sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

"Tamujais"

Conforme previamente combinado, hoje foi dia de dar umas pedaladas de Btt com os amigos Juca e   João Machado.
Como o Juca não conhecia a zona, fomos hoje até ao Vale de Pousadas, com passagem pela bonita barragem dos Tamujais, ou Coutada, como também lhe chamam.
Encontro marcado junto à Churrasqueira do João dos Frangos, nas Violetas e, pelas 08h30, lá nos partimos para mais um passeio pelos bonitos trilhos cá do nosso quintal.
Inicialmente planeámos ir tomar o cafezinho matinal no Ramalhete, junto à Represa, ou na padaria dos Amarelos, mais ao meu gosto, pois já estava com saudades do belo do panike de chocolate.
Deixámos a cidade algo apreensivos com o tempo, pois olhando para o céu, parecia que iria começar a chover a qualquer momento.
Para a zona de Sarzedas o céu apresentava um negrume que mandava respeito, no entanto, para a zona por onde iríamos pedalar, a coisa parecia um pouco mais amenizada.
Rumámos à Talagueira, com a barragem hoje mais solitária, sem a habitual enchente de pescadores que a ladeiam durante os fins de semana.
Passámos pelo Baixo da Maria e encostámos à A23, pedalando no estradão que a acompanha, até às Benquerenças.
Aqui, resolvemos ir divertir-nos um pouco num par de veredas, até à abandonada aldeia da Azinheira, seguindo depois para os Amarelos, com passagem junto ao apeadeiro do Retaxo (Represa), não parando desta vez no Ramalhete.
Chegámos aos Amarelos e fomos logo direitos à Padaria, onde comi um belo panike de chocolate acompanhado dum sumo, que me soube mesmo bem. O Juca ficou-se pelo cafezinho e o João Machado também, só que frio e sem açúcar. (há quem lhe chame tintinho!)
Já saciados, virámos o azimute a vales mais profundos e seguimos para a Foz do Vale, por uma sequência de interessantes trilhos e, descendo ao Ribeiro do Prior, ladeámo-lo até encontramos a Ribeira dos Tanujais, que dá corpo à Barragem do mesmo nome e que mais á frente nos surgiu bela e luzidia, proporcionando-nos um belo momento lúdico e que nos encheu as retinas.
Uma pequena pausa para apreciar aquela bonita panorâmica e seguimos para o Vale de Pousadas, com nova paragem no Café Oliveira, desta vez para uma aguazinha das pedras, para mim e para o Juca, e para o João, obviamente, mais um cafezinho frio e sem açúcar.
Se até aqui, o percurso não tivera qualquer dificuldade de maior, o mesmo não se poderia dizer daqui para a frente, pois após passarmos pela Vidigueira e pela Vinha do Torão, uma viragem à esquerda, mostrou-nos de imediato o que nos esperava. A longa e algo inclinada subida do Cabeço do Bordalo até às imediações dos Cebolais de Baixo.
Eram já 12h45 e o Juca, com compromissos familiares, seguiu logo pelos Cebolais de Cima, via asfalto, até à cidade.
Eu e o João continuámos calmamente o nosso passeio, subindo às Olelas e descendo ao Vale das Quedas, por onde deambulámos um pouco até ao Monte do Rei.
A partir daqui, seguimos para a Caseta dos Maxiais e a partir daí, seguimos já por asfalto até à cidade, pela antiga N3.
À entrada da cidade, eu e o João despedimo-nos, indo ele pela Zona Industrial e eu pelo Valongo, pois moramos em zonas opostas.
Uma bela manhã de Btt, numa manhã algo cinzenta, mas que acabou por ser propicia para este excelente passeio, hoje na boa companhia dos amigos Juca e João Machado.
Contas feitas, foram 64 kms por trilhos enlameados, que proporcionam sempre bons momentos de btt.
Amanhã, se o S. Pedro o permitir, é dia de pedalada asfáltica, com os amigos que logo pela manhã consigam abandonar o bem aconchegado vale dos lençóis e enfrentar umas três horitas mais friorentas e quem sabe, algumas pinguinhas de chuva.
 
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC 

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

"Com a cidade à vista"

Hoje foi dia de ir dar um passeio de Btt com o amigo Juca.
Já há uns dias que esta voltinha estava apalavrada e hoje foi o dia.
Esteve um pouco intermitente, pois logo pela manhã tive de ir ao centro médico entregar "obra prima" para análise e tudo dependeria da hora a que me conseguisse despachar.
Pelas 09h já estava livre e telefonei ao Juca, combinando o encontro para as 09h30.
Saímos então por essa hora e rumámos às veredas do Quinteiro e com passagem pelo limite do Forninho do Bispo, chegámos à Sra de Mércules.
A manhã apresentava-se solarenga e com um céu limpo, que nos proporcionava belas vistas sobre horizonte.
Agora com o rumo virado ao Monte Brito, passámos pela nova estradinha alcatroada que ladeia a nova pista de aviação, e entrámos no Curral do Prego, para termos acesso ao acesso ao Monte.
A lama e a água foram uma constante durante todo o percurso, mas a malta gosta e lá se vai divertindo, com uma ou outra peripécia com a falta de aderência, nalgumas circunstâncias. 
Continuámos pela Vinha do Marco e abancámos no Café "O Lanche", nos Escalos de Baixo, para a matinal dose de cafeína, e pastelinho de nata, no meu caso.
Alcains era o nosso próximo destino, que se tornou obrigatório, após um telefonema recebido pelo Juca, com um convite para uma ginjinha no café esplanada, em Alcains.
Chegados àquela vila, bebemos a ginjinha, e que ginjinha, mais parecia um "copo de 3". Uff, até os passarinhos ficam com um chilrear mais mavioso, depois daquela dose em copo tipo flute.
Conversa para aqui, conversa para ali, e acabámos por combinar o almoço para as 13h30 no João dos Frangos, com "pita" para todos. Vamos nessa!!!
O badalo do relógio tinha informado sonoramente as 12h e já não havia tempo para mais "chafurdanço". Por isso, virámos a "proa" à cidade, para chegar a horas do banhinho e chegar a tempo ao restaurante.
Cruzámos a vila e seguimos pela estrada de Sta Apolónia e depois de passar  a Atacanha e Pinheiro Manso, entrámos na cidade, cerca das 13h00, com 40 kms percorridos calma e descontraidamente, em conversa amena e desfrutando desta bela manhã para a prática deste lúdico desporto.
 
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

"Transibérica - Marvão - Valência de Alcântara"

Ontem foi dia de ir pedalar até ao norte alentejano, planeando um percurso transibérico com passagem por zonas com história e inserida nalgumas das várias rotas megalíticas da região.
Lancei o convite a vários amigos para me acompanharem em mais uma das minhas pequenas aventuras lúdicas, convite que foi aceite pelo meu irmão Luís e o Pedro Ferrão, que vieram da Sertã.
Cá do burgo, acompanharam-me o Álvaro Lourenço, Dário Falcão, Luís Lourenço, Nuno Eusébio e João Afonso.
Estava lançada a base para mais um belo dia de pedaladas e a concentração do pessoal, foi agendada para as 08h30, no parque auto à entrada da medieval vila de Marvão.
Mas há de fato dias em que tudo se conjuga para que corra mal. Só que, com esta rapaziada, não é muito viável que isso aconteça, pois os problemas são para se resolver e não lançar impropérios, utilizar a nossa melhor linguagem vernácula, dar murros no capô do carro, amuar ou fazer birras.
Há que pensar em resolvê-los e criar condições para que isso aconteça.
E de fato, foi  o que aconteceu, quando o Luís Lourenço recebeu um sms do vizinho a informá-lo de que tinha encontrado a roda da frente da sua bike, encostada à parede do prédio. E agora, que fazer!
Depois do pequeno choque inicial, ao verificar que a roda era mesmo a sua e que não a trazia no carro, foi arregaçar mangas e tentar arranjar uma roda emprestada. Feitos alguns telefonema,s lá o conseguiu através de um amigo, que contatou outro amigo resolvendo o problema indo a Portalegre buscar a roda emprestada, levando consigo o Nuno Eusébio.
A restante rapaziada deu inicio ao percurso, ficando alerta para quando o telefone tocasse, para se acertar a forma de nos juntarmos novamente.
Depois de uma pequena visita à vila, descemos à Portagem, por uma espetacular calçada romana, de considerável  inclinação e curvas em gancho, que deliciou a malta, apesar do seu piso algo escorregadio.
Andávamos entretidos pela Portagem, a pedalar por um pequeno PR com vários passadiços sobre o rio, quando toca o telefone. Era o Luís e o Nuno que já tinham a roda e vinham a caminho.
Esperámos por eles e, já quando estávamos para arrancar de novo, eis que surge um novo problema, agora na roda traseira da bike do Pedro Ferrão.
Calmamente se resolveu a questão, metendo uma câmara de ar, pois o pneu teimava em não vedar na jante (tubelizações!!!) e toca a rolar!
Ladeámos Olhos d'Água por asfalto e mais à frente, com a imponente Serra de S. Mamede à vista, optámos pela Serra da Selada, por onde pedalámos, passando pelo Salto da Pêga, Barroca do Lobo e Barrocão, até chegarmos a S. Julião.
Aqui parámos numa tasca para comermos e bebermos algo, mas nada feito, pois também nada ali havia.
Alguns companheiros tomaram de assalto uma laranjeira, logo ali vizinha, e saciaram-se com umas laranjas.
Tínhamos agora um bom caroço para enfrentar, a subida da Serra Fria, algo longa e em zigue zague, que a malta enfrentou com valentia.
Estávamos já nas proximidades de Lamos de los Passos, um bonito local com paisagens fantásticas e praticamente já com um pé em Portugal e outro em Espanha.
E foi para esse local que descemos, por uma adrenalínica descida cheia de armadilhas e pedra roliça, com aquela pica que nos caracteriza. Sempre numa boa e com o espírito de aventura presente!
Ultrapassado o pequeno ribeiro que separa os dois países, estávamos agora já em "tierra de nuestros hermanos" e seguimos até El Pino, uma povoação que já avistávamos há algum tempo, para um pequeno repasto.
Mas não havia nenhum bar aberto e seguimos para Puerto Roque e aqui sim! Um bonito e amplo local com um belo restaurante.
Já estávamos como queríamos e após uma rápida pesquisa, decidimo-nos por uma belos "bocadillos de lomo caliente con tomate e queso" para uns, e " de omelete" para outros.
Antes, uns "pinchos" de dobrada para ajudar as duas primeiras jarras de "caña com limon" estabilizou de imediato a rapaziada, enquanto aguardava os "bocadillos"!
Bem servidos e deliciosos e com "unas jarras de caña com limon" expendidas, recuperaram-nos e puseram-nos de novo em forma, para enfrentar a segunda parte do percurso.
Abandonámos Puerto Roque por asfalto, para um pouco mais à frente entramos em terra.
Seguiu-se uma fantástica trialeira, algo técnica, mas que a malta enfrentou com alguma facilidade e com aquela cara de gozo, que fazemos, quando estamos a gostar.
Passámos por Huertas de Cansa, uma bonita povoação, e seguimos para Valência de Alcântara, passando por Las Casiñas Bajas, Molino de la Negra, Cerro Peje e S. Benito, quase sempre com o Rio Sever à vista e por estradões, sem grande dificuldade.
Quando chegámos à linha férrea para Cáceres era suposto seguir um "sendero" ladeando a linha até á entrada para o Monte das Amoreiras, mas este, simplesmente tinha desaparecido, com a limpeza das laterais da linha.
Mas a malta não é de atrapalhanços e como a linha está, pelo menos por agora, desativada, fato que verificámos por os carris não apresentarem vestígios de passagem de nenhum comboio, apesar de estar limpa e em bom estado de conservação, encurtámos a distância ao Monte das Amoreiras, pedalando pelas sulipas da linha, o que acabou por ser um gozo tremendo e um belo momento de diversão.
Enfrentámos logo depois uma bela parede, valendo-nos o fato de ser asfaltada e que nos sacou uns belos arfanços. Mas nada comparado com o que nos esperava para o final da nossa aventura.
Logo ali pela zona da Vedeira, enfrentámos um bom par de veredas bem pedregosas, de calçada, pondo à prova os nossos dotes técnicos, que quase toda a malta venceu. Uns com mais, outros com menos dificuldade, mas foi arrepiante e bem adrenalínico.
Como se não bastasse, mais do mesmo, com um outra espetacular vereda por uma estreita calçada escorregadia, que nos levou à Fonte do Concelho.
Daqui até a fina,l foi terrível, com a malta empurrando o pedal por uma inclinada calçada romana, até mesmo às portas da vila, terminando mesmo junto aos WC públicos ali existentes.
Loucura, mas que sã loucura.
Um momento para descansar e relaxar, com a bela ajuda das magnânimas paisagens que ali se avistam, e toca a arrumar as bikes e restante material, nas viaturas que estavam logo ali estacionadas num dos parques auto.
Já prontinhos, descemos à Portagem, agora nas viaturas e, numa das tascas ali existentes, degustámos uma carninha de alguidar, seguindo-se umas bochechas de porco preto, arrematadas com uma sopinha bem à moda como gosto, tronchuda e grossa.
Regresso à cidade já com a noite na sua primeira hora e já com os neurónios a pensar na próxima aventura, inicialmente prevista para o próximo mês de Fevereiro, caso o S. Pedro permita.
Um excelente grupo de malta, o do costume, uns trilhos para não esquecer o que fomos aprendendo ao longo dos anos, magnificas paisagens e uma aventura daquelas que a gente gosta. Entre amigos, conhecendo novos lugares e novas gentes.
 
