sábado, 31 de maio de 2014

"Fundão, via S. Vicente da Beira"

Mais um sábado asfáltico, desta vez com a volta programada para uma passagem pelo Fundão, via S. Vicente da Beira.
Na Rotunda da Racha, onde habitualmente me junto à malta para estas pedaladas asfálticas, compareceram também o Álvaro Lourenço, Jorge Palma e Paulo Jales.
Saímos da cidade, pouco depois das 8h em direção ao Modelo, onde entrámos na N.18, que seguimos até Alcains.
Já na N.352 rumámos a Tinalhas, com passagem pela Póvoa de Rio de Moinhos.
Hoje, a braços com a forte ventania que se fez sentir durante toda a manhã, pedalar tinha uma dificuldade acrescida e para mim, com as carbónicas de 50 mm, quase que aprendi uma nova dança. Mas tudo bem, apenas um pouco mais de concentração e cuidado nas distancias.
Continuámos até S. Vicente da beira, onde parámos na Pastelaria Amoroso, para a matinal dose de cafeína, e na parte que me toca, com um pack, onde incluía o pastelinho de nata.
Dois dedos de conversa e continuámos a nossa volta de hoje, com o Álvaro a deixar a nossa companhia no alto do Casal da Fraga, para se ir juntar à família na sua terra natal, Martim Branco, para onde seguiu, via Almaceda.
Nós continuámos, e com o vento a aumentar de intensidade, na ligação ao alto da Paradanta, pois aquelas serranias, encontram-se agora despidas de arborização, derivado aos cortes dos eucaliptais, tornando-a mais propensa a ventos.
Acabou-se o bom piso e o piso irregular abanou-nos bem o "caparro" até Vale Palaio, onde entroncámos na N.238.Fizémos ainda uma paragem em Vale d'Urso para abastecer os bidons com aquela boa água serrana.
Nas proximidades do Souto da Casa, cruzámo-nos com o TGV da Beira Baixa, hoje composto apenas por duas carruagens, o Agnelo Quelhas e o Miguel Almeida e continuámos até ao Fundão, com nova paragem na Pastelaria Arte & Tradição para mais uma gulodice, um suminho concentrado e um mil folhas.
 Da maneira que isto anda, não é lá muito aconselhável emagrecer demasiado, pois não há "grana" para mudar o guarda roupa, por isso, há que manter o cabedal com as velhas curvas!!
Agora com  o vento a dar uma ajudinha, pedalámos mais confortavelmente até á cidade, onde Chegámos pelas 12h30, com 98 kms pedalados, numa animada manhã cicloturística e na companhia de amigos.
 
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles
AC 

terça-feira, 27 de maio de 2014

"Btt em estado puro"

Hoje, nem era dia de ir para o campo. Tinha inicialmente planeado uma voltinha asfáltica, ali para os lados do Rio Aravil.
Mas ontem, o Álvaro deu-me "um toque", pois tinha uma folga para dar uma voltinha de bike.
Como aproveito quase sempre a oportunidade de uma boa companhia, como a do Álvaro, propus-lhe uma das minhas voltas vadias. Porreiro . . . "Habemus Companheiro!!!"
Como tenho sempre uns rascunhos guardados na gaveta, resolvi ir dar umas pedaladas para a zona do Rio Erges, pelas suas inóspitas encostas, outrora rasgada de fantásticos trilhos, que hoje constatei terem já desaparecido uma grande parte deles, pelo menos dos que conhecia, pois já há uns bons anitos que por ali não pedalo, vá-se lá a saber porquê! Talvez pelas "vacas loucas", em estado selvagem, maioritariamente já abatidas.
Não havia pressa, nem stress. Apenas a curiosidade de por ali voltar a dar umas pedaladas.
8 horas, foi a hora escolhida para o Álvaro se encontrar comigo, na minha garagem, para carregar bikes e rumar a Salvaterra do Extremo, onde iríamos dar início, ao que seria uma fantástica manhã de btt.
Saímos então pelas 08h e efetuámos uma paragem na Zebreira para a matinal dose de cafeína.
Já em Salvaterra, estacionei a viatura junto ao adro da igreja matriz e preparámos as bikes e restante material, para nos fazermos aos trilhos.
Já prontinhos, abandonámos a vila pela zona da Horta das Almas e contornámos a Tapada da Vinha, por uns antigos single tracks já pouco dissimulados, mas ainda cicláveis.
Sempre à meia encosta e quase sempre em sentido descendente, lá fomos pedalando, quase sempre por belos carreirinhos, em estado selvagem e sem vestígios de que por ali vivalma passasse, em direção ao Batão de Baixo, para a primeiro contato visual com o Rio Erges.
Fomos depois subindo entre veredas e velhos trilhos, alguns em modo de "adivinhação" até chegarmos ao Arraial do Vale das Mulheres, em completo abandono.
Sempre serpenteando por trilhos que nos faziam subir os níveis de adrenalina, pela sua beleza e alguma tecnicidade, passámos a Horta da Amêndoa e pela Panasqueira, descemos ao Vale das Eiras.
Voltámos a subir para apanharmos um estradão que nos conduziu ao Arraial do Vale Coronado, também ele em estado de abandono. Uma Pena!
Mais à frente descemos para a Ribeira de Arades, que ladeámos, em constante sobe e desce, para mais à frente a cruzarmos e subirmos ao Arraial do Velho do Barreiro.
Andámos depois um pouco lá pelas alturas, junto à estrada que segue para as Termas de Monfortinho, para voltarmos a descer ao Rio Erges, que ladeámos durante algumas centenas de metros.
Depois de passarmos pela Azenha do Charco Redondo, enfrentámos nova subida, em direção ao Arraial da Apartadura, para mais à frente, descermos de novo ao Rio Erges, que ladeámos por um single track já muito dissimulado entre as ervas, em algumas zonas até bastante alta, mas que não nos desmotivou. Pelo contrário, foi um gozo, algumas dessas passagens e mesmo uma pequena aventura.
Chegámos ao pontão que cruza o rio e dá acesso à nova estrada para Zarza la Mayor e contornando o parque de merendas, subimos pelo Olival dos Lavradores ao Cabeço da Barca, onde entrámos no asfalto, pela estrada que vem do rio para Salvaterra.
Pouco depois, estávamos de novo junto à igreja matriz, de onde algumas horas antes tínhamos saído.
Que bela manhã de btt. Até eu fiquei surpreendido pela beleza dos trilhos que pisámos hoje com as nossas bikes.
Paisagens inóspitas, trilhos em estado selvagem, avistamento de javali e veado e em plena comunhão com uma natureza que nos purificou a alma e nos limpou a mente.
É este tipo de adrenalina que me faz viver e me incentiva a procurar novos recantos e "embarcar" em novas aventuras, a solo, ou na companhia de amigos que comigo compartilhem esta filosofia.
Apenas 42 kms, mas o suficiente para nos sentirmos saciados e com a sensação de plenitude.
Foi de fato uma boa manhã de aventura, na companhia do amigo Álvaro Lourenço, que comigo partilhou o entusiamo nestas voltinhas vadias, por aí algures, ou alhures.
 
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

Filme.
Parte 1
"Ver em HD"
 

domingo, 25 de maio de 2014

"Ninho do Açor pela Serra de São Brás"

