quarta-feira, 26 de maio de 2010

"Por tierras de nuestros hermanos"

Dois aventureiros assumidos, duas bikes habituadas a maus caminhos, rumaram à tierra de nuestros hermanos, para. . .!? Queres saber o resto . . . clica aqui, insere o código lá apresentado, baixa o arquivo, aguarda uns segundos e faz o download comum.

domingo, 23 de maio de 2010

"Rota do Sesmo e Malhada do Servo"

Aproveitando a disponibilidade do Nuno Eusébio, o meu companheiro de equipa para o "Trip Trail", fomos neste passado sábado efectuar o penúltimo treino de longa distância e com uma altimetria um pouco mais "puxada", sendo o último, o meu Raid agendado para dia 30 deste mês, numa distância a rondar os 160 kms.
O Silvério acompanhou-nos em cerca de metade do percurso, deixando-nos na Azenha de Cima para continuar sózinho até às Sarnadas de S. Simão, onde a família o aguardava.
Saímos como habitualmente da Pires Marques, pelas 08h00 e rumámos à Talagueira, tomando depois o estradão que acompanha a A23 até à Represa.
Parámos nos Amarelos para degustarmos um panike de chocolate e beber algo fresco, seguido da dose habitual de cafeína.
Já mais aconchegadinhos tomámos o rumo das Ferrarias, passando pela Carapetosa, onde descemos à Ponte sobre o Rio Ocreza numa rápida e longa descida.
Depois da arfante subida, continuámos, agora em direcção ao Vale da Pereira, com passagem pelo bonito local do Lagar do Carril, subindo à povoação pela longa subida em boa velocidade.
Esta rapaziada está a ficar em forma!!!
Continuámos depois serpenteando entre matas de eucaliptos, pinhal e extenso matagal, passando pelas aldeias do Vale das Ovelhas, e Cabeça Gorda até chegarmos à Cerejeira, pela bonita Baía da Couca.
A partir daí acompanhámos a Ribeira do Alvito para montante até à Azenha de Cima, pedalando por bonitos trilhos e desfrutando de magníficas paisagens.
Na Azenha de Cima deu-se a separação, seguindo o Silvério para as Sarnadas de S. Simão, onde até lá chegar o esperava ainda a bastante exigente subida à Serra do Muradal pela Barragem da Cardosa, após cruzar as povoações da Magueija e Pé da Serra. A esta hora ainda deve estar a soro. eh eh eh!!!
A mim e ao Nuno Eusébio coube-nos a subida à Serra do Magarefe, onde lá no alto fomos compensados por explêndidas paisagens e posteriormente com a adrenalínica descida até uma povoação de xisto abandonada, pois ali não vimos vivalma.
Atravessámos a ribeira e chegámos á Rapoula, continuando até à Azenha de Baixo para nos embrenharmos numa sequência de bonitos trilhos completamente abandonados, onde já há muitos anos por ali nada passa e que nos deu imenso gozo.
Chegámos à Malhada do Servo e continuámos a nossa aventura debaixo de temperatura tórrida passando pelas aldeias de Grade e Vale de Ferradas até chegarmos ao Chão da Vã, onde parámos no café local para o último abastecimento sólido.
Daí rumámos ao Juncal do Campo, Freixial, Tinalhas, Póvoa de Rio de Moinhos e Alcains, entrando na cidade com 120 kms pedalados em bonitas e diversificadas zonas, algumas bastante exigentes.
O Nuno Eusébio está já a atingir uma boa forma e uma boa maturidade na forma como já consegue gerir o esforço.
Um bom companheiro para umas pedaladas mais alargadas e com gosto pela aventura.

Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos,
ou fora deles.
AC

sexta-feira, 21 de maio de 2010

"VII Raid AC-Trilhos e Aventuras" (Transibérico Cáceres-Castelo Branco, em Btt)

No próximo dia 30 de Maio, vou efectuar o meu VII Raid AC-Trilhos e Aventuras.
Será uma travessia transibérica e que ligará a bonita cidade de Cáceres a Castelo Branco.
Cruzaremos El Casar, Arroyo de la Luz, Brozas, Belbis, Alcântara, Estorninos e Piedras Albas, em território espanhol e Segura, Zebreira e Ladoeiro em território português.
apesar de este percurso ter uma altimetria bastante distendida, é um pouco sofrido derivado á sua quilometragem . . . 160 kms . . . mais para o pessoal da endurance, cujo lema é "pedalar para descontarir, que para os comuns maratonistas.
O percurso, como é habitual nos meus raides, é em completa autonomia e com carga completa, ou seja, cada um terá que carregar o que lhe faz (ou poderá fazer) falta e em caso de problemas físicos ou mecânicos, terá que providenciar o seu regresso. (assistência em viagem)
Quem quizer participar, terá que criar a sua própria logística de forma a estar pelas 08h00, (hora portuguesa) na Rotunda do Carrefour em Cáceres, ou pelas 06h00 no Parque Infantil da Pires Marques, para seguirmos em Caravana.
Quem me quiser acompanhar poderá contactar-me através de comentário neste post, ou por qualquer outro meio.(sms, tlm, mail.)
Depois conto como foi!!!

Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos,
ou fora deles.
AC

segunda-feira, 17 de maio de 2010

"Rota da Eirinha (Gardunha) e Tripeiro"

Em continuação ao semi-empeno de sábado, seguiram-se mais 101 kms de pura adrenalina e de bom btt, daquele que eu gosto de praticar, entenda-se, num circuito que apelidei de Rota da Eirinha e Tripeiro.
Com o Nuno Eusébio a chegar no Sábado, quase de rastos, impunha-se uma boa recuperação e continuação dum dia "dolorido", pois no Trip Trail, serão três dias a doer.
Mas a surpresa aconteceu. O Nuno apresentou-se bem disposto e pronto para a aventura. Este também é dos duros, morde a língua quando é preciso e têm depois a justa recompensa, com trilhos fabulosos e paisagens de encantar. E isso, é tudo o que precisa como motivação.
Lá partimos pelas 08h00 da Pires Marques para mais uma aventura.
O Pedro Barroca foi ter connosco e acompanhou-nos até à entrada da Soalheira, seguindo depois em direcção à Marateca, por onde regressaria à cidade.
Antes, parámos no "Tá-se Bem" na Lardosa para bebericarmos calmamente a nossa matinal dose de cafeína e dar-mos "três dedos" de conversa.
Após nos separarmos do Pedro, continuámos em direcção a S. Fiel, com passagem pela Soalheira, embrenhando-nos nuns singelos trilhos, agora semeados de cereal.
Entrámos depois junto ao Santuário do Louriçal e por trilhos entre muros, fomos saír à Fonte dos Cabeços e entrámos numa secção do PR1 até ao estradão da Eirinha, onde sofremos de verdade até ao alto, tendo que empurrar a burra durante umas dezenas de metros, numa zona sem qualquer ciclabilidade derivado a estado do terreno, com longos e profundos regos e com uma inclinação brutal.
Passámos seguidamente no Casal da Serra e subimos à Barragem do Penedo Gordo e mais acima, fomos entroncar no caminho que vem das Antenas da Penha.
Algumas centenas de metros depois, entrámos numa sequência de bonitos trilhos que entre castanheiros e pinhal, nos levaram ao Santuário de N. Sra da Orada.
Descemos ao Casal da Fraga e contornando a Barragem do Pisco, apontámos azimute ao Sobral do Campo, sempre com os olhos ocupados com explendorosas paisagens da Serra da Maunça e do Açor.
Foi nesse percurso que quase ía sendo atropelado por um corpulento javali, que se encontrava mesmo à beira do caminho e que apenas se moveu à minha passagem, em longa correria a partir mato. Se lhe desse para atravessar o caminho, o choque seria enevitável. "Como é que iria "descalçar a bota" com o Seguro!!!
Já no Sobral do Campo, comemos algo mais sólido e auxiliados por uma bjeca fresquinha, lá repusemos um pouco a energia para prosseguirmos esta nossa aventura.
Agora em direcção ao Tripeiro, sózinhos naquela imensidão de zonas de matagal, eucaliptal e algumas zonas de Pinhal, tinhamos sempre como pano de fundo paisagens fantásticas.
A aldeia do Tripeiro lá apareceu acantonada junto ao rio do mesmo nome, o qual seguímos fielmente até ao Barbaído, sempre em excelentes trilhos.
Já nos caminhos vulgarmente usados nos circuitos de btt, rumámos a Caféde, ainda com passagem pelo Freixial do Campo.
Passámos no trilho do Moinho Velho e parámos em Santa Apolónia, em plena festa, onde nos rendemos a um refrescante "batido de cevada", que até causou arrepios.
Chegámos à cidade, um pouco estafados, é certo, mas imensamente felizes por mais esta aventura e sobretudo, por não ficarmos "moribundos" por esta pequena loucura a suplantar os 200 kms em dois dias e ainda com alguma reserva, caso fosse necessário, sabendo que nos esperam 350 kms em três dias e certamente com um grau de dureza bem superior.
Mas aventura é aventura e eu e o Nuno, é certamente garantido que nos apresentaremos sorridentes à partida . . . depois . . . logo se verá!!!

Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos,
ou fora deles
AC
Galeria fotográfica

Rota da Eirinha (Gardunha) e Tripeiro

sábado, 15 de maio de 2010

"Rota da Couca e Portas de Almourão"

Com vista à minha participação na "I Edição do Trip Trail Geopark Naturtejo" em que faço equipa com o amigo Nuno Eusébio, delineámos para este fim de semana uma sequência de treinos para esse fim.
Acompanhou-nos o Silvério, que ficou viciado nas voltas de endurance e para as quais tem estofo, conforme provou na sua participação no SRP160 e nas nossas voltas ocasionais, onde algumas vezes superamos a barreira dos 100 kms.
Desta vez preparei um percurso de 115 kms com um acumulado já um pouco "musculado" e trilhos que nos absorvessem os sentidos e fizessem alhearnos um pouco da dor.
Saímos da Pires Marques pelas 08h00 com saída pela Cova do Gato e Cabeço da Barreira.
Parámos na Taberna Seca para a dose matinal de cafeína e seguímos depois pela cumeada que separa o Vale da Ribeira da Líria do Vale do Rio Ocreza, apreciando as sempre espectaculares paisagens, agora enriquecidas pelas cores primaveris.
Descemos à Foz da Líria e atravessado o Ocreza, subimos à Aldeia de Calvos, onde nos embrenhámos em novos trilhos que já hà algum tempo a esta parte tinha debaixo de olho, aproveitando agora para os percorrer.
Passando pelas Teixugueiras e Lomba Chã, em trilhos já quase "descontinuados" chegámos a Santo André das Tojeiras, onde efectuámos nova paragem num café local para abastecimento sólido.
Dali rumámos ao Vale da Estrada e Monte Gordo, onde entrámos numa sequência de trilhos em direcção à bonita Baía da Couca, onde parámos e nos divertimos um pouco.
Cruzámos a Ribeira do Alvito para a outra margem e Aldeia da Cerejeira, de onde, desde então, seguimos sempre o curso desta bonita Ribeira, pelo Casal da Ribeira e Carregais até ao seu términus, onde despeja as suas águas no Rio Ocreza, já nas Portas de Almourão.
O Nuno e o Silvério que ainda por ali não tinham passado ficaram radiantes com as soberbas paisagens proporcionadas por aquelas magnânimas formações rochosas, com o rio bem lá no fundo, que nos fez parar diversas vezes para as apreciarmos com mais pormenor.
Chegados ao Sobral Fernando parámos no único café ali existente para comer algo mais sólido, acabando a merenda por ser prenchida com umas belas sandes de chouriço caseiro, com um gostinho divinal, com excepção do Silvério, que agora anda numa de latinhas de atum light.
Este companheiro está convencido que foi aquele "anfíbio" que o ajudou a subir à Gardunda pelas Donas . . . vá-se lá a perceber isto!!! eh.eh.eh
Após cruzarmos a Aldeia da Foz do Cobrão, encostámos ao Rio Ocreza, ladeando-o sempre, quase até à Ponte do Vale da Mua, onde demos início à mais matreira subida do dia, que nos manteve a boca aberta e o peito arfante até a povoação da Ladeira.
A partir daí, contornámos por um bonito trilho a Serra do Perdigão e na povoação com o mesmo nome, subimos a dita serra, quase até à antena eólica ali existente, rumando seguidamente à Portela da Milhariça para desta vez ladearmos a Serra do Penedo Gordo, descendo seguidamente para a Távila.
Quase sempre junto à A23, fomos pedalando em trilhos que nos levaram à Tojeirinha, em busca da única passagem sobre a linha férrea que conheço naquela zona e num sobe e desce constante, passámos o Vale do Homem e os Rodeios, já a pensar na Tasca da Estação de Sarnadas, para beber uma bebida fresca, mesmo que estivesse fora de prazo de validade, pois o calor já apertava.
Com última passagem pelos Amarelos e Represa subimos às Olelas, pelo single e descemos pelo trilho de maior inclinação e que continua junto à linha férrea, até à passagem superior de acesso aos Maxiais.
A partir daí, pedalámos até à cidade já pela antiga N.18, pois de subidas e descidas já chegava e em mente, já só estava um banhinho retemperador e comida ao quilo, pois só barrinhas e uma ou outra sandes, não chega para alimentar este cabedal.
Amanhã há mais uma volta "musculada" desta vez pela Serra da Gardunha, com descida para o Santuário da Senhora da Orada, no Casal da Fraga, seguindo depois lá para as bandas do Tripeiro e Mourelo onde a quilometragem prevista irá certamente atingir os três dígitos.

Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos,
ou fora deles.
AC
Album fotográfico
Rota da Couca e Vale Mourão