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC
 
Vídeo:
 

Marvão - Valência Alcântara from actrilhos on Vimeo.

sábado, 25 de janeiro de 2014

"Castelo Novo e Marateca"

A previsão meteorológica era de sol e temperatura um pouco mais amena para hoje.
Pois bem, foi isso mesmo que verificámos, quando pelas 09h nos juntámos na Rotunda da Racha para mais uma das nossas voltinhas descontraídas e imbuídas daquele espirito que nos une e nos vai mantendo ativos nestes passeios de fim de semana.
Hoje, além de mim, apareceram o Álvaro Lourenço, António Leandro, Jorge Palma, Rui Salgueiro, João Afonso, Nuno Eusébio e Luís Lourenço.
Abandonámos a cidade pouco depois das 09h em direção aos Escalos de Cima, onde virámos o azimute à Lardosa.
Andamento calmo e a rapaziada sempre a "palrar", com uma ou outra laracha pelo meio, é, se assim se pode dizer, a nossa imagem de marca.
Seguimos depois até às Zebras, com passagem pelo Pé da Serra.
Já com a bonita costa norte da Gardunha à vista e com um sol esplêndido, pedalámos pela estradinha panorâmica até à Atalaia do Campo, seguindo-se a Póvoa da Atalaia, onde, numa breve passagem pela N.18, entrámos na denominada estrada da Santa da Senhora do Convento, que nos levou ao restaurante "O Lagarto", na lindíssima e histórica aldeia de Castelo Novo, situada na encosta oriental da Serra da Gardunha, a cerca de 650 metros de altitude, destaca-se pelo seu harmonioso traçado concêntrico. É junto a esta aldeia que se situam as nascentes das Águas do Alardo.
Já sentadinhos no café, apreciámos calmamente a dose de cafeína servida na pequena chávena, enquanto, brincando e tagarelando, lá íamos lavando alguma "roupinha suja" da semana então terminada.
Chegou a hora de abandonar aquele local de algum descanso e resolvemos subir ainda à fonte, para uma foto de grupo, para mais tarde recordar.
Descemos agora até à N.18, que seguimos até à Rotunda da Lardosa, onde mudámos o rumo, agora para a Póvoa de Rio de Moinhos, onde iríamos deixar o Nuno Eusébio.
A passagem pela bela bacia hidrográfica da barragem da Marateca, é sempre um belo e lúdico momento, e hoje, especialmente, estava deslumbrante.
Na Póvoa de Rio de Moinho parámos no Café logo à entrada e bebemos uma bebida, em jeito de despedida, e despedindo-nos do Nuno, regressámos à cidade, descendo de novo à N.18, que já não abandonámos até entramos na cidade.
Uma excelente manhã de pedaladas e de convívio, na companhia de amigos, que culminou com 80 agradáveis kms pelas bonitas estradas cá do nosso bonito interior.
Amanhã é dia de btt, com mais uma aventura transibérica, com partida e chegada na "mui nobre e sempre leal" Vila de Marvão, situada no alto da Serra do Sapoio a 860 metros de altitude.
Depois de conhecermos alguns lugarejos e uma ou outra aldeola, já do outro lado da fronteira, visitaremos Valência de Alcântara, para regressarmos por outro interessante percurso, até chegarmos de novo ao ponto de partida.
 
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC