sexta-feira, 30 de outubro de 2009

"VI Raid AC-Trilhos e Aventuras"

O dia 8 está chegando e a malta pronta para mais um Raid por terras beirãs, com passagem pelas extensas terras de montado dos Vales do Malhapão, Farropa, Grifo, Caldeireiro e Vale de Paio, transpondo seguidamente, entre quelhas e caminhos dissimulados entre olival, a bonita serra de Monforte, para na aldeia efectuarmos a primeira paragem.

Numa primeira passagem a vau pelo Rio Aravil, subimos até às Soalheiras, onde vista se perde em longínquas paisagens até à terra de nuestros hermanos.
Visitaremos a antiga e abandonada aldeia dos Alares e subiremos, até vislumbrarmos lá ao longe, a Aldeia de Rosmaninhal, acantonada na extremidade dum bonito vale e onde é previsto almoçarmos.
Em percurso ondulante regressaremos e, à passagem pela Aldeia de Cegonhas, desceremos novamente para o Rio Aravil que mais uma vez atravessaremos a vau.
Sobe-se para a Herdade dos Paredinos e na zona do Monte do Grilo, entraremos em trilhos mais entretidos, entre singles e passagens singulares, contornaremos a Barragem do Monte Grande, onde o final já se vislumbra, faltando ainda a passagem do Rio Ponsul e a longa subida à cidade.
Um percurso circular, onde a maioria dos trilhos são fruto da minha constante procura de novos recantos e aventura, muitos deles pisados pela primeira vez pela borracha das bikes.
Este Raid, tal como todos os outros é em completa autonomia, onde cada qual deve ser dependente apenas de sí próprio.
É este o espírito que pretendo manter nos meus raids, onde a camaradagem, a amizade e o companheirismo, têm sido a nota constante nos últimos eventos.
Não pactuo com picardias envenenadas, nem pretendo nestas manifestações de aventura, qualquer protagonismo pessoal, senão apenas praticar o desporto que gosto, partilhando-o com os amigos e quem neles queira participar, dentro do espírito manifestado, porque se assim não fosse, o que mais teria era histórias loucas para contar, pelos pasquins e revistas da especialidade.
No fundo . . . o que eu gosto mesmo é andar de bicicleta!!!
À rapaziada que já me contactou e quer comigo partilhar mais esta aventura . . . já sabem . . . como de costume, a concentração será no dia 08 de Novembro pelas 08h, na Pires Marques.
Não se esqueçam das bikes, das barrinhas para trincar, alguma surpresa também se aceita e uns eurinhos para algo mais sólido.

Até lá.
Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos
AC

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

"Lurgo da Nogueira e Alpreade"

Hoje, na companhia do Pedro Barroca e do Filipe, malta serena e que gosta dar umas pedaladas descontraídas, resolvemos ir lá para os lados do Lurgo da Nogueira e Alpreade.
Saímos como habitualmente da Pires Marques, pelas 08h10, e pelas Fontainhas, passámos o Alagão e a Quinta do Curral do Prego, hoje sem a presença do temido canino, contornámos o Arraial do Monte Brito e pelo Alto da Cancelinha e Quinta da Espadaneira, chegámos a Alcains.
Pelos suburbios, passámos a Estação e rumámos à Lousa, com passagem pelos Escalos de Cima.
Na Lousa, efectuámos a paragem matinal para o cafézinho da praxe e seguidamente, orientámo-nos em direcção ao bonito Vale do Lurgo da Nogueira, local onde eu pessoalmente gosto de pedalar e a cujas paisagens não consigo ficar indiferente, pedalando sempre devagar naquela zona, para assim as poder apreciar calmamente.
Chegados à Ribeira de Alpreade, cujo caudal ainda não existe nesta época do ano, pois a chuva ainda não fez a sua aparição de forma a criar caudal nos rios e ribeiras.
Em ascensão moderada, sempre junto à Ribeira da Nogueira, até ao arraial, num trilho bastante bonito, chegámos ao estradão, bem lá no alto e passámo-nos para o outro lado, para os Vales de S. Gerardo, Frei Simão e Barrussa.
Por alí o pessoal já anda empoleirado pelas oliveiras, na colheita da azeitona, e nós, serpenteando pelos olivais, chegámos ao alto da Barrussa, onde agora por estradão, depressa chegámos à Capela de S. Pedro.
Cruzámos a estrada e entre muros, num trilho bastante pedregoso, passámos a Tapada do Zé Lopes, entrando de novo em estradão e passando o Alto do Barrão, chegámos à Etar dos Escalos de Cima, bem à entrada do Monte S. Luís.
Por trilhos estreitos e escorregadios, fomos até ao velho pontão da Ribeira da Fonte Santa, onde na última subida do dia, chegámos ao asfalto, na Capa Rota, para rápidamente entrarmos cidade, com 61 kms percorridos numa manhã plena de btt e alguma adrenalina.

Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos
AC

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

"Uma voltinha desnivelada"

Com os terrenos em transformação, a transitarem do poeiento para o pesado e lamacento, torna-se mais difícil e divertida a progressão, especialmente em trilhos mais agressivos, bem ao gosto de alguns companheiros, desta coisa de andar a sujar as bikes e as licras e dar cabo do cortiço, palmilhando kms por nenhures, em busca de prazer, emoção e adrenalina, em perfeita comunhão com a natureza.
Para a aventura de hoje, compareceram na Pires Marques, AC, Silvério, Nuno Eusébio, Pedro Barroca, Nuno e o Carlos Sales.
Saímos em direcção a Sta Apolónia e com passagem pela Rabaça chegámos a Caféde, onde já com alguma saudade, fomos fazer uma visitinha à Dª. Júlia, no seu modesto café, que logo nos presenteou com uns bolinhos, para acompanhar o cafézinho matinal.
Num percurso hoje escolhido, onde os trilhos eram na sua maioria novos e pouco pedalados, seguímos até ao Freixial, com passagem pela Santa Catarina.
Rodando à esquerda rumámos ao Juncal e em adrenalínica descida, depressa chegámos às tapadas que nos deram acesso ao Vale da Zebreira Grande, onde em rápido estradão, pedalámos vigorosamente em direcção ao Chão da Vã.
Sem a paragem habitual no café da aldeia, pois ainda faltavam bastantes kms para o final do percurso de hoje, afrontámos a subida com alguma garra e por trilhos bastante agressivos e dissimulados entre esteval, apontámos azimute ao Vale de Ferradas, para de novo em estradão, acelerarmos um pouco mais, pelo bonito Vale do Paio, agora em direcção à Malhada do Cervo.
Nesta aldeia, fizémos uma pequena paragem para comer algo mais sólido e depois foi pedalar num sobe e desce constante pelos Vales do Estacal, Boi e Encoberto, até chegarmos à Aldeia de Mendares.
Depois, entrámos na longa descida, onde em velocidade vertiginosa, rápidamente chegámos à foz do Rio Tripeiro, local onde este, agora seco naquele local, espraia as suas água no Rio Ocreza.
Seguiu-se uma longa e arfante subida, com passagem no Monte Tavares e que nos levou até ao Palvarinho.
Nova paragem para beber algo fresco, pois a temperatura andava pelos 24 graus, um pouco alta para esta época do ano.
O Nuno, ainda pouco habituado a estas kilometragens e acumulados acima da média, começou a sentir o desgaste e foi o escolhido pelo "homem da marreta" , mas que corajosamente conseguiu superar essa contrariedade, chegando a casa a pedalar. Outros teriam chamado a assistência!!!
A chegada à cidade, foi feita pelos trilhos já habituais, com descida à Ponte de Ferro e subída pelo Rouxinol.
Foram 73 kms pedalados num grupo coeso e animado, onde o espírito aventureiro e de busca de novos horizontes, está sempre presente.

Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos
AC

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

"Aí está a chuvinha"

Apesar as chuvadas de ontem e esta madrugada, eu e o Pinto Infante, resolvemos ir dar umas pedaladas descontraídas, sujar as bikes com os primeiros barros e sentir as primeiras escorregadelas.
Pelas 08h e em simultâneo, lá comparecemos na Pires Marques, como préviamente combinado.
Após um compasso de espera, não fosse aparecer algum "bikedependente" como nós, pois o bom senso mandava continuar a "ronronar" no vale dos lençóis.
Mas de facto, não chovia. Apesar das nuvens ameaçadoras, resolvemos ir tomar a matinal dose de cafeína aos Lentiscais.
Numa boa, dando dois dedos de conversa quando o trilho o permitia, lá fomos ganhando terreno, mais ou menos rápidamente, consoante fosse subida ou descida, até que chegámos aos Lentiscais, após passarmos pela base do S. Martinho, Montes dos Cagavaios, Chaveiro, e Picados.
Tomámos o café no Centro de Dia da aldeia, onde áquela hora, já por ali deambulavam alguns idosos e entre eles o "Ti Cabaço",(não é parente) aposentado da Câmara de Castelo Branco, com quem estivemos à conversa durante algum tempo.
Partimos então de regresso à cidade, onde as nuvens que se vislumbravam sobre a cidade, já pareciam estar a descarregar bem, mas nós ainda não tinhamos sido apoquentados pela chuva, porém, aguardávamos a qualquer momento a sua aparição.
Voltámos então à Ponte do Rio Ponsul, mas agora resolvemos aceder à cidade por outros trilhos, pois subir por subir, íamos ver outras paisagens, ou não ver, se assim se pode dizer . . . pois os montes sobranceiros à margem direita do rio e até onde a vista podia alcançar, estão completamente despidos, despojados das matas de eucaliptos que os caracterizavam . . . um completo deserto e uma imagem desoladora!!!
Lá pedalámos então pelo velho estradão que dá acesso à famosa Granjinha, onde se encontra a até há pouco tempo famosa, Quinta de Belgais, da pianista Maria João Pires, propriedade agora mais conhecida pela polémica.
Mas não chegámos lá e, virando à esquerda, entretivémo-nos a ganhar altura, numa arfante subida até à Rebouça e, ladeando o Forninho do Bispo, chegámos ao recinto da Sra de Mécules, onde parámos no bar agregado ao Restaurante do Abílio, para calmamente beber uma cervejola, que ainda eram apenas 11h30
Pelas 12h chegámos de novo à Pires Marques, com 43 kms percorridos, de onde antes tinhamos partido e onde o Pinto Infante tinha a viatura,
Após um até breve regressámos aos "casulos", sem que fossemos incomodados pela chuva.
Porém, lama, essa sim, já existe, aqui e ali e onde algumas escorregadelas, já são indício de que há muito tempo não pedalamos nessas condições.
Há agora que nos adaptarmos a novos ritmos e novas formas de contornarmos os obstáculos . . . em suma . . . uma forma mais divertida de pedalar, isto na parte que me toca.

Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos
AC

domingo, 18 de outubro de 2009

"V Trilhos da Raia"

BTT a "Rodos"!!!
É assim que eu defino a 5ª. Edição dos Trilhos da Raia.
A verdade, é que nos anos em que tenho participado neste evento, já com marcação vitalícia, no meu calendário de eventos, acabo sempre por ser surpreendido, pela positiva, pela malta da ACIN.
Em cada ano que passa, a ACIN,empenha-se em apresentar um percurso cada vez mais bonito e diversificado.
E Este ano, foi para mim, semplesmente "espectacular"!!!
Bons trilhos, com singles, daqueles que até fazem tremideira, subidas e descidas para todos os gostos, as Aldeias do costume, pois essas não se podem alterar, pessoal empenhado e uma organização, que já atingiu um nível difícil de superar.
O almoço, bem, o almoço também é o do costume, aquele que a malta gosta mais, o afamado porco no espeto e a bela loirinha a brotar à descrição daquelas torneirinhas cromadas.
Que mais se pode desejar após uma bela manhã plena de btt!!
Quanto a mim, logo pela manhã, aprontei-me, coloquei a bike no suporte do carro e pelas 07h30, aí vai ele, em direcção à já considerada capital do Btt . . . Idanha-a-Nova.
Quando cheguei, já umas quantas dezenas de malta se me tinha antecipado.
Estacionei o carro, fui cumprimentar o meu irmão Luís, que também já por alí se encontrava e já montado na bike, fomos tomar o cafézinho matinal.
Fui cumprimentando os amigos que por ali se encontravam e pelas 09h, paratimos para mais uma Edição dos Trilhos da Raia.
Na primeira dezena de kms, a maior dificuldade foi o pó, que nos toldava a visão, pois a malta ainda ía muito junta, mas a partir da barragem e com o aparecimento das subidas, a rapaziada começou naturalmente a criar espaços.
Fiz o todo percurso sem um companheiro definido, ía falando com este ou com aquele, consoante os cruzava, ou era cruzado e nos abastecimentos, onde sempre dava dois dedos de conversa.
Ía parando, aqui e alí, para registar uma ou outra paisagem com a minha digital.
Gozei bastante com os single tracks com que este ano fomos presenteados e a maioria deles, novos.
A minha bike, mais uma vez portou-se à altura, sem furos nem problemas mecânicos e eu, também não me portei muito mal, pois cheguei bem e sem grandes problemas de ordem física, além do cansaço, natural nestas andanças.
Um dia para repetir, pena ser só para o ano.
Ao Afonso, ao Rui Tapadas e a toda a malta que colaborou nestes "V Trilhos da Raia", os meus parabém por me terem proporcionado um belo dia de btt e convívio, sentimento que penso ser comum a toda a malta que participiu.
Para o ano contem comigo!!!
Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos
AC