quarta-feira, 30 de setembro de 2009

"Preparação do VI Raid AC"

Já há uns tempitos que não me dedicava a procurar uns "trilhitos" novos . . . e tantos que há por aí . . . e criar um percurso para partilhar com alguns amigos.
E nada melhor que aproveitar a companhia do amigo Carlos Sales, hoje meu único companheiro de pedaladas, para nos lançarmos à descoberta, já com zonas definidas, de trilhos que me levassem ao meu imaginário.
Como o Carlos, tal como eu, não tinha compromissos para hoje, lancámo-nos então à aventura.
Desta vez pretendo criar um percurso com partida e chegada à cidade, e que me leve pelas zonas de lavoura dos Montes Grande e Silveira e por eucaliptais até Monforte. Cruzando a Serra entrarei no Parque Natural do Tejo Internacional, onde percorrerei trilhos nunca antes pedalados que me farão atravessar o Rio Aravil e passando as Soalheiras atingirei a fantasmagórica e abandonada Aldeia de Alares, que pretendo dar a conhecer a quem me acompanhe e não conheça.
Seguirei depois até ao Rosmaninhal onde pretenderei almoçar, continuando por trilhos pouco conhecidos e que vou tentar encontrar, dos tempos em que por alí caçava.
Depois de cruzar de novo o Rio Aravil, sempre em zonas inóspitas e onde certamente haverá que molhar a "meinha" trilharei caminhos que me levarão à zona dos Paredinos, para de novo entrar em eucaliptal até ao Rio Ponsul.
Será um percurso que superará os 100 kms e não é aconselhado a rapaziada pouco rodada, ou que o espírito de aventura tenha um perímetro limitado.
Haverá alguma dureza, será em completa autonomia e o grupo será também limitado.
Caso o tempo o permita, pretendo ter este projecto pronto para ser percorrido em Novembro, em dia ainda por definir.
Com o amigo Carlos pedalámos hoje por excelentes trilhos, alguns ainda virgens para as bikes e a requerer alguma técnica.
Divertímo-nos à brava em kms de single tracks, estreitos e técnicos, de passagens de javalis e veados. Acelerámos em estradões e arfámos em subidas, mas chegámos à cidade após 65 kms gozados kms, em belos e adrenalínicos trilhos, que após uma manhã de trabalho conseguímos alinhar, já com vista ao "VI Raid AC - Trilhos e Aventuras"
E para terminar um ano repleto de boas pedaladas, nada melhor que uma 2ª. Peregrinação Castelo Branco - Fátima, em Btt, nos dias 10 e 11 de Outubro, o VI Raid AC-Trilhos e Aventuras, em Novembro e o meu 3º. Troia -Sagres a 12 de Dezembro.
Para o ano logo se vê, mas esta vai ser de certeza a minha forma de viver em comunhão com as minhas bikes e os poucos amigos que comigo partilham esta paixão e esta sede de aventura e liberdade.

Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos
AC

domingo, 27 de setembro de 2009

"De volta aos trilhos"

Pois é . . . após algum tempo mais dedicado à asfáltica, voltei ao Btt!!!
E nada melhor, para tal regresso, que a companhia de amigos, neste caso, o Silvério, Pedro Barroca, João Caetano, Luís Lourenço, João Afonso, Luís Martinho, Luís Moreira e Paulo Neto.
Como à partida houve logo quem avisasse que pretendia estar na cidade pelas 12h, a volta de hoje foi ligeiramente encurtada, com esse objectivo.
Saímos da Pires Marques pelas o8h15 com intenção de dar umas pedaladas num percurso circular, que animasse a malta e o tirasse do marasmo do vai vem à Marateca e ao Ponsul.
Fomos então dar uma passagem por umas quantas aldeias, tanto mais que hoje tinhamos na nossa companhia, o famoso angariador de adegas . . . Mister Silvério, que puxou dos pergaminhos e não deixou os seus créditos por mãos alheias.
À passagem pelo Vale do Romeiro cruzámo-nos com a rapaziada das Docas e logo a seguir com um outro grupo, este de "Velhas Glórias", onde ía também inserido o meu amigo Lalanda, já a alargar horizontes.
Com passagem pela Quinta do Preto, onde os trilhos foram já cobertos pelo alcatrão, seguimos em direcção ao Cabeço da Barreira, onde fomos surpreendidos pelo alto matagal, neste caso "Erval", no trilho que circunda o milharal, onde já quase não nos víamos uns aos outros.
Lá tive que pedir desculpa à rapaziada, pois não gosto de os meter nestas "alhadas".
Subimos então o Cabeço da Barreira e descemos para a Ponte de Ferro, pelo Rouxinol e sem parar, arfámos por ali acima até ao Palvarinho, para a primeira paragem do dia e matinal dose de cafeína.
Dalí seguímos para a Paia Fluvial do Muro, cada vez mais "abandalhada" , continuando, sempre em subida, até aos Pereiros, onde o Silvério fez juz da sua fama e com o seu "choradilho" lá conseguiu abrir a Adega do "Ti Manel", que por acaso tinha lá uma "giribita" de estalo.
Bem, não é preciso contar tudo, mas arrancar dalí a rapaziada, não foi tarefa fácil e depois, bem . . . depois parece que as bikes ganharam asas, quem é que conseguia aguentar o ritmo daqueles "gajos". Valeu que foram só dois martelinhos e deram para pouco mais de umas centenas de metros, graças à subida logo depois da adega, que depressa esgotou toda aquela energia virtual.
Seguidamente, rumámos aos Vilares de Cima, onde o Pedro Martinho teve que nos deixar e regressar por alcatrão, facto já previsto, pois ainda hoje ía para Marrocos, onde trabalha.
Os restantes, continuámos a nossa saga de hoje e, com uma passagem a "raspar" a Nave, embrenhámo-nos no pinhal até aos Calvos, onde toda a malta esfregava já as mãos a pensar na rápida descida para o Rio Ocreza.
E foi a abrir por ali abaixo que chegámos à Foz da Líria e, depois duma breve paragem para apreciar aquele sempre belo local, fomos lentamente ganhando altitude, até ao Canto Redondo, para seguídamente irmos em busca de um dos inúmeros e bonitos single tracks da Azinheira.
Eram 11h30 e já estávamos às portas da cidade, pelo que, resolvemos rumar ao Bar da Associação da Boa Esperança para uns minutos de "recreio", saboreando um bjeca e mordiscando um nos bolinhos com que o Sivério nos prendou hoje, feitos pela sogra.
Com uma rápida passagem pelas Benquerenças, passámos sob a A23 e desta vez, tivémos que contornar pela Danone, derivado à passagem do Rallye e depressa chegámos ao local pretendido.
Quase uma hora de conversa divertida a bebericar um par de bjecas e falando de temas diversos, mantiveram-nos alheados do stress do dia a dia, até que voltámos a montar as bikes, para regressarmos, desta vez às nossas casas.
Foi uma volta agradável, num percurso que apesar de ter algum acumulado, distribuído ao longo dos 56 kms percorridos, era acessível e manteve a malta junta, em mais uma saudável manhã de Btt.

Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos
AC

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

"Sonhos de Natal!!!"

Este ano vou escrever uma cartinha ao PAI NATAL.
Como este ano fui um "menino" bem comportado??!!! . . . Nunca se sabe!!!
Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos
AC

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

"2ª. Edição Castelo Branco - Fátima, em BTT"

