terça-feira, 30 de novembro de 2010

"Btt na Gardunha"

Amanhã, na companhia do meu amigo Silvério, vamos dar umas pedaladas na Serra da Gardunha, tentando efectuar um percurso circular de 42 kms, na esperança de algum divertimento na neve, caso esta se aguente até amanhã.

Quem nos quizer fazer companhia, basta comparecer pelas 08h30, nas bombas de combustível da Soalheira, onde tomaremos o cafézinho matinal e daremos início a esta aventura.
Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos
. . .ou fora deles.
AC

domingo, 28 de novembro de 2010

"Circular Tinalhas"

Domingo frio e solarengo.
Bem agasalhados, eu e o Silvério fomos hoje dar uma voltinha de btt, calma, descontraída e um pouco mais plana do que as anteriores. Estamos em final de ano e como tal, há que acalmar um pouco.
Teria já abrandado mais, se não fosse ainda a participação no Tróia-Sagres. Quiçá a última, pois com a deste ano já é a quarta. Não quero que uma bonita aventura se venha a transformar em "doença", pois acabaria por ser, cada vez mais do mesmo.
Gosto de variar e certamente encontrarei outra alternativa.
Depois de pensar um pouco, lá desencantei um percurso que nos levou por diversificados trilhos e cujo objectivo era circular Tinalhas.
Saímos pelo Pinheiro Manso e Tapada das Figueiras, onde entrámos no asfalto, até ao desvio para as Quintas de Valverde.
Passámos o Penedo do Corvo e subimos as "Três Toneladas", uma subida assim chamada pela malta da pesada. Aquela que por ali arfava com umas bikes mais convencionais, vai para uma vintena de anos. Outros tempos, outra rapaziada. Parece que ainda por ai andam, uns dois ou três, mas já não alinham muito neste "frenesim" mais actual.
Das Quintas de Valverde, rumámos à Queijeira do Bom Pastor, local onde já não pasava há uns tempinhos e por ali nos entretivemos um pouco a apreciar aquela arquitectura mais antiga, contrastando-a com os tempos modernos.
Saímos junto ao Santuário de Nªa Sra da Encarnação e descemos para o Vale de Ar, onde pedalámos até ao Cruzamento para o Ninho do Açor, virando um pouco mais à frente, para as Barrentas e, entre muros, circulámos por alguns estradões no Vale do Covido, até que resolvemos ir a Tinalhas, tomar a dose matinal de cafeína. (XXL para o Silvério, vulgo, abatanado)
Voltámos depois aos trilhos, acabando por entrar em asfalto, junto à Tapada da Queijeira, seguindo por este até à ponte da Póvoa de Rio de Moinhos.
Não chegámos a entrar na povoação e virando à direita, ziguezagueámos nuns trilhos catitas pela Folha Baixa, rumando seguidamente à Tendeira e Quinta da Pacheca.
Contornando Caféde, passámos pelo Lameiro de Caria e cruzámos o Rio Ocreza nas passadouras da Rabaça.
Entrámos pouco depois em Alcains e após Santa Apolónia, seguimos por asfalto até à Quinta da Atacanha.
Como ainda era cedo, o Silvério quiz ir dar uma vista de olhos num terreno, ali ao Lirião e a conversa, voltou-se para a vinha e para o vinho, drenagem de terrenos, etc.
E já agora, porque não dar uma espretadela ali na quintarola do amigo Zé e ver se ele lá está.
Dito e feito, lá fomos e ele lá estava!
Um par de palavras e já estávamos na cozinha, junto à lareira a beber do belo tinto, que o Zé faz com mestria . . . e que pinga.
Umas rodelinhas de belo chouriço, umas fatiazinhas de queijo de ovelha e umas azeitoninhas "Cordevile" retalhadas e "peneiradas" com sal grosso", foram o cenário para mais esta "tertuliazinha" na Quinta do Zé, que acompanhámos com dois parzinhos de tintos jorrados da bolha, ou seriam três? Bem, já não me lembro muito bem . . . mas isso agora, não interessa nada!!
Feitas as despedidas, pois do cedo, passou a tarde, lá resolvemos rumar a casa.
Bem, o Silvério, querendo atalhar o caminho, acabou por escolher o mais longo e eu, a tentar seguí-lo, com alguma dificuldade. Ao mesmo tempo pensava . . . mas afinal o que se passa aqui!! Porque não consigo acompanhá-lo e o raio da bike não estabiliza. Isto não pode ser da pinga, catrino!!!
E para alívio meu, de facto não era. Tinha furado na roda traseira e nem dera conta!!!
Umas bombadas . . . problema resolvido. Já com a bike estabilizada, (afinal não era eu!!) depressa chegámos a casa, ainda assim, com 63 kms bem pedalados, uma manhã cheia de bons momentos.
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos
. . . ou fora deles.
AC

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

"IX Raid AC-Trilhos e Aventuras"

Sierra de Gata, um paraíso natural!!!
È de facto um paraíso natural para a prática do btt e foi neste cenário, que idealizei o meu IX Raid.

Não tenho o dom da palavra, nem a fluência da narrativa, como gostaria de ter, mas tenho ideias.
Ideias que quase sempre ponho em prática e que gosto de partilhar com os amigos que me queiram acompanhar nesta minha "sede" de aventura e de descoberta de novos trilhos e outras paragens, que se tornam para mim viciantes e me fazem manter activo, ainda que os meus 57 anos de idade já clamem por alguna acalmia.


Mas ainda vou ter que somar uns anitos mais "calcorreando" por aí!!! Três dos meus companheiros habituais nestas andanças, não puderam estar presentes, por motivos profissionais. Outros dois se juntaram ao grupo. O Tiago e o Pedro Ferrão, cuja companhia bastante aprecio.

O Silvério, o Nuno Eusébio e o João Afonso, já fazem parte da "mobília". E foi com este pequeno grupo que partimos em direcção a Eljas pelas 07h00 de sábado, para mais uma das minhas obstinadas aventuras.

O Tiago, esperava-nos no alto da Lousa, e o Pedro Ferrão nas Aranhas.
Completado o grupo, continuámos a viagem até às faldas da imponente Sierra de Gata.

O S. Pedro foi de facto amigo da malta, pois apesar das previsões meteorológicas, algo adversas, presenteou-nos com um explêndido dia de sol, que tornou este dia de btt, muito mais epolgante. Em Eljas, estacionámos as viaturas na Plaza Mayor (bastante pequena, por sinal), preparámos as bikes e rumámos aos trilhos.


Os primeiros kms, aguçaram logo o apetite, com uma secção de trilhos expectaculares, na subida a San Martin de Trevejo e o nosso primeiro contacto com a calçada romana, em subida algo técnica.

Mal sabiamos nós, que iriamos trepidar por trilhos pedregosos e calçadas romanas durante, seguramente mais de 30 Kms.

Entrámos em San Martin de Trevejo e apreciámos aquelas bonitas "calles" e rumámos seguidamente ao Vale de Xálima, onde pedalámos durante algum tempo entre "fincas" e olivais.
De repente, os nossos olhares prenderam-se com a bonita visão do altaneiro castelo de Trevejo, situado numa envolvente simplesmente espectacular.

A sua conquista, teria que valer a pena. E lá partimos os seis em direcção ao Castelo.
Foram cerca três penosos kms em calçada, lindíssima, onde a visão daquelas bonitas paisagens, nos fizeram esquecer o esforço.

A chegada, foi espectacular. A pequena aldeia de Trevejo é lindissima. Pitoresca e com um traçado antigo, onde as modernas construções ainda não chegaram. Gostei imenso e certamente vou lá voltar.

O Castelo, apesar de pequeno e em ruínas é imponente. Por alí nos mativemos algum tempo, pedalando pelas estreitas ruas empedradas e veredas, até que tomámos a direcção a Villamiel, que nos esperava, alguns kms mais à frente.

Mas, para lá chegar, tivemos que por em prática todos os nossos dotes técnicos, pois o percurso foi todo em calçada. Soberba, lindíssima, adrenalínica!!
Villamiel fazia já parte das nossas conquistas e apreciámos também a sua bonita traça e estreitas "calles", parando num dos seus castiços bares, para "tomar unas cañas e comer unas tapas".

Já com o corpinho aconchegado e depois dum apreciado tempo à boa moda da tertúlia entre amigos, continuámos a nossa aventura, para a parte mais dificil. A passagem pela encosta da Sierra de Jalama e a subida ao Puerto de Santa Clara.
Antes, voltámos ainda a Sam Martin de Trevejo, por outros trilhos, ou melhor calçada romana, adrenalínica, arrebatadora.

Após termos atestado os camelbags e bidons de água, abandonámos a aldeia. À saída da mesma, o nosso olhar deu de caras com o que nos esperava, causando certamente algum constrangimento a uns e "pica" a outros. Uma subida em calçada, quase a perder de vista. Mas hoje, era dia de conquistas e lançámo-nos à calçada, ninguém vacilou.

Foi soberbo. Kms e kms de calçada, sempre em subida. A direito, aos esses, falta de aderência dos pneus nalgumas secções, mas toda a gente se mantinha firme e ninguém se deixou vencer.

Todos conquistámos aquela calçada colossal que nos conduziu ao lindíssimo puerto de Santa Clara e onde por largos kms apenas sabíamos que por baixo da folhagem e dos ouriços da castanha, havia pedra, pela dificuldade em dominar a bike.
Paisagens soberbas proporcionadas pelos "robles e castaños" e pelo imenso manto que cobria os trilhos por kms e kms. Simplesmente espectacular.

Abandonámos então o Puerto de Santa Clara e ao abrir o portão, lá no alto, entrámos no Teso de la Nave, onde nos esperava os mais adrenalínicos kms do dia. A arrebatadora descida para Eljas.
Um single de cerca de 8 kms, muito pedregoso, onde muitas das vezes, os pneus da bike nem tocavam o solo, tanta era a pedra.
A adrenalina tomou conta de nós e os mais ousados, mostraram como se faz. Os outros, mais limitados, o meu caso, também não quisemos dar uma de "medricas".

Foi uma loucura. Toda a malta encosta abaixo, dominando a bike, muitas vezes sem saber como, absorvendo todo aquele explendor. Paisagens soberbas sobre o vale, sobre o qual nos íamos aproximando em velocidade. Espectacular!!

No final, o mais satisfeiro era eu, ao ver a alegria e as expressões de gozo, estampadas nos rosto dos meu companheiros. Tive a certeza de que gostaram. Afinal também gostam de ser "maltratados"!!! Pela dureza dos trilhos. Claro!!!
Fica a promessa de que vamos lá voltar, um dia destes.
Com malta assim, viver e conviver não é dificil. È viciante!!!
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Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos,
ou fora deles.
AC

Sierra de Gata um paraiso natural from actrilhos on Vimeo.


Album fotográfico

clica na foto

IX Raid AC Trilhos e Aventuras

Relato do João Afonso

Relato do Tiago

Relato do Pedro Ferrão

sábado, 13 de novembro de 2010

"Manhã de Baptismo"

Hoje, foi manhã de baptismo.
Reuniram-se os padrinhos . . . eu e o Nuno Eusébio . . . o paizinho da criança . . . o Silvério . . . e claro, a criança, uma flamante Trek Fuel EX 9.9 e rumámos aos trilhos.
A escolha teria que ser algo agressiva, pois haveria que saber se a bike estava à altura das diabruras que o seu dono lhe tem reservadas ao longo ( espero que longa) da sua vida a galgar cabeços e vales.
Assim, não faltaram singles, mais ou menos agressivos, subidas, descidas e até estradões, onde foi notado que a máquina está mesmo à altura. Mas, também num reparo, se chegou à conclusão de que o dono, é que ainda não está à altura da máquina. eh eh eh!!!
Pouco depois das 08h, já pedalávamos em direcção às Benquerenças, para devorar uns quantos singles, ali para os lados da Azinheira.
Continuámos, agora pela Represa, onde mais uma vez passámos ao lado do Ramalhete sem a paragem, em tempos idos, habitual, para retemperar forças. Agora, a Padaria dos Amarelos tomou o seu lugar, com os apetecíveis panikes de chocolate.
E foi mesmo nos Amarelos que efectuámos a primeira paragem do dia para o citado panike e dose matinal de cafeína.
Rumámos depois ao Retaxo, serpenteando por um bom punhado de trilhos bastante engraçados e subimos às Olelas, para darmos uma mirada na bonita paisagem, com vista sobre a cidade, que se desfruta lá do alto.
Depois de mais umas pedaladas nos trilhos do Vale das Quedas, chegámos aos Maxiais, onde pusémos à prova a novel bike do Silvério, num par de singles pedregosos, lançando-nos seguidamente em alta velocidade em direcção à Várzea do Sapinho e Foz da Ribeira do Muro.
Numa arfante subida, chegámos à cumeada sobre o Vale da Escudeira e daí até ao Valongo, foi sempre a arfar.
A paragem no Bar do Valongo, era desta vez mais obrigatória que noutras ocasiões, pois hoje havia um petisquinho "à mama" daquela bela máquina de raça trekoide, oferecido pelo seu babado dono.
E assim foi, comemos, bebemos, conversámos e fizémos mesmo o batptizado à menina, com quase meia garrafinha de tintol sobre a lombada e respectivos acessórios. eh eh eh!!!
O dono saltava de contente, ou seria dos tintóis que já tinha enjorcado . . . também já não me lembro!!!
Foi uma manhã como todas as outras, quando nos juntamos para dar umas pedaladas. Uns trilhos porreirinhos, boa camaradagem e puro divertimento.
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Agora as fotos do baptismo!!!
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Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos,
ou fora deles.
AC