sexta-feira, 28 de agosto de 2009

"Transpirenaica"


TRANSPIRENAICA, um sonho antigo, ainda não realizado por falta de companhia, pois para uma aventura deste tipo, seria ideal ter um parceiro, no mínimo, com companheiro nesta duríssima jornada, repartida por seis etapas.

Mas sou um indivíduo obstinado nestas coisas de aventuras, para mais tarde recordar e quando as pernas se começarem a negar, restarão as boas recordações das muitas e belas aventuras que consegui concretizar, a solo e na companhia de amigos, ou de companheiros ocasionais.

A uma conclusão já cheguei . . . a esta rapaziada cá do sítio, não é facil sacudir-lhes a areia das praias lá dos Algarves, ou outras, e isto, porque boas férias, só em duas posições . . . de papo ou de rabo para o ar . . . bem untado com um bronzeador com um nível 40 ou 50 e umas bjecas lá para a tardinha acompanhando uma boa lambujinha.

Mas a verdade, verdadinha, é que já não me contento com isso e para mim, pegar numa das minhas bikes e fazer um raid, uma maratona (à minha moda), uma ligação ou uma travessia, faz-me sentir vivo e que os anos vão passando e que eu continuo a alhear-me desse facto, buscando aventura e adrenalina em longas viagens, controlada, e no final do dia reviver as horas passadas na companhia da bike, neste caso da minha asfáltica, pois vai ser ela a minha fiel companheira nestas centenas de kms.

Vou iniciar esta aventura na próxima terça feira às primeiras horas da manhã, em viagem para Argelés-Sur-Mer, junto ao Mar Mediterrânio, onde chegarei na quarta feira, pois vou ficar lá para a zona de Calatayud, ou LLeida e retomar a viagem no dia seguinte, esperando chegar ao destino ao início da tarde.

Dia 3 inicio esta bonita travessia pedalando a solo, na companhia das minhas duas filhas, que serão o meu apoio, com partida de Argelés-Sur-Mér, junto às praias e com destino a Mont Louis, final da primeira tapa,.

Dia 4 será a segunda etapa, que ligará Mont Louis a Tarascon-Sur Ariége, seguindo-se no dia 5 a terceira etapa que finalizará em Bagnéres de Luchon. No dia 6 partirei para a quarta etapa, talvez a mais dificil, com a transposição do Col D'Aspin e do terrorifíco Col du Tourmalet pela sua pior vertente, a de La Mongie, terminando em Luz Saint Sauveur. Para a penúltima etapa, no dia 7 a longuíssima e bastante dura subida ao Col D'Aubisque, em continuação do Col du Soulor, vão certamente exigir de mim um espírito de sacrifício que espero estar à altura de suportar, para finalmente chegar a Montory, final desta duríssima etapa. A última etapa será a mais longa e terá apenas o Col D'Osquich como principal dificuldade, mas o desgaste acumulado torná-lo-á certamente bem mais difícil e a chegada a St Jean de Luz já a cheirar a maresia do Cantábrico, porá fim a esta minha aventura, que espero estar à altura de concluir.

Conhecendo-me como conheço, sei que só uma grande anormalidade me impedirá de concretizar mais esta obstinação da travessia de toda a Cordilheira Pirenaica a solo, transpondo as 21 passagens de montanha que completam o percurso seleccionado.
Quando chegar, lá para o dia 10 postarei aqui o relato desta minha aventura.

Até lá,
Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos
AC

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

"Para descomprimir"

Hoje, na companhia do meu amigo Paulo Jalles, fui dar uma volta descontraída e para descomprimir.
Após uns diazitos inactivos, no tocante a bikes, pretendia-se umas voltitas mais calmas para retomar a forma e foi isso que aconteceu.
Saímos da Pires Marques pelas 08h10 e rumámos à planície cá da zona . . . a Lardosa, onde parámos no Café Tá-se Bem, o local habitual de abastecimento líquido quando se pedala para aquelas bandas.
Após nos refrescarmos com uma bebida fresca, fomos à procura de sossego e paisagens tranquilas e envolventes e como tal, nada melhor que a bonita barragem de Santa Águeda, vulgo Marateca.
Utilizando algumas passagens que aprendi nos passeios do amigo Pinto Infante, chegámos àquela bonita bacia hidrográfica, onde a quietude era total.
Ornamentada aqui e acolá por alguns pescadores, a barragem, agora com a cota bastante baixa, tem paisagens ainda mais belas pelos recortes mais acentuados e os paus completamente despidos que assomam naquelas àguas calmas e espelhadas de nuvens e sombras que lhe davam ainda mais beleza.
Contornámos práticamente metade da barragem por carreiros e trajectos inventados até que com alguma mágoa, por não completarmos todo o seu perfil, a abandonámos derivado à hora e ao forte calor que se fazia sentir.
Rumámos à cidade utilizando um pouco mais de asfalto para atalhar, retomando novamente os trilhos que nos conduziram a Alcains.
Um pequeno contratempo, originou que eu e o Paulo tomássemos caminhos diferentes e como consequência, descobrir novos atalhos que nos puseram de novo no percurso delineado, com a consequente penalização da hora de chegada, prevista para as 12h00, que por tal motivo sofreu um agravamente de mais de meia hora.
Em andamento de passeio e conversa animada, acabámos por pedalar por trilhos e paisagens bastante interessantes durante 67 kms, num percurso circular e divertido.

Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos
AC

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

"Reconhecimento Raid ao Parque Campismo do Freixial"

Hoje, acompanhando o Filipe e o Carlos Sales, fomos ultimar o trajecto para o "I Raid ao Parque de Campismo do Frexial" (Baságueda - Aranhas - Penamacor).
Para que o track do Gps ficasse correctamente marcado, saímos da zona Vip da cidade, as afamadas Docas, pelas 07h10, em direcção ao Parque de Campismo do Freixial na Ribeira da Baságueda a escassos 4 kms de Aranhas.
Por belos trilhos, com uma altimetria acessível e baixo acumulado, tendo em conta os cerca de 80 kms do percurso, que atravessa bonitas zonas, entre as quais a da Caniça em Olêdo, Serra de S. Miguel e a povoação, uns quantos kms da GR22, Aldeia de Sta Margarida, Bemposta, Aldeia de João Pires, Aranhas e finalmente, a bonita zona da Ribeira da Baságueda, onde se encontra o Parque de Campismo, um local aprazível e com condições para um dia de lazer e divertimento.
É um Raid bem pensado e delíneado pelos amigos Filipe e Carlos Sales, que tiveram com esta sua idéia, a vontade de levar os amigos com quem habitualmente pedalam e todos os que queiram participar, a conhecer novos trilhos num raid de ligação entre cidade onde vivem e trabalham, no caso do Filipe, e a Aldeia onde nasceram, dinamizando e mostrando a riqueza paisagística e cultural daquela bonita região, não esquecendo a parte que toca ao "palato".
Espero sinceramente que estes amigos não sejam defraudados nesta sua idéia e que a amizade e companheirismo das muitas horas de pedaladas entre amigos, não se cinjam apenas aos trilhos no perímetro da cidade e aldeias vizinhas.
A beleza dos trilhos e das paisagens circundantes é garantida, a organização é cuidada e honesta, a garantia dum dia bem passado, quer para os participantes, quer para as respectivas famílias, é um facto, com o convívio num almoço, que se pretende fraterno e entre amigos e conhecidos, boas sombras e uma excelente piscina para miúdos e graúdos, havendo ainda certamente alguns jogos tradicionais para entreter a malta e bebida fresca para hidratar o corpinho, ou a "gula"!!!
Infelizmente não vou poder estar presente, por estar nessa data a "sofrer" noutra aventura lá nos longínquos Pininéus, com a minha asfáltica, mas já fiz o percurso e garanto que ninguém vai ficar indiferente a esta organização do Filipe e do Carlos Sales, feita a pensar nos amigos.
Que não fiquem defraudados e que todo o trabalho que tiveram em criar este evento, tempo e dinheiro gasto, não caiam em "saco roto".
Peguem nas bikes, envolvam as famílias e divirtam-se. . . "Não sejam ovelhas!!! Vão à B de Baságueda!!!"
Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos
AC

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

"I Passeio de Btt de Olêdo"

Inserido nas tradicionais festas em honra de Sto António e S. Pedro, decorreu também, e a par das festividades, o 1º. passeio de Btt em Oledo.
Fui um dos priveligiados participantes neste evento, acompanhado do amigo Nuno Eusébio, que desfutaram dos belíssimos trilhos, quase todos eles desconhecidos para a maioria dos participantes, aliados as imponentes paisagens e com um traçado de eleição.
Estão de parabéns o "Manel" e a "Beta", um simpático casal, também eles amantes desta salutar modalidade, que em boa hora resolveram partilhar connosco, estes trilhos de excepção, assim como, creio que "novel" Grupo de Btt de Oledo, agora a "despontar" na região e da melhor forma.
Um passeio simpático, com um trabalho cuidado e bem organizado que culminou com um belo repasto num ambiente festivo e onde a amizade e camaragem foram rainhas.
Foram 41 kms pedalados num percurso circular sem grandes dificuldades técnicas ou altimétricas e que com mais ou menos dificuldade era acessível a qualquer nível de betêtista.
A arte de bem receber e que é apanágio das gentes beirãs, ficou concerteza demonstrada na forma de receber desta gente de Olêdo, nomeadamente na "malta" do Grupo de Btt de Olêdo, onde pessoalmente destaco o "Manel e a Beta", um casal amigo e que conheci nestas lides do Btt.
Pena alguma rapaziada do "núcleo duro" do btt regional andar pouco atento estes eventos, quase que "familiares", por trilhos onde ainda não cheira a "borracha" e organizado por quem connosco palmilha kms de trilhos e de prazer em cima da bike.
Espero que este passeio em Olêdo, seja o primeiro de muitos em que penso participar.
Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos
AC

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

"Manhã tranquila"

Este domingo fui dar umas pedaladas na companhia do meu amigo Nuno Eusébio.
Juntámo-nos como habitualmente na Pires Marques e ali, resolvemos ir dar uma vista de olhos nas fantásticas paisagens sobre o Vale do Rio Ocreza e Ribeira da Líria, alargando o horizonte até às Ferrarias.
Sem "picos" nem correrias, perseguições ou exibições menos conseguidas, lá saímos em direcção à Represa para tomar o cafézinho matinal no "Ramalhete".
Sentados à mesa, em conversa tranquíla e sem grandes pressas por alí nos mantivemos algum tempo até que resolvemos continuar o nosso passeio de hoje, rumando à carapetosa com passagem nos Amarelos.
Depois da adrenalínica descida para a ponte sobre o Rio Ocreza seguía-se a subida para as Ferrarias, mas alí efectuámos uma pequena paragem para apreciar o leito do rio bordejado de olival nas suas arribas, levando-me a pensar quão difícil seria colheita da azeitona naquelas zonas escarpadas e de difícil acesso, em tempos que ainda pairam na minha memória.
Um par de fotos para a posteridade e lá iniciámos a subida, olhando de soslaio, consoante ía ganhando altitude para aquele vale, cada vez mais profundo.
Chegámos as Ferrarias, sem que se vislumbrasse vivalma, pois àquela hora da manhã, aquela gente andaría de certeza pelas hortas.
Num sobe e desce constante entre pinhal e mato, maioritáriamente de estêva, fomos ganhando terreno em bonitos trilhos, enriquecidos aqui e alí por algumas passagens singulares, até que chegámos à Aldeia de Calvos e descemos a grande velocidade para a Foz da Líria, ou seja, onde esta ribeira espalha as suas águas no Rio Ocreza, mas não nesta altura do ano, pois não tem práticamente caudal, apenas algumas "péguias", como por aqui são chamadas, criando bonitas paisagens com as águas esverdeadas pela falta de oxigenação e ainda por se encontrarem repletas de microalgas, próprias deste tempo.
Mais uma dura subida para as Benquerenças, mas desta vez, efectuámos um pequeno desvio para nos divertirmos nuns quantos singles na zona da Azinheira.
O meio dia aproximava-se e o corpinho e a mente já estava saciado do vício do Btt, por isso e para preencher a bela manhã de btt que protagonizáramos, faltava apenas saciar a sede com outros líquidos, que não água choca e para isso, nada melhor que uma derradeira paragem no Bar da Associação do Valongo, onde chegámos pelas 12h.
Alí bebericámos uma bebida fresca acompanhada pelos famosos tremoços XL e conversámos descansadamente durante mais de meia hora, até que resolvemos regressar a casa para o banhinho retemperador e papar o merecido almoço, após 64 kms plenos de bonitas paisagens e explêndidos trilhos.
Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos
AC