terça-feira, 30 de setembro de 2008

"Pedalando"

Uma bela manhã para dar umas pedaladas de btt!!
Acordo e rápidamente , ainda antes da higiene matinal, começo a pensar para onde será hoje a volta e digo para comigo, depende da malta que aparecer!!!
Ás tantas e já na garagem a preparar o camelback e dar uma vista de olhos na bike, começo a mentalizar-me que iria dar uma volta a solo, pois o meu amigo Filipe, que sempre vai ter comigo à garagem, hoje não apareceu.
Já prontinho, peguei na bicla e dirigí-me ao ponto de encontro e lá estava ele, o Filipe, sentadinho no banco de jardim à espera de companheiros para pedalar.
Lá me disse que quando passou à minha porta o portão da garagem estava fechado e já estava a pensar ir sózinho.
O engraçado é que tinha tido pensamento semelhante. eh eh eh!!!
Mas dois já é grupo e como quase sempre quando vamos apenas os dois, ou vamos numa de descoberta, ou pedalamos calmamente apreciando a paisagem e pondo a conversa em dia, falando de temas banais, onde as bikes têm lugar de destaque.
Saímos da cidade pouco depois das 08h e desta vez resolvemos ir espreitar um velho trilho que eu fazia ainda no tempo das bikes rígidas, mas mesmo rígidas, sem qualquer tipo de suspensão e aqui mesmo na cidade.
Pois é, não só espreitámos como nos aventurámos naquele emaranhado de silvas e mato por um estreito trilho pedonal que acabou por desaparecer e lá tivemos que chegar ao final, pois voltar para trás já não era opção.
Com alguns risquinhos avermelhados nos braços e nas pernas e uns pequenos sustos de pequenas e "picantes" quedas para o meio das silvas, lá nos safámos e chegámos a bom porto, neste caso, bom trilho!!!
Rumámos ao Monte Brito, onde apanhámos o trilho para a Travanca que nos levou até às proximidades da Quinta dos Cavalos.
Alí nos entretivemos a dar umas pedaladas numa trialeira que nos foi indicada pelo Carlos Pio e continuámos até à Estação de Alcains e posteriormente Lardosa, onde parámos no Café "Tá-se Bem" para abastecimento líquido e sólido, pois o Filipe já trazia o depósito alimentar na reserva, pois de manhã não abasteceu. Imprudência, meu caro!!! O homenzinho da marreta já estava à espreita. eh eh eh!!!
Já retemperadinhos e mais animados rumámos à Estação e por trilhos e estradões, passámos o Vale de Asno em direcção à Ribeira do Vale do Freixo, para em arfante subida chegarmos ao entroncamento de caminhos, onde optámos por seguir em direcção à Lousa.
Não parámos naquela povoação para abastecer mas tivémos que parar porque o meu Schwalbe traseiro resolveu absorver um valente prego.
Quando olhei para a cabeça do prego que mais parecia uma face de um cêntimo, pensei que a coisa estava a ficar preta.
Retirei o prego e foi logo ali uma chuvada de nhanha verde.
Mas não era apenas um furo mas contei logo alí três orifícios, dois pequenos e um grande, o do prego.
Bom vamos lá ver mais uma vez se esta coisa dos tacos funciona realmente.
Meti um taco no furo grande, dei ar, rodei a roda e já está!!! Problema resolvido. Agora toca a pedalar.
Até ao momento ainda lá está na garagem com a mesma pressão que lhe dei de manhã.
De facto uso uns pneus mais pesaditos que a malta das câmaras de ar, por serem tubeless, mas o que é facto é que não ando constantemente ajoelhado a mudar câmaras de ar por furo.
E quando furo, na grande maioria das vezes, um minuto ou dois e o problema está resolvido!!!
De novo montado na bike, pedalámos em direcção ao Monte S. Luís, aumentando a velocidade, pois a hora de almoço já vinha ao nosso encontro e não a queríamos defraudar.
pelas 13h já estávamos na cidade com 66 kms que nos levaram e trouxeram lá dos lados da Lardosa.


Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos
AC

domingo, 28 de setembro de 2008

"Revisitar Camões"

Numa manhã amena de Outono, nove companheiros do pedal abandonaram o "Vale dos Lençóis" para pegarem nas suas bikes e se juntarem na Pires Marques para mais uma voltinha domingueira.
AC, Filipe, Jorge Palma, Fidalgo, Marcelo, Nuno Dias, João Afonso, Nuno Maia e Manuel Salvado, foram os protagonistas deste bonito passeio.
Hoje resolvemos ir revisitar a pequena e pacata Aldeia de Camões lá para a margem direita do Tripeiro.
Saímos hoje um pouco mais tarde, pois ainda esperámos algum tempo pelo Agnelo, que apesar da vontade de pedalar, acabou por fazer gazeta.
Lá abalámos em direcção ao Palvarinho, com passagem na Tapada das Figueiras rumando ao Santuário de Nossa Senhora de Valverde, onde parámos para o Salvado remendar um furo e tirar a foto de grupo.
A malta hoje era animada e divertida, não estivessem presentes os "néos emplastros dos pódiuns" nas provas cá do burgo.
Dalí seguimos por trilhos que nos levaram pelo Vales da Garzinda e Escudeiro até às proximidades das Bombas de Combustível do Palvarinho.
E para entrar naquela povoação, nada melhor que a famosa trialeira que nos foi dada a conhecer pelo amigo Roberto e que é um mimo.
Alí tomámos o cafézinho matinal e voltámos aos trilhos, desta vez em direcção à bela Praia Fluvial do Muro, a necessitar de alguma atenção por parte das entidades competentes, pois é um oásis no meio de nenhures.
Quando ali passámos notámos a diferença de vezes anteriores pela música punk em altos berros, desvios no caminho principal e lixo a enfeitar. Será que por alí vai haver algum "Mini Boom???"
Após atravessar a Ribeira do Tripeiro subimos à Serrasqueira que contornámos, continuando a nossa pedalada lá para os lados das Alagoas, descendo seguidamente para a Ribeira da Goula que cruzámos para entrar finalmente na pacata Aldeia de Camões, onde é agora notória a reconstrução de algumas casas típicas, sinal de que aquele lugar vai de novo voltar a ter vida.
Saímos da aldeia por uma arfante subida em direcção ao Chão da Vã, onde chegámos por uma rápida descida e ali fizemos a segunda paragem para reabastecimento e beber uma bebida refrescante.
Abandonámos a aldeia pelas poldras do Tripeiro e seguimos em direcção ao Salgueiro, com nova paragem para o Salvado reparar o segundo furo (Óh Salvado já ouviste falar das potencialidades da nhanha, aquele composto esquisito que parece m. .da, mas que tem cheiro diferente!!!
Descemos então para a Ponte de Ferro após passarmos a capela de S. Lourenço e depois foi a terrível subida que contorna o Rouxinol, virando seguidamente à direita para o Cabeço da Barreira.
Entrámos na Cidade pela Cova do Gato pouco depois das 13h com 59 kms percorridos em ritmo moderado e em excelente companhia.

Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos
AC

terça-feira, 23 de setembro de 2008

"Uma visita á Taberna do Zacarias"

Terça Feira, dia calmo para o btt, não só pelo trio que se juntou hoje na Pires Marques, mas também por já estarmos em final de época (para alguns) e os terrenos já começarem a ficar um pouco mais pesados.
Hoje, AC, Filipe e Joaquim Cabarrão foram os protagonistas da jornada de hoje.
Resolvemos ir até às Sarnadas visitar um amigo do Joaquim Cabarrão, proprietário do Café/Minimercado e Restaurante "A Taberna" em Sarnadas de Rodão.
Num ritmo calmo e em conversa amena partimos do nosso habitual local de encontro em direcção à Talagueira, cuja barragem agora quase vazia nos mostra uma visão algo incómoda quando observamos aquela massa de água, agora bastante diminuta e repleta de peixes em luta constante por oxigénio.
Fizemos a transposição para o Baixo da Maria e rumámos às Benquerenças de Baixo, para mais uma vez trilharmos aquela sempre bonita trialeira que começa junto à 1ª. casa das Benquerenças Velhas e termina junto à fonte.
Continuámos em direcção aos Amarelos e desta vez não parámos no "Ramalhete", na "Represa", pois o nosso destino hoje era outro.
Passámos a bonita e longitudinal Aldeia de Amarelos, passámos a Estação de Sarnadas para logo depois entrarmos em Sarnadas de Rodão, onde num pitoresco canto fomos descobrir (eu e o Filipe) a "Taberna". E tantas foram as vezes que ali passámos e nunca nos apercebemos daquele canto tão prazenteiro.
O Joaquim lá nos apresentou o Zacarias, pessoa simpática que se encontrava no Minimercado e passámos seguidamente ao Café, onde tomámos calmamente o cafézinho matinal.
Ficou registado aquele pequeno e acolhedor espaço. Vamos certamente lá voltar!!!
Depois foi a descida para a N.18, que atravessámos e rumámos por estradões, alguns utilizados no Pax Rally, até aos Cebolais de Baixo, onde efectuámos nova paragem no "Café Estoril" para tomarmos uma bebida fresquinha e arrefecer um pouco o "cortiço" .
Já de regresso à cidade apontámos azimute à Serra das Olelas, com passagem pela Sra da Guia e por trilhos pouco habituais, atravessámos a Serra, para após umas singelas passagens nalgumas curtas trialeiras seguimos em direcção aos Maxiais, onde, como se costuma dizer, "fizemos a ssossega" num trilho espectacular e bastante adrenalínico com saída bem no miolo da parte velha da aldeia, rumando depois pelos trilhos habituais ao eucaliptal, agora desaparecido e cujos trilhos agora quase irreconhecíveis tornaram um pouco mais dificultosa a chegada á cidade.
Cumprindo a tradição, parámos no bar da Associação do Valongo para a bjecazinha da praxe, como ponto final em mais uma das nossas saídas das Terças, após 55 kms de "curtido" Btt.

Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos.
AC

domingo, 21 de setembro de 2008

"De volta à lama"

Com o início do Outono (amanhã dia 22) não só a folha cai mas a chuva começa a fazer a sua aparição de forma mais constante e os caminhos começam a ficar pesados e lamacentos, época em que eu, particularmente gosto bastante de pedalar.

Logo pela manhã e quando me levantei fui espetar o nariz na janela para ver se estava a chover e apesar de a manhã se apresentar bastante cinzenta e com indícios de ter chovido, verificavam-se umas boas abertas lá para os lados da Lardosa.
Desci à garagem e estava a preparar a bike quando aparece o Filipe, que também não se amedronta com pouca coisa, e lá decidimos ir dar umas pedaladas.
Dirigimo-nos ao local de encontro da malta, mas quando alí chegámos começou a chover copiosamente e tivemos que nos abrigar debaixo duma varanda.
Pesquisámos o céu e verificámos que era uma nuvem que se deslocava e que à sua passagem íam surgindo umas abertas onde o sol espreitava radiante.
Entretanto chega o João Afonso, outro corajoso e juntou-se à malta. Já éramos três.
O Fidalgo telefonou a saber de novas pois estava a chover bem e com um incentivozito lá resolveu juntar-se ao grupo.
AC, Filipe, João Afonso e Fidalgo, foram os protagonistas do passeio de hoje.
Parecia um passeio de aleijadinhos, pois toda a gente se queixava, cada qual da sua maleita.
Um doía-lhe a cabeça, outro os braços, outro andava cansado, danos colaterais do Trek Day&Nigth do dia anterior, um evento que animou a cidade e que espero ver repetido e com mais apoio das entidades locais.
Entretanto a chuva abrandou e em seu lugar o sol aparecia dando indícios de uma manhã diferente.
Seguímos em direcção à Lardosa, com intenção de ir tomar o cafézinho ao "Tá-se Bem" e voltar.
Numa transição em alcatrão juntou-se-nos o Carlos Pio que disse ir dar uma voltinha por alcatrão.
Ao vê-lo com o fatinho tão limpinho e eu já todo enlameado disse:- Ná, assim não está bem!!!.
Convidei então o Carlos para nos acompanhar à Lardosa pelos trilhos, sujar o fatinho e ir connosco tomar o cafézinho.
Lá continuámos, agora com um novo companheiro.
Tomámos o café no no "Tá-se Bem", como planeado e regressámos à cidade quase pelos mesmos trilhos.
Ao chegarmos junto as piscinas em Sta Apolónia, e guiados pelo Carlos durante algum tempo, pedalámos em novos trilhos para nós, regressando à cidade pela Travanca e Monte Brito.
Calmamente e em boa companhia acumulámos aos milhares já existentes nas nossas perninhas, mais 55 kms divertidos em passagens aquáticas e lamacentas, onde as nossas bikes nos vão pregando umas partidinhas e alguns sustos.

Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos
AC

terça-feira, 16 de setembro de 2008

" Volta ao Vale"

Já tinha saudade duma voltinha relaxante como a de hoje.
Quatro companheiros uniram-se hoje na Pires Marques para a voltinha das terças e com uma estreia.
AC, Filipe, Joaquim Cabarrão e Nunes, o estreante, foram os protagonistas do pequeno raid de hoje.
Saímos do local de encontro habitual pouco depois das 08h, depois de combinarmos ir tomar café aos Lentiscais, molhar o pézinho no Ponsul e beber uma bjeca na Boa Esperança e assim foi.
Saímos pela antiga quelha do Ribeiro das Perdizes, que anualmente palmilhava com o farnel às costas, quando era "puto" para ir à Romaria da Sra de Mércules, velhos tempos, hoje quase alcatroada na totalidade e rumámos ao S. Martinho, que contornámos, descendo para a N.18 que cruzámos para apanhar o trilho que nos levou à Ponte do Ponsul, com passagem no Monte do Vedulho, agora um pouco mal cheiroso derivado à lixeira ali existente, descendo seguidamente pelo Monte Clérigo para o Monte do Chaveiro, que nos deu acesso à Ponte.
Passámos a Ponte Nova e virámos à direita iniciando a subida para o Monte do Pardal e já no planalto pedalámos até ao Monte do Valmedra, onde virámos à esquerda para os Lentiscais, onde chegámos após aquela arfante subidinha.
Dirigímo-nos ao Café Pescaça, mas o Ti João lá nos lixou mais uma vez com o dito fechado a sete chaves, pelo que tivemos de retroceder e ir tomar o cafézinho ao Centro Social.
Já aconchegadinhos montámos as nossas "burrinhas" e pedalámos em direcção ao Talefe dos Madeiros, continuando pelo Monte da Assentada, Picado de Baixo e Picado de Cima, de novo até à N.18, desta vez junto ao Cruzamento para Monforte da Beira, estrada que seguimos durante umas centenas de metros até entrarmos no estradão que divide os Montes dos Cancelos e Negrete até ao Talefe dos Cachimbos.
Passada a Malhada do Azinhal iniciámos a descida para o Rio Ponsul na Malhada das Queijeiras.
Passámos o rio apeados, apenas o Filipe fez uma tentativa frustada de o atravessar na bike, coisa que já conseguiu, mas desta vez a coisa não lhe correu bem.
Já do outro lado, no Monte do Pombal, encostámo-nos ao Ribeiro das Casas, que ladeámos durante algum tempo, contornando seguidamente o arraial para entrarmos em velhos trilhos que nos levaram aos Quintalreis de Baixo e de Cima, sempre em subida até à Capa Rota, onde entrámos no asfalto que já não largámos até aos Desembargadores, onde virámos à direita para as Fontainhas e Boa Esperança, para finalmente bebermos relaxadamente um par de bjecas bem fresquinhas que rápidamente arrefeceram o "radiador" que já fervia após 54 kms de pedaladas com a sempre bonita passagem pelo Vale do Rio Ponsul.
Desta vez e como referido no início do post, juntou-se ao grupo o Nunes, um companheiro que nos fez uma óptima companhia e que espero volte a pedalar connosco. Cá o esperamos!!

Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos
AC