segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

"O Último do ano"

Diz-se que a crise está por aí instalada.
Mas uma coisa vos digo, essa "dita", não vai conseguir instalar-se nos bons momentos de alegria, boa disposição e companheirismo, que reina em volta destes passeios informais que o meu amigo Pinto Infante faz questão de nos oferecer duas ou três vezes ao ano.
Admiro a carolice, o espírito e a vontade simples e desinteressada como estes passeios acontecem.
São centenas os que por ai andam de bike, numa ou noutra vertente, mas muito poucos os que dão parte do seu tempo, criando momentos como este . . . o último do ano . . . para partilhar com os amigos, ou simplesmente quem se queira juntar a esta rapaziada, na sua grande maioria, amantes incondicionais da pedalada lúdica, sem esperar algo em troca, fins comerciais, simples lucro ou protagonismo doentio.
Admiro essa qualidade e vou continuar a participar, até que as pernas me doam, ou simplesmente, quando te aborreceres de criares estes momentos de prazer e companheirismo, em volta da bicicleta.
Cerca de 60 companheiros compareceram junto das piscinas para pedalarem os 47 kms que compunham este bonito percurso.
Foi bonito de ver a malta pedalando e conversando, rindo com as peripécias de um ou outro companheiro mais divertido e a tertúlia em volta da mesa, no abastecimento, enriquecida com o que de melhor há na região. Soberbo enchido, queijo de especialidade garantida e febras e entremeada grelhada, temperadas com a bela pinga . . . tinta e branca . . . que ajudou um pouco a soltar as linguas um pouco mais emperreadas.
Por ali pedalámos, pelos quintais da Lardosa, se assim se pode chamar, com passagem por Alcains e Póvoa de Rio de Moinhos, com a espreitadela obrigatória a um dos ex-libris da região . . . a bonita barragem de Santa Águeda.
Chegada animada . . . e se foi . . . naquela sessão de banhos quente e frio, já tradicional neste passeio.
Seguiu-se o almoço, divinal como sempre, com o bacalhauzinho da praxe, que este ano, apesar da mudança de instalações e de restaurante, em nada ficou a dever às concentrações anteriores.

Em minha opinião, para melhor, pelo espaço conseguido e pelo local, onde estivemos mais à vontade.
Grande almoço, grande tertúlia, grande lote de amigos e, sobretudo . . . Grande Pinto Infante.
Para o ano lá estarei, conta comigo!!!
 
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

sábado, 29 de dezembro de 2012

"Até ao osso"

Tinha hoje planeado ir dar uma voltinha com a "magrela",  em jeito de recuperação ativa, do esforço de ontem pela GRZ, em Btt.
Quando me levantei, fui dar uma espreitadela pela janela e o tempo não estava com muito bom aspeto, mas não chovia.
Quando sai, cerca das 09h00, estava aquela chuvinha, tipo "molha - parvos", mas que, bem agasalhado e com o impermeável, não seria problema.
Na Rotunda da Racha, apenas o José Luís me aguardava. A restante rapaziada, creio que teve juízo e ficou mais algum tempo pelo "vale dos lençóis".
Logo que começámos a pedalar a chuva foi aumentando gradualmente, começando a partir dos Escalos de Baixo a cair com alguma intensidade.
A opção lógica era abortar a volta inicialmente programada e encurtá-la.
Resolvemos então ir por Alcains, onde me despedi do Zé, que rumou à Lardosa e eu, "acelerei" mais um pouco até chegar á cidade, com 34 kms, bem "húmidos" e no "cortiço", uma daquelas molhas à antiga . . . até aos ossos. E eu que até não gosto de me molhar muito!
Agora, que estou aqui junto ao PC e bem quentinho, até achei divertido!
 
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC 

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

"Grande Rota do Zêzere"

Hoje foi dia de vadiagem.
Acompanharam-me os amigos Álvaro Lourenço e José Luís até á zona do pinhal, para percorrermos parte dos trilhos que compõem a GRZ.
Saímos de Castelo Branco já perto das 07h30 e rumámos a Cambas, onde deixámos as viaturas junto ao cemitério local.
Foi uma grande pena o baixo nevoeiro que nos privou da primeira metade do percurso, sempre paralelo ao Rio Zêzere. Assim, não pude mostrar aos meus amigo a grande beleza daquela zona, onde o rio corre rápidamente entre fragas, criando uma panorâmica espetacular. Ficará para outra ocasião.
Saímos de Cambas pelo trilho que ladeia o rio por uma curva de nível até ao Cabeço do Folhadal, onde enfrentámos umas das longas e "endiabradas" subidas do dia, com posterior descida para a Barroca do Espinhaço, onde efetuámos nova subida, agora mais suave até à primeira das muitas povoações que cruzámos . . . Caneiros.
Seguimos depois até à Azeireira, sempre em sobe e desce, com nova subida, também um pouco "musculada" para a bonita povoação da Selada das Pedras.
Voltámos a descer para depois atacarmos outra subida, com alguma dificuldade, pela zona do Muro e que nos levou até à Sancha Moura.
Por trilhos bastante ondulados, ornamentados aqui e ali por alguns singles que nos faziam subir a adrenalina, passámos por Gavião de Cima, Brejos do Gavião, e Sobral do Gavião, subindo ainda ao VG da Cabeça Gorda, para seguidamente nos divertirmos uma rápida e adrenalínica descida, com uma pendente considerável até ao Armadouro, onde tencionávamos comer algo mais sólido, mas os dois cafés da aldeia estavam fechados.
Tivemos que continuar e valer-nos duma das barrinhas que cautelosamente transportávamos.
Passámos pelos Brejos do Barco e rumámos às Estremanças de Cima e Estremanças de Baixo para de novo, numa espetacular descida e com uma panorâmica espetacular sobre o Rio Zêzere, entrarmos em Janeiro de Baixo, onde parámos no único café da aldeia.
Aqui, a simpatia foi rainha, por parte da velhota do café.
Fez uma pausa seu no almoço para nos atender, confecionando-nos uma refeição, tipo rapidinha, com três latas de atum, a que juntou algumas das batatas cozidas do seu almoço e azeite de produção própria, assim como a cebola. Que bem nos soube.
Após aquela singela refeição, acompanhada dum par de "jolas" fresquinhas, negociámos 300 gramas de queijo à ovelheira, para acabar com o resto do "casqueiro" que a simpática senhora colocou na mesa à nossa disposição.
Para sobremesa, e por escolha do José Luís, foi uma torta de chocolate e para terminar, o cafézinho da praxe. Só faltou a sestinha retemperadora. Como eu gosto destas voltinhas "vadias" partilhadas com os amigos que me queiram acompanhar, ou a solo . . . não sou esquisito!!!
Contornámos a praia fluvial da aldeia e continuámos num dos trilhos da GRZ, que culminou com um single track com algumas passagens de arrepiar . . . gostei à brava. Ainda lá hei-de voltar um outro dia.
Passámos pela soberba Garganta do Zêzere . . . impressionante!!! Já a tinha espreitado lá de cima, mas agora, espreitei-a cá de baixo. Um espetáculo.
Pena ter uma seção rochosa não ciclável, onde até com a bike às costas apresenta alguma dificuldade.
Mas vale pela panorâmica!!!
Rápidamente chegámos a Ademoço e daqui até à ponte de Cambas, foi por asfalto, chegando a Cambas pela zona de lazer, bem bonita por sinal, com aquele espelho de água formado pelo rio a entrar nos nossos olhos.
Todos gostámos desta bonita manhã de btt, preenchida com 44 kms bem divertidos, por trilhos e single tracks que nos alegraram a alma e aceleraram o coração.
 
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

Clip.
 
 

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

"Vila Velha de Rodão"

Ainda a braços com os resquícios dos excessos gastronómicos natalícios e, como eu, talvez também os companheiros que hoje me acompanharam, o Álvaro Lourenço, o Jorge Palma, o Fernando Micaelo, o José Luís e o António Leandro, fomos pedalar com as "magrelas" até Vila Velha de Rodão.
Saímos pelas 09h como vem sendo hábito nesta fase invernal e rumámos a Sarnadas, pela variante da Carapalha.
Aqui, optámos por continuar até Alvaiade, onde descemos a Vila velha de Rodão, pela Távila e Gavião.
Descida hoje um pouco complicada pelo cerrado nevoeiro que assolava aquela zona aliado a um frio de rachar, fez-nos chegar aquela vila arrepiadinhos de todo.
Como quase sempre que por ali passamos, fomos beber o cafézinho à Bolaria Rodense, na zona Industrial.
Entrar naquele estabelecimento, só tem para mim um senão . . . é que não consigo resistir àqueles apetitosos bolinhos tão saborosos.
Lá se foi a intenção de arredar umas gramas excedentárias deste corpinho já meio engelhado.  Mas vou insistir!
Afastados temporáriamente do frio que "rapáramos" até ali, enquanto estivémos no interior do estabelecimento, fomos pondo a conversa em dia, em animada cavaqueira.
Mas havia que continuar e voltar ao frio não era nada apetecível, mas teve que ser.
Encetámos o regresso à cidade, agora via Coxerro e, à passagem pela Serrasqueira, o sol voltou a brilhar e a aquecer lentamente os corpinhos meio gelados, pois já tinham aquecido um pouco, em consequência das pedaladas.
Efetuámos ainda uma outra paragem nas Bombas das Sarnadas para beber algo e continuámos até à cidade, onde chegámos pelas 12h45, com 65 kms de boas pedaladas na companhia de amigos.
 
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

"Moinhos da Ribeira de Alpreade"


Depois de alguns dias a praticar o pecado da gula . . . e parece que vai continuar, pelo menos mais uma semanita, fui hoje mais os amigos Nuno Maia e Álvaro Lourenço, dar um passeio de btt, para desmoer um pouco os excessos gastronómicos desta quadra natalícia.
Juntámo-nos pelas 09h e fomos dar uma passeata de btt até á Ribeira de Alpreade e visitar alguns dos imensos moinhos que ladeiam aquela bonita ribeira.
Saímos em direção ao recinto da Senhora de Mércules e continuámos até à Rebouça, passando no cabeço sobranceiro ao velho arraial e descemos à nova barragem.
Passámos pelo paredão e seguimos para a queijeira nova, onde mudámos de rumo, agora até entroncarmos no estradão que segue para o Monte do Pombal.
Não seguimos nessa direção e seguimos para o Monte das Sesmarias, onde também não entrámos continuando para o Monte da Granja, onde chegámos após cruzarmos a Ribeirinha.
Subimos ao VG com o mesmo nome e entrámos no eucaliptal, pelo Couto do Abrunhosa até ao Muro Alto, onde chegámos ao asfalto, que seguimos  até ao alto da Monheca.
Cruzámos a estrada e seguimos para o do Poço Ferrenho, já com a Aldeia da Mata, onde fizémos a primeira paragem para a matinal dose de cafeína, depois de passarmos pelas Parreiras e Azendinho.
A manhã estava maravilhosa, com um sol radiante e a convidar a um bom par de pedaladas. Nós aceitámos o desafio.
Saímos da Mata pela zona do cemitério e seguimos pelo Vale da Pulga até ao Caroço, onde entrámos em asfalto até à ponte sobre a Ribeira de Alpreade.
Cruzámos o Lurgo da Nogueira e ladeando a ribeira, subimos à cumeada, para nos divertirmos num trilho um pouco adrenalínico e em ZZ, até à zona dos moinhos, na foz na ribeira de Ronções.
Zona um pouco abandonada, onde os silvados tapam por completo algumas das velhas construções ali existentes, assim como o velho trilho que lhes dá acesso.
mais um bonito local em plena agonia!
A subida à Nesvelha, foi sempre ladeando a pequena Ribeira da Ferranha, que abandonámos para continuar a subir até ao VG da Fonte Serrana. Virámos para os Muros e entrámos na Aldeia da Lousa, cruzando-a pelas velhas ruas empedradas até aos depósitos de água.
Descemos aos Escalos de Cima e rumámos aos Escalos de Baixo.
Passámos a Balorca e no Monte S. Luís, virámos o azimute à Fonte Santa, para pisarmos se novo asfalto, que já não largámos até chegarmos à cidade, pelas 12h45, com 62 kms pedalados numa bela manhã de sol radiante e na companhia de bons amigos.
 
 
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC
 
Clip
 
 
 

domingo, 23 de dezembro de 2012

"Rota dos Madeiros"

Alguma vez tinha que ser!
Foi este ano que pela primeira vez alinhei com a rapaziada no percurso em btt em busca dos madeiros de natal, pelas aldeias da vizinhança.
Uma tradição já com três anos, se não me engano, e que junta sempre um bom magote de rapaziada do pedal nesta bonita "tertúlia andante".
Ao todo éramos 22 pedalantes.
Já com os ponteiros do relógio quase a atingirem as 08h30, lá partimos em busca do primeiro madeiro de natal, o nosso, o da nossa linda cidade, o da Sé Catedral.
Depois da foto da praxe, seguimos em direção a Caféde, onde posámos junto ao segundo madeiro, no bairro novo e bastante arredado da igreja. A tradição já não é o que era.
Lá conseguimos resistir á tentação de ir tomar o cafézinho à Tasca da Dona Júlia, mas . . . com esta malta toda, certamente seria por turnos, pois o espaço é pequeno.
Seguiu-se a visita ao madeiro da Póvoa de Rio de Moinhos, onde chegámos depois de subir "as três toneladas". Um bom aquecimento para a maioria da rapaziada, sem ser necessário acender o madeiro!
O madeiro da Lardosa foi o nosso proximo objetivo e, lá estava ele, como é tradição, mesmo defronte da escadaria da igreja.
Mas aqui não houve perdão para os mais impacientes. Fomos mesmo beber a "giribita! ao "Tá-se Bem". E a tradição diz que será uma "giribita" ginginha, branquinho, ou lá o que seja, em cada paragem em cada madeiro. Em suma. A crise está mesmo instalada. Em seis paragens, seis madeiros e para mim, 62 kms, apenas um cafézito e uma "giribita". Muito fraco para as minhas necessidades e uma machadada na tradição.
Espero que no próximo ano, esta crise já esteja debelada.
Os kms foram foram passando e a hora de almoço foi-se chegando, pelo que alguns companheiros foram abandonando o grupo, por outros compromissos.
Sobraram dezasseis, dos vinte e dois iniciais, para percorrerem ainda os madeiros dos Escalos de Cima e dos Escalos de Baixo.
Apenas fomos molhando os pézinhos de quando em vez, por um ou outro riacho. O resto vinha sequinho. Não é assim que se contribui para melhorar o comércio tradicional. Passámos por tanta tasquinha e . . . zero, nickles, rien, niente, nada!!! Mais uns kms e chegava a casa desidratado, eh eh eh!!!
Chegámos à cidade pelas 13h, animados e divertidos. Fomo-nos despedindo com desejos de boas festas à malta e fomos em busca do penúltimo almoço, antes do natalício.
Foi uma manhã bem divertida pelas aldeias da vizinhança, onde posámos para uma foto para mais tarde recordar, junto aos madeiros de natal.
E ainda . . . acompanhados pela banda sonora do "Badocha Park", ouvindo durante todo o percurso vários sons de animais, tais como, cães, coyotes, javalis, garranos selvagens entre outros . . . não é verdade Bruno!!!
Diverti-me imenso.
Um bom Natal para todos, amigos e leitores deste singelo blog e umas boas entradas neste Novo Ano de 2013.
 
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC