quarta-feira, 27 de maio de 2009

Quarta feira azarenta"

Nesta bonita manhã de quarta feira, que se previa rica em termos de btt, ou não fôssemos ao encontro do amigo Pinto Infante ao Café Tá-Se Bem na Lardosa.
Pois foi, hoje, eu AC, o Filipe, o Carlos Sales e o Pedro Barroca, que se nos juntou na Lardosa, fomos ter com o amigo Pinto Infante para darmos umas "trilhadelas" por aqueles recantos que ele tão bem conhece e que tem sempre como ponto de passagem a bonita bacia hidrográfica de Santa Águeda.
Tomámos a dose matinal de cafeína no já habitual "Tá-se Bem" e partimos à aventura, que desta vez nos levaria ao Casal da Serra, coisa que me surpreendeu, pois o amigo Pinto não é lá de grandes alturas, ou seria o efeito da Serra da Estrela do Domingo transacto, a sua primeira grande conquista.
Na estrada que vai para o Louriçal virámos à direita para um bonito recanto da Barragem e na passagem do ribeiro, num pequeno pontão, eu, que vinha um pouco atrasado, só vejo o Filipe a desaparecer, parecia que tinha sido tragado pela terra, mas que afinal se desiquilibrou no pontão e foi fazer um banho de lama ao leito do ribeiro. Não se magoou sériamente, fruto da sorte que o protegeu nesta queda.
Apenas o susto e duas pequenas escoriações e lá continuámos por belos trilhos guiados com sabedoria pelo Pinto entre pinhais e algumas trialeiras, que nos faziam sentir priveligiados por pedalar por tão belos recantos.
Após um ziguezaguear pela Soalheira rumámos ao Casal da Serra por trilhos entre eucaliptal, onde lá no alto, parámos para descansar um pouco e repor energias comendo algo mais sólido.
Após a foto de grupo tirada pelo Pinto, numa nova modalidade, ou seja na horizontal e com um castiço suporte para a digital, lá encetámos a descida para o Louriçal, em alcatrão, pois não há, ou não é conhecida alternativa.
A descida com uma inclinação razoável e com um par de curvas em gancho convidava a grandes velocidades e o Pedro, o Pinto e o Carlos lançaram-se por alí abaixo como autênticos kamikases.
O Filpe ficou comigo um pouco mais atrás, pois a idade obriga-nos por vezes a alguma moderação e curvar a alta velocidade com pneus com tacos laterais salientes, são um convite a grandes cambalhotas.
E foi o que aconteceu com o Filipe mais uma vez. Ao querer chegar-se aos companheiros da frente deixou embalar demasiado a bike e numa curva e contracurva apertadas, não conseguiu contorná-las acabando por ser cuspido da bike numa queda bastante aparatosa e que poderia ter tido consequências muito mais graves. Muitas escoriações pelo corpo e os calções ficaram quase desintegrados. Uma lição a reter quando descer de bike em asfalto!!!.
As melhoras para o amigo Filipe, que teve que ir ao hospital receber tratamento e tanto quanto sei com uma pintura nova, fica todo catita. Volta depressa e não deixes enferrujar a "Canyon".
O regresso da Lardosa foi pelo mesmo trilho que alí nos levara, mas desta vez efectuámos uma pequena paragem em Alcains para a dose de hidratação, com um par de "pretinhas" que nos auxiliaram a completar os 79 kms da tirada de hoje, ensombrados pelo par de quedas do Filipe.
O próximo domingo vai ser preenchido pela 1ª. Etapa do GR22, de Castelo Novo a Piodão, um osso bem duro de roer, mas que certamente será bem absorvido pela amizade, companheirismo e espírito de aventura dos 5 belos rapazes, que de peito aberto, estão prontos para o que der e vier. Venha lá esse Domingo!!!

Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos
AC

domingo, 24 de maio de 2009

"Castelo Branco - Torre (Serra Estrela) em asfáltica

Decorreu hoje e pelo 2º. ano consecutivo, a subida à Torre na Serra da Estrela e este ano, com o cunho da rapaziada do BTTHALL.
Agendada já há alguns meses esta notável "tirada", culminava com um almoço de confraternização entre participantes e familiares na Pousada da Juventude nas Penhas da Saúde.
Como inicialmente era necessário confirmar presença, logo em Fevereiro e como estava dependente de outro projecto, não pude confirmar de imediato.
Posteriormente fiquei com a data livre e como não poderia deixar de ser, lá participei nesta aventura, mas após a subida regresessei a casa.
O grosso do pelotão, este ano menos volumoso que o ano transacto, saíu do parque junto ao Mc Donalds, na Covilhã pelas 09h.
Mas 4 companheiros tinham já combinado cumprir o percurso desde Castelo Branco, FMike, Álvaro, Joaquim Cabarrão e eu AC.
O Joaquim Cabarrão desistiu entretanto e resolveu partir também da Covilhã, porém a estes agora 3 resistentes (à quem lhes chame malucos, eh eh eh!!!) juntaram-se o Silvério, últimamente apanhado pelo "bichinho" da asfáltica e o Nuno Eusébio que iria tentar pela primeira vez a conquista daquele enorme "caramoço".
E assim, estes 5 "locos de las cumbres" lá partiram da cidade pelas 06h50 com destino ao ponto mais alto de Portugal, após um ligeiro atraso do Silvério, pois a saída estava programada para as 06h30.
Por tal facto já não conseguimos partir com a malta que se juntou na Covilhã.
Com uma única paragem no Fundão para a dose matinal de cafeína, fizemos uma directa ao alto da Torre, com excepção do Mike e do Álvaro, que ainda foram ao parque ter com as "Marias".
O Nuno Eusébio e o Silvério seguiam à minha frente desde o Hospital Novo e desde logo me apercebi que aquele andamento não me interessava, pois a rapaziada parecia que não tinha noção do que os esperava e sobretudo o Nuno pedalava de forma algo irregular pelo que ao chegar ao Hospital Velho encabecei o grupo e moderei o meu andamento de forma a ir mais confortável e sem estar dependente da pedalada de outros companheiros.
Fui-me afastando naturalmente e sem mais preocupações que chegar ao alto sem seguir rodas nem despiques, que quase sempre acontecem nestas andanças e que acaba sempre por causar desgaste prematuro nalgum dos companheiros.
Assim e diurante todo o trajecto lá fui encontrando a malta mais lenta com as bikes de btt e que heróicamente pedalavam em direcção à glória, pois para alguns era a primeira vez.
A seguir ao Tunel adiantei-me ao Joaquim Cabarrão e logo mais à frente ao Pinto Infante que com a calma que o caracteriza, lá ía calmamente na sua marcha registando com a sua digital alguns belos recantos daquele maçico rochoso.
Da malta que partiu de Castelo Branco, o Nuno Eusébio e o Álvaro não concluiram a tirada, ficando-se pelo caminho.
A minha esposa e filha mais nova cruzaram-se comigo a partir de metade da subida e lá me foram tirando aqui e ali uma foto para resgistar mais esta aventura.
A malta um a um lá foram chegando e após a foto de grupo despedi-me dos presentes e regressei à base, nesta caso a minha residência onde tomei o meu banhinho, indo depois almoçar com a família.
86 kms foram registados pelo meu ciclómetro em mais esta visita à Torre na Serra da Estrela.
No dia 12 de Setembo lá irei novamente galgar aquelas rampas, desta vez pelo lado de Manteigas.

Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos
AC

quarta-feira, 20 de maio de 2009

"Trilhando"

Hoje, foi o que se pode apelidar de uma manhã de trabalho em busca de trilhos para um evento que brevemente irá ligar cá a nossa urbe à aldeia de amigo meu e que dista a algumas dezenas de kms.
O projecto no tocante a trilhos, está elaborado, faltando apenas os retoques da praxe e alguns arredondamentos de forma a melhorar o evento que se prevê ser espectacular. Mas deixo estes itens para os organizadores. Eu sou apenas um colaborante que gosta de ajudar os amigos.
Mas avancemos!!!
Nesta quarta feira, amontoaram-se no recinto de reuniões (ao ar livre) deste singelo e magro grupo de curiosos do pedal, o Filipe, o Carlos Sales, o Bruno e eu AC, um doentinho desta treta de dar aos pedais, para testarmos e consolidarmos alguns dos trilhos que certamente farão parte do evento acima referido.
Lá saímos em direcção aos Escalos de Baixo por trilhos sobejamente conhecidos e um pouquinho de menos conhecidos e lá fomos em direcção ao Lurgo da Nogueira, desta vez por trilhos muito pouco trilhados e já quase esquecidos.
Daqui para a frente, foram trilhos nunca dantes pedalados e por visíveis e menos visíveis, com calhaus e sem calhaus, estreitos e menos estreitos, entre muros e mais arejados a subir e a descer e até mesmo a direito, lá chegámos a S. Miguel D'Acha cansados de pedalar de andar para trás e para a frente e de contornar umas dezenas de vacas, que hoje nos dificultaram a vida impedindo-nos de pedalar a gosto.
Valeu-nos a mestria do nosso VAQUEIRO de serviço, o Carlos Sales, (Chapeau) que mesmo vestido de vermelho impôs respeito a toda aquela vacada, que resmungando lá iam andando devagar, devagarinho e nós, os que não gostamos de importunar tais animais, lá fomos ficando um pouco mais atrasados deixando o Carlos efectuar o seu trabalho com mestria. eh eh eh!
Passada a Ribeira de Alpreade, nova vacada e desta vez com um dito de cor preta!! Nãããã!! Eu não vou por aí e não sei porquê, todos foram solidários comigo. Obrigado amigos. eheheh!!!
E assim ficou um trilho por verificar e tivemos que alternar por outro que apesar de um pouco mais curto não tem a espectacularidade deste.
No Café da Dª. Maria emborcámos umas ditas de tamanho mais reduzido para acalmar a quentura, que hoje já nos fazia gotejar de suor e então depois daquela soberba subidinha, não pela inclinação mas pela sua parte técnica, mas de classe 1, acessível a praticantes com 15 dias de prática pedalística.
Já repostos, lá tivemos que regressar por asfalto, pois o amigo Filipe tinha compromissos laborais e tinha que estar na cidade cerca das 13h, mas o objectivo foi cumprido e a rolar em ritmo mais vivo, pois em asfalto não custa tanto, digo eu, lá conseguimos os nossos intentos.
Com 74 kms nas canetas, depedimo-nos junto à Rotunda da "Racha", com promessa de novas aventuras e sobretudo acabar o nosso trabalhinho em tempo útil para que o dito evento se possa realizar cá bem à nossa moda. Deles, neste caso!!!
Outros estão já programados e prontinhos para o "Start".
No próximo Domingo a já anual subida ao maior "caramoço" cá da zona, a Torre na Serra da Estrela, com a rapaziada toda stressada e pronta para dar o litro encosta arriba.
No dia 31 a 1ª. Etapa do GR-22 (Grande Rota das Aldeias Históricas), onde 5 mânfios cá do burgo vão penar de Castelo Novo a Piodão durante 90 arrastados kms.
No dia 7 do próximo mês, a segunda etapa que ligará Piodão a Linhares, onde uns quantos mânfios se continuarão a arrastar durante cerca de 80 kms.
"Ainda dizem que fazer exercício físico dá saúde!!!!!!!!!!"

Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos
AC

quarta-feira, 13 de maio de 2009

"Uma viagem à Camões"

Hoje apresentámo-nos na Pires Marques, seis companheiros com vontade de dar umas pedaladas por aí. AC, Filipe, Pedro Barroca, Bruno, João Valente e FMike.
Sem nada préviamente definido, questionou-se se alguém tinha alguma ideia, ou preferência.
Foi o Pedro quem disse que já por duas vezes tinha ido pedalar para os lados do Salgueiro, mas nunca concretizou o percurso por ter de regressar "à base".
Fizemos-lhe a vontade e fomos pedalar pelos trilhos do Chão da Vã e Camões, num percurso circular e interessante.
Saímos da cidade pela Tapada da Figueira e rumámos ao Santuário da Senhora de Valverde, onde desta vez não houve práticamente paragem e continuámos em direcção ao Palvarinho, onde entrámos pelo famoso single track.
Subimos ao alto da aldeia e parámos no Café da Praça para a dose matinal de cafeína e dois dedos de conversa.
Dali saímos direccionados ao Salgueiro, fazendo a vontade ao Pedro, que disse nunca ter visto o Salgueiro daquela perspectiva (ângulo).
O Chão da Vã era o nosso próximo objectivo, que atingímos após a travessia, agora fácil, do Rio Tripeiro.
Desta vez a subida foi feita sem perseguição de nenhum tractor agrícola, à moda do Mike, e a rapaziada lá a conquistou a bom ritmo, para já no alto acelerarmos em direcção ao grande empreendimento, cujo nome não sei, com uma área enorme de plantação de vinha e olival.
Ladeando a Serrasqueira, encetámos rápida descida para a bonita Praia Fluvial do Muro, com paragem obrigatória e a usual foto de grupo.
Mais uma grande subida, onde apenas a parte inicial, causa algum desiquilíbrio, mas depois de apanhar ritmo lá se vai fazendo e já no alto, mais um arranque até de novo chegarmos ao Palvarinho, com nova paragem, desta vez no Café "O Fontenário" para saciar a sede e criar alguma coragem para a seguinte subida após passar a Ponte de Ferro.
Chegados ao Monte da Barreira, fomos desta vez guiados pelo Pedro Barroca, que nos mostrou como se contorna aquele esquisito "caramouço" de cimento rugoso.
Após a passagem superior sob a A23, lá entrámos então nos trilhos já quase citadinos, para à saída da Cova do Gato nos despedirmos da malta com compromissos mais prementes e os restantes, eu o Mike e o João Valente lá fomos fazer uma visitinha à tasca do futebol, bem frequentada pela malta mais antiga nos intervalos dos jogos e nas tardinhas de sueca e jogo do chinquilho.
Alí bebemos um par de bjecas em amena cavaqueira, a que se nos juntou o Nuno um amigo emigrante na Suíça e também apaixonado pelas bikes, no seu caso as asfálticas, que vinha a chegar da sua diária voltinha, hoje sem companhia.
Por alí nos entretivemos até que o Mike teve que nos abandonar à pressa, pois a hora já ía adiantada.
O João lá seguiu o seu destino até ao outro extremo da cidade e eu e o Nuno seguimos juntos até à Rotunda da Europa.
Foram 58 kms divertidos numa bela manhã de Btt.
Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos
AC
Vídeo

domingo, 10 de maio de 2009

"Castelo Branco - Fátima com a asfáltica"

Como sucede todos os anos, empreendi no passado Sábado dia 9, mais uma ciclo-peregrinação a Fátima, uma das minhas obstinações e que pretendo manter enquanto as pernas me o permitirem.
Neste ano de 2009, acompanharam-me o Joaquim Cabarrão, o Micaelo, o Álvaro, o Filipe e o Nuno, um companheiro emigrante na Suíça e que já há dois anos se junta à malta para dar umas pedaladas enquanto de férias na região.
Este ano houve uma pequena alteração de percurso, com um ligeiro aumento na quilometragem, pois ao invés dos anos anteriores, resolvemos este ano ir por Nisa, Abrantes, Martinchel, com passagem no paredão da bonita Barragem do Castelo de Bode, Tomar, Ourém e finalmente Fátima.
Partimos da cidade pelas 06h30 e chegámos a Fátima pelas 13h00, após 169 kms de aventura e algum sofrimento.
As nossas esposas e acompanhantes saíram pelas 10h e tal como programado, juntámo-nos no paredão da Barragem do Castelo de Bode, para um ligeiro abastecimento.
Não houve precalços, além de um furo na roda traseira da bike do Nuno que se resolveu com a mágica espuma da "Vitória" e o Álvaro, que no último terço do percurso apresentava alguns problemas físicos, acabando por trocar a bike pela viatura. Uma decisão de bom senso, pois nem sempre estamos ao nosso melhor nível.
O percurso foi sempre percorrido num andamento algo vivo, com algumas excepções e quando o desgaste acumulado já pregava uma ou outra partida, especialmente nas subidas.
Não há muito a dizer sobre o assunto, apenas que todos os companheiros cumpriram os seus objectivos, uns pela primeira vez, outros já com alguma veterania.
Apenas o Álvaro, que este ano se encontrava menos preparado não terminou a pedalar, mas nos anos anteriores, pois já é veterano nestas andanças, sempre concluiu o trajecto com à vontade e naturalidade.
Com mesa já reservada no Restaurante João Paulo II e após um banhinho retemperador com água quentinha lá nos dirigimos para o local onde nos foi servido o "repasto" à lá carte e convivemos em boa harmonia.
Depois do almoço, cada um tomou o rumo que quiz e eu fui ainda dar uma volta por outras bandas, pois tinha um assunto premente a tratar, regressando a casa, não antes sem uma paragem para a "janta" na agradável Tasquinha da D. Maria, alí para os lados de Porto de Mós, onde me deliciei com um bacalhauzinho assado na brasa à moda do lagareiro.
Um dia perfeito para mim, onde aliei o gosto de andar de bicicleta ao convívio com a família e amigos.
Foram no total 169 kms percorridos em 5h e 56m à media horária de 28,5 kms/h e com um acumulado de 2128 m.
Deixo aqui um agradecimento especial aos meus amigos que me acompanharam nesta minha obstinação anual e convidá-los para uma nova ciclo-peregrinação a Fátima, ainda este ano, nos dias 10 e 11 de Outubro, desta vez em Btt, numa distância algo superior aos 200kms, repleta de aventura e trilhos singulares.

Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos
AC

quarta-feira, 6 de maio de 2009

"Voltinha para descomprimir"

Hoje, quarta feira e como todas as quartas feiras é dia de dar uma volta de Btt com um pequeno grupo de malta amiga.
Mas hoje, a vontade de grandes andanças não era muita, pois ontem juntamente com o FMike, o Filipe, (meia volta) e mais dois amigos fomos dar uma boa volta com as nossas asfálticas para calejar 0 "dito" e fazer um teste à endurance para a nossa próxima aventura no próximo sábado . . . Castelo Branco > Fátima por asfalto. Foram 163 kms de alguma dureza com algumas dezenas de kms feitos em terras de "nuestros hermanos".
Assim, hoje a voltinha de btt tinha como intenção apenas movimentar a "musculatura" sem a danificar muito. eheheh!!!
Juntámo-nos nesta pequena aventura, eu, o Mike e o Filipe, protagonistas da tirada de ontem, apenas o Filipe regressou mais cedo por compromissos laborais e o Pedro Barroca que apesar da noitada de trabalho também resolveu dar umas pedaladas.
Como tal, ao grupo de hoje quase que só faltava a "bengala". eheheh!!!
Fomos buscar o Pedro à Danone, pelas 08h20 e rumámos à Represa para a dose matinal de cafeína, não antes sem nos divertirmos num par de singles na zona da Azinheira.
A cadência hoje era mais comedida e deu para por em dia toda a conversa em atraso, com a alegria e companheirismo em que esta malta é useira e vezeira.
O Calor apertava e o Pedro com intenção de espalhar o bronze ao restante corpinho e não apenas as pernas e braços, resolveu tirar a camisola e pedalar em tronco nú e assim rumámos aos Cebolais de Baixo, onde efectuámos nova paragem para uma bebida refrescante, que isto de andar a pedalar ao sol dá uma sede do "catano".
Dalí saímos em direcção ao Retaxo e subímos às Olelas com a habitual paragem lá no alto, no Complexo ali existente, para admirar a magnífica paisagem que dali se vislumbra e tira a foto de grupo.
Dalí à cidade foi um saltinho onde chegámos pelas 11h20, com tempo para tudo, inclusivé para queimar 45 minutos no Bar da Associação do Valongo bebericando em animada conversa.
Foram 48 kms por trilhos conhecidos, alguns não tanto, mas que mais gosto de utilizar em voltas descontraídas, por serem divertidos e com alguns bocadinhos adrenalínicos.

Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos
AC

segunda-feira, 4 de maio de 2009

"Raid a Marvão"

"A mui nobre e sempre leal Vila de Marvão, situa-se no Topo da Serra do Sapoio a uma altitude de 860 metros" - (in Wikipédia).
Foi para esta bonita Vila que pedalei durante 87 kms na companhia de 9 amigos do pedal numa iniciativa do Agnelo Quelhas, um também viciado destas "andanças"
Assim, pelas 07h30, juntei-me ao Agnelo, João Afonso, Fidalgo, João Valente, Luís Lourenço, Álvaro, Pedro Antunes e Sérgio Marujo, nas Docas, local de partida para esta bonita iniciativa.
Partímos por trilhos conhecidos e de pequeno grau de dificuldade, com passagem nas Benquerenças, (entrada) Represa e Sarnadas de Rodão, para entramos em Vila Velha de Rodão, local da primeira paragem do dia para a dose matinal de cafeína.
O grupo era animado e entre histórias e peripécias fomos conquistando kms e clicando nas digitais capturando imagens, tentando seleccionar as melhores, das que nos entravam pela retina ,plenas de beleza e harmonia e nesta primeira parte, explendorosas com o Rio Tejo como pano de fundo.
Num elegante carrossel ondulante, acompanhámos o Rio até que com alguma mágoa o abandonámos, para nos direccionar-mos para a Aldeia de Salavessa, onde chegámos sem grande dificuldade.
A partir daqui os trilhos passaram a ter outras formas e as paisagens outros contornos.
Com um bom andamento lá fomos ganhando terreno e aproximando-nos do nosso objectivo.
Numa curta e inclinada descida que daria início à "subida impossível", assim denominada pelo António Malvar, segundo o Agnelo, deu-se a primeira avaria do dia. A mola que segurava as pastilhas na minha roda dianteira, "aborreceu-se" de tanto aperto e simplesmente partiu-se, criando-me algum embaraço, pois estive muito perto dum monumental "tambolhão", que de tão atrapalhado que fiquei, nem decorei o nome do santo que me salvou. eh eh eh!!!
No início da dita subida, toca a despejar a ferramanta no chão e tentar solucionar o problema, pois alí não era zona onde um betetista que se preze, desistisse de tão bonita façanha.
Depois de tentar endireitar o que sobrara da mola com um pequeno alicate e paciência de relojoeiro, esta acabou por se partir, pelo que a solução momentânea foi continuar viagem com as pastilhas colocadas sem a respectiva mola e com as consequências que daí poderiam advir, mas que além do desgaste, barulho e falta de sensibilidade do travão, cumpriram a missão!!!
Já à entrada de Póvoa e Meadas, foi a vez do Luís Lourenço, cujas mudanças, solidárias com o 1º. de Maio (dia anterior) recusaram-se a trabalhar.
Mas depois duma desmontagem do "trigger", uns apertos de mola, uns pequenos safanões e uns esticansos de cabo, lá retomaram a sua missão de conduzir a corrente acima e abaixo, consoante o "capricho" do dono.
E quanto a avarias ficámo-nos por aqui.
Efectuámos a segunda paragem em Póvoa e Meadas e alí "merendámos" algo que nos ajudasse a continuar o nosso caminho.
Já no Alentejo mais profundo, rumáva-mos agora à bonita Vila de Castelo de Vide, conhecida como a "Sintra do Alentejo" derivado aos seus bonitos e abundantes jardins.
A chegada foi para mim espectacular e de um gozo tremendo, após ter conquistado a bonita e longa calçada pedalando muralhas adentro e por estreitas ruelas, Soberbo!!!
Mas não é só pelos jardins e pelo seu traçado medieval que Castelo de Vide é conhecida, pelo menos a partir de agora . . . e então aqueles belos e apetitosos "quisses" uns pastéis de nata tamanho XL com aquele docinho de "chila", que maravilha!!!
Foi então tempo de reunir a malta, descansar um pouco e continuar viagem, que outra bonita Vila aguardava ser por nós conquistada, quais mouros montados nos seus vistosos corcéis, desta vez de duas rodas, "ferrados" a borracha e guiados por "cavaleiros" já cansados e empapados em suor, de tempos mais modernos, ainda assim, com um largo sorriso nos lábios de tão gratificante conquista, fruto deste vício de pedalar em imensidões sem fim, na companhia de amigos e companheiros, alguns já de longa data.
A chegada a Marvão deu-se pedalando por bonitos trilhos e espectaculares single tracks "truncados" aqui e alí para as lides betetistas, que originaram umas quantas desmontadelas por dificuldade técnica.
À chegada, alguns familiares já nos esperavam e após um banho retemperador nas instalações da Santa Sasa da Misericórdia, rumámos à zona da Piscina Fluvial da Portagem, onde efectuámos um bonito piquenique na companhia dos familiares e restantes companheiros de aventura.
Sobre este evento, que realça bem o espírito que eu partilho sobre o btt, apenas três palavrinhas - "VIVA O BTT!!!"

Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos
AC
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