terça-feira, 30 de outubro de 2007

"Rota das Cancelas"

"As saídas nas Terças Feiras e Domingos voltam à 1ª. forma"
Concentração pelas 08h00 na Pires Marques


Pensamento:
"Prefiro incomodar com a verdade do que agradar com adulações"
(Lucio Anneo Séneca)

.o0o.
Manhã fria era o que nos esperava hoje pelas 09h para mais um passeio de btt por este nosso belo recanto.
Fomos 4 os protagonistas, após a desistência do Dino.
AC, F.Mike, Filipe e Nuno Diaz.
Saímos da cidade pelas 09h10, pela quelha da Feiteira, para quase no final entrarmos numa velha quelha, anteriormente cheia de mato e silvas e agora meia limpa, que deu para pedalar, não até ao seu final como pretendiamos, pois tivemos que rumar por um também, para mim novo trilho, até à zona da Fonte da Mula, onde começou a dança das cancelas, uma dúzia delas até ao Monte S. Luís, com um passeio pedestre para dar descanso às "binas", desde a Fonte Santa até junto à Capela do Monte S. Luís.
Alí virámos à direita em direcção à Mata, onde parámos para tomar o cafézinho, desta vez no "Gaitas", por o habitual se encontrar fechado.
Já retemperados seguimos pelo trilho junto ao cemitério, para depois virarmos à esquerda para o Vale da Pulga e Caroço, onde viemos a entrar no caminho asfaltado para a Lousa saindo depois para a zona dos Lagares, por trilhos fenomenais em termos paisagísticos e onde dá gozo pedalar.
Circundámos depois a Lousa pela Terra Navancha e descemos para a Tapada da Bica já do outro lado da estrada de S. Gens e subimos para a da Lardosa, que cruzámos, para as hortas de Escalos de Cima, continuando em direcção a Alcains, onde entrámos pela zona da Estação, virando posteriormente para as quelhas que nos conduziram às Piscinas.
Até Castelo Branco foi em aceleração, onde entrámos pelas 13h10 com 53 kms percorridos em ambienteb reinadio e onde como é habitual, imperou a camaradagem.
Fiquem bem.
AC

terça-feira, 23 de outubro de 2007

"Linha abaixo # Linha acima"

"MUDANÇA DE HORÁRIO"
EM VIRTUDE DA MUDANÇA HORÁRIA NO PRÓXIMO DOMINGO, AS CONCENTRAÇÕES NA PIRES MARQUES AOS DOMINGOS E TERÇAS FEIRAS PASSAM A SER PELAS 09h00


.o0o.
Pensamento:
"É justamente a possibilidade de realizar um sonho que torna a vida interessante"
(autor desconhecido)


.o0o.
Pelas 08h e como habitualmente, dirigi-me ao Parque Infantil da Pires Marques, acompanhado pelo Filipe que hoje veio ter comigo à minha garagem.
Pouco depois chegou o Dino e o Martim e combinámos a volte de hoje pelos Amarelos.
Logo no km inicial o Filipe concluiu que não nos poderia acompanhar, com pena minha, pois tinha colocado uma corrente nova na sua bicla, mas como a cassete e o prato pedaleiro mediano também apresentavam bastante desgaste, era-lhe completamente impossível pedalar, pois a corrente passava-se nos dentes da cassete.
Disse então que ía aproveitar a manhã para por a bike ok.
Eu, o Dino e o Martim continuámos, hoje com saída pelo Vale do Romeiro, Rotunda do Modelo e seguímos pela Avenida Nova, Quinta das Violetas, Zona das Piscinas e rumámos às Benquerenças pelo portal da Padaria do Montalvão, Barragem da Talagueira e Baixo da Maria.
Nas Benquerenças, passámos junto ao depósito da água e pedalámos sempre paralelos à A23 até ao Apeadeiro do Retaxo, onde parámos no Ramalhete para o cafézinho da manhã.
Dalí saímos para nos mantermos sempre encostados à linha da Refer, passando pelos Amarelos em direcção a Sarnadas, onde cruzámos a linha férrea na passagem superior da estação.
Nas Sarnadas, saímos a sul para a N.18, que cruzámos e continuámos por trilhos maioritáriamente em eucaliptal até Cebolais de Baixo.
Passámos a povoação para rumarmos ao Retaxo, onde entrámos pela Sra da Guia e subímos às Olelas, onde a paragem é obrigatória, para apreciar as bonitas paisagens que dalí se avistam, com a cidade como pano de fundo.
Depois, foi descer encosta abaixo, com os níveis de adrelanina a subir até nos encostarmos novamente à linha férrea, que ladeámos até à cidade, onde entrámos pelas 11h30, com 51 kms percorridos com a camaradagem do costume.
Fiquem bem
AC