Pelo segundo ano consecutivo vou efectuar a ligação em Btt de Castelo Branco a Fátima, em completa autonomia.
O ano passado acompanharam-me 3 amigos e este ano as espectativas são maiores.
Serão 2 etapas, a primeira com cerca de 104 kms e a segunda com cerca de 100 kms.
Com a primeira etapa a terminar em Gavião, quem me quiser acompanhar poderá alojar-se na Residencial S. João (15 Euros p/pessoa), efectuando a sua reserva através do Tlm 918909172 Sr. João Matias.
A título informativo, para quem eventualmente me acompanhar, trata-se duma peregrinação e não duma maratona qualquer ou prova desportiva, pelo que, o andamento será de passeio em ambiente de sã camaradagem e companheirismo. Neste aspecto não há motivo para receios!!!
Toda a malta deverá gerir a sua logística de forma a levar o estritamente necessário para esta travessia, sem esquecer que são dois dias.
No entanto e apesar de ser em autonomia, no grupo aparece sempre um "qualquer engenheiro", qualificado para ajudar a resolver o nosso problema, por isso, deixem o stress e as fobias em casa e dediquem-se apenas ao divertimento!!!
Apenas agradeço aos amigos interessados nesta peregrinação que me informem da intenção, pois tenho compromissos em termos logísticos, relativamente à preparação de refeições para a rapaziada, nomeadamente, jantar e pequeno almoço na residencial onde nos alojaremos, quem estiver interessado e, que só acontecerá, mediante determinado número de participantes.
Por isso, gostaria que comentassem neste post, quem vai e se está interessado em jantar no primeiro dia e pequeno almoço no segundo, a fim de evitar mal entendidos e eventuais separações da rapaziada.
As reservas para dormidas serão feitas por cada um dos interessados, para o Tlm supra indicado e, como se ousa dizer . . . ORGANIZEM-SE. eh eh eh!!!
A partida será pelas 08h do Parque Infantil da Pires Marques, no dia 10 de Outubro.
Até lá.
Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos
AC
.o0o.
CONFIRMADOS:
AC
Silvério
Carlos Sales
Pedro Barroca
João Caetano
Carlos Pio
José Luís
António Gomes
Carlos Carreiro
Carlos Gonçalves
João Gonçalves
João Roxo
José Ricardo Jesus
Mário Rosa
Nelson Lopes
Pedro Araújo
Pedro Leão
Roberto Castilho
Luís Lourenço
João Afonso

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

"De volta à SS"

Já estava com alguma saudade de dar umas pedaladas de btt e porque não de SS!!
Por isso e aproveitando o facto de o Pedro Barroca também me acompanhar nesta quarta feira, combinámos levar as nossas Single Speed.
Juntaram-se-nos o Filipe e o Carlos Sales e resolvemos ir beber a matinal dose de cafeína à Soalheira e dar um pulinho à Marateca, cuja cota se encontra ainda bastante baixa nesta época estival.
Pretendia-se um passeio calmo e recuperante das últimas emoções pirenaicas, pretensão logo garantida à partida, pois a rapaziada que hoje me acompanhava é da que gosta de pedalar e apreciar a panorâmica que os envolve e não andar por aí a fazer poeira, o que não quer dizer que de quando em vez não haja lugar a uns andamentozitos um pouco mais viris, ou uns picozitos saudáveis, não sendo o caso de hoje.
Rumámos a Alcains, via Sta Apolónia e rolámos até à Lardosa pelos trilhos sobejamente conhecidos da malta.
Não parámos na Lardosa e rápidamente chegámos à Soalheira, parando seguidamente nas bombas de combustível onde permanecemos algum tempo a saborear o cafézinho e a roer umas bolachitas.
Dalí saímos em direcção à Marateca, onde entrámos pelo juncal onde o Ocreza entra naquela bacia hidrográfica e pedalámos divertidamente pelas pedras e areal que circundam a barragem, sempre em alegre cavaqueira e alegre brincadeira, que teve o seu auge, quando o Filipe apareceu com uma cana de pesca devidamente montada.
Presumimos que a mesma terá sido levada por algum peixe de maior porte, numa distração do pescador e que mais tarde, encostou à margem por acção dos ventos, após o peixe se ter desembaraçado da mesma.
Foi uma situação divertida e ainda mais, quando decidiu levá-la com ele na mochila.
Foi uma brincadeira durante todo o percurso de regresso à cidade.
Ainda não eram 13h quando chegámos junto ao ponto de partida, com 70 kms percorridos numa bonita manhã de btt.
Cheguei com o traseiro algo dorido de pedalar tantos kms em SS, mas valeu pela manhã passada em pleno convívio entre amigos, num dos meus óbis preferidos . . . o Btt!!!

Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos.
AC

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

"16ª. Edição do SERRA ACIMA"

Há dezasseis anos que o evento "Serra Acima" se realiza sob a batuta da FPCUB com algumas parcerias e, nestes últimos anos, sofreu uma evolução em termos organizativos e de trajecto, que se traduziu numa significativa melhoria do evento, cabendo aqui, mais uma vez, realçar a "carolice", a disponibilidade e o trabalho realizado pelo amigo José Morais, um filho da terra, neste caso de Salvador - Penamacor e que mantém vivo um dos melhores eventos cicloturísticos do País.
Este ano e como não poderia deixar de ser, mais uma vez participei no evento e foi talvez um dos anos que mais prazer me deu participar. Isto porque este ano houve mais aderência por parte da rapaziada cá do burgo sem as trafulhices habituais de alguns elementos que participam, mas não participam, ou melhor . . . não se inscrevem e têm por hábito misturarem-se na "molhada" à borliú e aí vamos nós Serra Acima.
Para ir à Serra, pode-se ir em qualquer altura, basta juntar uns amigos e toca a dar ao pedal e, para finalizar, porque não um petiscozito para contar depois aquelas pequenas "aldrabices" de como fizemos a "coisa".
Este ano uma malta que habitualmente dá umas pedaladas semanais, resolveu participar no evento, uns já veteranos e outros pela primeira vez.
Assim, eu, AC, o Joaquim Cabarrão, o Fernando, o Jorge Palma, o Nuno Eusébio, o Paulo Jalles e o Silvério, auxiliados pelo amigo Tózé, o nosso motorista, protagonizámos esta aventura de subir ao topo mais alto de Portugal.
O evento começou no Sábado com um almoço em Salvador oferecido pela Junta de Freguesia, como já vem acontecendo há uns anos a esta parte e pouco depois das 15h, as estradas que ligam Salvador à aldeia da Vela, encheram-se de cor e alegria, num pelotão cicloturístico que sepenteava pelas bonitas estradas cá do nosso interior.
Na Vela, o Grupo Cicloturista local, bem apoiado pela Junta e pelas gentes daquele povo que tão bem sabe receber, fizeram-no com alegria e com um fausto jantar para todos os cicloturistas e acompanhantes, que nós não pudemos desfrutar, por compromissos de alguns companheiros, abandonando a aldeia logo após a chegada.
No dia seguinte, mais uma manifestação de bem receber do pessoal da Vela com o farto pequeno almoço com todas e mais algumas iguarias, pelo que, quem eventualmente não conseguiu subir à Torre, não foi por falta de alimentação, concerteza. eh eh eh!!!
Apesar de chegarmos um pouco tarde ao local de partida, não fomos privados do pequeno almoço, pois as mesas ainda se encontravam postas e logo ali, houve uma simpática senhora que foi buscar umas quantas iguarias para nos livrarmos do jejum.
Neste dia, juntou-se-nos também o José Luís e o Leandro, elemento do CCD da Câmara de Castelo Branco, único elemento que se inscreveu e não alinhou nos estratagemas da sua equipa.
Andamento calmo até à Covilhã, onde acabámos mesmo por ser ultrapassados pela última equipa a sair da Vela, o grupo local, pelo que fomos mesmo os últimos naquele troço de estrada.
Na Covilhã, o grosso do grupo seguiu e eu, o Silvério e o Fernando parámos numa pastelaria defronte da nova loja da Specialized, propriedade do amigo Zé Soares e que aconselho a visitar, pois bom atendimento e profissionalismo faz parte da cultura daquele estabelecimento.
Cerca de 15 minutos depois, nós os três reiniciámos então a subida à torre, lá bem no alto.
O Fernando, o primeiro a partir, logo se encostou a um grupo de malta com que pedalou durante quase todo o percurso.
Eu e o Silvério tentámos sincronizar o andamento, para juntos chegarmos lá ao alto, mas foi quase impossível, pois o Silvério não conseguiu até quase junto ao Parque de Campismo do Peão encontrar o seu ritmo e eu sabendo o que isso é, optei por ir andando, sabendo de antemão que ele sem o compromisso de me acompanhar depressa encontraria o seu ritmo e foi isso que aconteceu.
No complicado trio de curvas da Varanda dos Carqueijais passei o Jorge Palma que lá ía com o seu ritmo e que pela primeira vez fez a subida à serra com a asfáltica e com êxito, estando por isso de parabéns.
Pouco depois e à passagem pelo chafariz passei o Nuno Eusébio e o Joaquim Cabarrão, também eles a concluírem a dura tarefa de subir à serra e em particular o Nuno, que após a tentativa falhada do ano transacto, conseguiu agora a sua primeira vez, já mais maduro e com ritmo mais acertado.
Na também complicada rampa para as Penhas da Saúde, encontrei o José Luís e o Paulo Jalles a quem perguntei pelo Leandro, obtendo como resposta que já há muito que tinha abandonado o pessoal, lançando-se a solo serra acima.
Tinha inicialmente planeado ir pedalando até chegar à cabeça do grupo, neste caso, o José Luís e o Paulo Jalles, mas resolvi ir no encalço do Leandro, vindo a alcançá-lo a um par de centenas de metros do Túnel e sem parar, continuei até ao final.
Já lá no alto fiquei à espera do pessoal e alguns minutos depois chegou o Leandro, depois o José Luís, o Paulo e o restante pessoal foi chegando e todos concluiram com êxito a subida à Torre na Serra da Estrela.
O José Luís que levava a sua viatura como apoio e conduzida pela esposa, despediu-se da malta e foi embora.
Os restantes arrumaram as bikes na carrinha, com excepção do Silvério e do Paulo que desceram até à Covilhã e rumámos ao parque do Mac Donald's, onde tomámos uma bebida fresca e nos despedímos, pois eles vinham noutra viatura. Fomos até ao Fundão onde abancámos num restaurante na zona industrial e cujo nome não recordo, para almoçar.
A partir dali começou a "ROMARIA", após uns BACALHAUS e uns tentáculos de POLVO, tudo à LAGAREIRO, regados com umas quantas "botelhas" da Quinta dos Currais . . . branquinho e fresquinho quanto baste . . . uns docinhos e uns cafézinhos bem cheirosos no final e ainda com um empregado de mesa, também ele alegre e divertido, elevaram a "coisa" para um dia que tão cedo a malta não vai esquecer.
Mas esta malta, ao contrário dos "esquimós", aquece bem depressa, pois logo que chegámos a Castelo Branco tivemos que dar rápidamente um saltinho ao "JONAS" para arrefecer o "cortiço" com mais um par de bjecas.
Agora digam lá de sua justiça, em especial a malta mais "tremelicante" se a subida à Serra custa assim tanto!!!
Esta minha subida à Serra, foi essencialmente um dia bem divertido, na companhia de amigos, onde imperou a sã camaradagem, num clima de brincadeira e companheirismo.
Obrigado AMIGOS por mais este dia de pura diversão.
Este ano não há fotos do evento, pois a minha equipa habitual, a minha esposa e filhas, não me acompanharam e também este ano não me fiz acompanhar da minha fiel digital.
Usem a imaginação e divirtam-se como nós!!!
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos
AC

domingo, 13 de setembro de 2009

"Transpirenaica # Montory - S. Jean de Luz"

Dia 08Set.
6. ETAPA
MONTORY - S. JEAN DE LUZ

Última etapa e o fim duma bonita e grande aventura ciclística na Cordilheira Pirenaica.
Após uma bela noite de descanso numa pacata povoação já no País Basco Francês, levantei-me cedo e após um calmo pequeno almoço, preparei a bike pela última vez nesta aventura e fiz-me à estrada naquela que seria a última etapa, sem grandes problemas em termos de altimetria, nem quilometragem.
Em direcção ao Atlântico, pedalei calmamente durante cerca de 15 kms, altura em que cheguei a Musculdy, início da última passagem de montanha desta travessia, o Col de Osquich, cerca de 5 kms sem grande pendente, cuja única dificuldade foram os kms já acumulados nas etapas anteriores, mas que mesmo assim não impediram que o ultrapassasse sem probelas de maior.
Uma descida rápida e até S. Jean de Luz, cerca de 100 kms rolantes ultrapassados em velocidade de cruzeiro com os olhos postos nas belíssimas paisagens do bonito País Basco, bastante verdejante e também ele montanhoso, se bem que sem os grandes picos já deixados para trás.
Era com muita atenção que olhava as incríveis paisagens, consoante "galgava" kms e apesar de já denotar algum cansaço do esforço dispendido nesta explêndida aventura a solo, com o apoio das minhas filhas na minha viatura e que faziam a trasladação da minha "tralha" de hotel para hotel, era com alguma mágoa que presentia o fim de mais uma das minhas iniciativas em que envolvo a bike, minha fiel companheira de milhares de kms.
Cerca das 13h cheguei finalmente a S. Jean de Luz, uma metrópole cheia de vida e movimento.
Parei num parque e as minhas filhas estacionaram a viatura numa bela sombra e rápidamente arrumei a bike no seu saco de transporte, mudei de roupa e tomando agora eu as rédeas e o comando da viatura, depressa me pirei para Espanha, livrando-me assim das barreiras linguísticas e no tocante à alimentação.
Já em Espanha, pensei ficar lá para os lados de Miranda de Ebro, num hotel já conhecido e alí descansar para no dia seguinte continuar a viagem para Castelo Branco.
Mas apesar dos 117 kms percorridos de bike entre Montory e S. Jean de Luz, sentía-me ainda com fresquidão suficiente para conduzir durante algumas horas tendo ainda o apoio da minha filha mais velha para conduzir mais umas horitas, pelo quer numa breve reunião familiar e após um cálculo efectuado através do gps, concluímos que conseguiríamos estar em casa ainda antes das 21h e foi o aconteceu.
Já perto da fronteira portuguesa telefonei à minha esposa, pedindo-lhe que me cozinhasse um "bacalhauzinho", pois já vinha farto da comida francesa.
Foram assim, 711 kms percorridos com a minha asfáltica pelas fantásticas estradas da cordilheira pirenaica, numa travessia que começou em Argelés-sur-Mer no Mar Mediterrâneo e terminou junto ao Oceano Atlântico em S. Jean de Luz.
No próximo ano e se as "pernitas" ainda não tremelicarem muito, "cozinharei" outra aventura made in AC, sem stress e de competição caseira, com o pódio desde já garantido, cujo prémio é o conhecimento de novas terras, novas gentes, novas culturas, paisagens grandiosas e recantos que irão ornamentar a minha memória e que perdurará para sempre guardada na "prateleira" das aventuras de uma vida.

Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos,
ou quem sabe,
no asfalto!!
AC

sábado, 12 de setembro de 2009

Transpirenaica # Luz St Sauveur - Montory"

Dia 07Set
5. ETAPA
LUZ ST SAUVEUR - MONTORY

Após a duríssima etapa de ontem, com 5 passagens de montanha, sendo duas de 1ª. categoria e uma de categoria especial, em termos ciclísticos, mas em termos cicloturísticos, são autênticos colossos.
Após o términus da 4. Etapa, tive que adoptar tratamento de choque, para conseguir recuperar os músculos para a também bastante dura etapa de hoje, com a terapia do gelo sobre os músculos e uma auto massagem com gel recuperante.
O jantar foi à base de esparguete, pois as minhas filhas, logo que cheguei saíram em trabalho de pesquisa pela vila, em busca de uma pizzeria.
Pela manhã e após o pequeno almoço, tomado no hotel, preparei a bike, como habitual, carreguei os bolsos do Jersey com comida, telemóvel, máquina fotográfica, elementos de identificação e seguro e fiz-me à estrada.
Desta vez tive 15 kms para rodar e fazer o aquecimento até Argelés-Gazost, cidade onde começa a subida ao Col D’Aubisque, com passagem pelo Col du Soulor.
Esta zona já é para mim sobejamente conhecida, pois ultimamente tenho por aqui passado umas fériazitas.
Já conhecia a subida do ano passado, e como tal, já sabia onde doía mais.
Mas as coisas são tão diferentes . . . o ano passado subi ao Col D’Aubisque com partida de Argelés-Gazost, completamente descansadinho, mas este ano, já trazia quatro etapas de montanha nas pernas, cerca de 500 kms e o corpinho todo dorido.


E dei início à subida, como sempre faço, com moderação e andamento certinho.
E lá fui subindo, km a km, com as pernas a doerem-me um pouco, mas cumprindo a minha vontade, ultrapassar mais esta dura montanha e a última desta classe.

O suor corria em bica causando desconforto, mas não ía desistir e pelo contrário, começava a sentir-me bem, apesar de sentir as pernas cansadas, mas correspondiam ao meu desejo.

Para me compensar do esforço, as brutais paisagens que podia observar lentamente em toda a subida, nesta zona, que para mim é uma das nais bonitas de toda esta aventura.

A passagem pelo incrível Vale de Azun, as espectaculares paisagens, com os incríveis vales a perder de vista do Alto do Soulor e o incrível Cirque du Litor no Aubisque, não podem deixar ninguém indiferente.

Quem não está habituado a ver este tipo de paisagem, fica simplesmente deslumbrado, e eu fui uma dessas pessoas quando por ali passei pela primeira vez e desde então, quase que faço peregrinação todos os anos.

É indiscritível e eu não tenho capacidade para transmitir toda aquela beleza e imensa grandeza por palavras!!!

Quando cheguei ao Col do Soulor, com 18 kms de subida, parei para comer algo mais sólido e hidratar-me com bebida fresca.
Logo ali arranjei um amigo, um jumento que insistiu em ajudar-me a comer a merenda e beber uma bebidinha reidratante.
Foi num momento hilariante e que me fez esquecer o que sofri para ali chegar.
Pouco tempo depois e após uma breve descida, mais 8 kms até ao Col D’Aubisque, que fiz descansadamente apreciando a paisagem, pois quem por ali passa com pressa e sem olhar em seu redor, não merece por ali passar.
Já no alto do Aubisque, mais uma pequena paragem para a foto e para vestir o corta vento para a longa descida até Laruns, eis que logo ali arranjo outro amigo, desta vez um valente garrano que queria lamber o salitre que me assomava na roupa. . . e esta, heim!!!
Lá fiz umas festinhas ao animal que não me largava e tive que me ir embora antes que me começasse a lamber.

A descida foi adrenalínica e vertiginosa, para mim claro, pois descer a 60/70 kms/h é agora o meu limite e já me dou por satisfeito e mesmo assim, de vez em quando apanho um calafrio.

Sei que a maioria do pessoal daria certamente mais velocidade, mas cada um rege a orquesta com a sua batuta.

Em Laruns tive uma prenda envenenada, pois a estrada era bastante plana e com muito bom piso, mas levantou-se vento algo forte, e sempre de frente, dificultando-me a chegada a Arudy, onde mudei de direcção e alguns kms depois entrei numa estradinha panorâmica que sulcava uma floresta profunda, com árvores de enorme porte e vegetação cerrada, onde o sol era apenas uma miragem com um ou outro raio que atingia a estrada. Fenomenal!!!

À passagem por Lurbe St Christhau, a paisagem começou a mudar e a montanha começou a ter um nível inferior em termos de altitude, mas não em beleza.

A estrada melhorou bastante e apesar de ser sempre em constante sobe e desce pedalava com à vontade e depressa cheguei ao Auberge de L’Etable em Montory, onde fiquei alojado, após 121 kms de indescritíveis pedaladas por zonas de rara beleza.

Amanhã terminarei a minha aventura no que toca a dar ao pedal, com a chegada a S. Jean de Luz, regressando no dia seguinte a Castelo Branco.

Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos,
ou quem sabe,
no asfalto.
AC