sábado, 29 de setembro de 2007

"II Passeio BTT # Rota do Feijão Frade"

Pensamento:
"A verdadeira amizade deixa marcas positivas que o tempo jamais poderá apagar."
(autor desconhecido)


.o0o.
Inserido na II Feira do Feijão Frade, na Lardosa, decorreu hoje naquela localidade, o também II Passeio de BTT com a mesma denominação e ao qual eu não poderia faltar, não fosse ele idealizado e organizado pelo meu amigo Pinto, o que à partida era o garante de boa organização, belos trilhos e poucas subidas como é seu apanágio, além do empenho que coloca neste tipo de organizações.
Hoje, era esperado um dia algo chuvoso e com rajadas de vento fortes, segundo a meteorologia, mas apesar de durante todo o dia prevalecer a ameaça de chuva, esta conteve-se, pelo menos nas zonas onde decorreu o evento e durante a Feira.
Saí de casa pelas 08h na minha mini jipose e com a bicla pronta a devorar trilhos e aí vou eu direito ao campo de futebol da Lardosa, local da concentração.
Quando cheguei já por ali havia grande azáfama e algumas caras conhecidas. Um pouco de conversa aqui e ali, e dirigí-me ao secretariado para efectuar o pagamento da inscrição e receber o saco com os brindes, onde não faltou o saquinho do feijão frade.
A malta entretanto foi chegando e pouco depois das 09h foi dada a partida em direcção ao recinto da feira, onde seria dada a partida oficial.
160 betêtistas de todas as classes e idades puseram-se em marcha alargando aquele colorido a que já estamos habituados.
Juntei-me à malta do BTTHAL e como já vem sendo hábito, seguimos na cauda do pelotão, pois lá para a frente há muito pó na confusão com as "sprintadelas" e a luta quase titânica dos ganhadores de passeios para ver quem chega primeiro à meta, mesmo sabendo que o prémio é uma valente "seca" à espera dos restantes para irem almoçar.
Mas avancemos. . .
No recinto da feira foi dada a partida real e o pelotão, por pouco tempo, depressa se desmembrou, seguindo em direcção ao Vale da Torre, passando na zona das hortas dos Escalos de Cima, cruzando a Ribeira do Vale do Freixo para encostar à Ribeira de Alpreade e dar início à grande subida do dia, segundo a organização.
Entre bonitos trilhos e estradões, lá chegámos à zona do primeiro abastecimento, no Vale da Torre, onde só não se alimentou quem não quiz, pois havia sandes, fruta e bebida em abundância e à descrição.
Continuámos depois em direcção à Póvoa da Atalaia por trilhos que eu ainda não conhecia e que gostei bastante de percorrer, com algumas passagens bem interessantes, além da espectacularidade do moinho, naquela bonita zona verde e frondosa, complementada pela ponte romana, ou medieval, não sei, que me fez por ali permanecer bastante tempo alheado do restante.
Éramos uns quantos que por alí ficámos na brincadeira e a "metralhar" nas digitais.
Entrámos seguidamente em trilhos já meus conhecidos até S. Fiel, onde se encontrava o segundo abastecimento, também ele farto em fruta, bebidas e barras energéticas e por alí nos mantivemos na galhofa, com novas bricadeiras e diabruras, até que tivémos mesmo que arrancar, pois a hora já era tardia e a malta da organização que nos seguia já devia estar farta de empurrar estes "gaijos".
Depois foi só rolar quase sempre em largos e arenosos estradões sempre contornando a Barragem da Marateca, numa dança constante até chegar à Lardosa, com excepção da bonita passagem da ribeira naquele estreito pontão e porreiros singles "made in ovelha".
A chegada à zona da meta, de fazer inveja a muitas organizações "pros", fez a malta entrar de peito inchado e até deu para ser entrevistado.
E esta heim!!!
Cheguei ao final na companhia do Micaelo e enquanto esperámos pelo resto do grupo ainda tivemos que beber uma bjeca para arrefecer o radiador e depois outra para comemorar a chegada do grupo "são e salvo".
Foram 66 kms plenos de divertimento e boa disposição, num percurso delineado por belos trilhos e com um acumulado de 675m, acessível a qualquer praticante regular.
Quanto à organização. . .
Não é fácil por em marcha um evento destes, como alguns possam pensar, porém, fiquei satisfeito com o percurso e com a forma simpática e colaborante como fui recebido e vi receber.
A sinalização do percurso estava, no meu entender, bastante correcta e bem visível, não dando origem a grandes enganos.
De louvar e um exemplo para, infelizmente na nossa zona, outras organizações, uma carrinha logo atrás do ultimo participante ia recolhendo as fitas e limpando o lixo deixado por alguns meninos imitadores de prós, a quem há que explicar que as jerseys todas janotas que usam, têm dois, ou três bolsinhos atrás, onde cabem perfeitamente os envólucros das barrinhas energéticas e as garrafinhas de plástico vazias, que poderiam descarregar em vários caixotes do lixo que eu ví durante o trajecto, ou em último caso à chegada.
O almoço era farto e cada um servia-se como queria e bem lhe apetecia. Um luxo!!!
Para o ano contem comigo e não deixem extinguir estes belos passeios, que só é pena não ser guiado para acalmar algum "frenesim" e ajudar e integrar alguns companheiros "bicicletantes" no espírito destes "PASSEIOS", que são fundamentalmente o convívio, fomentar a camaradagem e somar novos amigos.
Fiquem bem
AC

terça-feira, 25 de setembro de 2007

"Simplesmente BTT"

Pensamento:
Quando uma árvore tomba faz um enorme ruído, mas quando uma floresta nasce, ninguém dá por isso."
(autor desconhecido)


.o0o.
A manhã nasceu fria, mas nem isso demoveu o gosto pelo btt que hoje juntou 6 amigos para umas pedaladas, algures por aí: AC, Micaelo, João Valente, Filipe, Martim e Dino.
Face à homogeneidade do grupo de hoje, (sem ofensas eheheh) resolvi preparar uma daquelas voltas de btt puro e duro e onde a paisagem fosse um previlégio e uma forma de compensar o esforço que nos esperava.
Saímos da cidade pelas 08h15 pela variante ao Valongo e rumámos aos Maxiais.
Entrámos na aldeia e junto ao cemitério virámos à direita em direcção à Ribeira da Paiteira, que cruzámos, para dar início a uma série de subidas e descidas.
Num dos cruzamentos enganei-me e como alguma malta ia um pouco adiantada, lá fizeram uma descida não programada e para entrarem de novo no trilho, tiveram que puxar ferro numa parede terrível.
Eles que o digam, pois eu e o Micaelo não fomos em cantigas e demos a volta, chegando ainda a tempo de nos divertirmos a ver a chegada daquela rapaziada junto a nós com lingua de palmo. (g'andas heróis. eheheh)
Foi uma maldadezinha. Pois então!!!
Logo a seguir, uma longa e bem inclinada descida, onde a adrenalina disparou por ali abaixo, só parando no leito do Ribeiro da Pipa, próximo do local onde este desagua no Ribeiro do Barco. (quando leva água, claro!!!)
Seguiu-se um trio terrível de subidas, na zona das Casas Velhas, onde o meu altímetro atingiu os 24% de inclinação, até virarmos à esquerda para invertermos a posição da bike, de novo em direcção ao Ribeiro do Barco e novamente com o rabinho bem para trás. (g'anda nice!!!)
Contornámos o cabeço onde o Ribeiro do Barco serpenteia entre este e o Cabeço do Pico até chegarmos à foz da Ribeira do Muro, que seguimos paralelamente pelo vale, entre velhos olivais até chegarmos ao alto e entrarmos num dos trilhos utilizados na II Maratona ACCB e onde demos início a nova descida, de novo para o Ribeiro do Barco, que cruzámos, desta vez , para nova subida para o Monte do Pereiral e Cabeço do Pico, onde parámos um pouco para pôr em acção as digitais e captar alguns momentos naquele local de quietude, que creio só perturbado por algum betêtista, numa rara passagem, ou caçador de esperas nocturnas, que ali tem montado o seu palanque.
Continuámos depois em direcção à N.1266, que liga a N.18 aos Lentiscais, para atravessar a Ponte sobre o Rio Ponsul.
Nesse trajecto, o Martim que vinha um pouco adiantado em relação ao grupo, deu de caras com um enorme veado que rápidamente desapareceu no matagal.
Atravessámos então a Ponte e nova viragem à esquerda para mais uma arfante subida, desta vez para os Lentiscais, onde parámos no Centro Social para beber o cafézinho e reabastecer os camelbacks do precioso líquido, porque o frio já era, sendo então substituido por um sol radiante, que já fazia mossa no esqueleto.
Já aconchegadinhos, era hora de regressar, tanto mais que o Filipe queria estar em casa por volta das 13h no máximo, para ir trabalhar.
Rumámos ao Valmedra e Monte da Assentada, onde o meu "Bontraguer Jones" (g'anda bosta) montado na roda da frente da minha bicla, me lixou novamente e num curto espaço de tempo.
Desta vez foi o "taco" que lhe tinha colocado anteriormente, que cedeu, quando o buracão que já tinha rasgou mais um pouco derivado à qualidade do pneu.
Bons, para tubeless de 500 e tal gramas, Baaahhh!!! . Deixo-os para os fanáticos do peso e dos passeiozinhos rolantes.
Vou comprar um pneu, dos de verdade!!!
Razão tinha o João Valente quando chamou ao pneu "Bontralho" em vez de Bontraguer.
É que ele em pouco tempo rebentou dois. Simplemente fizeram Puumm!!!
Bem, lá meti mais um taco, que contráriamente à minha espectativa, aguentou sem que o pneu perdesse ar até chegar a casa.
Agora vos digo!! Os tacos nos pneus tubeless funcionam perfeitamente, já me desenrascaram umas quantas vezes e em furos com grandes perfurações!!!
Agora, pneu cheio, nova corrida, nova viagem!!!
Toca a descer pelo Monte do Pardal abaixo, até avistarmos a Tasca da Tí Amélia. Que linda, à beira rio plantada e apesar de "esbarrondada" não deixa ningém com sede.
Quando por ali passo, quase sempre me começa a doer o joelho, pelo que tenho de imediatamente repor líquidos, para assim lubrificar as "cartilagens" Sagres, claro!!!
Uma "bjecazinha" e mais uma subidinha, que eu não ando aqui para perder peso, mas sim para não engordar!! Assim diz o Fidalgo, grande filósofo cá do burgo. eheheh
À aproximação da lixeira, o fedor era tal, que até os que vinham mais "arrasca" aceleraram, esquecendo-se momentâneamente que vinham cansados.
Mas logo de seguida entrámos na N.18.1 e por alí pedalámos alguns metros até virarmos à direita para entrarmos num belíssimo trilho pelo meio do eucaliptal e à meia encosta, que serpenteava numa vasta série de curvas e contra curvas, até chegarmos ao Monte dos Cagavaios, dando de caras com o imponente Monte de S. Martinho, com o seu belo marco geodésico bem cravado lá no alto. Que bela visão se tem naquele ângulo!!!
Contornámos o Cabeço e entrámos no denominado single das Palmeiras, até entrar na cidade cerca das 13h com 52 kms percorridos.
Para finalizar, eu e o Micaelo fizemos ainda uma derradeira paragem no Bar da Associação da Boa Esperança para a "bjeca" da despedida.
Que magnífica manhã de btt!!!
Um pouco dura, é verdade, mas belíssima, onde o esforço compensa os belos e diversificados trilhos que percorremos, aquelas alucinantes descidas e desafiantes subidas, sempre rodeadas de paisagens imponentes e puramente naturais, onde a flora e a fauna destes lugares de encanto me fascinam e ainda mais, quando priveligiado pela companhia destes 5 amigos que hoje me acompanharam e também eles, amantes do btt puro e duro.
É bom dar umas pedaladas mais "agrestes" de vez em quando, para não amolecer.

Fiquem bem
AC

domingo, 23 de setembro de 2007

"Em busca do genuíno bísaro"

Pensamento:
"O pensamento faz o homem, por isso o bom pensamento é a coisa mais importante da vida"
(James Allen

.o0o.
Numa manhã magnífica para a prática do btt, compareceram na Pires Marques 9 aventureiros prontos para dar início à busca do esquívo "bísaro", algures perdido em terras "Escalenses": AC, Fidalgo, Álvaro, Marco, Filipe Salvado, Jorge Palma, Filipe, Pedro Marquês e Agnelo.
Lá partimos pelas 08h15 com rumo a Sta Apolónia, onde o Agnelo aventou a hipótese de pisarmos alguns dos trilhos que anteriormente tinha feito num nocturno.
Toda a gente concordou, abortando a idéia inicial de irmos para os lados da Lardosa e, logo a seguir ao "single" das Piscinas, virámos à direita para o Casal da Curtinha, onde fomos recebidos por um corpulento e mal humorado cão, felizmente preso com uma grossa corrente, mas que, mesmo assim, não deixou de impor respeito.
Continuámos até cruzarmos a N.233 e seguimos até à N.352, que faz a ligação Escalos de Cima - Escalos de Baixo e subimos para o Vale do Cio, continundo pelo Penedo de Ferro até Chegarmos à Mata, onde não chegámos a entrar, seguindo depois por um novo trilho pela zona da Barrussa e tapada do Zé Lopes até atingirmos a N.240, já próximo do local onde íamos degustar o "bacorinho"
Como ainda era um pouco cedo e a "coisa" estava programada para as 11h, que era quando aqueles "ditos cujos" abandonariam a toca (forno), demos ainda uma voltinha em redondo lá para os lados da Balorca, para entrar nos Escalos de Baixo pelo Chafariz, onde alguns companheiros aproveitaram para atestar os camelbacks.
Dirigimo-nos então ao Restaurante "O Chafariz", onde o Sr Mendonça nos permitiu dar uma mirada naqueles belos espécimes suínos, acabadinhos de saír do forno e que pareciam dormir, bem aconchegadinhos na travessa que os transportara.
Na rua e numa mesa estratégicamente colocada, lá nos sentámos debaixo da sombra artificial criada pelos guarda sol.
Começaram então a chegar à mesa umas belas e rechonchudas sandes de leitão, muito bem aviadas e acompanhadas dumas esbeltas garrafas de cerveja sagres, vulgo bjecas, tão fresquinhas, que ao primeiro toque labial provocaram arrepios.
Estávamos nós entretidos naquela azáfama de destruir à dentada aquelas belas sandes de leitão, e eis que chega à mesa uma travessa de leitão, bem ornamentada e oferta da casa, para reforçar este original abastecimento após umas pedalantes horas por cabeços e vales que alí nos conduziram e que bem substituiu as famosas barrinhas energéticas.
Depois do farto abastecimento, outra surpresa ao perguntar. Quanto é??
3 euros a cada um por 1 sandes de leitão, 2 bjecas e uma travessa de leitão. Oba!!!
Nunca mais vou abandonar a minha bicla enquanto ela me transportar para estes locais de encanto. eheheh!!! (gastronómicamente falando, diga-se!!)
Pois é, meus amigos!!!
O porco bísaro é uma raça autóctone que não conseguímos efectivamente encontrar por estes lados, pois é oriunda da zona transmontana e onde é fundamental na gastronomia da região, não só lo leitão assado, como noutros pratos regionais e também muito apreciado no "fumeiro".
Encontrámos sim, outra raça, a mais comum e que degustámos com prazer, fruto da mestria e bem saber preparar o famoso leitão à moda da bairrada pelo e que pode ser encontrado e degustado no Restaurante "O Chafariz" aqui bem perto da cidade, em Escalos de Baixo.
Depois!!!
Bem, depois é que a porca torceu o rabo, pois tinhamos que regressar à terra dos albicastrenses.
Numa pose menos relaxada e numa posição algo mais chegada à frente, com a velocidade de cruzeiro substancialmente reduzida, lá rumámos à Vinha do Marco, Monte Brito e Alagão, para entrarmos na cidade pelas Fontainhas cerca das 13h, com 47 kms percorridos de forma bem alegre e divertida.
Apenas dois pormenores criaram uma pequena mancha nesta bela e divertida manhã de btt.
Logo no início o Filipe partiu a corrente da sua bike, situação por ele prontamente resolvida, pois já aderiu à nova moda do "link de ligação" e, quando circulávamos em direcção à Mata, a aparatosa queda do Fidalgo, felizmente sem consequências graves, apenas algumas escoriações no braço e perna. (As melhoras Fidalgo!!!, Não te esqueças de tomar as injecções bebiveis "Sagrespan", eheheh)
Fiquem bem
Terça Feira há pedalada. Concentração pelas 08h na Pires Marques.
Até lá
AC

terça-feira, 18 de setembro de 2007

"Maxiais e arredores"

Pensamento:
"A juventude seria a época ideal da vida se chegasse um pouco mais tarde"
(autor desconhecido)


.o0o.
Hoje, apenas o Dino e o Martim compareceram para a volta das terças e eu também não estava interessado em grandes "cavalgadas" pois ainda estou um pouco "amassado" da subida à Torre no passado Domingo.
Neste momento, precisava era mesmo dum passeio descontraído para relaxar o "esqueleto" e não foi exactamente o que aconteceu, mais pela orografia do terreno, que fui eu que escolhi, que pelo andamento imposto.
Pelas 08h10, saímos da Pires Marques em direcção aos Maxiais, pelo percurso habitual.
Chegados aos Maxiais, fomos dar uma espreitadela ao único café da aldeia, para ver se já estava aberto, mas batemos com o nariz na porta. Ficaria para o regresso, se o retorno fosse por alí.
Descemos pelos trilhos escolhidos para a "II Maratona ACCB" e cerca de 5 kms depois virámos à esquerda para os lados da Ribeira do Muro.

Por alí vagueámos em belos trilhos que serpenteavam pelas encostas que ladeiam as Ribeiras do Barco e do Muro e que nos proporcionaram observar as belas paisagens que dalí se avistam, em várias direcções.
Regressámos depois pelo vale onde atravessámos velhos olivais de muita beleza, vindo a entroncar no ponto de viragem, para agora em sentido inverso, efectuar a dolorosa subida para os Maxiais.
Desta vez o café já estava aberto e ali "abancámos" algum tempo, tomando o cafézinho da manhã e dando dois dedos de conversa.
Ainda era cedo, mas eu tinha alguma pressa em chegar à cidade, pelo que encetámos o regresso, pelos mesmos caminhos, pisando a urbe pelas 11h10, com 37 kms percorridos em trilhos e paisagens de rara beleza.
Domingo dia 23, há pedalada. # "Em busca do genuíno Bísaro" #. Concentração pelas 08h na Pires Marques.
Até lá
AC

domingo, 16 de setembro de 2007

"XIV Edição Serra Acima"

Pensamento:
"Com um rosto sorridente, o homem duplica a capacidade que possui..."
(autor desconhecido)
.o0o.
Mais um ano em que participei no evento "Serra Acima", já na sua 14ª. Edição.

1ª. Etapa, dia 15Set07 # Salvador - Belmonte
Cheguei a Salvador pouco depois das 12h, estacionei a "Jipose" e por ali andei à procura de caras conhecidas e "habitués" nestas andanças.
Este ano, o Álvaro acompanhou-me e para ele era o 2º. ano que se metia nesta aventura da Serra da Estrela, apesar de já me ter acompanhado outras vezes, nomeadamente às Serras de Madrid (Navacerrada, Cotos e Morcuera) e a Santiago de Compostela, com travessia das Serras do Barroso, Amarela, Peneda, Gerês e Soajo e a última ao Portilho de las Batuecas e Santuário de Nª. Sra de la Penha de Francia.
O almoço foi servido junto às instalações da Junta de Freguesia, debaixo de um sol tórrido e incómodo, sem qualquer sombra ali por perto.
Tivemos que comer mesmo ao sol a malguinha da sopa de grão e o franguinho, ou entremeada grelhada, ou ambos, era à escolha do freguês, acompanhados de uma saladinha de alface.
Pelo preço, não estava mal e estava bem confeccionado.
Após o almoço, fomos tomar café e preparar as biclas para a saída.
A minha filha mais velha também nos acompanhou e foi a motorista da "jipose", o nosso carro de apoio neste 1º. dia.
A partida foi dada pouco depois das 15h, com a voltinha inicial pelas ruas da aldeia, que eu me baldei, e lá seguimos em direcção a Belmonte, a passo de caracol.
Passámos por Aranhas, Sra do Bom Sucesso, Penamacor, Capinha, Caria e chegámos a Belmonte com 67 kms percorridos, lentamente, e com os pulsos doridos de tanto travar.
Para mim o mais importante deste evento cicloturístico é o 2º. dia, com a subida ao alto da Torre.