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

"III Trilhos da Raia"

Pensamento:

"Nenhum poder humano consegue forçar o impenetrável reduto da liberdade de um coração"
(Fénelon)
.o0o.
Era com alguma expectativa que aguardava este "III Trilhos da Raia".
Tinha estado presente no "I" e dele tinha guardado muito boas recordações.
Entretanto, tudo mudou um pouco. Essa altura coincidiu com a fase em que eu comecei a dedicar-me um pouco mais ao btt, em detrimento da "asfáltica".
Hoje, um pouco mais conhecedor do meio, fui conquistando novas amizades nos meandros da "modalidade" e desde então, "apaixonei-me" pelo btt, na sua vertente lúdica e de puro lazer.

Acompanhado de Castelo Branco pelo meu amigo F.Mike, lá nos dirigímos a Idanha-a-Nova embalados pela minha "litle jipose", para nos juntarmos ao resto da malta.
Quando alí chegámos, o ambiente era de festa. Montes de gente numa azáfama constante na preparação das bikes, outros no secretariado a levantar os dorsais, amigos que se reencontravam, novas amizades em gestação. Um verdadeiro dia de btt.
Pouco depois das 09h foi dada a partida e todo aquele "magote" de gente compacta se pôs em movimento, num longo cordão colorido que deu cor às avenidas novas da vila em direcção à Albufeira dos Carvalhos.
Como já vem sendo habitual partir nos últimos lugares, com a malta do BTTHAL e outros amigos, hoje haveria de ser um pouco diferente.
As pilhas da minha "cam" deram o berro e tive que a retirar da bike para mudar as pilhas, ficando com um belo atraso em relação aos últimos.
O F.Mike esperou por mim (este tipo tem uma paciência de santo.eheheh!!) e lá demos início à nossa aventura completamente isolados, mas isso não nos preocupava absolutamente nada.
Durante o percurso atá à Albufeira dos Carvalhos, foram bastantes os participantes que se encontravam a braços com os furos, o que nos causou alguma estranheza, ainda mais, quando o F.Mike ia dando um "tralho" à saída do asfalto para a terra. Felizmente nada mais foi necessário, que dar ar, bendito tubeless, e que se aguentou até ao final.
Já na descida do Alto da Cachoça para o Rio Torto tivemos que abrandar e parar devido à queda dum companheiro do Barreiro que ainda se encontrava prostado e a ser acompanhado por elementos da ambulância e que me pareceu "maltratado".

Como no nosso grupo vinham um médico e alguns enfermeiros, malta do BTTHAL, logo se disponibilizaram para prestar assistência ao colega acidentado, que foi prontamente conduzido ao Hospital. Rápidas melhoras ao Hugo, creio que é esse o nome, e esperamos vê-lo em breve nos trilhos.
Depois, foi pedalar por trilhos fantásticos, contornando inicialmente a bonita Barragem Marechal Carmona em direcção a bela e mais portuguesa Aldeia de Monsanto.
A vista do Cabeço, onde nasceu a aldeia, era uma miragem aterradora, quando se pensava na temível calçada romana, porém majestosa em termos de beleza.
Continuámos em direcção à Aldeia do Carroqueiro, que práticamente contornámos para entrar num belíssimo single track, que nos deu acesso à terrível calçada.
Eu já a tinha feito pela outra vertente, mas sem êxito.
Deste lado, apenas desci, também por duas vezes. É adrenalínico!!!
Mas desta vez, venci os meus medos e disse para comigo, ou chego lá acima a pedalar, ou caio!!!

Pois bem. Não caí e consegui finalmente vencer uma das calçadas romanas de Monsanto, com um pouco de sorte, como é óbvio, pois após pedalar algumas dezenas de metros naquele turbilhão de pedras brutalmente desníveladas, é mesmo necessário ter um santinho do nosso lado para ultrapassar a subir alguns desníveis.
Cheguei lá acima nas 180 ppm, o que para mim e na minha idade é um pouco arriscado manter esse nível de pulsações de forma algo constante. Mas a sensação de conquista valeu o risco.
Bem, lá no alto deparei-me com o que inicialmente me pareceu uma miragem.

Um belíssimo abastecimento que até dava para fazer sandes mistas de queijo e presunto e acompanhadas por bastante simpatia e bem querer servir.
Com tantos mimos, sair dalí era o grande problema, mas a descida da outra calçada romana esperava por nós. Era um outro desafio para o qual estava impaciente.

Lá fomos nós, AC, Malta do BTTHAL, e RARN à conquista do que muitos já tinham conquistado, não sem antes pedalarmos pelas belas ruas de Monsanto, desta vez a descer. Que maravilha!!!
Logo na parte inicial da calçada, aquela "chicane" de curva e contracurva deu para arrepiar.
Depois foi um gozo por ali abaixo até atingirmos o asfalto.

Sempre por trilhos de encher o olho chegámos a Idanha-a-Velha, antiga capital da Egitânea, onde entrámos pela bonita ponte romana, com uma nova paragem para mais um bem escalonado abastecimento, onde mais uma vez não consegui resistir a uma bela sandes mista de queijo e presunto.
Como a pressa em chegar não era a minha prioridade, comi descansadamente e saquei umas fotos com a minha digital.
Como o tempo já se adentrava pela tarde e preocupados com o já "alourado bácoro" e bem vergastado pelo ramo de louro, que estaria impaciente à nossa espera, lá resolvemos concluir os 20 kms que faltavam para finalizar esta nossa aventura.
Descemos então para as "poldras" para efectuar a travessia do rio ponsul, mas surpresa minha quando toda a malta parou de repente receando aquele pequeno lençol de água. Porque será que não gostam de molhar o sapatinho. Têm que se habituar a lavar os pés fora de casa.eheheh
Fui o primeiro e como tal o mais exposto à risada geral, mas a coisa ficou fria, pois consegui passar a pedalar.

Logo de seguida atravessa o Lozoya que saca uma grande ovação logo secundado pelo F.Mike que não quis deixar os seus créditos por mãos alheias.
O resto da malta, de orelha murcha, vai ter que regressar aos treinos, ou caso se repita, regressarão à equipa B. eheheh

Seguiu-se um belo estradão até próximo ao Monte dos Alemães, onde fomos brindados com outro explêndido single track com uma passagem "sui generis", produto do trabalho da malta da ACIN e que pôs a rapaziada ao rubro. Isto já estava a ultrapassar em muito as expectativas iniciais e para melhor.
Já há muito tempo que não pedalava por aquelas bandas e foi para mim uma agradável surpresa a diversidade de trilhos, associados a paisagens espectaculares que a malta da ACIN nos reservou neste inesquecível "III Trilhos da Raia".

Foi a cereja no topo do bolo a parte final do percurso da barragem até Idanha, naquela belíssima subida, com uns pequenos recortes técnicos, para a malta não se distrair, e que a mim pessoalmente, deu enorme satisfação.
A chegada, como não podia deixar de ser, foi espectacular, pois como é sabido só os primeiros e os últimos é que normalmente recebem aplausos e nós, já "habitués" nesta coisa de ser dos últimos, mais uma vez gozámos das vantagem que daí advêm. Senão vejamos;
balneários só para nós, àgua quente garantida, pode-se deixar caír o sabonete à vontade, (eheheh) e no último abastecimento (almoço) escolhemos o local onde nos queremos sentar e podemos comer de perna aberta e sempre junto à máquina de hidratação (imperiais loirinhas e com um capachinho branco) e ainda com direito a atendimento personalizado na zona dos tachos.
FOI UMA FESTANÇA!!!!!

Os meus agradecimentos a toda a malta da ACIN e em particular ao João Afonso e Rui Tapadas pela bela e comprida manhã de btt que me proporcionaram, onde o empenho na escolha dos trilhos, na sua marcação cuidada, a riqueza e abundância nos abastecimentos e o cuidado na recolha das fitas logo após a nossa passagem(últimos), merecem ser reconhecidos e sublinhados.
Um abraço a toda a malta da ACIN
Fiquem bem
AC

terça-feira, 16 de outubro de 2007

"Na rota das ribeiras"

Pensamento:
"Tudo o que é bom dura o tempo necessário para ser inesquecível"
(autor desconhecido

.o0o.

Com uma manhã inicialmente fresca, já a clamar pelos famosos "manguitos", ou jerseys de manga comprida, foram quatro dos já habituais "terçafeiristas" que se juntaram para mais uma volta de btt, com concentração e partida no já nosso "padock" Parque infantil da Pires Marques: AC, Micaelo, Filipe e Dino, useiros e veseiros nestas andanças do btt de laser, ressalvando uma ou outra excepçãozinha puramente adrenalínica.
Partimos pelas 08h15 em busca de alguns dos belos recantos, algures por aí, em que é fertil o nosso belo concelho, cá bem no interior, e onde se pratica o nosso btt, puramente lúdico e de pleno divertimento a que este grupo já se rendeu e se mantém sempre aberto a quem connosco queira partilhar este nosso prazer de pedalar ao encontro da natureza, onde por vezes a quilometragem e a dificuldades orográficas não nos demovem de procurar e pedalar por locais de encanto natural.
Saímos em direcção aos Escalos de Baixo, onde parámos para o café da manhã.
Dalí partimos ao encontro de alguns dos trilhos utilizados no passeio do Clube Lousense, no passado dia 5, e neles entrando no Vale da Silveira, seguindo-os pela Barrussa e Gralhais até à Terra Navancha.
Aí atalhámos por outro trilho para voltar a entrar na zona da Nesvelha, continuando pelo Cabeço do Monte e descendo para a Nogueira por aqueles belos e técnicos trilhos até à Ribeira de Alpreade.
Na Nogueira parámos algum tempo para observar mais de uma dezena de grifos que pairavam sobre o vale em voos graciosos e que nos proporcionaram uns belos momentos.
Abandonámos de novo parte do trajecto dos "Trilhos da Lousa" e atravessámos logo alí a ribeira, onde o Dino e o Micaelo, não querendo molhar o sapatinho, nos proporcionaram, a mim e ao Filipe, uns momentos divertidos, com as peripécias daqueles dois, que tiveram mesmo que molhar os pés.
Da ribeira, demos início à acessível subida para o Bicho de Ferro, quando logo no início o Filipe parte pela segunda vez a corrente da bicla. A primeira deu-se nas proximidades de Escalos de Baixo.
Nunca tinha visto uma corrente tão "linkada", tantos eram os links de ligação suportados por aquela desgastada corrente, cujo merecido descanso hà muito reclama e da qual também sou accionista, pois contribuí, pois assim espero, com o seu último e derradeiro "link".
Mas o que é facto é que também ainda não tinha visto tanta destreza num betêtista na colocação de "links" em correntes como o Filipe, talvez o maior "linkador" de correntes da Beira Baixa e arredores. eheheh!!!
À chegada ao Arraial do Bicho de Ferro tinhamos à nossa espera um corpulento e felizmente pachorrento cão pastor, que nos acolheu alegremente e acabando por fechar o nosso pequeno pelotão betêtista durante umas dezenas de metros até chegar ao rebanho de cabras do qual certamente era responsável, pois elas seguiam-no piamente. Engraçado!!!
Sorte no cão ser pachorrento e sorte em encontrarmos o portão da herdade aberto, pois costuma estar fechado a cadeado.
Lá entrámos no estradão que vem de Oledo a Idanha-a-Nova, o qual seguimos até virarmos à direita para a Várzea e onde antes da descida virámos novamente à direita para a Sta Marinha, tendo que saltar o portão que se encontrava fechado e bem observados por uma imponente vaca, que nos mirou e remirou, mas que acabou por nos virar costas.
Entrámos então num trilho deveras espectacular e de muita beleza, onde sobre a esquerda e a nossos pé tinhamos a Várzea e até onde a nossa vista podia alcançar, a vasta campina até lá para os lados do Ladoeiro. Sobre a direita serpenteava a Ribeira de Alpreade lá na profundeza.
Seguiu-se uma longa e bela descida para a ribeira, onde a campina à minha esquerda desapareceu, para dar lugar ao leito do Rio Ponsul, que nos proporcionou observar uma paisagem memorável entre os dois cursos de àgua e suas envolventes.
Sempre descendo, fomos atravessar a Ribeira de Alpreade na proximidade onde esta desagua no Rio Ponsul e mais à frente atravessámos também a Ribeira do Salgueirinho e observando lá do fundo aquelas inóspitas paisagens, fez-nos sentir pequenos em toda aquela magnitude.
Depois demos início à grande dificuldade do dia, a subida da Ribeira do Salgueirinho para a Mata, que fomos "devorando" lentamente absortos naquela paisagem agreste e que nos fez esquecer um pouco a dureza da subida.
Já no alto, mas agora do outro lado observámos de novo aquela explêndida paisagem, agora em ângulo inverso e onde predominavam os extensos olivais a perder de vista, contrastando com o matagal essencialmente de estevas e giestas que vestia as escarpas das ribeiras e do Rio Ponsul.
Uma manhã inesquecível de btt, onde a beleza dos trilhos que percorremos e da paisagem envolvente nos fascinou, inseridos na agrura nos locais por onde pedalámos.
Tenho de lá voltar, mas temo que já não poderá ser este ano, pois logo que caiam as primeiras chuvadas, os caudais das ribeiras subirão rápidamente e algumas das descidas ficarão barrentas e escorregadias, aliado ainda à sua inclinação.
Da Mata para Castelo Branco entrámos num trilho junto ao Campo de Jogos em direcção à Tapada do Zé Lopes para mais à frente cruzarmos a N.240 em direcção ao Monte S. Luís.
Aí procurámos o velho e em desuso trilho utilizado na Maratona da ACCB hà dois anos, acabando por ter que inventar um single em terreno lavrado, seguindo o estreito esteiro das ovelhas até ao portal para o trilho do velho pontão da Ribeira da Fonte Santa, onde virámos à esquerda para o já quase desaparecido trilho que nos conduziu à zona da Capa Rota, onde entrámos na estradão agora alcatroado, que seguimos até à cidade, onde entrámos pelas 13h10, com 63 kms percorridos, em trilhos fenomenais e em excelente companhia.

Só queria agora incluir aqui um pequeno aparte e um apelo aos senhores organizadores de passeios de btt.
"Por favor retirem as fitas colocadas para orientação dos participantes". " Estas não abandonam sózinhas o local onde foram colocadas e depois somos nós betêtistas que pagamos as favas e temos que ouvir os lamentos dos proprietários dos terrenos e de outros, alguns impropérios". Somos ainda nós betetistas que somos proibidos, nalguns casos, de utilizar certos trilhos, pela incúria de outros. "Retirar esse lixo, também faz parte do bem organizar". "Só a titulo de exemplo, poderiam adoptar o sistema da malta da Lardosa, que no seu último passeio, tinham uma viatura, que além de controlar o último participante, vulgo carro vassoura, apanhava as fitas por eles colocadas e ainda apanhava o lixo deixado por alguns participantes menos escrupulosos".

"Desculpem qualquer coisinha, mas a verdade tem que ser dita!!! É que sobre o evento já passaram 10 dias e as fitas ainda lá estão, impávidas e serenas, balançando ao sabor do vento e à espera que as retirem!!!

Fiquem bem
AC



terça-feira, 9 de outubro de 2007

"Vêr a Gardunha de perto"

Pensamento:
"A juventude não é uma época da vida, é um estado de espírito"
(provérbio chinês)

Altimetria
.o0o.
Numa belíssima manhã de Outono, fomos cinco os que se juntaram na Pires Marques para mais uma voltinha das "terças". AC, Filipe, Micaelo, Dino e Martim.
Face à homogeneidade do grupo de hoje, resolvemos estender o vício de "rodar o crank" e fomos ver de perto a bonita Serra da Gardunha, pisando as suas faldas.


Saímos da cidade pelas 08h15 pelo portal do frigorífico e rumámos ao Vale da Torre, passando por Sta Apolónia, hortas de Escalos de Cima e cruzámos a N.18-7 para apanhar os estradões para a Ribeira do Vale do Freixo, que ladeámos para enconstar à Ribeira de Alpreade, onde deparámos com as primeiras dificuldades "humidificantes" na passagem de algumas ribeiras, já com água em abundância, provocando algumas cenas engraçadas e por vezes mesmo hilariantes nas travessias pouco elegantes, efectuadas por estes "singelos" protagonistas de hoje e não me refiro aos que não quiseram molhar o "sapatinho" e a "meinha"


Deixámos Alpreade e atacámos a primeira e principal subida do dia, sem nada de especial, apenas algo longa e acessível a qualquer betêtista que não pedale só nos dias de passeios e almoçaradas.
Mudando de posição, foi quase sempre a descer até ao Vale da Torre, onde entrámos por um trilho espectacular, que sendo estreito, entre muros e com bastante pedra solta, foi também muito divertido.


Na aldeia parámos no Café do Clube local para o cafézinho da praxe e dois dedos de conversa.
Dalí partimos em direcção à Póvoa da Atalaia por belos trilhos, alguns entre pomares de pessegueiros e não resistímos à paragem na ponte do Moinho, pela sua beleza e espectacularidade.
São entre outros motivos, estes pequenos paraísos existentes algures por aí, que me movem e me dão prazer em andar de "bike", em busca desses lugares, independentemente do local onde se encontrem, quer seja em zona de difícil acesso, ou mesmo alí à mão de semear.
Apenas quero desfrutá-lo enquanto não for descoberto pela maquinaria industrial.
Dalí até à Atalaia foi um saltinho, onde após passarmos a ponte, que creio ser de estilo romano, virámos à esquerda para o Louriçal do Campo.


Antes desta localidade, virámos novamente à esquerda para entrarmos no estradão que nos levou à Soalheira.
Atravessámos a povoação e entre hortas e pomares pedalámos até cruzarmos a N.18 para os trilhos em direcção à Lardosa seguindo depois em direcção a Alcains, que também cruzámos e onde entrámos no percurso com que inicámos a volta de hoje, até chegarmos à cidade, pelas 13h15, com 77 kms percorridos, hoje em bom ritmo.


Hoje levei a minha Seven HT de titânio, que apesar de mais absorvente que o alumínio, ainda assim me massacrou o "rabinho" e isto também porque o terreno por onde hoje pedalámos era um pouco árido e duro.
Em certos trechos do percurso, senti saudades da minha Trek Fuel Ex9.5, mas de vez em quando também gosto de abanar o cortiço para não amolecer, mas na próxima saída vou de Trek.
Fiquem bem
AC