quarta-feira, 19 de outubro de 2011

"Rota do Carvalhal"

Hoje, fui ter com o Carlos Sales e fomos dar umas pedaladas pela bonita Serra da Gardunha.
Carregámos as bicicletas e fomos até Castelo Novo, onde idealizei começar este pequeno percurso.
Tomámos Café no "Lagarto", preparámos as bicicletas e ai vamos nós serra acima.
Saímos pelas Devezas e no Santeiro, virámos á direita para as Ladeiras e antenas do lado de Alcongosta.
Passámos a curva apertada das Ladeiras e descemos à Casa Florestal, onde parámos para apreciar a explendorosa panorâmica sobre a Cova da Beira.
Descemos depois a Alcongosta, pela calçada romana, que apesar de não ser muito comprida, abanou-nos bem o esqueleto!!!
Pelas estreitas ruelas e apertadas quelhas, descemos à passagem inferior da A23 e rumámos ao Fundão, pela Quinta dos Casais.
Aqui, fomos até à Pastelaria, onde trabalha a mãe do Carlos e comemos um saboroso "pannier", muito bem confecionado e acompanhado de um sumo, para não destoar!!!
Voltámos à Serra, iniciando agora a subida pelo lado das Piscinas, em direcção à Quinta do Convento e Sra do Miradouro, onde virámos à esquerda para a Quinta Serrana, para sofrer" em cerca de três kms de boa "parede" de pedra roliça.
Passámos entre pomares de cerejeiras e voltámos à direita para o alto do Arrebentão, onde apanhámos o trilho à meia encosta para o Carvalhal, onde o horizonte nos "bafejava" com as bonitas paisagens a perder de vista.

Virámos novamente à esquerda, agora já em direcção ao Alto da Gardunha, onde se situam as antenas.
Trilho horrível, que nos obrigou a efectuar duas centenas de metros a "acompanhar a bicicleta", por ser completamente impraticável.
No próximo ano, se não houver manutenção neste trilho já não será possível passar por lá, quer a subir, quer a descer, pois parte dele já se encontra quase tapado com o matagal e os regos, em alguns locais, têm meio metro de fundura.

Chegámos às antenas e finalmente "cantámos vitória". Tinham-se acabado as subidas e secções técnicas do percurso.
Descemos então a Castelo Novo, pelo Castelo Velho e VG da Baldeira, para chegarmos de novo junto da minha "ramona" que se encontrava estacionada junto ao Restaurante " O Lagarto".
Arrumámos as bicicletas e fomos beber uma bjeca.
Regressámos à cidade, depois duma bonita manhã de pedaladas, num local onde gosto bastante de pedalar, e que, últimamente tenho esquecido um pouco.
35 kms e 1435 m de acumuldo positivo, foi o suficiente para ficarmos com o corpinho um pouco dorido, mas com a alma repleta de bons momentos e excelente paisagens.
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos
. . . ou fora deles.
AC

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

"VII Trilhos da Raia"

Decorreu este domingo a VII Edição dos Trilhos da Raia.
Um evento que logo cedo começou a ganhar adeptos e que hoje é um caso sério em popularidade.
Com o cunho da ACIN, os Trilhos da Raia, é hoje, em minha opinião, uma das melhores organizações a nível nacional.
Basta saber, que é organizado por quem pratica Btt, na sua verdadeira essência e o faz por gosto.
E está tudo dito.
Este ano, e eu, que até ando por aí e conheço uns quantos "carreirinhos" e uns trilhos "porreiros", fico surpreendido com a capacidade desta rapaziada, que pôe muito empenho naquilo que faz e, sabendo de antemão o que a malta que se desloca a estas manifestações de bikes, quer, pois também é o que eles procuram quando vão pedalar em eventos de outras organizações.
E, aqui está uma prova pura, de que, numa mesma área e durante sete anos consecutivos, se podem encontrar e mesmo criar novos percursos, respeitando os pontos chave e passagens obrigatórias.
Parabéns, já me soa a pouco e continuo à procura duma palavra, que possa dirigir aos meus amigos da ACIN e que possa exprimir o seu excelente trabalho. Entretanto, vou aparecendo, sempre que possa nos vossos eventos.
Este ano, fui até Idanha-a-Nova com o Nuno Eusébio.
Fui buscá-lo com a minha "ramona" à Pastelaria do Montalvão, junto à sua residência e ai, tomámos o cafézinho matinal e demos dois dedos de conversa.
Chegámos ao recinto, em Idanha e, depois de estacionar a "ramona", fomos ao secretariado levantar os dorsais e preparámos as bikes para nos fazermos aos trilhos.
Uma grande azáfama,com o pessoal junto ao pórtico de partida, bem apertadinho, quase como sardinha em lata, em posição para o tiro de partida.
Foi chegarmos junto da malta e a partida a ser dada. Deixámos passar toda a gente e já com a companhia do Sérgio Marujo, que se nos juntou, lá fomos os três para mais uns Trilhos da Raia.
Desta vez, "cavalgava" numa 29er. Queria sentir o seu comportamento nos trilhos mais técnicos e, sobretudo, nas calçadas de Monsanto.
Tanto se diz sobre o comportamento das 29ers, que as nossas roda 26 já são quase Bikes em via de extinção. Manobras de marketing. Digo eu!!!
Já tinha feito com a 29er, 4 dezenas de kms e francamente gostei, apesar de sentir algumas diferenças de adaptação, nos kms iniciais.
Centenas de participantes e pó com fartura, foi a minha visão dos primeiros kms.
Depois, a malta começou a estender-se e pude então, juntamente com os meus companheiros, pedalar mais descontraído e dedicar-me ao "feeling" da 29er.
A descer e a rolar, é inquestionável a melhoria em relação às roda 26, mas, a surpresa viria a transpor obstáculos de alguma envergadura e a subir a calçada de Monsanto.
Normalmente consigo subir aquela calçada com a minha 26, mas com a 29er, foi simplesmente "pedalada redonda". Um pouco mais cuidadoso de início, mas depressa me apercebi que aquela roda enorme galgava tudo. Bastava pedalar de forma mais fluida e com pedalada redonda e aí vai ela, comigo em cima, claro.
Sempre fui um pouco "medricas" a descer os degraus, naquelas ruas estreitinhas, em Monsanto, mas, fiquei de tal modo confiante, que até desci "aquilo" com à vontade. Espetáculo!!!
Mudei radicalmente a minha opinião sobre as 29er. De tal forma, que até tenho medo de pensar nisso!!!
Agora, a questão, na parte que me diz respeito, apenas se pode colocar na parte estética, nada mais.
As 29ers vêm para ficar, mas as 26, jamais vão acabar. Tenho a certeza!!!
Pelos divertidos trilhos e pelos adrenalinicos singles dos Trilhos da Raia, eu, o Nuno e o Sérgio, fomo-nos divertindo, despreocupados, falando aqui e ali com algum companheiro mais atrazado, como nós e aproveitando cada centímetro deste espetacular trajeto.
Tudo seria cinco estrelas, não fosse o malfadado furo na enorme roda da frente da minha bike.
E o engraçado disto tudo, é que eu trazia de prevenção uma câmara de roda 26.
Foi quase hilariante, eu e o Nuno a esticarmos a câmara de ar e a tentar metê-la no enorme aro.
mais parecíamos dois pasteleiros a esticar massa para uma "piza".
Mas ficou lá e trouxe-me para o final e sem mais problemas!!!
O almoço do costume e com a qualidade já conhecida e mais que badalada, mais uns amigos à chegada, umas imperiais, que não faltaram na nossa mesa e tudo terminou, já pelas 18h, no Café do Espanhol, ainda em Idanha, mas já a beber umas frize de limão. Baahhh!!!
Regresso a casa e mais um domingo passado em pleno, com umas boas pedaladas, um bom lote de amigos e a vontade de voltar a Idanha, mas agora, para pedalar com os amigos que trabalharam e organizaram este bonito evento.
Até breve!!!
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos
. . . ou fora deles.
AC

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

29er . . . um futuro próximo!!!

Desde domingo que não dava umas pedaladas. Algumas questões pendentes e uma "gripada", afastaram-me dos trilhos e do asfalto, mas por pouco tempo, creio!!!
Aproveitando o convite do amigo Carlos Sales, fui hoje fazer uns kms nos trilhos.
Ontem, o Nuno "da camenete", trouxe-me o veículo, para um teste drive.
Para quem não sabe, a "camenete" é uma Specialized Epic Comp 29er, que levou no "dorso" o Nuno até Fátima. O "rapaz" desenvencilhou-se bem e foi um gosto vê-lo galgar calhaus com a "coisa" e subir e descer com um certo à vontade, mexendo um pouco com os meus neurónios!!!
Também quero experimentar a "camenete"!!!
Falei com o amigo Zé Soares da Vertentebike e pedi-lhe para efetuar um teste drive.
A resposta foi positiva e cá está a máquina pronta para o próximo Domingo, nos Trilhos da Raia.
Assim, hoje,na companhia do Carlos, resolvemos ir tomar o cafézinho aos Lentiscais, levando já a 29er para me adaptar.
Escolhi uns trilhos diversificados, com um single "manhoso" em descida, umas boas subiditas e claro, uns estradões para me habituar à bike.
Não foi preciso muito para me sentir mais á vontade, apesar do guiador de grande dimensão e não estar bem ajustada à minha medida.
Fizemos um pouco mais de 40 kms e deu para ver que me habituaria bem a uma máquina destas.
Uma roladora por excelência, sobe bem . . . bem melhor do que eu pensava . . . e a descer é uma maravilha.
Gostei imenso da forma como ultrapassa os obstáculos. Mas hoje, não houve grandes problemas para ultrapassar, veremos domingo, em trilhos mais técnicos e nas calçadas de Monsanto.
Chegámos cedo à cidade, pelas 11h30 e fomos ainda beber um par de bjecas ao café, na Avenida do Brasil, onde nos depedimos, após uma bonita e calma manhã de pedaladas.
Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos
. . . ou fora deles.
AC

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

"4ª. Peregrinação a Fátima, em BTT"

Pelo 4º. ano consecutivo, faço a minha peregrinação anual em btt, a Fátima.
Acompanharam-me este ano, 10 amigos, também eles "amantes" de longas jornadas de aventura, companheiros, descontraidos, reinadios e com o verdadeiro espírito de entreajuda, que transformaram estes dois dias de btt, em dois dias de verdadeiro prazer de pedalar, com rumo ao Santuário de Fátima, que alcançámos ao fim de 2 dias, 178 kms e muitas, mas mesmo muitas peripécias, umas bastante engraçadas, outras, nem tanto, como as inúmeras avarias, ao longo destes dois dias.
Todas elas resolvidas, com o espírito de ajuda e camaradagem que regia este grupo, de forma simples e natural.
Apenas não foi possível resolver o problema na bike do João Afonso, que rebentou o amortecedor.
De facto, este ano, o percurso era um pouco mais para a malta que gosta de praticar btt e, não tanto, para aqueles que gostam de andar de bicicleta de montanha.
Percurso um pouco duro, não pela altimetria, mas pelo tipo de terreno, em especial nalgumas secções. Mas sei que a malta adorou. Eu também. E mais do que uma vez!!!
No primeiro dia, saímos de Castelo Branco e encostámos ao IP2 e A23, até Távila, subindo depois á Portela da Milhariça, onde entrámos na velha estrada para a Foz do Cobrão que logo deixámos, para tomar o estradão para o Parque Eólico do Perdigão.
Antes, parámos na Aldeia dos Amarelos, para o pequeno almoço, com uma travessa de panikes de chocolate a distribuir pela malta.
Descemos depois à povoação e seguimos por um trilho paralelo à estrada, pelas faldas da serra, até à Ladeira, descendo até ao Rio Ocreza, para passar a ponte e tornar a subir, de novo por trilho, ao Vale da Mua, onde o Jorge do café Noite e Dia já nos esperava com um par de travessas de barbo frito com molho vinagrete, que pôs a malta de novo "em alta"!!!
Seguiram-se mais uma quantas travessas do "dito", umas bjecas, colas e outros derivados, para os mais cautelosos e uma jarrinha de "roxo" para o Silvério, que não descura de forma alguma, uma boa hidratação.
Passámos o Peral e adentrámo-nos pelos Vales da Reganhada e da Roda, até à Ribeira da Pracana, que cruzámos pela segunda vez, na Azenha do Caratão, continuando sempre em constante sobe e desce até à grande dificuldade do dia, a travessia da Serra da Galega.
Cruzada a serra, descemos ao vale e encostámos à Ribeira do Carvoeiro que nos conduziu por bonitos trilhos até à Capela, onde entrámos no estradão que nos levou à Gargantada.
Passada a ponte, virámos para o Monte Fundeiro e subimos à serração, para de novo cruzarmos a estrada e entrarmos no lugar de Robalo, onde mora o meu "velhote", que nos surpreendeu com um lanchinho e um tintinho à descrição, em local próprio . . . a singela adega, pois claro!!! Já de novo aconchegados e reeidratados, continuámos as nossas pedaladas, agora com passagem por Martinzes, Juntos e Perogonçalves, até à Amendoa.
Daqui a Vila de Rei já não houve grande dificuldade, com excepção duma subida técnica depois da Quinta das Laranjeiras, para manter a rapaziada concentrada.
Depois da passagem pelo Vale do Gil, Vila de Rei estava ao alcance do nosso olhar e depressa a alcançámos.
O calor tinha feito alguma mossa e a maioria da rapaziada optou por se refrescar com umas bjecas, na esplanada do hotel "Albergaria D. Dinis", onde ficámos alojados.
Passado algum tempo, fomos arrumar as bikes e fomos para os quartos para o banhinho retemperador, que o jantar já nos esperava.
Numa bonita sala de jantar, sentámo-nos numa grande mesa circular, onde comemos, bebemos e nos divertimos com algumas peripécias, principalmente umas quantas histórias do Zé Luís, contadas com a sua forma peculiar.
Durante o percurso, houve alguns percalços, como furos, pneus maltratados, pedaleiros partidos e o rebentamento do amortecedor da Canyon do João Afonso, já a 3 kms do final, que deixou a malta um pouco triste, pois ditou o afastamento do João, que teve que chamar a "assistência" e regressar a casa.
No segundo dia, levantámo-nos pelas 07H, para tomar o pequeno almoço apartir das 07h30.
Um bom pequeno almoço, que nos preparou para o que se seguia.
Fomos buscar e preparar as bikes e atestar os camelbags na fonte junto à praça de táxis.
Saímos de Vila de Rei pelas 09h10 e fomos acordar o corpinho e abanar o esqueleto, numa calçada romana, para que ninguém fosse ainda a dormir.
De seguida entrámos nos trilhos das Cascatas do Escalvadouro, mas não fomos às cascatas, pois é um trilho de volta a trás.
Por uma adrenalínica descida, chegámos a Estevais, onde atravessámos a estrada para Porto Mau e, pelos Lameiros e Azenha do Zevão, chegámos ao Braçal, onde entrámos em asfalto até à Ponte sobre a Bacia do Rio Zêzere, por não haver alternativa.
Passámos a ponte e entrámos no estradão da Pombeira, virando logo à esquerda pelo estradão que sobe paralelo à estrada, até à Fonte do Fojo, onde entrámos de novo em asfalto até ao Chão da Serra.
Aqui, encostámos à Ribeira de S. Silvestre, que foi nossa companhia até à Azenha Nova.
Sempre cruzando aldeolas e povoados, por vales e cabeços, passámos Carvalhais, Casal da Bica, Camareira Pequena, Cova do Cabouco, Pelinos e Aboboreira de Cima, até à Azenha das Chocapalhas, onde passámos a Ribeira da Lousã.
Entrámos de novo em asfalto, em Valdonas e, assim foi até Tomar, parando um pouco antes, num restaurante, nas Avessadas, para "trincarmos" umas bifanas e bebermos umas bjecas.
Em Tomar, subimos ao Convento de Cristo, que visitámos pelo exterior, e saímos depois pelo Casal dos Peixinhos, continuando depois pela Murteira, Madalena, Paço da Comenda e Bezelgas, de Cima e de Baixo, onde rumámos ao Casal da Pena, passando pelo planalto, onde se encontram os seus conhecidos moinhos.
A partir daqui, entrámos no Parque Natural da Serra D'Aire e Candeeiros, onde a diversão foi total e a pedra foi rainha.
Trilhos bastante pedregosos, técnicos quanto baste e singles onde ninguém fica indiferente, preencheram a passagem pelo Parque Natural.
A chegada a Fátima, foi como nos anos anteriores, no Parque Nº. 2, onde os familiares nos esperavam.
Depois do banhinho, esticámos a toalha, espalhámos as merendas e confraternizámos, os com mais tempo disponível, os outros foram regressando conforme os compromissos.
Entretanto, o amigo João Afonso, que no dia anterior nos teve que abandonar, por avaria na sua btt, resolveu fazer-nos uma surpresa e foi até Fátima, ao nosso encontro, com a asfáltica. Grande João. Esse espírito, não é para todos!!! Apreciámos a tua companhia no final da nossa peregrinação.
Não posso deixar de agradecer aos amigos que me acompanharam nesta minha obstinação anual, nomeadamente, o meu irmão Luís, o Silvério, o Nuno Eusébio, o Luís Lourenço, o Sérgio, o João Afonso, o José Luís, o Carlos Pio, o Vasco e o Jorge.
Um abraço a todos.
Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos
. . . ou fora deles.
AC
Clip de Filme do 2º. Dia