Esta semana andei entretido a fazer uma revisão completa à minha "touring bike", preparar a montagem da "albarda" para levar os alforges, pois vai levar o dono a uma fantástica passeata, muito em breve. Ver coisas lindas em completa autonomia!
Hoje, foi dia de dar uma voltinha com ela para ver se estava tudo em ordem e me habituar de novo  à sua geometria de roda 26.
Fui ter às Docas para o passeio dominical e comigo, compareceram o Dário Falcão, Luís Lourenço, Nuno Eusébio, Abílio Fidalgo e Pedro Barroca.
Saímos da cidade pela Milhã em direção à Tapada das Figueiras.
Rumámos depois ao Penedo Gordo e descemos à Ponte de Ferro, para enfrentarmos a primeira dificuldade do dia à Capela de S. Lourenço.
Passámos pelo Palvarinho em direção ao Salgueiro do Campo, mas não chegámos a entrar, propriamente dito, na povoação, seguindo para a Cruz das Almas e passadouras do Tripeiro.
Aqui efetuámos a primeira paragem do dia para comermos algo enquanto púnhamos a conversa em dia.
Saímos daquele bonito local e tomámos a direção da Serra de São Brás, um caroço sempre difícil de ultrapassar, pelo piso bastante pedregoso e uma pendente já a puxar para o arfanço.
Mas desta vez a malta ia decidida e lá conseguimos subi-la em cima "dela"!
Descemos a serra pela outra encosta e fomos em direção ao Ninho do Açor com passagem pelas Ferrarias.
mais uma paragem num café local para um par de "nêgas" e vamos embora que se faz tarde.
Descemos ao Vale de Prande e tomámos a direção ao Freixial do Campo.
Deixámos o Nuno Eusébio nas proximidades de Tinalhas, pois ia para a Póvoa de Rio de Moinhos.
Passado o freixial, passámos por Santa Catarina e Quinta de Valverde, para entramos mais tarde na cidade, pela Atacanha.
O Luís deixou-nos na Quinta dos carvalhos e eu, o Dário e o Fidalgo, ainda fomos beber mais uma "neguinha" ao Golfinho, para a sossega.
Mais uma  manhã catita de boas pedaladas campestres, na companhia da sempre animada rapaziada, que se costuma juntar nas Docas pelo domingos, que culminou com 66 kms pedalados à nossa maneira, na galhofa e em boa harmonia.
 
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

sábado, 24 de maio de 2014

Vilar Barroco

Depois de mais uma semana a vê-los passar, lá fui hoje dar uma voltinha asfáltica.
Compareci na Rotunda da Racha, pelas 08h00, onde apenas tinha a confirmação do Vasco Soares, de que iria comparecer.
Entretanto aparece o Pedro Barroca e a malta começa a chegar. Miguel Almeida, Ricardo Santos, Nuno Eusébio, Luís Lourenço, Vasco Soares e Jorge Palma. Já éramos oito, um bom grupeto.
Quando saí de casa, com a vontade de ir da umas pedaladas tranquilas até Vilar Barroco. Não foi bem como tinha planeado, mas foi ótimo!
A malta alinhou, apenas o Luís Lourenço, regressou por outro percurso, com receio de não chegar a horas, pois tinha compromissos.
Abandonámos a cidade em direção ao Salgueiro do Campo e subimos à Foz do Giraldo, com passagem pela Lameirinha.
O Luís mudou de rumo ao cruzamento do Padrão, acompanhado pelo Jorge Palma e Nuno Eusébio, que mais tarde resolveram ir ao nosso encontro no Orvalho.
Na Foz do Giraldo, seguimos pela M.238 até ao cruzamento para as Sarnadas de S. Simão, onde de novo mudámos de rumo, agora pela M526 e CM1197 para o Orvalho.
Descemos à Póvoa da Ribeira e já em sentido mais ascendente fomos até Vilar Barroco, uma pequena aldeia situada no sopé da Serra do Muradal e onde ali bem próximo, nasce a Ribeira da Malhadancha, que corre num estreito e profundo vale, por recantos e lugares de rara beleza paisagística.
Quando por ali passo em solitário, costumo fazer umas paragens, para apreciar aquela fantástica panorâmica, mas hoje, não tive vagar. A rapaziada ia um pouco "endiabrada" e eu não estava interessado em perder o "comboio"!
Depois de Vilar Barroco, seguiu-se Vilarinho, povoação que antecede o Orvalho.
Mas antes, ainda parámos na fonte junto à entrada para a Cascata da Fraga da Água D'Alta para beber e encher bidons daquela fresca e saborosa água.
Ainda antes de chegar à povoação, encontrámos o Jorge Palma e o Nuno Eusébio, que vieram ao nosso encontro.
Tomámos o cafezinho matinal, demos dois dedos de conversa, e voltámos ao asfalto, para efetuarmos a ligação à Foz do Giraldo, num instantinho.
A descida à Lameirinha foi bem rapidinha e a puxar pela adrenalina. O ritmo foi sempre bem animado, praticamente até á cidade, apenas abrandando na fonte do Salgueiro do campo, para atestar bidons.
Uma excelente manhã de pedaladas, com um grupo mais homogéneo e com o Miguel Almeida quase sempre a comandar as tropas, como me parece que gosta.
Para mim foram 101 kms pedalados numa manhã mais primaveril, que as anteriores e inserido num excelente lote de amigos.
Amanhã vou dar um pouco de trabalho à bike de btt, para tirar o cheiro dos asfalto.
 
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

segunda-feira, 19 de maio de 2014

"Rota dos Tordos"

Já começa a ser uma clássica!
Uma voltinha de btt, para abrir o apetite, seguido de uma valente tertúlia, almoçarada e lancharada, que até dispensa a jantarada.
O convite foi feito pelo Carlos Ventura e pelo Juca e eu, como não poderia deixar de ser, tinha que estar presente.
Já tive por mais que uma vez, a oportunidade de acompanhar esta rapaziada, e gosto da forma como abordam este salutar desporto.
Desta vez, tínhamos uns belos tordos, umas grelhadas e um arrozinho de "marreco" para "mandar abaixo".
Juntámo-nos pelas 08h00 junto à Praça Rainha D. Leonor, e pouco depois, um bem formado grupo de bons "atletas lúdico/gastronómicos" partiram para os trilhos, em busca de uma boa dose de apetite, para a segunda parte desta fantástica tertúlia, à qual se juntariam mais tarde, as "Marias" e "filharada"!
Pouco depois abandonámos a cidade e seguimos pela estradinha da Fonte Santa, em direção à Fonte da Mula.
Ladeámos o novo aeroporto e saímos para o Curral do Prego.
Passámos pelo Monte Brito e Vinha do Marco e, mais à frente, já nos Escalos de Baixo, estacionámos as "montadas" junto ao café " O Lanche", para a matinal dose de cafeína, para uns e umas "nêgas" para outros, que logo ali começaram a adiantar serviço.
A saída da aldeia foi por asfalto, em amena cavaqueira e rumámos ao casal Mourão.
Passámos Alcains, Santa Apolónia e a Atacanha, para uma derradeira paragem na tasca do futebol, para mais uma sessão de "nêgas", em são convívio e excelente camaradagem.
A partir dali a malta espalhou-se, para se juntar mais tarde, agora à mesa, na quintarola do Carlos, onde a tarde foi curta para tanta animação.
Começámos com uns tordinhos fritos, uma boa grelhada e um arrozinho de pato a acompanhar o corrupio ao pipo de cerveja, que chegou à bonita soma de três, o resultado que a malta ambicionava para o jogo do glorioso a que iriamos assistir mais tarde.
Bons vinhos, também faziam parte da ementa, assim como uns digestivos caseiros, para manter tradições.
Já com os botões das camisas em esforço para se manterem no sítio, seguiram-se umas sessões de jogo da sueca, para alguns, uns catchapuns na piscina para outros, e até uma sestinha para outros, pois haveria que estar em forma para a segunda parte e eventual prolongamento.
Seguiu-se um valente lanche com umas travessas de camarão e onde não faltou o belo do caracol, que bem acasala com a loirinha, que não parava de jorrar do pipo mesmo ali ao lado.
Chegou a hora do futebol e lá fomos para a sala ver o jogo, que diga-se de passagem não mantinha grande interesse. Um golo, uma taça. valeu!!!
Nós tínhamos outra disputa em jogo, a continuação da nossa tertúlia, que ainda mantivemos por mais algumas horas.
Chegou a hora do prolongamento!
Mais umas chouriças e umas morcelitas assadas na hora . . . e toca a dar de novo ao dente e tentar enfiar ainda mais um par de loirinhas, apesar do aviso de "limit load" do nosso subconsciente.
A noite já se preparava para nos fazer companhia, quando começaram as despedidas . . . já não havia "cabedal" para mais.
Na companhia do António Bispo, Juca, José Manuel e Álvaro, demos anda uma passagem pela Esplanada das Laranjeiras para uma sossega final, com mais um par de bjecas e dois dedos de conversa.
Um dia bem passado na companhia de amigos e familiares, onde a bicicleta, foi o elo de união, desta fabulosa tertúlia entre amigos
Quanto aos kms, velocidade média e acumulado . . . peço desculpa . . . mas esqueci-me de olhar para o "aparelhómetro!!!
 
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC