segunda-feira, 30 de março de 2009

"I Raid Btt - Albi"

Em ano do 1º. aniversário do Blog Btt-Albi, criado pelo amigo João Afonso, resolveu este e em boa hora, comemorar com um belíssimo Raid por terras distantes e diversas das que habitualmente estamos habituados a pedalar.
Um raid simples e bem intencionado que nos levou lá para os lados da Mó, Dáspera, Sesmo e Pomar, zonas de beleza impar e trilhos acidentados que nos proporcionaram um dia pleno de aventura e boa disposição.
Responderam à chamada seis companheiros, Eu AC, o Mike, o Filipe, o Luís Dias, o João Caetano e o Nuno Eusébio, cuja cultura betêtistica começa já a ser encarada de forma mais lúdica e para quem este tipo de evento se torna enriquecedor do espírito e da alma em plena comunhão com a natureza, sem "ses" ou outros interesses, mais ou menos mesquinhos, que não a aventura e a descoberta de novos e amplos horizontes.
Foi ponto de encontro a Quinta Dr. Beirão, junto às instalações da IPERDEL e de onde partiram os sete aventureiros montados nas suas diversificadas bikes em direcção a zonas totalmente desconhecidas para uns e parcialmente para outros.
Pelas 08h15 já rumávamos às Benquerenças, onde estava destinada a primeira paragem para a dose matinal de cafeína.
Com passagem pela sempre bonita e melancólica aldeia abandonada de Benquerenças Velhas, chegámos à Foz da Líria, onde esta ribeira expande as suas águas no Rio da Ocreza, um local bonito e acolhedor, onde chegámos a alta velocidade.
Uma pequena paragem para um par de fotos e iniciámos a longa subida para os Calvos e sempre em trilhos maravilhosos, contornámos as Teixugueiras e cruzámos a Lomba Chã para chegarmos ao Monte Gordo e nos deliciarmos com um par de single tracks que nos encheram de adrenalina.
Sempre em alegre brincadeira e contando histórias e historietas, lá fomos em direcção a um dos mais bonitos locais do percurso que o amigo João Afonso nos reservara neste seu raid, a bonita Praia Fluvial da Couca, ou Baía com o mesmo nome, se assim lhe quiserem chamar.
Depois de nos deliciarmos com aquela paisagem espectacular, havia que atravessar o Rio Alvito, e se uns mais ousados o tentaram atravessar montados, apena um o conseguindo, o Filipe, claro, outros descalçaram o sapatinho para efectuar tal travessia. . . depois, seguiu-se um momento onde enquanto uns se calçavam e mordiam uma das barritas energéticas para repor hidratos, outros registavam o local nas suas digitais e apreciavam de forma mais profunda a beleza do local.
Do outro lado do rio era a Aldeia da Cerejeira, onde os Joões. eh eh eh . . . conheciam um dos dirigentes do colectividade local e através dum familiar ainda o tentaram acordar, mas a "criatura" ainda dormia profundamente quase às 12h, presumivelmente ainda envolto em núvens criadas pelo "Deus Baco".
Da Cerejeira iniciámos uma longa e suave subida para a Mó, com paragem sensivelmente ao meio para apreciarmos o bonito e inóspito lugarejo da Cova do Alvito, alojada num local recôndito e em plena recuperação e onde o verdadeiro xisto impera. Bonito, sim senhor!!!
Depois do breve descanso lá continuámos em direcção à Mó, onde viemos a ser contemplados com mais um espectacular single track.
Até à Dáspera foi sempre a subir suavemente, mas a partir daqui e até ao alto da serra, ufff!!!, que trabalheira, mas foi espectacular e então a visão daquele vasto e espectacular horizonte, foi soberbo. Ao entrar no asfalto da estrada que vem do Sesmo, esperava-nos outro tipo de surpresa, não só para a vista, mas essencialmente para o palato.
O João reservara-nos um abastecimento palaciano, onde nada faltava, desde febras grelhadas, ao frango assado, bolo caseiro e frutas, não esquecendo as bebidas frescas e com as famosas "sagrespan", claro. E como estamos em época de Páscoa, até amendoas havia para adoçar a boca. E esta, heim!!!. (Ó João se te pões a dar comida desta maneira, nos próximos raides arranjas um autocarro de malta, nem que seja só para comer. eh eh eh!!!)
Com os estômagos menos flácidos, derivados às iguarias do João, descemos para o Sesmo, onde ladeámos a ribeira durante algum tempo, com passagem na Praia Fluvial, agora com rumo ao Pomar, alguns kms mais à frente.
Agora em terrenos com orografia mais diversa, chegámos às Azenhas de Cima onde efectuámos nova paragem para tomar nova dose de cafeína.
Num bonito trilho sempre a ladear a ribeira, passámos as povoações de Monte Goula, Gatas e Rapoula até chegarmos às Azenhas de Baixo, onde tivemos que "trepar" por trajecto diferente do inicialmente traçado, pois este simplesmente tinha desaparecido pela passagem das "aivecas" duma qualquer máquina industrial, quando por ali plantou o néo eucaliptal.
Já no alto e onde a zona de planície nos era mais favorável, pedalávamos até um dos locais préviamente programados, a Malhada do Cervo, onde o Luís Dias se entretém na reconstrução de uma casa de xisto, quase pronta e desta vez levava a chave. eh eh eh!!!
Depois de apreciarmos aquele aprazível lugar, onde a calma e tranquilidade devem ser o apanágio, bebemos uma "bjecazinha" e mordiscámos um "esquecido", "ou "broa de mel", nuns minutos de descanso passivo.
Já em derradeira etapa, rumámos à Serrasqueira, que contornámos e entrámos no estradão sempre em descida até à bela Praia Fluvial do Muro, a precisar de uma mãozinha amiga que lhe restitua um pouco da pujança de outros anos.
Por trilhos já sobejamente conhecidos direccionámo-nos ao Palvarinho, que passámos a norte, para os lados das bombas de combustível, para entrarmos nuns bonitos trilhos que pelas Quintas de Valverde nos conduziram ao novo estradão asfaltado que serve o Santuário e com ligação ao Juncal.
Junto à Quinta da Maçana despedí-me da restante malta que seguia para o outro extremo da cidade e na companhia do Filipe e do Mike, rumámos à Pires Marques, onde cheguei pelas 16h45 com 101 kms percorridos num belo dia pleno de btt e aventura, acompanhando amigos e partilhando da camaradagem e companheirismo, num raid para mais tarde recordar.

Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos
AC

quarta-feira, 25 de março de 2009

"Pelo explendor da Marateca"

Hoje era um dia em que particularmente queria dar umas pedaladas calmas e relaxantes, pois os 125 kms do domingo transacto ainda por aqui têm uns quantos resquícios.
Hoje na companhia do Filipe, Carlos Sales e Mike resolvemos ir pedalar no trajecto percorrido no belo passeio denominado "Explendor da Marateca" da autoria do amigo Pinto Infante.
Isto, porque já andava há algum tempo com esta vontade, pois apesar de ter ido ao citado passeio, não o concretizei por ter danificado o drop out da minha bike, tendo que abandonar o passeio. Por outro lado, o Mike também não tinha ido por se encontrar adoentado na altura, pelo que desta foi de vez.
Lá partimos da Pires Marques em direcção à Lardosa com a paragem habitual no "Tá-se Bem" para a dose matinal de cafeína.
Quando alí chegámos, fomos surpreendidos com a presença do amigo Pinto Infante, que se preparava para mais uma das suas lúdicas voltas de btt.
Lá o convencemos a ir connosco, tarefa fácil, conhecendo a "paixoneta" que este tem pela belíssima zona da Marateca.
Com mais um companheiro, perfizemos um quinteto ávido por pedalar junto à linha de água daquela bonita bacia hidrográfica que nos encanta com a sua diversidade de paisagens, cada uma mais bonita que a outra.
Entre trilhos magníficos e outros inventados, circundámos parte do perímetro da barragem em alegre cavaqueira, até que apontámos o azimute a Tinalhas e onde efectuámos a segunda paragem para beber algo fresco, pois hoje o calor já apertava, mais parecendo um solarengo dia de verão.
Dalí saímos pela quelha da fonte, enlameada durante quase todo o ano derivado à agua que por ali nasce e jorra junto às paredes que ladeiam o caminho, para pouco depois entrarmos no estradão que nos conduziu pelo local denominado as três toneladas, até Caféde.
Já junto à Rabaça despedimo-nos do Pinto Infante que seguiu pelo Moinho de Baixo e nós continuámos em direcção à cidade, pois a hora do Filipe e do Mike chegarem a casa estava a esgotar-se rápidamente.
Pelas 13h15 demos entrada cá na urbe com 78 kms percorridos, desta vez em terrenos mais planos e onde a amizade e companheirismo se aliaram ao gosto de aventura e de pedalar por esses campos fora e que caracterizam este grupo.

Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos
AC

segunda-feira, 23 de março de 2009

"V Raid AC-Trilhos e Aventuras"

Mais um Raid AC-Trilhos e Aventuras por terras beirãs, mais um dia bem passado em cima da bike num misto de trilhos e paisagens que nos encheram o peito de adrenalina e a vista de cor e horizontes sem fim, já sem contar com o cansaço consentido neste desporto lúdico de que tanto gostamos.
Para este meu 5º. Raid, aderiram os meus amigos Nuno Eusébio, Paulo Jalles, Nuno Jalles, João Afonso, Luís Lourenço e José Luís, que comigo perfizeram sete companheiros ávidos de aventura e alguma emoção para alguns que pela primeira vez tentavam a meta dos 120 kms em autonomia, que acabaram por ser 125, derivado a algumas alterações introduzidas atempadamente, para tornar o percurso ciclável a 100%.
A saída deu-se já próximo das 08h30 pelo lado do Alagão e Curral do Prego, continuando pelo Monte Brito e Alto da Cancelinha até Alcains.
Passando a Estação pedalámos pela zona das Hortas dos Escalos para chegarmos à zona rápida até ao Ribeiro do Freixo.
O grupo seguia homogénio e bem falante, com ligeira interrupção à passagem da Ribeira de Alpreade e na subida para o Alto do Carapeteiro.
Já tudo unido continuámos em direcção ao Vale da Torre, onde efectuámos a primeira paragem no Bar do Clube, para abastecimento sólido e líquido e que costuma ser, usualmente, para "sorver" a habitual dose de cafeína.
Logo à saída o primeiro contratempo, com um furo lento na roda da frente da bike do João Afonso, que acabou por ser resolvido com a troca de câmara de ar.
Continuámos depois pela Fadagosa e Monte da Gatuna, onde cruzámos entre pomares até a entrada da Atalaia, onde virámos à esquerda para a Terra das Pedras para afrontarmos nova subida que nos levou ao bonito recanto da cascata da Ponte Velha, local obrigatório de paragem, que alguns aproveitaram para se alimentarem e hidratarem.

Passámos depois a linha férrea e a N.18, para seguirmos o estradão até ao Colégio der S. Fiel, para seguidamente contornarmos a rotunda e nos embrenharmos em trilhos entre paredes até ao recente asfaltado estradão para S. Vicente da Beira. Fugindo ao asfalto, serpenteámos por pinhais e pelo vasto eucaliptal de subidas traiçoeiras e descidas adrenalínicas até atingirmos a bonita Barragem do Pisco, para uma pequena paragem para apreciar a paisagem. Seguimos depois em vários troços de estradão até ao Sobral do Campo onde efectuámos a paragem principal no Café "Ponto de Encontro" para uma alimentação mais cuidada.Os mais prós, respeitaram a "etiqueta" mas outros não aderiram a outros sabores e conteúdos. Assim, eu e o Luís Lourenço, optámos por um belo prato com um bom acumulado de atum e cebola picada, logo secundado por uma bela sopinha de feijão verde em malga XXL, que foi uma delícia.O Zé Luís para não fugir a regra, optou por trazer de casa a "marmita" com o esparguete da praxe, pois betêtista que se preze alimenta-se a esparguete e sugou-o rápidamente, ruborizando qualquer italiano que porventura estivesse presente!!! Já com os estômagos a mostrarem uma ligeira dilatação, alguns, rumámos à bonito lugar do Tripeiro, onde não entrámos, por já ser visível algun desgaste nalguns companheiros e o acesso à povoação estava previsto por uma subida que nos exigia bastante esforço. O acesso ao à Aldeia do Mourelo, foi também feita por trajecto diferente do inicialmente previsto, pelo mesmo motivo, mas ainda assim não nos safámos da pujante subida, apesar de em asfalto logo a seguir ao Tripeiro. Cruzada a bonita povoação de Mourelo pedalámos até ao ponto mais alto onde as paisagens eram soberbas e abrangentes e nos fizeram esquecer algumas dificuldades até então. Foi simplesmente maravilhoso!!!

Depois foi sempre a descer até às profundezas de Almaceda, uma aldeia de pequenas e ingremes ruelas onde gostei de pedalar. Nova paragem no único café da povoação para nos refrescarmos e partida em direcção a Rochas de baixo, agora circundando a ribeira de Almaceda, que cruzámos para atingirmos as Rochas de baixo. Dalí seguimos para o Porto da Vila e atravessando a ponte continuámos a desfrutar dos belos recantos proporcionados ao longo da Ribeira de Almaceda cujo leito seguimos até à xistosa aldeia de Martim Branco o neo local de peregrinação dos betêtistas da região. Contornámos a serra e voltámos a atravessar a ribeira, num local inóspito e de rara beleza e zona "canchosa" e de passagem nada fácil para atingirmos o bonito single track na outra margem, onde após os primeiros duzentos metros não cicláveis, pelo menos para mim, pudemos desfrutar dumas pedaladas naquele belo carreiro até ao estradão para o Barbaído. O acesso ao Barbaído foi também em single track, algo pedregoso, e bem bonito que nos levou mesmo à porta da única "tasca" lá da terra, onde a malta aproveitou para a última sessão de hidratação. Rumámos então à Barroca do Forno onde enfrentámos uma pequena e adrenalínica descida para o Vale Sando, onde entrámos na última subida do dia para o Freixial do Campo.Passámos Santa Catarina em Direcção a Caféde, onde desta vez não fizémos a visita habitual ao café da D. Júlia e continuámos em direcção à cidade, passando ainda as poldras da Rabaça e o Santuário de Santa Apolónia, onde entrámos no asfalto até à atacanha. Com a cidade à vista, os ânimos voltaram a subir e as "pernitas" de alguns companheiros mais desgastados voltaram a funcionar com outro ritmo, pois o banhinho quente o o sofá estavam à nossa espera.

A entrada deu-se pelas 17h30 com 125 kms percorridos à média de 17kms/h e com cerca de 2200 metros de acumulado de subidas. A amizade o companheirismo e a brincadeira foram uma constante durante todo o percurso deste Raid e resta-me agradecer aos amigos que me acompanharam nesta minha aventura por terem aderido a mais uma das minhas aventuras betêtisticas. Espero que estes meus Raids incentivem outros companheiros mais novos a procurarem novos desafios e novas aventuras, sem outros interesses que não sejam a prazer de pedalar por algures e nenhures, desfrutando dessa natureza imensa, partilhando com os amigos esta nossa filosofia e forma de encarar o btt. Como tudo o que começa tem um fim, aproxima-se a altura de voltar à clandestinidade. Não me agrada a ideia de andar constantemente a ser testado. Honra-me o facto de poder ser uma referência para alguns, mas não me sinto à vontade nessa situação, quero apenas pegar numa das minhas bikes e andar por aí descontraído!!! Quer seja ou não reconhecido, sei que já deixei o meu legado, mostrei, ensinei e partilhei o que sabia, e tenho a certeza que outros continuarão. Bem haja!!!

Até lá vou continuar a andar e partilhar o meu gosto pela aventura, só isso!!!



Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos!
AC

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quarta-feira, 18 de março de 2009

"Pelas faldas da Gardunha"

Hoje, na companhia do FMike, do Álvaro, do Filipe e do Bruno, resolvemos extender um pouco mais "a manta" e ir dar uma volta pelas faldas da bonita Serra da Gardunha, numa pequena incursão, pois a serra na sua essência, fica reservada para os trilhos a percorrer na Maratona de Alcains, no próximo dia 18 de Abril, uma organização dos Papaléguas. Um evento a não perder para quem gosta de bons trilhos, bonitas paisagens e de arfar um pouco, tudo isto aliado ao bem receber e organizar, o ex-libris daquela rapaziada!!!
Isto, apesar de eu não estar a contar participar, pois este ano ando com a maluqueira de me aventurar na ultramaratona SRP160, em Serpa. Um desafio pessoal dum "gajo" obstinado e que certamente já tem idade para ter juízo, mas a aventura chama-me e este espírito não me larga e vou tentar, se conseguir dar a volta à minha Maria para me acompanhar, pois necessito de apoio, que companheiro para esta "andança", cá no burgo, não estou a ver!!!
Contudo, se houver por aí alguém que me queira acompanhar é só entrar em contacto!!!
Pois bem, posto isto, vamos lá à história de hoje.
Saímos pela quelha que dá acesso ao Alagão, passando depois pelo Curral do Prego para contornar de seguida o Monte Brito em direcção a Alcains, depois de passarmos pela Travanca.
Junto à Quinta de Sta Apolónia verificámos que as pias alí existentes foram limpas, pelo que comentámos se não estariam a ser preparadas para partirem para Espanha. eheheh!!!
Continuámos a nossa aventura pela Folha da Lardosa e foi mesmo na Povoação da Lardosa que efectuámos a paragem, no Café "Tá-se Bem" para a dose matinal de cafeína.
Seguimos depois em direcção à Soalheira, onde pisámos algumas bonitas passagens de um dos passeios do amigo Pinto Infante e ao chegar à Alameda, em S. Fiel, iniciámos subida em direcção à Casa do Guarda, mas não atingimos tal altimetria, pois sensivelmente a um terço do trajecto, virámos à esquerda para nos deliciarmos com um espectacular trilho, misturado aqui e ali, por alguns troços em single track, que pôs a malta em delírio, passagem esta, também do "arquivo" do Pinto Infante e que foi parte integrante num dos seus peculiares passeios.
Chegados ao Louriçal do Campo entrámos no estradão para S. Vicente da Beira, agora já alcatroado quase na totalidade. Mais um trilho que se passou para as asfálticas!!!
Virámos para o Monte das Oles e continuámos pelo Monte do Cotovio e Valouro, onde começámos a vislumbrar lá ao longe a bonita bacia hidrográfica de Santa Águeda, vulgo Marateca.
A abrir pela Tapada do Doirão e Vale Cabreiro, chegámos à Barroca das Malhadas, onde nos deparámos com um pequeno problema, havia um portão agora fechado à chave e a propriedade aramada.
Mas betêtista que se preze, não se atrapalha, nem causa danos em bens alheios, por isso contornámos a dita quintarola e acabámos por descobrir uma nova passagem na ribeira e um pequeno single, que dá acesso à vinha e posteriormente ao estradão que nos proporcionou entrar de novo no trilho em direcção à Póvoa de Rio de Moinhos.
Por trilhos diferentes dos vulgarmente palmilhados pela rapaziada, rumámos ás poldras da Rabaça, passando pela Quinta da Pacheca, Ponte Pedrinha e Lameiro de Caria, contornando Caféde.
Depois foi pedalar pelos trilhos que nos conduziram à cidade, ladeando as Sesmarias e passando no Penedo Furado até atingir o recinto do Santuário de Santa Apolónia, onde entrámos no troço de asfalto até à Atacanha.
O Filipe e O FMike, com compromissos horários, "deram à sola" e eu e o Álvaro acompanhámos o Bruno, que já vinham bastante desgastado, e com alguma razão, pois "a manta", como referi de início, foi hoje alargada para os 82 kms, quilometragem com que cheguei à minha garagem, após uma intensa manhã de Btt, na companhia de amigos.

Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos.
AC

domingo, 15 de março de 2009

Trilhos antigos, novas aventuras"

Hoje, apenas esperava o Silvério e o Nuno Eusébio para uma manhã de pedaladas e como tal, planeei uma volta por trilhos de outrora e onde já há muito tempo não pedalava, por motivos vários.
Mas agora estou "numa" de rebuscar alguns trilhos e zonas por onde já pedalei, ou já caçei, independentemente da quilometragem que tenha que fazer, mas dentro dos parâmetros da razoabilidade, claro!
E hoje, o percurso extendia-se aos vales, entre as povoações de Pereiros, Serrasqueira, Mendares e Malhada do Servo e do outro lado da Ribeira da Magueija, os Vales da Grade, Pousafoles e Vale Ferradas.
Quando cheguei ao local de encontro, já ali se encontravam dois novos companheiros, o Armando e o Paulo Bacalhau, hoje a experimentar algo diferente das SLSS.
Cinco companheiros e um só destino, a mais distante aldeia do nosso percurso de hoje. . . Vale de Ferradas!!
Saímos pelas 08h10 pelo Parque de Campismo, Tapada das Figueiras e virámos para o Monte da
Massana em direcção ao Rouxinol, para o primeiro ataque de "adenalina" na descida para a Azenha do Santo.
A primeira paragem para ganhar coragem para a primeira grande subida do dia, que nos levou até próximo da Capela de S. Lourenço.
Com receio de acordar o Santo, nesta manhã domingueira, virámos à esquerda e embrenhámo-nos entre matagal no single para o Alto da Queijeira, parando seguidamente no Palvarinho para a dose matinal de cafeína no Café junto à igreja.
Dalí seguimos para o Monte Tavares, onde descemos para o açude do Vare Jorge, em trilhos agora algo perigosos derivado ao movimento dos veículos de extracção da madeira.
Lá passámos o açude, em plena galhofa, com algumas peripécias da "rapaziada", seguindo-se a segunda grande subida do dia. . . para os Pereiros.
Já quase no alto da subida, encontrámos um companheiro amigo numa 4x4, seguindo-se o primeiro convite para uma visitinha à adega, que acabámos por recusar, pois ainda faltava muito terreno para "palmilhar".
Passámos pela Mendares e entrámos em zona de planalto e pedalando pelos Vales do Encoberto, do Boi e Estacal, entrámos na longitudinal Aldeia de Malhada do Servo, onde efectuámos nova paragem, desta vez para atestar os camelbags e "molhar o bico" com uma bela geropiga na Adega do Ti Francisco Afonso, um "castiço" habitante daquele lugar, que prontamente nos abriu as portas da adega, após uma pequena "reza" do Silvério.
Seguiu-se a rápida descida para a Ribeira da Magueija, onde entrámos noutra zona.
Subimos para a Aldeia da Grade e rumámos a Vale Ferradas por trilhos entre hortas e em percurso ondulante chegámos ao alto, onde vislumbrámos a Aldeia do Chão da Vã a nossa meta seguinte.
Antes e em local inóspito, onde as bikes ainda não criaram "carreiro", o Paulo teve a única avaria do dia, um furo.
Prontamente resolvida a situação com mudança da câmara de ar, retomámos a nossa algo longa aventura de hoje, parando seguidamente no Chão da Vã para refrescar as gargantas e repor hidratos.
Na passagem do Rio Tripeiro tirámos a nossa foto de grupo e seguimos em direcção à Zebreira Grande, onde atacámos a terceira grande subida do dia para o alto do Juncal.
Aí o Paulo que já vinha bastante desgastado pela dureza do percurso, apesar de hoje ser em andamento bastante moderado derivado à sua condição física e do Armando, seguiu já em alcatrão, em companhia deste, pelo novo troço alcatroado para a estrada de Caféde.
Aproveitámos então para recuperar algum tempo, aumentando significativamente o andamento em direcção a Caféde onde, como não poderia deixar de ser, efectuámos a derradeira paragem para mais um "refresco" de cevada e escoar a última bolachinha, ou barrinha de cereais.
Até Castelo Branco foi em acelerado, com passagem nas Poldras da Rabaça e por Santa Apolónia, para dar entrada na cidade pelas 14h00, uma hora depois da inicialmente prevista, com 76 kms bem pedalados por bonitas paisagens e trilhos magníficos.
Em excelente companhia e onde a alegria do Armando agora a viver uma nova fase no Btt, nos divertiu enquanto nos acompanhou, deram uma nova dinânica a esta bela manhã de pedaladas.
Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos.
AC