sexta-feira, 30 de abril de 2010

"FÁTIMA 2010"

Este ano e à semelhança dos anos anteriores, vou efectuar a minha peregrinação anual a Fátima no próximo dia 09MAIO2010.
Aos amigos que me queiram acompanhar, a partida será pelas 06h30 no Parque Infantil da Pires Marques.
O percurso será o que sempre tenho seguido, com excepção de um ou outro ano, como no transacto, na distância de 148 kms.
O percurso passará por Sarnadas; Alvaiade; Moitas; Robalo; Amêndoa; Vila de Rei; Ferreira do Zêzere; Tomar; Ourém e Fátima (por Alvega).
Esta minha peregrinação não é um passeio organizado, pelo que todos devem ter presente que é uma peregrinação em completa autonomia, devendo cada um providenciar o que precisa.
No final, a idéia é promovermos um almoço convívio entre todos os participantes e familiares, num restaurante a combinar na altura e conforme o desenrolar do evento, ficando depois a tarde ao critério de cada um.
A saída este ano foi pensada meia hora mais cedo que o habitual, com o intuíto de conseguirmos estar em Fátima em tempo útil para podermos almoçar juntos.
Quem me quiser acompanhar, deverá manifestar essa intenção, com comentário neste post, ou qualquer outra forma de contacto.
Até dia 09Maio.


Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos ,
ou fora deles.
AC

quarta-feira, 28 de abril de 2010

"O Carlos está de volta"

Hoje nem estava a pensar andar de Btt, mas sim dar uma voltinha de estrada para recuperar um pouco o "cabedal" das duas últimas semanas que foram preenchidas com um bom par de eventos de Btt . . . o SRP160 e o Passeio dos Pênêvês . . . e já a pensar na dureza do percurso de sábado na Serra do Sicó com o desafio dos Bttralhos - "A idade da Pedra".
Mas o Carlos Sales, a recuperar duma lesão na clavícula hà já algum tempo, está agora a tentar retomar as lides betêtisticas e como tal, fui hoje dar uma voltinha com ele, ao que se nos juntou também o João Caetano.
Ainda um pouco receoso mas já cheio de vontade de atacar os trilhos, no seu jeito próprio, lá fomos até à Marateca por trilhos o mais alheados possível da altimetria e com pouco recurso à técnica.
Lá partimos pelas 08h, alegres e divertidos com o primeiro objectivo de tomar o cafézinho matinal no "Tá-se Bem" na Lardosa, onde nos demorámos um pouco conversando, trocando ideias e consolidando planos para voltas futuras.
Fomos depois lá para os lados da barragem, sempre em conversa animada, lembrando alguns dos bons momentos que partilhámos pedalando e quando demos por ela já estávamos de novo em direcção à Lardosa.
Continuámos em direcção a Alcains já a pensar na segunda refeição do dia, após um banhinho retemperador, pois o calor já aperta e os escaldões estão aí, já a causar os primeiros danos da pele.
Para surpresa do Carlos, que ficou satisfeito com a sua primeira grande volta após este obrigatório interregno, pedalámos e conversámos durante 72 kms numa bela manhã para a prática do Btt.
Benvindo Carlos de novo às nossas viciantes lides betêtisticas e recupera depressa a tua anterior performance, para retomarmos o nosso trabalho, ainda em agenda, para os próximos raids.
Acabei por conseguir a tal volta relaxante que tinha previsto com a asfáltica, melhorando-a com a companhia dos amigos Carlos Sales e João Caetano, trocando-a pela Btt por trilhos planos e com uma outra beleza, ou não fôssemos nós para os lados da bonita bacia hidrográfica de Santa Águeda.

Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos,
ou fora deles.
AC

segunda-feira, 26 de abril de 2010

"IV Passeio dos Pênêvês"

No domingo desloquei-me a Proença-a-Nova para participar no "IV Passeio dos Pênêvês" e reencontrar velhos amigos das lides bêtêtistas.
Desta vez ía mesmo para descontrair e palmilhar calmamente aquele bonito percurso, acabando por me juntar a um grupo de rapaziada que leva este desporto numa boa.
Eu, o Pequito, o meu irmão Luís, o Mário e outro companheiro que agora não recordo o nome, fizemo-nos então aos trilhos, comprometendo-me a acompanhá-los até final.
Organizado pela rapaziada dos Pênêvês, era garantido um passeio ao estílo "familiar" e também um empeno para alguns, pois a orografia da zona não perdoa . . . 1900 metros de acumulado em 59 kms!!!
Não havia as chamadas paredes, mas havia longas e desgastantes subidas, aliadas a soberbas paisagens a perder de vista . . . e estas, quer queiram, quer não, só são visíveis lá bem do alto.
Mas não foram só subidas, foram também as correspondentes e divertidas descidas.
Para quem participou nos Trilhos da Açafa deste ano em Vila Velha de Rodão, ainda não esqueceu certamente os bonitos single tracks à beira Tejo.
Em Proença, fomos brindados com uma "mão cheia" de single tracks, com destaque para os das Cimadas, do Rafael e dos Vales de Cardigos.
Cruzámos ainda as Ribeiras dos Vales, do Rafael, das Corcóvas, das Cimadas e a do Vergão, onde foi construída aquela singular ponte em madeira . . . simplesmente espectacular e original.
Num sobe e desce quase constante, conhecemos as aldeias e povoações dos Vales, Cimadas, Fundeiras e Cimeiras, Vergão, Maljoga, Malhadal, Rafael e Corcóvas, num percurso circular que começou e terminou em Proença-a-Nova.
Ficaram-me na retina as explêndidas paisagens e na memória os adrenalínicos single tracks, alguns ladeando cursos de água. As longas subidas, que nos faziam constantemente olhar o céu em busca do seu términus e descidas para descarregar o excesso de adrenalina.
Gostei do passeio, inserido num percurso algo duro, isso é um facto, mas para quê "barafustar" . . também havia uma versão de 30 kms para quem não se dá com este tipo de dureza!!!
Gostei de rever alguns amigos e para o ano, se puder, lá estarei novamente.

Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos,
ou fora deles.
AC
Galeria fotográfica

"IV Passeio dos Pênêvês"

domingo, 18 de abril de 2010

"Ultramaratona SRP160"

Um dos meus desafios para este ano, era a participação na tão badalada Ultramaratona SRP160.
Fiz alguma preparação para o evento e no dia 17, acompanhado da minha família e do amigo Silvério, também ele acompanhado pela esposa, rumámos a Serpa.
O meu irmão Luís, também se entusiasmou e também participou.
O dia 17 começou cedo para nós e pelas 06h já estávamos de volta do pequeno almoço, pois tinhamos que estar no parque fechado para o controle zero, entre as 7h15 e as 07h45 e ainda faltava preparar as bikes.
Partimos da Residencial já a pedalar e lá entrámos no parque fechado, onde aguardámos pela partida, que foi dada com rigor pelas 08h00.
Foi um instante enquanto umas largas dezenas de participantes se alargaram pelos trilhos em busca do seu melhor resultado.
Depois dum dia e uma noite diluviana, adivinhava-se o que nos esperava.
Água, muita lama, piso escorregadio, muitas passagens técnicas agravadas com o estado do piso, foi o que tivemos que vencer nuns duríssimos 150 kms, após a organização se ter visto na obrigação de cortar uma pequena parte do percurso, por se ter tornado simplesmente impraticável e onde não era de todo possível passar, pois a enxurrada levara a terra e provocara aluímento de terras.
Valeram as excelentes paisagens, o colorido dos campos e o facto ter conseguido superar mais este desafio.
Mas eu estava animado e queria de todo completar o circuito dentro do horário máximo permitido, ou melhor, ser um "finisher" desta ultramaratona.
Tinha elaborado um esquema de tempos para passar nas ZA'S, que se gorou com as alterações introduzidas, pelo que tive que inventar, e como tal, propus-me manter uma média horária de 16 kms/h e no máximo uma hora de paragens, que seria o limite para finalizar em tempo útil.
Comecei cauteloso, pois custou-me um pouco a habituar-me ao piso escorregadio e tinha alguma dificuldade em estabilizar a bike, mas com o decorrer dos kms, fui criando confiança e arrisquei mais um pouco até que consegui um bom ritmo.
À passagem da 1ª. ZA, a média horária andava a rondar os 14 kms/h e fiquei um bocado stressado por não conseguir andar mais, mas à 2ª. ZA já estava nos 15,5 e fui subindo até concluir o SRP com a média horária de 18 kms/h com 35 minutos de paragens.
Bastante esforçado, mas consegui o meu objectivo, superando-o e surpreendendo-me a mim próprio.
Pelas 17h00 estava a efectuar a passagem pela linha de meta, após 9h de muito esforço e força de vontade em superar as imensas dificuldades criadas com o temporal.
Apesar disso e por sorte nossa, o tempo manteve-se mais ou menos estável, apesar do vento já no último terço e dos cerca de 30 kms em que pedalei debaixo de chuva.
Muitas ribeiras com enormes caudais, kms de lama onde dominar a bike era um bico de obra, pelo menos para mim, que técnicamente não sou lá grande coisa, algumas subidas com dificuldade acrescida e descidas com cuidados redobrados, apesar de não ter havido as chamadas "paredes" houve muitas e boas, como se ousa dizer.
Enfim, calhou-me um SRP160 que apesar de diminuido para 150 kms, foi acrescido de muito mais dificuldade do que se tivessem sido cumpridos os 160 kms com terreno seco.
Quando aos meus companheiros . . . o Silvério chegou uma hora depois e o meu irmão Luís, duas horas e meia após eu ter cruzado a linha de meta.
Fiquei bastante satisfeito com a nossa prestação, pois todos conseguimos concretizar o que nos levara a Serpa . . . sermos "finisher's" naquela mítica ultramaratona.
Esta já está e estou já a pensar no próximo desafio, o do BTTralhos - "A idade da Pedra" na Serra do Sicó no próximo dia 1 de Maio.
Até lá, vou ainda divertir-me um pouco com a excelente rapaziada dos Pênêvês no próximo dia 25 em Proença-a-Nova.

Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos,
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AC

domingo, 11 de abril de 2010

"Encostas do Rio Ocreza"

Hoje é o dia nacional dos moinhos, e como tal, porque não ir dar uma mirada nalguns dos muitos moinhos que existem na região e onde o Rio Ocreza é fértil.
Na companhia do Nuno Eusébio fomos então dar umas calmas pedaladas de btt, rumando às encostas do Rio Ocreza.
Depois duma uma mirada no novo lago artificial da cidade, cruzando-o através da ponte, saímos da cidade pela Talagueira, contornando a sua barragem.
Pelo sobe e desce junto à A23 chegámos às Benquerenças, onde fomos divertir-nos um pouco num dos seus singles, até apanharmos o estradão que nos levou ao bonito local onde a Ribeira da Líria espalha as suas conspurcadas águas no Rio Ocreza.
Subímos à Aldeia dos Calvos e entre pinhais, pedalámos ao encontro da Aldeia da Nave, virando depois à direita para os Vilares de Cima, aldeia que cruzámos em direcção aos Pereiros.
Em trilhos pouco definidos, onde o xisto se escondia sob a espessa camada de caruma e grande quantidade de pinhas secas, chegámos ao estradão principal, soltando "as rédias" às nossas montadas que em grande velocidade nos levaram à Praia Fluvial do Muro, onde fomos encontrar um grupo de malta do Juncal do Campo que por alí dava também umas pedaladas.
Subímos para o Palvarinho, parando no café junto à igreja para retemperar forças e beber algo fresco, pois hoje estava um verdadeiro dia de primavera e já com uma temperatura bastante amena.
Boa hora, andamento de passeio apreciando belas paisagens, nada nos preocupava. Uma manhã relaxante em convívio com a natureza.
Eram então 11h e resolvemos regressar descendo á ponte de ferro, também ela sobre o Rio Ocreza.
Subímos ao Rouxinol e pelo Monte da Barreira, rumámos a casa.
Foram 55 kms de peito cheio de tons e aromas primaverís, de pedaladas descontraídas por bonitos trilhos da região, na sempre boa companhia do amigo Nuno Eusébio, o companheiro da minha aventura de Junho, o Trip Trail Geopark Naturtejo.

Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos,
ou fora deles.
AC

quinta-feira, 8 de abril de 2010

"Mais 3 dias a doer"

E agora resta esperar pelo dia 17, o tal, o que têm atormentado a malta!!!
O SRP160 está aí mesmo à porta e nestes três últimos dias fiz o meu último treino de intensidade, com vista à participação naquela ultramaratona.
Na terça feira fiz 90 kms com a asfáltica em percurso de média montanha e em ritmo moderado, juntando-me à malta do Modelo, nomeadamente ao Joaquim Cabarrão, Fernando e FMike.
Ontem quarta feira, fui treinar de Btt com o Silvério num percurso bastante acidentado, onde o objectivo era o constante sobe e desce e zonas mais técnicas, escolhendo a zona de Vila Velha de Rodão para o efeito.
Foram 82 kms com dureza quanto baste e que nos deram boas indicações.
Porém era o dia de hoje, o mais duro e o mais temido, após dois dias seguidos de pedalada e onde eu e o Silvério, iríamos de facto verificar como reajiriam as pernas e o traseiro a três dias com alguma intensidade.
E fizémos uma transibérica, como se ousa dizer.
180 kms com a asfáltica com passagem nas Termas de Monfortinho, em terra de "nuestros hermanos, nomeadamente Zarza la Mayor e Piedras Albas, com regresso por Segura e Ladoeiro.
As pernitas acusaram a kilometragem e acumulado dos dias anteriores, mas não se negaram, pelo contrário, deram-me ânimo e esperança para ser um "finisher" do SRP 160.
O Silvério montando uma Specialized Roubaix de test bike, mostrou também uma boa evolução, apesar das limitações de tempo para treinar.
Mas é um bom lutador e um bom companheiro e vai certamente ser um "finisher".
Agora e até ao dia do evento, apenas manter o "cabedal" e o "rabinho" calejado.
Hoje a disposição para a escrita não é lá grande coisa e como tal, vou ficar-me por aqui.

Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos,
ou fora deles.
AC