domingo, 30 de março de 2014

"Até à Foz da Líria"

Hoje, quando acordei, não tinha a certeza de ir pedalar. Só quando espreitei pela janela, verifiquei que, apesar do céu bastante nublado, antevia-se uma manhã de pouca chuva.
Lá me juntei ao Álvaro Lourenço, que já me esperava à saída da minha garagem e fomos ter com a rapaziada às Docas. Já ali se encontravam o Nuno Eusébio e o Luís Lourenço.
Entretanto chegaram também o Abílio Fidalgo e o Pedro Barroca.
Tomámos logo ali o cafezinho matinal e divertimo-nos um pouco com uma das empregadas do café Sical, uma sportinguista de gema, que defende o seu clube com unhas e garras!
Deixámos as Docas e descemos a Avenida 1º. de Maio, em direção à Piscina Praia, para passarmos pela Barragem da Talagueira em direção ao Baixo da Maria.
Seguimos para o Vale da Cruz e subimos ao estradão junto à A23, para rumarmos às Benquerenças.
Andámos entretidos num par de veredas, enlameadas e escorregadias, com passagem pela abandonada aldeia da Azinheira, tomando depois o rumo ao VG do Canto Redondo, onde entrámos no estradão para a Foz da Líria
.
Cruzámos o leito da Ribeira da Líria e quando chegámos ao Rio Ocreza, logo ali a duas centenas de metros, hesitámos e transpor o seu ainda volumoso caudal.
Já dava para passarmos, não a pedalar, mas a molhar a meinha e o resto. Resolvemos guardar para outro dia, tanto mais que o Álvaro queria estar em casa pelas 12h00.
Subimos à cumeada, e com a linda panorâmica sobre os Vales da Ribeira da Líria, à nossa direita, e do Rio Ocreza, à nossa esquerda, fomos absorvendo os kms que nos separavam da Aldeia da Taberna Seca.
Já que ali estávamos, fomos desmistificar o enigma da aldeia. Será que a taberna era mesmo seca??
Não era! Esta é a pura das verdades e para o provar, bebemos um par de branquinhos e o Pedro tintinhos. Tiramos umas fotos para comprovar o fato e seguimos viagem.
Está desmistificado enigma.
A Taberna não é Seca! Tem, pelo menos, um branquinho e um tintinho que até se bebem!!!
Satisfeitos com a nossa grande descoberta, seguimos viagem e junto à quinta do Bicho, virámos à direita para a Ribeira da Velha.
Cá no alto, o Álvaro seguiu logo para casa, quase que a adivinhar que ainda íamos perder algum tempo.
Pois foi. Quase no final da descida . . . PUM!! o pneu de trás da minha "Santa", entregou a alma ao criador. Ele bem me avisava de que já tinha cumprido a sua missão e que estava na hora de o substituir . . . com a reformazita . . . mas, agora com esta moda de ir aumentando a idade da reforma, quis entrar na onda . .  lixei-me!!!
Ainda experimentei um taco XXL dos que o Fidalgo trazia, mas não deu resultado. Tive que colocar uma câmara de ar, manter os tacos, comprimidos com a câmara e esperar chegar a casa sem assistência. Safei-me mais uma vez. Ainda não foi desta!
Já na cidade, fizemos uma derradeira paragem na Pastelaria do Montalvão, para mais um branquinho, acompanhado duns salgadinhos e uma mistela que o Fidalgo mandou vir. Devia ser a comida que ele dá ao canário. Baahhh!!! Gostei mais dos salgadinhos!
43 kms divertidos, uns trilhos catitas e muita "galhofa", preencheram esta manhã de btt, onde o S. Pedro também alinhou, lixando as previsões aos meteorologistas.

Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

sábado, 29 de março de 2014

"Por Penamacor"

Hoje foi dia de voltinha asfáltica, a de fim de semana, onde a rapaziada destas lides ciclísticas, mais calóricas e proteicas, se juntam na Rotunda da Racha.
Não para emagrecer e ficar "pr'aí a andar c'mó catano", mas apenas para não engordar e aproveitar um pouco mais, os momentos prazenteiros da vida.
Compareceram hoje, além de mim, o Álvaro Lourenço, António Leandro, Nuno Eusébio, Luís Lourenço, Jorge Palma e Nuno Maia.
Juntou-se ainda ao grupo, o outro Nuno Maia, o de Alcains, que nos esperou na rotunda à entrada dos Escalos de Cima.
A voltinha de hoje, por sugestão do Nuno Maia, até era para ser pela zona do pinhal, contemplando a bonita estradinha de Cambas para o Roqueiro e a sua fantástica panorâmica.
Mas, a escuridão que assolava aquela zona e o receio de apanhar uma valente molha, levou-nos a adiá-la para outro dia.
Em alternativa, resolvemos ir até Penamacor, pois a acontecer uma chuvada, mais rápido nos poríamos em casa.
Abandonámos então a cidade, pelas 08h15, em direção aos Escalos de Cima, onde o Nuno Maia nos aguardava.
Depois dos cumprimentos da praxe, descemos a S. Gens e subimos a S. Miguel D'Acha, com paragem na pastelaria habitual para o cafezinho matinal.
Sempre com o tempo incerto, a poder-nos pregar uma partida a qualquer momento, lá seguimos até Penamacor, com passagem por Pedrogão de S. Pedro.
Ali fizemos uma nova paragem, no café do Jardim da República, para descansarmos um pouco e bebermos uma bebida, enquanto dávamos dois dedos de conversa.
Deixámos aquela bonita vila e descemos de novo à N.233, para agora em sentido inverso, regressarmos á cidade.
Quando subíamos de S. Gens, o Luís Lourenço resolveu passar por Alcains para comprar um par de "caganitas" na loja do Jorge.
Pois claro, companhia não lhe faltou! Apenas o Leandro seguiu direto para Castelo Branco.
A restante rapaziada, não perdeu a oportunidade de dar uma dentadinha na caganita.
A simpatia e disponibilidade do Jorge, já é bem nossa conhecida e em pouco tempo a mesinha do fundo da sua simpática loja, foi rapidamente ornamentada com umas caganitas, novas e velhas, acompanhadas por uns "tintinhos encaixotados" da Moitinha.
Comemos, bebemos, conversámos, e sobretudo, divertimo-nos num bom ambiente de companheirismo e sã camaradagem. Uma tertuliazinha das nossas! daquelas que de vez em quando, também fazem parte integrante das nossas voltinhas lúdicas de bicicleta.
O regresso á cidade, foi rápido, com a malta atenta aos bolsos traseiros da jersey do Luís Lourenço, não fosse ele perder alguma caganita.


Chegámos à cidade com 106 kms pedalados numa manhã, onde a chuva acabou por não aparecer, integrados num belo grupeto de malta amiga e animada.
 
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

quinta-feira, 27 de março de 2014

"Rei Wamba"

LENDA DO REI WAMBA
«Wamba, rei visigodo, fundou o Castelo de Ródão, onde vivia com a sua mulher e filhos. A rainha fugiu, certo dia, para os braços de um rei mouro, o que levou Wamba a procurá-la, disfarçado de mendigo.
Ela reconheceu-o, fingiu ser prisioneira do mouro e escondeu o marido no próprio quarto, entregando-o em seguida ao amante.
Pediu Wamba à generosidade do inimigo que lhe concedesse tocar pela última vez a sua corna. Os seus companheiros de armas ouvindo-o, acudiram-lhe. Mataram o rei mouro, e trouxeram a rainha para o Castelo de Ródão.
Por sugestão do filho mais novo, o castigo dela consistiu em ser precipitada pela íngreme encosta para o Tejo. Ao saber do castigo, a rainha proferiu a sua tripla maldição:
Adeus Ródão, adeus Ródão
Cercada de muita murta
E terra de muita ...
Não terás mulheres honradas
Nem cavalos regalados
Nem padres Coroados!»
Diz-se que por onde o corpo rolou nunca mais cresceu mato.»

Depois da coça de ontem a engarrafar vinho, hoje ainda hesitei um pouco, na hora de ir ao encontro da minha "ézinha", preguiçosamente suspensa num suporte próprio.
levantei-me e fui encostar o nariz à janela da cozinha ver como estava o tempo. Frio, vento e algumas nuvens ameaçadoras, foi com o que me deparei.
C'um "carago", ainda esta semana não dei uma pedalada . . . vamos lá embora!
Saí de casa pelas 09h15 com a ideia inicial de ir tomar o cafezinho matinal, acompanhado do pastelito de nata, à Bolaria Rodense, em Vila Velha de Rodão.
Quando cheguei à rotunda, junto à nova ponte da Carapalha, resolvi virar em direção ao Ponsul.
Logo aí, vi que estava lixado . . . o vento frontal era frio e augurava dificuldades.
Cheguei à ponte e parei para tirar uma foto à bonita e abandonada ponte medieval sobre o Rio Ponsul.
Ainda por ali dei uma espreitadela, a ver se por ali via algum pescador, mas nem vivalma.
Pudera, com este frio, os peixes ainda deviam estar com a manta puxada até à guelra.
Continuei a minha voltinha, agora em direção aos Lentiscais, onde hoje não parei e, recordei alguns momentos da passagem por aquela zona, no passado sábado, com alguns amigos, em btt.
Desci ao rio e fui ver o embarcadouro do "Balcon do Tajo", o barco turístico que faz a ligação entre aquele cais e o de Cedillo, e vice versa.
Está bonito e arranjadinho! Tirei um par de fotos e continuei a minha volta matinal, seguindo para Alfrívida, onde mudei o rumo para Vila Velha de Rodão, passando por Perais e Coxerro, já na N.18.
Cheguei a Vila Velha e virei logo o azimute à Bolaria Rodense, para o cafezinho e bolinho matinais.
Encostei a bike e entrei no estabelecimento. Ia a abrir a boca para efetuar o pedido, quando chega uma travessa com bolinhas de Berlim acabadinhas de fazer. Os meus olhos brilharam!!
Fui assaltado por algum saudosismo, ao lembrar  vendedor ambulante, de "caixote" às costas a vender bolinhas de Berlim pelas praias da Costa. «Olhà bolinha. Doces e fofas com"às minhas. Com creme e sem creme. Olhà bolinha...». Velhos tempos!
Então . . . cometi uma maldadezinha e mandei vir uma bolinha de Berlim a acompanhar o café, atraiçoando a minha velha gula pelo pastelinho de nata. Coisas da vida!
Abandonei Vila Velha, agora com a intenção de ir dar uma espreitadela à velha torre - atalaia do Rei Wamba.
Cruzei a linha férrea da Beira Baixa e subi pela bonita estradinha panorâmica, e no alto, fiz então o desvio aquele belo cantinho, onde se encontra o altaneiro castelo do Rei Wamba.
«O Castelo de Ródão, também referido como Castelo do Rei Wamba, constitui-se numa torre-atalaia, erguida numa escarpa sobranceira ao rio Tejo, sobre as chamadas Portas de Ródão, um estreitamento no curso do rio. Do alto de seus muros, miradouro de visita obrigatória, o visitante descortina excecional panorâmica do vale do Tejo.»Por ali me mantive algum tempo apreciando toda aquela espetacular panorâmica, que se estendia até onde a minha vista podia alcançar.
Gosto destes momentos em solitário!
No céu, as nuvens começavam a juntar-se. indicando que a chuva vinha a caminho. O melhor, era ir andando, não fosse ser surpreendido, o que não me agradaria nada, pois tampouco levava capa para a água.
Desci ao cruzamento de Vilas Ruivas e segui para o Perdigão, onde entrei na IP2, que segui até Castelo Branco, com passagem por Alvaiade e Sarnadas.
Eram 12h45, quando voltei a colocar a minha "ézinha"  no local onde horas antes a tinha retirado.
Apesar da pequena hesitação, logo pela manhã, a voltinha de hoje acabou por ser bastante agradável e gratificante, terminando com 85 kms, pedalados por alguns dos bonitos recantos cá do nosso condado.
 
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

domingo, 23 de março de 2014

"Ponsul profundo"

Depois da bela voltinha de ontem, por terras raianas, hoje foi dia de Btt.
Manhã bonita, solarenga e convidativa a um bom par de pedaladas campestres, agora com a primavera a mostrar porque motivo é a estação mais bonita do ano!
Logo ao sair de casa, um contratempo, a minha "Santa" pediu mais uns dias de descanso, com a corrente a começar a fazer os famosos chupões.
Voltei atrás, troquei-a pelo "Tanganho" e fui até às Docas, onde já se encontravam o Álvaro Lourenço, o Pedro Antunes, o Agnelo Quelhas, e o Dário Falcão.
Quando já estávamos de partida chegou o Pedro Barroca, que nos fez companhia.
Como ninguém tinha uma volta definida, sugeri uma voltinha até aos Lentiscais, onde era suposto tomarmos o cafezinho matinal, nas como o Agnelo tinha que estar na cidade pelas 11h00, aceleramos a coisa para os Cebolais de Cima.
Abandonámos a cidade já depois das 08h00, descendo a Avenida 1º. de Maio em direção à Decathlon, onde entrámos nos trilhos.
Ao chegarmos junto da linha férrea, resolvemos seguir pelo antigo troço da N.18 até à estrada dos Maxiais, para evitar um par de subidas, pois isso, era coisa que não iria faltar durante o percurso de hoje.
Deixámos a estrada de acesso aos Maxiais e descemos ao Monte do Rei e, contornando o Vale da Dona, pela cumeada, descemos à Foz do Ribeiro do Cinzeiro, por um trilho que nos proporciona uma panorâmica ainda selvagem e algo inóspita.
Cruzámos a Ribeira do Barco e iniciámos uma boa e arfante subida ao estradão da cumeada, que nos levou até à estrada dos Cebolais de Cima, o nosso destino imediato.
Ali parámos, na Pastelaria Dyana, e comemos uns pastelinhos de nata, acompanhados do respetivo cafezinho. E que bem soube!
Descemos ao antigo Pavilhão Industrial, para voltarmos aos trilhos, subindo ao Cabeção, para descermos ao Monte do Pereiral pelo velho estradão que vai entroncar com a M.1266.
Junto ao VG do Curral, o pneu da roda da frente da bike do Dário, começou a perder ar, pelo que teve que levar umas bombadas, para ver se aguentava o resto de percurso.
Continuámos a descer e junto à estrema do Monte do Pereiral, com o estradão que segue para os Maxiais, despedimo-nos do Agnelo que seguiu para a cidade.
Houve necessidade de colocar uma câmara de ar no pneu, para seguirmos caminho, e foi o que aconteceu.
Por velhos e abandonados caminhos, seguimos para o Cabeço do Pico, um monte soalheiro e com uma panorâmica fantástica. Adoro passar por ali. Muito bonito!
Fomos apanhar a estrada, para cruzarmos o Rio Ponsul pela ponte, e entrámos de novo nos trilhos para subir aos Lentiscais, onde fizemos nova paragem, desta vez no Bar do centro de Dia, para bebermos umas minis bjecas frescas. Já começa a apetecer umas "frescolas!"
Saímos da Aldeia para o Monte da Assentada, cruzámos o Monte do Pardal e descemos à outra ponte do Rio Ponsul, onde entrámos no estradão para o Monte do Chaveiro.
Ladeámos um pouco o Ribeiro do Sapateiro para subirmos ao Monte Clérigo.
Logo no inicio da subida, fomos surpreendidos com o trilho lavrado pelas máquinas de desmatação, obrigando-nos a empurrar a bike durante duas centenas de metros.
Lá nos montámos e passámos as casas do Monte Clérigo, seguindo, sempre em ascensão, para o Monte do Vedulho.
Aqui, efetuámos uma descida "manhosa" ao Ribeiro do Sapateiro , que cruzámos para uma longa e "penante" subida à Lomba da Velha.
Já estávamos no nosso território, no estradão que vem do Monte do Canafixal, até ao alto da Sapateira, agora conhecido pelos asfálticos como o "Col du Gitan" ou "Puerto del Gitano".
E foi por aí que seguimos até ao Bairro dos Ciganos, continuando por asfalto para a cidade.
Deixamos o Pedro Barroca em casa e o Pedro junto à esplanada das laranjeiras e por ali abancámos, na "converseta", enquanto "mamávamos" uma "jolinha".
46 kms, algo durinhos, já estavam no papo, os olhos ainda repletos de boas paisagens e trilhos catitas, e a alma cheia de bom "feeling" e excelente camaradagem em mais uma manhã domingueira e das primeiras desta neo primavera.
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC