domingo, 30 de dezembro de 2007

"A Marateca no seu melhor"

Percurso no Google
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A convite do Pinto Infante desloquei-me à Lardosa, acompanhado do meu amigo Álvaro para umas "pedaladas" em em volta da Barragem da Marateca, lugar sempre aprazível para dar umas voltas de bike.

Responderam à chamada pouco mais de uma vintena de "ávidos" do pedal para um passeio "soft" e bem disposto.
Foi notória a falta de comparência da malta de Castelo Branco, só eu e o Álvaro, a estes salutares convívios, quando feitos fora da "capoeira".
Uns por razões válidas, outros sabe-se lá porquê!!!
Isto não pretende ser uma crítica, mas um lamento meu, por não poder partilhar convosco o "soberbo naco de btt" que hoje me foi proporcionado.
O ponto de reunião foi no Campo de Futebol da Lardosa, pelas 08h30 e a malta foi "pingando" vinda de diversos locais.
Uns conhecidos, outros que fiquei a conhecer, mas prevalecia a "veterania" e foi notório que a malta presente gostava do BTT na sual real essência.
Depois dos cumprimentos da praxe e das brincadeiras usuais, onde a amizade e a camaradagem são o ponto de união, O Pinto Infante brindou-nos com uma mão cheia de trilhos de sonho, cheios de adrenalina e algumas pequenas e divertidas "ratoeiras", que animaram a malta durante toda a manhã.
O percurso foi efectuado em grande parte do perímetro da Barragem da Marateca, com zonas lamacentas, arenosas, pedregosas, rugosas, singles bastante bonitos e diversificados, trilhos fenomenais e alguns estradões para acalmar a emoção de toda aquela panóplia de sensações que fazia renascer a criança que há em nós.
A paisagem era todo um encanto e deixava-me completamente "babado".
E eu que até conheço um pouco da Marateca, nunca a tinha visto com aquele explendor proporcionado pela manhã solarenda e por nuvens altas que refletidas sobre a espelhada água da barragem, proporcionava paisagens de sonho.
Tão cedo não vou esquecer, certamente, este memorável passeio.
A malta, toda ela animada e reinadia, preencheram a manhã de boa disposição, com uma ou outra peripácia, protagonizada pelos nossos "artistas" de serviço, entre outros, o Rui Leitão na sua última cena da "Matança do Leitão" com estreia absoluta neste blog e no final desta postagem; o Zé Luís, mais ao jeito de "Saltibanco Gitano" com as suas divertidas "diabruras", entre outros, nomeadamente, fadistas com voz "entamarelada", contadores de histórias e historietas, enfim de tudo um pouco. eheheh!!!
A chegada foi no local da partida, no Campo de Futebol, pelas 13h15, com 44 kms percorridos em clima de amizade e reinação.
No final um belo repasto no Restaurante "TÁ-SE BEM" para retemperar e desengelhar, foi o culminar desta magnífica manhã de Btt.
Que melhor poderia desejar para as minhas últimas pedaladas de 2007!!!
Ao Pinto Infante, um abraço e um grande obrigado, pelo seu trabalho e dedicação por "carolice" em prol do btt, na sua vertente lúdica, proporcionando-nos a mim e a todos os que gostam e partilham esta bela modalidade, momentos magníficos em cima da bike, como o que nos foi presenteado esta manhã.
A todos os outros, com quem tive o prazer e o previlégio de pedalar em outras tantas ocasiões durante o ano que agora termina, desejo-lhes uma entrada em 2008 cheia de alegria, saúde e paz e que todos os seus desejos se concretizem.
FELIZ ANO NOVO

Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos
AC


quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

# Foi mesmo para "desmoer"#


Não estava inicialmente nos meus planos ir pedalar no dia 26.
Porém:
Como tinha a manhã livre, resolvi aderir ao convite do "Varadero" e comparecer nas Docas no "passeio para desmoer".
Saí de casa pelas 09h20 e após constante gincana entre carros na complicada Avenida General Humberto Delgado, lá conseguí chegar às Docas, onde ainda não se encontrava ninguém.
Já passavam 5 minutos da hora aprazada e eu já estava para regressar a casa e pegar na minha "asfáltica", quando chega o "Varadero", também ele sózinho e que me disse que apenas o Norberto tinha "respondido à chamada", mas que ainda estava um pouco atrazado, pelo que, resolvemos ir ao seu encontro.
Depois de tomarmos o cafézinho e após um curto compasso de espera, demos início ao passeio pós-natal para desmoer todas aquelas "guloseimas" ingeridas nesta época festiva e espalhar "toxinas" por esse campo fora, após terem sido queimadas pelo "corpinho" já a mostrar algum "inchaço", que nos altera um pouco a estética, pela qual tanto trabalhamos durante o ano. eh eh
Logo a começar, duas entradas em propriedade alheia, por engano, até que demos com o caminho certo logo a seguir à rotunda de acesso à A23.
Seguimos esse Caminho até à via férrea na zona do "celebérrimo" portal do frigorífico, onde atravessámos a linha, não sem antes levarmos um pequeno aperto da automotora, que nos brindou com umas valentes "cornetadas" e nos fez pensar: "olha se venho um minuto atrasado. Ufa!!!
Entrámos seguidamente na quelha das Fontainhas e mais à frente virámos para outra quelha, outrora impraticável, mas que agora foi "rudemente" limpa para a passagem do gado e que proporciona um bom momento de BTT, pela técnica necessária para ultrapassar as dezenas de pequenos obstáculos compostos por pedras e paus, que nos fazem pedalar em constante zig-zag.
passada as quelhas continuámos em direcção ao Forninho do Bispo, onde nos divertímos no sobe e desce até ao estradão no Vale do Ponsul.
Continuámos sempre pelo estradão passando pelos Montes do Sordo, Jambum e da Ponte, onde parámos, no Ribeiro do Cagavaio para a foto de grupo.
Atravessámos seguidamente a EN.18.2 para o Monte do Chaveiro, onde iniciámos a subida para a Lixeira Nova e que felizmente, nesta época do ano não tem aquele cheiro intenso que por vezes "dificulta a subida".
Cruzámos de novo a EN.18.2, agora em direcção ao Monte do Cagavaio, pela, creio que única, mancha de eucaliptos que ainda persiste naquela zona, num intenso serpentear em trilhos em que dá gozo pedalar.
Já com o Cabeço de S. Martinho à vista, pedalámos na sua direcção para o ladear rumo ao single das Palmeiras, mas que, acabámos por não fazer e descobrir um outro single, onde pedalei pela primeira vez, bem "adrenalínico" por sinal e que nos levou ao "portal do telheiro" já próximo da Carapalha.
Entrámos na cidade pelas 13h com 37 kms percorridos em amena cavaqueira e já com muito pouco para "desmoer"
Um passeio de Btt!!!!
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos
AC

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

"Uma voltinha calma e descontraída"

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Manhã cinzenta e invernal, a adivinhar chuva, que alíás, era a previsão meteorológica para o dia de hoje.

Na companhia do Filipe e do FMike e atendendo à minha participação no passado sábado no Tróia-Sagres resolvemos efectuar hoje uma volta mais calma e descontraída, com predominância por terrenos mais planos e com um perfil menos técnico.

Saímos da cidade pelo portal do frigorífico, pelas 08h15, com rumo ainda pouco definido, mas para a zona da planície, que na nossa zona corresponde à Lardosa.

Ao chegarmos ás Piscinas de Alcains, resolvemos rumar à Mata, por trilhos por onde há já algum tempo não pedalava e que o FMike ainda não conhecia.

Assim, virámos à direita para o Casal da Curtinha, passando posteriormente nas traseiras da Estação de Alcains, para mais à frente cruzarmos a EN.18 para continuarmos em direcção à Mata pela zona da Silveira.

Chegados à povoação e como já vem sendo hábito fizemos a nossa paragem no Café Gaita, pequeno espaço bem decorado e agradável, onde tomámos a nossa dose matinal de cafeína.

Dois dedos de conversa e foto de grupo, para nos fazer-mos aos trilhos, desta vez pela Tapada do Zé Lopes em direcção ao Monte S. Luís.

Atravessámos a ribeira e deliciámo-nos com o belíssimo trilho, alternando aquí e alí com uns pequenos singles track's, para subirmos à Capa Rota, onde entrámos no alcatrão, que não mais largámos até Castelo Branco, onde chegámos pelas 11h00, com 41 kms percorridos em ritmo invernal.

Houve tempo ainda para uma "bjeca" no Bar da Boa Esperança, antes da despedida.

Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos
AC

domingo, 16 de dezembro de 2007

"O meu 1º. Troia-Sagres"


altimetria

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15/12/2007
Uma data para recordar!!!

Foi o meu primeiro Troia-Sagres, após alguns anos de hesitação, não porque me sentisse incapacitado, pelo contrário, pois já tenho alguma experiência nestas "andanças".
Simplesmente fui adiando.

Agora a história.
Saí de Castelo Branco pela tardinha de sexta feira, véspera do "embate", rumo a Setubal onde fiquei alojado numa residencial na Avenida Todi, bem perto da Estação do Ferry Boat, não fosse o diabo tecê-las.
Depois a primeira "asneirada", não consegui resistir à especialidade da terra. O famoso choco frito com picante e ainda por cima a acompanhar com um branquinho divinal. "Valha-me Deus", como fui cair nessa se no dia seguinte queria fazer 200 kms de bicla!!!
Tinha dado o primeiro passo para a desidratação, mas lá consegui recuperar indo-me hidratando aos bochechos com bebida hipotónica durante todo o resto da noite e até me deitar e de manhá até à partida. Recuperei bem.

Às 06h00 do dia D já estava levantado, preparei as coisas com calma e pelas 06h30 partí em direcção ao Ferry, mas quando alí cheguei a fila de carros para apanhar o ferry, era a perder de vista, estava lixado, já não conseguia partir dentro do horário estipulado.
Consegui apanhar o ferry das 07h45 e lá fiz a travessia num mar calmo, neste caso rio, até atracar na outra margem.
Saí do ferry e depois foi tentar encontrar um espaço para estacionar e preparar a bike, pois por todo o lado estavam espalhados dezenas de indivíduos nos preparativos para esta mítica prova.
Era malta a partir constantemente, fora os que já tinham partido e que vieram nos barcos anteriores.

A manhã estava gelada e os campos estavam esbranquiçados da geada, parecia que a velhinha por ali tinha andado a peneirar durante a noite, construindo lindas paisagens naqueles terrenos arenosos repletos de erva rasteira.
Tinha planeado partir pelas 07h45/07h50, mas com tudo isto só consegui partir pelas 08h45.
Quando estava para arrancar, vejo o Victor Cordeiro da BTTerra, que me perguntou se não lhe arranjava um condutor para a viatura, pois não tinha quem a conduzisse até Sagres.

Lá falei com a minha filha mais velha que se voluntariou para levar aquele "bruto" BMW todo automático até Sagres. Foi uma nova experiência para a garota, conduzir uma máquina daquelas e para o Victor um desenrascanso.
Lá ia eu no meu aquecimento em velocidade de cruzeiro e iam passando por mim alguns companheiros, que pareciam ir de "mota".

Alguns encontrei-os pelo caminho já em dificuldade e fiquei com dúvidas se conseguiriam chegar ao final sem serem atacados pela "Dona Cãibra" ou por alguma "pájara" à espanhola, ou mesmo se conseguiriam finalizar o percurso.
Alguns kms à frente chega o grupo do Victor Cordeiro, onde vinha também a Celina Carpinteiro, uma das "craques" do btt nacional e o Victor convidou-me a acompanhá-los.
Aceitei o convite, mas preparado para me deixar ficar para trás e seguir ao meu ritmo se ligassem o "turbo".

Mas estava tudo a correr às mil maravilhas, a malta não dava grandes esticões e rodava-se a boa velocidade.
Valendo-me da experiência já conseguida ao longo dos anos nas longas distâncias, nas diversas provas onde já participei e aventuras que já viví, mantíve-me sempre na cauda do grupo, recatando-me do vento e onde a pedalada não é tão contínua, arriscando muita vez colar na roda dos companheiros da frente, quando os andamentos eram menos descontraídos.
Mantíve-me com este grupo durante muitos kms até que em determinada altura o Victor parou, sabendo mais tarde que para ajudar um companheiro que tinha furado e eu continuei com os da frente.

Fui sempre aguentando os andamentos e apercebí-me que ia bastante bem, ou por outro lado, que aquela malta não ía assim tão bem.
Mesmo assim não queria "asneirar" e raramente passei do meio do grupo para a frente, deixei que os mais jovens puxassem pelo grupo. Estava a rolar com malta com quem ainda nunca tinha pedalado, por isso usei o bom senso!!!
Pelo caminho, alguns iam ficando e outros se iam juntando, é espectacular, mas já perto de Sines o grupo começou a partir-se e a Celina Carpinteiro, ou não aguentando o ritmo, ou por opção, ficou também para trás com alguns companheiros e eu, sentindo-me bem com aquele andamento, continuei com o grupo da frente. Estava admirado comigo mesmo, pois já há bastante tempo que não fazia estrada nestes termos, apenas umas saídas quase sempre em solitário e sem "picanços", pois já estou "velho" para isso.

há dois anos a esta parte tenho-me dedicado mais ao BTT.
Entretando juntaram-se ao nosso grupo mais uns quantos e a "coisa" seguiu animada, mas começou a haver alguns "picos" e eu já estava quase a ficar no "elástico" mas fui aguentando e os que começaram a "guerrilha" acabaram por morrer na sua própria estratégia, ficando pelo caminho. Continuámos três, eu incluido e mantivemos um andamento que desse para recuperar.
No Rogil, os meus companheiros pararam para comer e eu também por alí me mantive durante cinco minutos, mas como o meu carro de apoio estava atrasado, resolvi continuar para não arrefecer e só parei quando fui alcançado pelo carro alguns kms mais à frente, aproveitando para comer algo mais sólido, que a minha mulher me tinha preparado.

Pensei então esperar pelo grupo do Victor Cordeiro, ou da Celina, o que passasse primeiro, pois não deviam vir muito longe. Aquilo é malta que anda!!!
Estava eu a acabar de comer quando passa o Victor e mais uns quantos, pelo que me apressei para tentar ir com eles, mas estes depressa desapareceram da minha vista, contudo apercebí-me que também já não íam muito bem, pois onde eu estava começava uma ligeira subida e alguns reduziram bastante o andamento, inclusivé o Victor e criaram-se logo alguns espaços.
Despachei-me e fiz-me à estrada com intenção de tentar alcançá-los se continuasse a ter boas sensações e foi o que aconteceu.

Localizei o grupo poucos kms mais à frente e com algum esforço, mas sem abusos, consegui alcançá-los e acompanhei-os algum tempo, mas alguns e entre eles o Victor, que me pareceu o mais maltratado, já íam a "deitar fumo" e eu continuei com o meu ritmo.
Faltavam cerca de 50 kms para o final e eu senti que era capaz de manter o ritmo até final, a única dificuldade era a "Carrapateira", mas não era grande inclinação, acabando por a concluir com um 50X17. Até eu fiquei admirado. "Aquele choco frito devia ter algum mistério"!!! eheheh
Do alto da Carrapeteira até Sagres foi um tiro. Cheguei bem e a bom ritmo.
Desde Rogil até Sagres rolei quase sempre sózinho sempre a passar malta, alguns já bastante maltratados, exceptuando os poucos kms que ainda fiz com o grupo do Victor.

Foram 220 kms, com alguns pequenos enganos, feitos em 06h45 a pedalar, à média horária de 32,7 kms/h. Eram 15h45 quando parei a bicla junto ao Posto de Turismo em Sagres. 07h00 no total e 06h45 a pedalar.

Foi uma experiência que me agradou bastante, quer pela mística que a envolve, quer por ser a primeira vez que faço tal quilometragem com bicicleta de btt com roda fina. Foi interessante e inovador para mim!!!

O trajecto é espectacular, quer a nível paisagístico, que este ano não apreciei convenientemente por querer saber até onde poderia chegar, quer em termos de dificuldade, que se cinge mais à longa quilometragem, que à altimetria. De relevo apenas a subida de Odeceixe e a Carrapateira, mas nada por aí além.

Para o ano, quase que tenho a certeza que lá estarei novamente, desta vez para ver e não para bater tempos. Irei ver se consigo arrastar alguém para ir comigo, ou quem sabe, irei acompanhar alguém.
Os dados do Troia-Sagres
Distância. . . . . . . . . . . .220 kms
Acumulado. . . . . . . . . .1181 hm
Velocidade média. . . . 32,7 kms/h
Velocidade máxima. . 64,8 kms/h
Média pulsações. . . . . 141 ppm
Calorias consumidas . 5010 Kcal
Tempo a pedalar. . . . .06h45
Temperatura máxima. .15,5 ºC

Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos
AC