terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Marateca, um paraíso natural


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.o0o.


07h, toca o despertador. É Terça Feira de BTT. Levanto-me ainda meio ensonado e vou espreitar pela janela.

Não chovia e a manhã, ainda a despertar estava coberta de nevoeiro. Bom augúrio, pois segundo os "velhotes", quando está nevoeiro não chove. Será!!!!
07h05, assobio no meu telemóvel, um sms acabara de chegar. Era o Filipe a perguntar se alguém ia pedalar e claro, já tinha companheiro.
O Filipe é um companheiro que adora andar de Btt e para ele, tal como eu, as questões atmósféricas, desde que não exageradas, são apenas uma questão de maior, ou menor dificuldade, de mais ou menos técnica e de lógicamente, evitar este ou aquele trilho.
Em tudo o resto. . . a àgua lava!!!
Saímos pelas 08h05, com passagem pela Pires Marques, não houvesse por alí mais alguém que nos quisesse acompanhar e seguímos, inicialmente apenas com intenção de ir até à Lardosa tomar o cafézinho no "Tá-se Bem", por trilhos maioritáriamente planos e que mesmo assim criaram bastante dificuldade, tal a lama que tomou já conta de grande parte dos trilhos.
Passámos pela Atacanha e Sta Apolónia, para rumarmos ao Pôr da Vaca, Seixeira e Lardosa.
Já no Café e como ainda era cedo combinámos dar uma volta pelas imediações da Marateca, enquanto a manhã se mantivesse, pois não estava frio e a chuva parecia estar em repouso.
No Pontão que cruza o Rio Ocreza, onde este entra na Barragem, verificámos que o nível das águas não tinha subido tanto com era nossa previsão, pelo que ali mesmo resolvemos contornar a Barragem sempre junto à linha de água. Foi uma beleza.
Que prazer pedalar assim e com a manhã cinzenta e ondulada por nuvens baixas que criavam paisagens incríveis em tom acinzentado. Soberbo!!!
Pedalámos, ziguezagueámos, ora derivado ao perfil das águas, ora devido à teimosia da bike nas diversas tentativas para que nos "espojássemos" qual jumento atacado por mosca teimosa, nos inúmeros areais mais ou menos moles, ou lamacentos.
Diversão a rodos para dois talvez "tolos" maníacos da bicicleta, pois só assim se justificaria ir andar de bike com um dia destes. Baahhh. Tretas!!! Andar de bike, "chafurdar" na lama com a nossa fiel metálica, "chapinhar" na água nos "remansos" da barragem, galgar pedras e pequenos declives. Que alegria!!! Bem diz o ditado que com a idade voltamos a ser "crianças". Eu não acredito, mas que gozo "à brava" com estas situações, lá isso é verdade.
Depois de percorrermos toda a parte sul da barragem, contornando todos os seus recantos, saímos já próximo da estacção de tratamento, pois mais não era possível e para atalhar um pouco o caminho, seguimos por asfalto pelo paredão da barragem até ao Monte da Marateca, onde voltámos aos trilhos de novo em direcção à Lardosa até apanharmos o caminho de regresso à cidade, onde chegámos pelas 13h00 com 69 kms percorridos em amena cavaqueira, numa manhã plena de divertimento e claro está, com o "fatinho encharcado"!!!
Mas garanto-vos que já estou "enxutinho", com roupinha seca e pronto para mais uma "biklada"!!! Quem alinha????

Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos
AC
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Marateca, um paraíso natural

domingo, 17 de fevereiro de 2008

"A desbravar no Vale das Vacas"

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Manhã algo fria e ventosa a adivinhar chuva a qualquer momento, mas que ainda assim, não conseguiu demover 10 companheiros que hoje compareceram na Pires Marques para mais um raid domingueiro, desta vez ao Vale das Vacas e Monte dos Judeus na freguesia de Malpica do Tejo. AC, Filipe, Álvaro, Ricardo, Pedro Antunes, Fidalgo, Nuno Diaz, Nuno Maia, Marcelo e Jorge Palma.


Saímos da cidade pelas 08h15 em direcção aos Maxiais com passagem pelo Vale do Grou, onde o Fidalgo foi protagonista da única avaria do dia com um chupão de corrente que lhe danificou um elo.
Problema resolvido e continuámos o nosso raid acercando-nos então duma das belas passagens do dia na zona das Espantalhosas, onde delineámos uma curva de nível para acedermos à rapidíssima descida para o Ribeiro do Barco com inclinação de respeito na sua parte inicial, mas que a malta, uns mais temerosos que outros, concluiram subindo os níveis de adrenalina quanto baste.
continuámos para o Pereiral para entrarmos num espectacular single track a terminar no Cabeço do Pico e com os últimos 400 metros a requerer bastante concentração, derivado ao facto do trilho ser bastante estreito e técnico. Que o diga o Ricardo que deu um ligeiro "malho" para o meio das estevas, que felizmente lhe ampararam a queda, evitando males maiores, pois para o lado que caíu, tem alguma profundidade.
Subimos então para os Lentiscais e parámos no Café "Pescaça" para tomar café. Tentámos ainda que o Filipe nos "desse música" tocando uns acordes com o acordeão, mas desta vez levámos uma "nega".
Alí tirámos uma fotografia de grupo para a posteridade e continuámos a nossa aventura rumando à Barroca do Lobo, por um velho e técnico trilho. Passámos a ribeira e empurrámos as bikes pela íngreme encosta para entrarmos nos agora denominados Montes da Balisa, onde os vastos eucaliptais são a perder de vista e onde é bastante fácil um indivíduo perder-se, se não conhecer bem o local, pois ali tudo parece igual, até a disposição dos antigos "arraiais" em ruinas são bastante semelhantes. Por isso quem para ali for pedalar, aconselho a ir acompanhado de quem conheça bem o local, ou bem fornecido de cartografia, ou GPS já com track da zona.
Passámos um recanto da Balisa, por belos estradões e entrámos no vale das Vacas pelo também Vale da Sarangonheira, para descer por outro engraçado single à ribeira que pretendíamos atravessar para ter acesso ao Monte dos Judeus.
Mas passados os anos sem intervenção na zona, pois as hortas estão todas em degradado estado de abandono e os silvados deram lugar aos belos e viçosos jardins (hortas) de outrora, lá tivemos que criar uma passagem através das silvas, conseguida a golpes de varapau por dois dedicados "obreiros", eu e o Nuno Diaz. eheheh.
Já no lado oposto, tivemos que efectuar uma curta e inclinada "subidita" para entrocarmos no caminho principal que nos levou até ao arraial do Monte dos Judeus, também em ruínas e descemos por um já velho e abandonado caminho que antigamente dava acesso à Ponte das Flores, mas já cortado e vencido pelo arado, pelo que tivemos mais uma vez que penar empurrando as biclas pois o trilho "esboçado" no terreno sobre lavrada antiga era bastante técnico e apesar de algumas tentativas, toda a gente achou razoável empurrar mais uma vez as nossas companheiras metálicas e algumas "carbónicas" até ao inicio do estradão que nos conduziu à N.18-8 que liga Castelo Branco a Malpica do Tejo.
Aí, cinco companheiros resolveram regressar à cidade pelo asfalto, Marcelo, Nuno Maia, Ricardo, Álvaro e Pedro Antunes, pois o "homem da marreta" já por alí andava no encalço dos menos preparados.
Os outros cinco, Eu, Filipe, Fidalgo, Nuno Diaz e Jorge Palma, resolvemos continuar pelo percurso delíneado, apesar de já ter decidido encurtar um pouco quando chegássemos à N.554, para abreviar a hora de chegada a casa.
Continuámos então pelos Montes Flores, Malha Pão e Farropa, onde entrámos no asfalto e circulámos umas centenas de metros até à entrada para o Monte dos Cancelos, onde descemos para a Ponte Romana do Rio Ponsul e já do outro lado do rio, não resistimos a uma paragem na tasca da "Ti Amélia" para "sugar umas bjecas" e criar alento para a derradeira subida à cidade.
O Jorge Palma acabou por se "baldar" atalhando também por asfalto e acabámos quatro resistentes, subindo pela para mim menos dura subida, ou seja, a que dá acesso às traseiras do Aterro de Rib's e já no alto entrámos no eucaliptal em direcção ao Monte dos Cagavaios e passando o Monte de S. Martinho entrámos na cidade, não pelas Palmeiras, como pretendíamos por o final, neste caso, do single estar cortado e ser impossível passar, pelo que tivémos que contornar e entrar pela Carapalha, chegando à cidade pelas 14h00, com 61 kms percorridos por belos e diversificados trilhos, que apesar de alguma dureza, são para mim espectaculares.

Fiquem bem
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AC
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Desbravar no Vale das Vacas

domingo, 10 de fevereiro de 2008

"Descida ao Rio Ocreza"

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Nesta bela manhã de Domingo, juntaram-se 11 amigos do pedal e mais 1 no Palvarinho, para com o Roberto, hoje como guia, rumarmos em direcção ao Rio Ocreza.
Foi um "lamiré" do que nos espera na "Rota do Gaio", já na sua terceira edição e que eu pessoalmente, fiquei em "pulgas" para que chegue o dia 2 de Março.
Zonas de rara beleza, como o lagar de "Vare Jorge", onde atravessámos o rio e as longas paisagens onde do alto se avistam algumas aldeias que "pululam" aquela linda zona cá bem do "nosso interior", fazem-nos libertar a alma. Que maravilha!!!
Saímos da cidade já perto das 08h30, e rumámos ao Palvarinho onde parámos, no Café Fontenário, hoje aberto, para tomarmos o cafézinho matinal.
Dalí saímos em direcção à longa mancha de eucaliptos que preenchem as encostas do Rio Ocreza, para nos lançarmos por alí abaixo em descidas alucinantes e rápidas até chegarmos a lagar de Vare Jorge.
Alí parámos um pouco para "bater umas fotos" e depois tivemos que enfrentar uma "arfante" subida que nos conduziu lá para a zona dos Pereiros.
Cruzámos a povoação e por alí deambulámos pela aldeia de Mendares e seguidamente procurando e testanto alguns trilhos para a aldeia de Serrasqueira.
Parámos na povoação e aproveitámos uma sombra para esperar por alguns companheiros mais atrasados, mas desta vez, não houge "giribita" para ninguém, apesar das tentativas do Fidalgo em sensibilizar uma "velhota" que por alí passou com um "carrinho de mão". Nada... népia...nem um som. Não há geropiga para ninguém. Alí não mora nenhum homenzinho simpático chamado Manuel Ribeiro, nem aquela aldeia se chama Casal das Águas de Verão.
Oh Fidalgo vai tentando e "bradando" pelo precioso néctar que pode ser que um dia calhe. eh eh eh!!!
Já com a malta toda reunida continuámos, desta vez em direcção a linda praia fluvial do Muro onde chegámos através duma rápida descida e com com mais uma pequena paragem para apreciar aquele belo local.
Seguimos depois encosta acima, onde o desgaste já se fazia notar nalguns companheiros menos rodados, para alguns quilómetros mais à frente entrarmos de novo no Palvarinho, tornando a parar no Café Fontenário, desta vez para tomar uma injecçãozinha bebível "Sagrespan" desta vez para a minha perna esquerda, um pouco maltratada da queda de que fui protagonista na última descida para o lagar.
Apesar de ainda não ser tarde, havia alguns companheiros com compromissos familiares, eu incluído e por isso, quando chegámos ao alcatrão, aumentámos o ritmo para abreviar um pouco a hora de chegada.
Já próximo ao cruzamento de Caféde, o Agnelo arrancou e logo depois também eu me despedi do Álvaro e do Ricardo, para também tentar chegar um pouco mais cedo.
As minhas desculpas ao restante pessoal que vinha um pouco disperso, por não me ter despedido.

Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos
AC

Domingo dia 17 há pedalada.

Concentração pelas 08h na Qtª Pires Marques.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

"Regresso ao Vale"

Manhã um pouco cinzenta, de Carnaval e sobretudo, mais uma terça feira de Btt.
Hoje e pelo facto de ser feriado, compareceram na Pires Marques mais alguns companheiros do pedal: -

AC, Álvaro, Filipe, Fidalgo, Marcelo,Jorge Palma, Nuno Maia, Nuno Diaz e Humberto, foram os protagonistas deste regresso ao sempre belo Vale do Rio Ponsul, agora um pouco desfigurado com os cortes florestais, transformando grande parte do vale em autêntica paisagem "lunar".
Porém, os trilhos estão lá, uns melhores outros piores e outros novos, desbravados pelas potentes máquinas que "surribam" a terra após a desflorestação.
Saímos pelas 08h15, após a habitual foto de grupo e fomos em direcção ao "single" das Palmeiras para apanharmos os trilhos para o Forninho do Bispo e Rebouça, onde demos início às rápidas e algo técnicas descidas para o vale, com uma "valente subida" pelo meio não fosse o pessoal "embalar" de mais.
A descida terminou no Monte do Sordo, onde apanhámos o estradão que segue lá para os lados de Belgais e mais à frente virámos à direita em direcção ao rio, que bordejámos até à foz da Ribeirinha.
Aí parámos e comemos algo para aconchegar e dissemos umas "larachas" para depois continuarmos em direcção às Casas dos Estrêlo e entrar no vale que contorna os Quintalréis, conhecido da malta como "o carrossel".
Lá no alto rumámos à Capa Rota onde entrámos em asfalto até ao cruzamento para as Fontainhas, para nos despedirmos do Humberto que seguia para Alcains, mas acabámos por acompanhá-lo, com excepção do Nuno Diaz e do Álvaro, por terem compromissos, e acabámos todos nas bombas da Ávia, mas para atestar com umas "bjecas".
Dalí até à cidade foi um "saltinho, onde chegámos pelas 12h30 com 40 kms percorridos em ritmo "soft", apesar de alguma dureza, mas ao alcance de qualquer "rabinho" mais "delicado".
Mais uma manhã bem passada a pedalar na companhia de amigos em plena camaradagem.

Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos
AC