segunda-feira, 31 de março de 2008

"Uma jornada aos Lentiscais"

Num domingo onde o frio ainda se sentia e a chuva se tornava ameaçadora e com a agravante de mais uma mudança horária, que obrigava a menos uma hora no apetecido "Vale dos Lençóis", foram nove os irrequietos "biclantes" que não trocam uma hora de cama por uma hora de aventura a pedalar em pleno e contagiante contacto com a natureza.
Assim, reuniram-se na Pires Marques:- AC, Fidalgo; Filipe; Jorge Palma; Joaquim Cabarrão; Nuno Maia; Carlos Salles; Nuno Diaz e João Valente, para esta jornada aos Lentiscais.
Saímos da cidade pelo Montalvão e rumámos à Cova dos Gagos para nos divertirmos nos primeiros singles do dia, que começavam inicialmente numa descida entre matagal (Peeling in Btt, como diz a malta do BTTHAL) até chegar ao ribeiro, tornando-se um pouco mais aberto até ao trilho que segue para o cemitério dos Maxiais.

Mas como a malta gosta é de diversão e aventura, seguimos por outro single (made in ovelha), onde a técnica tem de estar presente, até à subida para a entrada da povoação.
Atravessámos a povoação bem pelo interior e entrámos num outro single entre muros e com uma ou outra passagem mais técnica que nos levou até às descidas das Espantalhosas, onde a malta se divertiu à brava com uma passagem inicial contornando uma curva de nível para depois atestar de adrenalina numa longa descida com inclinação quanto baste, pelo menos na parte inicial que certamente fez apertar o "ânus" a um ou outro ainda pouco rodado nestas andanças. eh eh eh!!!

segui-se um trilho pelo vale com o cruzamento do Ribeiro do Barco onde o S. Pedro nos pregou uma partidinha, pois não bastou a água que vinha de baixo, mas tívemos também de gramar com a que vinha de cima e toca a vestir os "chubasqueros" como dizem os nuestros hermanos, mas após umas rezas colectivas junto a um eucalipto, mézinha do João Valente, (deve ser a táctica do btthal.???) acabou por dar os seus frutos, pois a chuva não mais nos voltou a incomodar... E esta, heim!!!

Seguiu-se uma subidinha leve para aquecer e de preparação para o par de singles seguintes, o primeiro plano, entre eucaliptal e o segundo a requerer uma técnica mais apurada e mais um apertozinho no "ânus" para os tais, que quedas ali não eram lá muito convenientes, tanto mais que era em descida pouco mais largo que a largura dos pneus da bicla e com inclinação negativa, mas a malta gosta é disto, mesmo quem ainda os faz na sua maioria com os "cleats" no chão.
Mas é assim que se começa e há dias sim e dias assim assim.!!!

E lá chegámos ao bonito Cabeço do Pico, onde o Carlos Salles aproveitou para mudar a câmara de ar da roda traseira da sua bicla, pois trazia um furo lento. O resto da malta aproveitou a paragem para a brincadeira e para uma sessão fotográfica para afrontarmos seguidamente o restante trilho até à Ponte dos Lentiscais e a arfante subida à povoação para o merecido descanso no "Pescaça", onde bebemos o cafézinho e mordiscámos qualquer coisinha. Pena foi o Filipe se negar a dar-nos um pouco de música de acordeon, como da primeira vez, naquele mesmo local, onde nos brindou com aquela alegre "chinfrineira" eh eh eh. . . mas a malta gostou e pediu bis, mas até hoje, "népia; niente; nada p'a ninguém, nickles, pas de rien", mas estamos esperançados que num futuro próximo, ainda vamos ouvir uma musiquinha "à la Filipe". eh eh eh!!!

Depois da nega, nada mais nos prendia naquele local e toca a montar nas nossas metálicas ou carbónicas e rumar à cidade, pelo que saímos de novo pela povoação e passando pelo monte do Picado descemos a alta velocidade para o Ponsul, já a pensar naquele espumoso líquido, (sagrespan) que tão bem faz às minhas cartilagens e que tanta falta me fazia para afrontar a subidinha que se avizinhava.

mas que azar!!!. A Tí Amélia ainda devia estar na cama (da última vez andava um pouco adoentada) e a Tasca ainda estava fechada.
Frustados, lá tivemos que dar meia volta e após breve reunião, resolvemos ir à "farmácia" do Abílio (vulgo Restaurante Sra de Mércules), que para mal dos nossos pecados ficava mesmo lá no alto, que chatice!!! eh eh eh!!!

Mas esta malta não é de desistir, ( será que disse algo errado) pelo menos desta vez, e lá rumámos ao recinto da Sra de Mércules pelo estradão que los levou pelos Montes da Ponte, Jambum, Sordo e Pombal, onde fizémos a viragem à esquerda para a subida toda ela em estradão em direcção ao recinto, mas antes de chegarmos ao cruzamento para as Sesmarias, virámos de novo à esquerda para as queijeiras da Rebouça e depois do par de subidas para o Forninho do Bispo, lá alcançámos a Sra de Mércules e onde para nosso prazer, verificámos que a "farmácia" estava aberta.

E qual não é o meu espanto, quando verifiquei que toda a gente, mesmo alguns que não se têm queixado, vinham com os mesmos queixumes, desta já crónica mazela, pedindo todos a mesma medicação, ou seja uma injecção bebível de sagrespan, que tão bem faz às dores, tremores e outros "dolores".
Depois, bem . . . como por arte mágica, os queixumes acabaram-se e toda a rapaziada, já bastante animada . . . agora não sei se por efeito da "sagrespan" se por já vislumbrarem os "telhadinhos" das casas, lá pedalaram alegremente em direcção às suas "maisons" em busca da revigorante sopinha e adequada sestinha.

Pois bem, meus amigos, esta foi mais uma aventura em alegre convívio de btt, por cabeços e vales, com mais ou menos dificuldade. Mas uma coisa é certa!!! Lá que a malta se divertiu!!!. Divertiu!!!.
Apareçam amanhã pelas 08h na Pires Marques para mais uma sessão de aventura!!!

Fiquem bem
Vemo-nos nos trilhos!!!
Até lá
AC
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terça-feira, 25 de março de 2008

"Um visita ao Miradouro da Capela de Sta Cruz"

Numa manhã primaveril e um pouco fria, compareceram na Pires Marques, AC, Álvaro, Filipe, Dino e Humberto, para mais uma terça feira de Btt.
Desta vez "passei a bola" ao Álvaro, que foi o "inventor" do percurso de hoje e que acabou por nos levar ao bonito miradouro da Capela de Santa Cruz no Sobral do Campo.
Partimos inicialmente com rumo ao Maxial do Campo, terra natal do Álvaro, mas mais tarde acabámos por alterar o percurso, por ser demasiado longo e haver necessidade de estar a horas cá no burgo, para o Filipe se preparar para ir trabalhar.
Mas a "coisa" não correu bem, com dois furos, Humberto e Dino e como se não bastasse, enganámo-nos num trilho que nos somou uma série de kms aos inicialmente previstos. "Betêtista sofre. eh eh eh!!!"
saimos então da cidade em direcção a Alcains e rumámos à Lardosa, onde verificámos que mais um dos nossos trilhos preferidos já está a ser alcatroado à saída daquela povoação desconhecendo ainda a sua extensão.
Da Lardosa apontámos os guiadores das nossas bikes ao Louriçal, onde entrámos pelo estradão de S. Fiel para tirarmos azimute ao Sobral do Campo.
Naquela bonita povoação subimos à Capela de Santa Cruz, lá bem no alto e onde no seu adro existe um miradouro que nos abre vastos horizontes com lindíssimas paisagens a perder de vista.
O citado miradouro tem quatro cantos, todos eles com um enquadramento paisagístico diferente.
abandonámos o Sobral em direcção ao Ninho do Açor e aqui a coisa complicou-se, pois tomámos o trilho errado e que terminou abruptamente num extenso matagal.
Para não voltar atrás e como se vislumbrava outro trilho a cerca de duas centenas de metros, resolvemos embrenharmo-nos no matagal e aí é que a "coisa" se complicou.
Era uma barreira com mato denso e alto e lá fomos nós encosta abaixo furando o mato com as biclas às costas, que se prendiam em tudo o que era rama e mato e o trilho que tinhamos visto lá do alto nunca mais aparecia, até que o Filipe gritou.!!! . . .não "Terra à vista.!!!" . . . mas sim, já estou a ver o trilho. Foi um alívio!!!
Mas tudo isto faz parte da aventura e está sempre presente nas nossas "andanças" betêtísticas.
Lá seguimos então o trilho, não em direcção ao Ninho do Açor, pois esse já ficara lá para outras bandas, mas em direcção à Várzea do Porto do Conde, onde virámos à esquerda para o trilho que nos levou ao Barbaído.
Passámos a Povoação e já com alguma pressa em chegar à cidade, cruzámos o Juncal e apanhámos o estradão para a Quinta de Valverde junto ao Lagar, passando pela Lameira do Velho.
Já na N.551, continuámos por asfalto até virarmos para a Tapada das Figueiras e passando o Parque de Campismo, cruzámos a N.18 para entramos na cidade pelas 13h30, com 78 kms percorridos à média de 17,5 kms/h, derivado aos contratempos, que nos obrigaram a acelerar um pouco o ritmo.
Foi muma manhã divertida e cheia de adrenalina e onde a camaradagem mais uma vez foi rainha.

Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos
AC
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domingo, 23 de março de 2008

"Uma visita ao Vale Sando"

Hoje, apesar de ser Domingo de Páscoa, não deixa de ser um domingo, e apesar de ser um dia "santo", não é pecado ir pedalar.
Como hoje foi dito por um dos meus companheiros de jornada . . . há os que gostam de bicicletas e os que gostam de andar de bicicleta . . . pois bem, eu sou dos que gosto de andar de bicicleta!!!
A manhã apresentava-se límpida e solarenga, apesar do "friozinho" que se fazia sentir, mas tinhamos consciência que com o passar do tempo aqueceríamos!!!
Juntámo-nos na Pires Marques, AC, Filipe, Marcelo e Jorge Palma para uma volta calma e relaxante, escolhendo maioritáriamente trilhos rolantes e subidas de pouca dificuldade.
Assim, resolvemos dar uma "Betêtada" até ao Vale Sando.
Saímos da cidade pelas 08h10 pelo portal do frigorífico, agora com um novo portão (só falta o comando à distância) e rumámos ao Freixial, com passagem pela Tapada das Figueiras e Quintas de Valverde.
Ainda fomos dar uma espreitadela ao "Amazonas "para tomar o cafézinho matinal, mas estava fechado.
Descemos seguidamente para o Vale Sando, por onde pedalámos uns kms até subirmos para a N352 onde seguidamente apanhámos um belo trilho com início nas traseiras da Escola Primária de Tinalhas e que nos levou até à Póvoa de Rio de Moinhos.
Aí tomámos então o merecido cafézinho no Restaurante "O Alfredo" em amena cavaqueira até resolvermos regressar à cidade, pois hoje era dia de chegar cedo e almoçar a horas decentes com a família.
Saímos em direcção à Capela da Sra da Encarnação e rumámos de novo, agora em sentido inverso, às Quintas de Valverde, Tapada das Figueiras e Parque Campismo para entrarmos na cidade pelas 12h com 54 kms percorridos em sintonia e sem pressas, fugindo assim mais uma vez ao chamamento do "vale dos lençois", para teimosamente continuarmos a praticar uma das coisas que mais gostamos, "andar de bicicleta e desfrutar a natureza"!!!

Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos
AC
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sexta-feira, 21 de março de 2008

" Um passeio descontraído"

Hoje, sexta feira santa, brindou-nos com uma manhã radiante de sol e propícia à pratica da modalidade que mais gostamos, ressalvo as devidas excepções, que é o Btt na sua vertente lúdica.
Tal como sempre, lá nos juntámos no Parque Infantil da Pires Marques, 5 "amantes" desta "trepidante" modalidade, para calcorrearmos alguns dos belos e imensos trilhos deste nosso não menos belo interior.
AC, Álvaro, João Afonso, Fidalgo e o João, que vindo de Lisboa passar a Páscoa com a família, nos deu o previlégio da sua companhia, assim como o João Afonso, que me pareceu um pouco receoso no início em alinhar connosco, também nos priveligiou com a sua companhia e boa disposição.
Fizémo-nos aos trilhos com saída da cidade pelo velho portal do frigorífico, sem contudo termos um rumo definido.
Assim conforme fomos pedalando, fomos inventado e acabámos por fazer 57 kms num circuito que nos levou à Lousa, onde tomámos café no Clube lá do sítio.
Continuámos depois em direcção à Mata e pensámos em "repisar" um trilho já bastante antigo que pelo cume segue quase paralelo à Ribeira de Alpreade, onde não descemos e que com algum sobe e desce, termina no alto da Monheca.
Foi contudo com alguma decepção que verificámos que a maior parte do citado trilho fora destruído pelas máquinas de desmatação e cuja àrea é agora um pouco desoladora, mas que ainda assim, deu para a malta se divertir um pouco.
Na Monheca, seguimos cerca de 1 km em alcatrão até entramos no caminho que passa à Teixeira, para rumarmos seguidamente ao Monte Brito e ali desfrutarmos algumas passagens interessantes com uns curtos singles, até entrarmos de novo em alcatrão na Capa Rota e seguirmos até à cidade, onde nos foi oferecido o "folar", cortesia do amigo Fidalgo, que constou dumas saborosas minis, para alguns, que outros não vão muito com "cachopada" (minis) e optaram por um tamanho mais condizente, eh eh eh!!!. . . e uns salgadinhos para empurrar a "coisa", que maravilha!!!
A hora de almoço chegou rápidamente e a "rapaziada" lá se despediu, seguindo a dupla de "Joões" em direcção à zona da Carapalha e eu e o Álvaro para a Pires Marques, onde moramos.
Foi uma manhã divertida, com a junção ao grupo de dois novos companheiros que contribuíram para este bonito passeio, bem descontraído e animado.

Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos
AC
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terça-feira, 18 de março de 2008

"Maxiais II"

Manhã algo fria e mais uma terça feira pedalante.
Pelas 08h lá nos juntámos no Parque Infantil da Pires Marques, 5 "habitués" deste contagiante vício de pedalar e conviver, descobrir novos locais para pisar com as nossas "irrequietas biclas" e desfrutar trilhos e paisagens sempre em busca de aventura e emoção.
AC, F.Mike, João Valente; Filipe e Agnelo, foram os protagonistas dos 55 kms percorridos hoje, sempre com a cidade como horizonte, desfrutando de alguns bonitos single tracks e trilhos variados.
Saímos da cidade um pouco mais tarde que o habitual, derivado ao atraso do Agnelo, que hoje resolveu dormir mais um pouco.
Rumo à Cova dos Gagos, aí vamos nós em busca dum novo single para desfrutar em descida e numa área de matagal (zona depilatória), terreno lavrado e travessia de pequenos ribeiros e a terminar numa passagem bastante estreita a requerer alguma técnica, que não é bem o meu caso, pois logo no final da lavrada andei a praticar o salto mortal em frente. eh eh eh!!!
Passámos os Maxiais para desfrutarmos outro single track com início numa zona de pinhal e a continuar após a passagem dum pequeno ribeiro, entre muros de xisto até ao arrabalde da povoação.
Continuámos em direcção às Olelas, com uma pequena paragem numa tapada repleta de flores primaveris, que nos convidou a um par de fotos para mais tarde recordar.
Subimos às Olelas por um novo acesso, desconhecido da maioria dos pedalantes cá do burgo, bem bonito por sinal e com um enquadramento paisagístico diferente.
Já no estradão lá no alto, enveredámos por outra zona de single track para entrarmos num Retaxo mais profundo, onde pedalámos por algumas ruelas bem no interior, em direcção à Sra da Guia, passando junto à capela em direcção aos Cebolais de Baixo, onde estava prevista a paragem principal, para tomar café.
Alí nos entretivemos um pouco a bebericar o café e a dar dois dedos de conversa, continuando depois o nosso passeio de hoje em direcção à zona de Sarnadas, mudando o rumo na Fonte Nova para apanharmos o estradão que passa nas traseiras das bombas da galp na antiga IP2 e que ladeámos até à Represa, onde nos esperava uma "doce" surpresa.
Assim que chegámos junto ao Restaurante do Ramalhete, o "Ti Oliveira", meu colega de outras lides e avô do João Valente, assomou logo à janela e já não havia volta a dar, senão contornar a casa e entrar pelo outro portão, pois a garrafinha da bela e cintilante "giribita" aguardava ansiosa que nos reuníssemos em seu redor.
O "Ti Oliveira" lá foi buscar os copitos para esta "casual" ocasião e depois, "salute!!!", que deu direito a uma dobradinha, para alguns, claro!!!
Entretanto o Agnelo já tinha regressado pela via mais rápida, pois surgiu-lhe um compromisso inopinado e o resto da rapaziada lá seguiu em direcção às belas ruínas das Benquerenças Velhas, zona onde me dá um gozo enorme pedalar e que é "recheada" de belos single tracks, para depois cruzarmos as restantes Benquerenças, de Baixo e de Cima, para passarmos sob a A23 que ladeámos até ao Valongo, onde nos despedimos do João e continuámos para o centro, onde terminámos a nossa volta de hoje, pelas 13h00, já com o tempo a ameaçar uma chuvinha.
Foram 55 kms bem divertidos e com a malta já habitual nestes passeios semanais e que proporciona sempre uma manhã repleta de boa disposição e sã camaradagem.
A quem lê este blog, gosta realmente de btt e sente o "bichinho" a mexer, junte-se a nós nas terças e domingos, com concentração na Pires Marques pelas 08h e vão ver que o "papão" só existe mesmo na nossa infância. eh eh eh!!!

Fiquem bem
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AC
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domingo, 16 de março de 2008

"II Passeio de BTT dos PÊNÊVÊS de Proença-a-Nova"

Era uma zona por onde ainda não tinha dado umas pedaladas e por isso resolvi este ano participar no passeio da malta dos Pênêvês de Proença-a-Nova.
Saí de Castelo Branco pelas 07h15 na minha "jipose" e com a minha Trek FS a enfeitar o ramo, em direcção a Proença.
Como a malta com quem últimamente tenho participado nos passeios não foi, lá fui sózinho, na expectativa de encontrar malta que partilhasse a minha forma de participar nestes eventos.
Chegado ao local, a azáfama da "praxe". Estacionar, secretariado, descarregar a "bicla", apetrechá-la de conta kms e gps, verificar o restante material vestir e calçar o resto da "fatiota", colocar o capacete e "camelback" e ir para o "molho".
Enquanto me encontrava nestes "entretantos", chega o Pinto Infante e o José Luís e pronto, já tinha companhia.

A partida foi dada pelas 09h00, uma hora após o previsto e lá arrancámos em direcção aos trilhos.
Na primeira hora, tudo se compôs, quem queria andar, abalou, quem queria ficar, ficou e quem não abalou nem ficou, foram os que andam sempre no "fole" de querer chegar à frente e cada vez ficarem mais para trás.
Mas isto é a história de todos os passeio e que "agora não interessa nada".
Percurso sem grandes problemas técnicos e físicos, apesar dos seus quase 1500 de acumulado, mas que estavam bem escalonados no terreno, com excepcção daquela "aberrante" subida final, que não fazia falta nenhuma, assim com o último single no túnel e em descida bastante complicada e que a malta já não tem "pachorra" para lhe dar o devido valor, pois já vem bastante dorida e com os níveis de concentração bastante debilitados.
Se aquela parte final, fosse na primeira parte, ou lá para o meio, seria certamente uma "mais valia" e a malta, com as devidas excepções, gozá-la-ia à "brava".

Mas nada disto foi penalizante para o passeio, pois esteve bem dentro da expectativa, com belos trilhos e single tracks fenomenais e algumas passagens bem engraçadas e divertidas.
As paisagens durante todo o percurso, eram simplesmente fabulosas, com a visão daquelas aldeias "cravadas" naquelas encostas e naqueles bonitos vales, certamente não deixaram ninguém indiferente e eu principalmente gostei bastante do passeio e para o ano lá estarei de novo.
Agora digo-vos uma coisa!!! Aquele primeiro abastecimento com pão de "carcassa" tamanho XL recheados com umas belas bifanas acabadinhas de fazer, quase que faziam esquecer a "bicla" por ali encostada algures numa qualquer parede, enquanto eu trincava aquele belo "naco". E já não falo do restante, pois não eram só as bifanas.

Bem me custou saír dalí, mas a "volumetria" da minha zona "tripeira" já denotava um certo "abaulamento" e lá fui em busca de novas aventuras naqueles trilhos espectaculares.
cerca de 20 kms mais à frente e logo a seguir ao parque de merendas no cruzamento para a "Relva", junto ao aeródromo das Moitas, nova paragem para abastecimento em tendas montadas estilo "tuareg" e com duas mesas montadas, uma com uns belos pãezinhos e presunto fatiado, queijo, (e que queijo) variedade de enchido bem assadinho que até me apareceram umas gotinhas de suor no rosto. "Como raio iria eu saír dali, com todas aquelas iguariasa a olharem para mim!!!".
Como se não bastasse, a outra mesa estava composta com umas belas e grandes "malgas" de tigelada que acabaram por fazer sobressair um dos meus pontos fracos, que nem vou contar, pois acho que alguém já adivinhou. eh eh eh!!!

Como os meus companheiros, nomeadamente o Pinto Infante, O José Luís e o António Pequito, que se juntou a nós a seguir ao primeiro abastecimento, "também não gostavam nada daquilo", por alí nos mantivémos a "dar às matracas" até fazer doer a "bochecha".
Mas meus amigos, compromisso é compromisso e todos nós tinhamos um compromisso de honra!!! Acabar o passeio ainda de dia e se por alí ficássemos à espera de acabar com aquelas iguarias não conseguiríamos de certeza honrar tal compromisso. Por isso e a muito custo lá virámos costas a toda aquela "comidinha" e virámos "peito" ao trilho em direcção a Proença-a-Nova que já se vislumbrava no horizonte, que acabou por se tornar algo longínquo pela dureza da parte final.

Mas lá chegámos e ainda com muita gente atrás de nós e fomos direitinhos à zona de banhos onde, vejam só, havia água bastante quentinha, coisa rara nos tempos que correm.
Depois foi o farto almoço no Restaurante "Milita" na zona industrial de Proença. Um amplo espaço que acomodou toda a malta e priveligiou o convívio.
Na minha modesta opinião, um passeio a não perder no próximo ano.

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PÊNÊVÊS

segunda-feira, 10 de março de 2008

"III Trilhos da Açafa"

É já um clássico e uma interessante aventura "Os Trilhos da Açafa" organizado pelo núcleo de Btt dos Bombeiros Voluntários de Vila Velha de Rodão, sob a batuta do amigo António Pequito, que por "carolice" nos proporcionou até agora 3 belos passeios de Btt, e a subirem de qualidade de ano para ano.
Este ano, apesar da dureza do percurso, que para mim é um incentivo, primaram os belos trilhos daquela bela região, alargados desta vez lá para os lados de Vale Mourão e com uma "singela" passagem nalguns excelentes single tracks, nomeadamente os da Foz do Cobrão e de Alvaiade que deliciaram a malta participante, na sua maioria, pois ainda anda alguma rapaziada enganada nestes eventos e mal preparada para os poderem "curtir" de verdade.
Mas no fundo, admiro a sua coragem, só não concordo é com algumas críticas, quanto à dureza de certos passeios, pois têm informação antecipada quanto à sua altimetria, níveis físicos e técnicos, que são disponibilizados pelas várias organizações.
Para os menos preparados, são criados percursos mais curtos e com perfís mais baixos e acessíveis. Por isso algumas críticas não têm fundamento.
Mas não é sobre este assunto que queria elaborar o meu post de hoje, mas sim enaltecer os belos trilhos que percorri no passado domingo, as paisagens que desfrutei, lá bem do alto, as descidas electrizantes a que fui submetido e que fez aumentar e muito, os meus níveis de adrenalina, todos aqueles kms até quase à Foz do Cobrão ladeando o Rio Ocreza, algumas passagens para apurar a técnica, single tracks espectaculares, passagens bem "castiças" nalgumas povoações, a alegria e o "colorido" dado pelas gentes das povoações à nossa passagem e como não poderia deixar de ser, pois a isso estamos já habituados, uma organização exemplar que tudo fez para que nada faltasse aos participantes neste evento.
Hoje estou de "molho" com uma valente "gripada", pois já tinha indícios no domingo, mas tal não foi impeditivo de participar nos Trilhos da Açafa.
Depois, como a cabeça por vezes não tem juízo ainda despejei uns "caldeirinhos" de cerveja, que vulgarmente chamam de "imperial".
Desta vez a táctica do "sagrespan" teve um efeito nocivo. eh eh eh!!!
Acho que estou um pouco febril e vou ficar por aqui!!!
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quarta-feira, 5 de março de 2008

Rota das 3 Ribeiras


Já há algum tempo que andava a delinear este percurso e que até já estava concluído, mas só agora tive oportunidade de o efectuar a pedalar na sua totalidade.Para isso e derivado ao facto de ter alguma dureza, reservei-o para uma das voltas de terça feira por ser um dia onde a malta que normalmente se junta neste dia ser mais homogénia e habituada a estas "andanças".

O dia apesar de solarengo, estava bastante ventoso e não foi impeditivo para que o FMike e o Filipe, rapaziada da classe "kuduro" aderissem a esta minha iniciativa de pedalar neste percurso que nos conduziu a locais inóspitos e de rara beleza e que pela primeira vez foram pisados por pneus de btt, facto que hoje em dia vai rareando, mas que eu teimo em continuar a descobrir.
Muito ainda há para descobrir pela minha bike nesto nosso belo cantinho do interior, isso é garantido!!!. . . e que depois partilharei com os meus amigos e com quem nos queira acompanhar.
O que não posso garantir é que haja sempre uma alternativa em alcatrão para um regresso mais rápido, conhecido na gíria como a "via dos empenos".
Pelas o8h, como habitual lá nos dirigimos ao Parque Infantil da Pires Marques, ponto de reunião do grupo nas terças feiras e domingos, onde após a foto da praxe, saímos da urbe em direcção aos Maxiais, onde levei a malta por um novo single track entre paredes de xisto e pinhal, que nos deu acesso à zona das Espantalhosas e nos lançarmos encosta abaixo em direcção à confluência das três ribeiras, nomeadamente a Ribeira da Breja, a Ribeira do Barco e a Ribeira do Cinzeiro, que nos proporcionaram belas imagens, algumas registadas pelas nossas "digitais" e onde fizemos uma breve paragem no final da última descida, algo "arrepiante", onde os travões já tinham dificuldade em segurar o binómio "homem bike".
Mais um pouco e a adrenalina saía-me pelas orelhas. eh eh eh !!!
Depois é que foi uma "gaita", depois de algumas tentativas para tentar arrancar na subida que se seguia após a travessia " a penantes" da Ribeira do Barco, o FMike "espojou-se", pondo-nos a mim e o Filipe de sobreaviso, que montámos alguns metros mais à frente, com alguma dificuldade, mas lá conseguímos.
Depois, segui-se uma longa subida, numa zona bastante árida e onde cada um inventava o seu próprio trilho até que finalmente chegámos ao estradão que nos conduziu à Fonte Santa (Cebolais de Cima).
Uma subida bastante penosa, mas que foi por todos vencida. Isto é mesmo malta de classe "Kuduro"!!!
Entrámos no alcatrão para logo após uma centena de metros atacarmos uma nova subida e também uma nova vertente de acesso à Serra das Olelas, onde já no alto nos divertirmos também num outro single track que nos levou ao Retaxo.
Entrámos depois em extensas matas e zonas de matagal onde ziguezaguámos em zonas enlameadas, onde o FMike mais uma vez se livrou de sujar o fatinho "in extremis" e ficava tão lindo com aquela cor de chocolate. eh eh eh !!!
Numa panóplia de caminhos e cruzamentos lá chegámos à zona da Fonte Nova e seguímos o estradão para Sarnadas, onde parámos no único café que alí encontrámos para tomar o cafézinho e comer qualquer coisinha, pois os níveis já vinham bastante baixos e o Filipe já vinha a reclamar há algum tempo por umas descidinhas...!!!
Lá seguimos depois em direcção aos Amarelos, que contornámos e apontámos "azimute" ao "Ramalhete" no Apeadeiro da Represa (Retaxo) onde rápidamente sugámos duas injecçõezinhas bebíveis de sagrespan, pois as minhas cartilagens já rangiam há algum tempo.
Tivemos que abalar dali rápidamente, pois o cheirinho a arroz de pato que emanava da cozinha, ainda fazia alguém entrar em delírio.
Lá atravessámos a linha férrea sob a A23 e rumámos às Benquerenças, com primeira passagem nas Benquerenças velhas, a primeira aldeia, toda em xisto e completamente em ruínas, onde nos deliciámos a disparar as nossas digitais e apreciar toda aquela beleza, quase tragada pelo extenso matagal.
Mas vou lá voltar, pois ficaram-me no canto do olho alguns singles, que até deve "arrepiar, por eles pedalar.
Como o relógio não parava e o Filipe tinha de ir trabalhar tivemos que regressar e lá seguímos em direcção ao Baixo da Maria, para entrarmos na cidade pelo portal da Padaria de Montalvão, já pelas 13h00, com 57 kms percorridos.
Uma percurso aliciante e que mais tarde quero repetir.
Foi um percurso recheado de belas e rápidas descidas e algumas subídas inéditas, com alguns single tracks, que nos ficam na memória.


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AC
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Rota das 3 Ribeiras