma mini "nêga" no café do jardim, na Lousa, também teve que regressar a casa, por um imprevisto.
Fiquei eu e o Vasco, que resolvemos concluir o passeio.
Depois de abandonarmos a cidade, ainda na companhia do Abílio e do Pedro, passámos pelo Alagão e já sem o Pedro, pelo Curral do Prego, Monte Brito, Vinha do Marco, Escalos de Baixo, Vale Silveira, Penedos de Ferro e Vale de Zimbro, parando na Lousa para nos refrescarmos.
Já sem o Fidalgo, continuámos o nosso passeio, saindo da aldeia pelos Muros em direção ao Vale de Ronções, um bonito local, onde nunca me canso de visitar.
Descemos à Nave Carvalho e subimos à Nesvelha.
Cruzámos os velhos olivais e descemos ao Lurgo da Nogueira, para um pouco mais à frente, na Nogueira, subirmos à capela de S. Giraldo, agora transformada em bardo para as ovelhas.
Rumámos seguidamente às Bacias e descemos para o Vale da Pulga, entrando na Mata pela zona do cemitério.

Passada a povoação, seguimos para a Fonte dos Castelhanos e descemos à ribeira do Salgueirinho pelo Coito do Leitão.
Subimos ao Barrabaz e viemos sair ao ato da Monheca, para mais à frente, tomarmos a direção do Barrão.
Passamos a Ribeirinha e pela estrema do Monte S. Luís, apontámos o azimute à Capa Rota, seguindo depois para a cidade pela Garalheira e quelha dos Desembargadores.
Foram 67 kms numa manhã bastante calorosa e um pouco atípica, mas que valeu ainda pela agradável companhia do Vasco Soares.
 
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

sábado, 23 de agosto de 2014

"Passeio asfáltico pelo Pião e Vilar Barroco"

Para que o meu passeio montanhoso da passada quinta feira não ficasse solitário, juntei-lhe hoje mais uma volta também com algum perfil de montanha, para ver como é que anda o corpinho cá do "rapaz!" e derreter mais uma camadita do "toucinho" acumulado pelas feriazitas, onde troco, de bom grado, a bicicleta por uns bons "manjares" e um bom par de iguarias . . . depois, bem . . .depois conto com a minha "ézinha" e com a minha "santa", para voltarem a alisar a "coisa" . . . e lá vamos tentando, pois então!
Hoje, com duas baixas de vulto no pelotão, talvez por ainda estarem a soro, fomos dar uma voltinha pela zona do pinhal.
Apareceram na Racha, além de mim, o Nuno Maia, o Rui Salgueiro e o Pedro Roxo e, pelas 07h10, abandonámos a cidade em direção ao Cabeço do Infante, com passagem pela Taberna Seca e Vilares.
À entrada do Cabeço do Infante, parámos no café ali existente, para a matinal dose de cafeína e dois dedos de conversa.
Seguimos depois para Sarzedas, onde fletimos à direita para a Azenha de Cima.
À entrada do Pé da Serra, virámos à esquerda para enfrentar a mítica subida do Pião, evitada por uns e mistificada por outros, mas o que é fato, é que é apenas uma subida como tantas outras, com umas centenas de metros bem puxadinhos, é um fato, mas acho a publicidade um pouco exagerada e a placa indicativa dos 20% é um logro, pois a subida não tem tal inclinação, apesar de não estar muito longe.
Chegámos ao Pião e continuámos para Poeiros e Ribeira da Azenha, para mais à frente entroncarmos na N238, que seguimos até ao cruzamento para as Sarnadas de S. Simão.
Aqui, virámos à esquerda e rumámos ao Orvalho, com passagem por Póvoa da Ribeira, Vilar Barroco e Vilarinho.
No Orvalho, efetuámos no paragem para nos refrescarmos com uma bebida fresca e continuámos em direção à Foz do Giraldo, com passagem pelas Casas da Zebreira.
A partir daqui tudo foi mais fácil com o percurso, agora em sentido mais descendente até quase ao Salgueiro do Campo, onde voltámos a parar para encher bidons com a fresca água do seu chafariz.
Pouco mais de uma dezena de kms já estávamos em Castelo Branco, ainda com tempo para uma pequena tertúlia no café nas traseiras do Continente, onde bebericando um par de "nêgas" fresquinhas, demos por terminado o nosso passeio asfáltico de hoje, que culminou com 105 kms, numa excelente manhã para a prática deste nosso desporto lúdico, com a temperatura e os excelentes companheiros de hoje a contribuírem para que tudo corresse na perfeição.
 
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

"Pelos Vales de Ambroz, Jerte e Alto de la Vera."

Recebi convite do meu amigo facebokiano José Romero Ruiz, para participar na prova, denominada "nor3xtreme", o primeiro GranFondo feito nas terras altas do norte da Extremadura e uma zona que conheço um pouco e me encanta.
Fiquei em "pulgas" para conhecer o percurso, tanto mais que já andava há uns tempos a delinear uma volta por aquelas bandas, em estrada e em btt.
Ao conhecer o percurso, apesar da sua dureza, fiquei logo com vontade de o fazer, mas fora da parte competitiva, apesar de estar classificada como "não competitiva" . . . então mas não é o que todos dizem!!!
3 puertos de 2ª. categoria, 2 de 1ª. categoria e 2 de categoria especial, numa só "tirada" de 158 kms, já fazem uma "boa mossa" e, é sobretudo, uma boa forma de testarmos a nossa superação pessoal, numa boa, de forma lúdica, cultural e porque não gastronómica!
O bom senso, aconselhou-me a levar um grupo pequeno e o mais homogéneo possível e que se identificasse com a minha filosofia, nestas lides das duas rodas a pedal.
Acompanharam-me o Jorge Palma, o Vasco Soares e o Paulo Jalles.
Saímos cedo de Castelo Branco, pelas 05h45, em direção a Hervás, onde fomos dar início a este espetacular percurso montanhoso.
Chegámos aquela bonita povoação pouco depois das 08h00 e pelas 08h30, já rolávamos pela EX205, em direção à N630, que nos levou até Baños de Montemayor, ladeando o bonito embalse de Plasencia em pleno Valle de Ambroz.
A primeira subida até à primeira curva de ferradura deu-nos acesso à CC16, para enfrentarmos a verdadeira primeira dificuldade do dia, com a ascensão a La Gargantada e Collado de Angosturas, um puerto classificado de 2ª. categoria e que nos entreteve durante 9 kms até ao cruzamento da estrada que vem de Hervás a Candelário.
Descemos de novo a Hervás, onde entrámos, depois de cruzar a bonita ponte medieval sobre o Rio Jerte, pelo seu irregular empedrado.
Parámos numa zona de esplanadas e num dos bares locais, tomámos o cafezinho matinal (solo e cortito, ou expresso), enquanto nos preparávamos para a segunda e dura 2ª. parte do percurso.
Já com os estômagos mais aconchegados, voltámos a sair de Hervás, agora "pelo "caminho rural" para La Gargantilla.
Passámos a povoação e num percurso bastante ondulado e algo exigente, seguimos para Segura de Toro e Casas del Monte.
À saída da povoação, o Paulo Jalles, furou o tubular da sua espetacular "lightweight", montado na roda dianteira, que ditou o final da sua aventura velocipédica.
Nenhum de nós o poderia desenrascar, pois usamos rodas de pneu, e por isso, usamos câmaras de ar.
Como não levava consigo nenhum tubular de reserva, nem espuma anti furo, não se pôde tentar remediar a situação.
Tomou a decisão correta de nos mandar seguir. Iria arranjar boleia para Hervás, onde tinha a viatura.
Com o desprazer desta inopinada situação, seguimos o percurso delineado. Nada poderíamos fazer e andar em autonomia é assim mesmo.
 Estes passeios são sempre informais e nada havia que pudéssemos fazer para reparar aquela roda. Interrompermos o passeio e regressarmos todos a casa, após esta longa deslocação, também não seria certamente o que o Paulo quereria.
Descemos à N.630 e pedalámos nesta larga via até entrarmos na CC.V.11.1 para Villar de Plasencia.
Aqui começámos uma dura subida a Cabezabellosa - Pitolero, um puerto de 1ª. categoria, por uma estrada  sinuosa e com bonitas curvas de ferradura, que nos iam alterando a perspetiva sobre o fabuloso Valle de Ambroz, em continua ascensão durante cerca de 10 kms. Estávamos já na comarca do Valle de Jerte.
Ultrapassada esta dificuldade montanhosa, seguimos para El Torno já no alto de La Vera, uma comarca onde pouco pedalámos.
Na praia fluvial de "Benidorm", assim se chamava, comemos algo mais sólido no restaurante local. Um belo "bocadillo" e umas "cañas", deixaram-nos de novo em condições de dar mais umas boas pedaladas.
Descemos à Nacional 110 e parámos no espetacular mirador de El Torno, com as suas esquisitas figuras sobre as rochas.
Terminámos a descida e mais á frente, rumámos a Casas del Castañar, onde iniciámos a mais dura subida do dia, 18 kms constantes pelo Rabanillo até ao Piornal, com a sua terrivel ponta final, denominada pelos "aficionados" de "Mortirolillo".
Chegámos à povoação mais alta da Extremadura e ali parámos numa esplanada para bebermos um fresquinho par de cañas.
A descida do Piornal entre cerejais, pelo fantástico vale de Jerte, foi adrenalínica.
Passámos por Valdastillas e sempre em ligeira ascensão, cruzamos Navaconcejo e mais à frente, Cabezuela del Valle, sempre ladeados pelo belo Rio Jerte.
Passada Cabezuela e um par de kms mais à frente, virámos à esquerda para a última dificuldade do dia, a ascensão do Puerto de Honduras, um categoria especial de uns longos e intermináveis 16 kms, bastante duro para quem já levava quase centena e meia de kms nas pernas.
Mas a beleza do "puerto", as suas curvas em ferradura e as magnânimas vistas sobre o Vale de Jerte, durante a subida, e do Vale de Ambroz na descida, foram amenizando um pouco a coisa.
A última descida do dia, sobretudo nos seus kms finais foi algo espetacular, com a frondosa mata de castanheiros e carvalhos a quase taparem o céu, criando um ambiente deveras fabuloso, para quem desce de bicicleta. Foi a cereja em cima do bolo, nesta maravilhosa aventura de 158 kms, atravessando os vales do norte da Extremadura, Ambroz. Jerte e Alto de la Vera, entre vegetação de alta montanha, florestas de carvalhos, castanheiros e longos cerejais e sobretudo, na companhia dum bom trio de amigos.
Foi mais uma aventura à minha moda, com aquela característica lúdica, cultural e até gastronómica, informal e em completa autonomia.

Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles
AC