2º. Dia, dia 16Set07 # Belmonte - Alto da Torre (Serra da Estrela)
De manhã, quando me dirigia à garagem para preparar o carro para a viagem a Belmonte, fiquei um pouco frustado com o tempo.
Nas ruas ainda corria água da chuva que caíra durante a noite.
Estava a prever um dia muito doloroso com a subida à Torre.
É um pouco desumano para nós cicloturistas efectuar a subida nestas condições, com chuva, frio, ou ventos fortes e eu, já experimentei todas estas situações.
Mas foi falso alarme. A manhã em Belmonte estava óptima, algo fresca, mas depressa aqueceria.
Partida dada pelas 09h e os mais de 420 cicloturistas puseram-se em marcha enchendo a estrada dum colorido digno de ser ver, preparados para conquistar o cume mais alto de Portugal, cada um à sua maneira, cada um com o seu objectivo.
Eu mais o Álvaro, posicionámo-nos na cauda do pelotão, pois há companheiros que para eles, andar de bicicleta é andar sempre na frente, esquecendo-se que neste desporto, raramente os que andam à frente são os primeiros.
Sobretudo, com a serra não se brinca, quem abusa paga a factura.
A seguir a Valhelhas eu e o Álvaro parámos num café para tomarmos a bica, pois pela velocidade do pelotão, apesar de um pouco mais elevada que no dia anterior, dava certamente para colar novamente.
Já com o bucho aquecido, lá pusemos mãos à obra, neste caso, pés no pedal e com um andamento mais vivo lá ultrapassámos as dezenas de viaturas que compunham a caravana entrando no pelotão já próximo do Sameiro.
A partir de Manteigas era andamento livre.
A confusão era tanta que não poderiamos contar com o apoio das nossas viaturas para nos alimentarmos.
Eu, um pouco mais habituado a estas andanças que o Álvaro, quando passei pelo meu carro de apoio, na caravana, abasteci-me logo, em andamento e em Manteigas dispensei uma saqueta de gel ao Álvaro e toca a subir.
Logo no km inicial, junto ao viveiro das trutas, com uma inclinação de respeito, começou logo a fazer diferenças, incluindo o Álvaro que optou por abrandar um pouco o ritmo.
Eu ia-me a sentir bem e continuei ao meu ritmo sendo pouco depois alcançado pelo professor Leandro, que parecia que ia de mota em despique com um companheiro de camisola amarela e depressa me ganharam umas dezenas de metros.
Não quiz seguir na roda deles, pois ainda faltavam mais de 15 kms para o alto e conhecendo o Leandro, bem sabia que aquele andamento não iria durar durante muitos kms.
Fiz uma subida de trás para a frente, como gosto, atento às minhas sensações e controlando o pulsómetro.
Ultrapassei dezenas de companheiros que saíram primeiro, alguns com ritmos exagerados para a sua condição física e da malta de Castelo Branco lá os fui encontrando.
1º. o Manuel Luís que apenas ia fazer um pouco da subida, depois o Paulito com a sua pedalada elegante e mais à frente o Nuno, que apesar de ser portador dum corpo possante e que bem treinado arreliaria muita gente, não tem todavia treinado muitas vezes, segundo disse.
Em determinada altura lá vislumbro o Leandro ao longe, ainda acompanhado do companheiro de camisola amarela e como me sentia bem, resolvi começar a controlá-los e tentar ganhar terreno gradualmente, passando a ser o meu objectivo tentar alcançá-los se me continuasse a sentir bem como até alí.
Fui aumentando o ritmo sempre que o terreno o permitia e pouco depois do Parque de Campismo ultrapassei o companheiro da camisola amarela que já denotava bastante desgaste.
O Leandro não devia estar longe. Entretanto encostei a dois companheiros que iam com bom ritmo e aproveitei a boleia para recuperar um pouco e quando aqueles abrandaram ligeiramente, continuei sózinho até encostar ao Leandro logo a seguir à descida do Centro de Limpeza de Neve.
Quando cheguei junto dele apercebí-me pela pedalada que não ia muito bem e que poderia aproveitar a embalagem e ultrapassá-lo e de certeza que conseguia descolar e ganhar alguns metros, mas não o fiz, não era o meu objectivo e mantive-me algum tempo na roda dele.
Algumas centenas de metros mais à frente e com intenção de o ajudar, passei à frente para que seguisse na minha roda, o que aconteceu até chegar à recta final para a Torre, aí, o meu amigo Leandro resolveu dar tudo para me descolar e chegar isolado, mas a coisa correu-lhe mal. Eu não teria tido aquela atitude. Já estávamos no alto e aquele esforço extra era desnecessário, não havia nada para ganhar.
Enfim, cada um como cada qual!!!
O meu carro de apoio já só me encontrou próximo da Sra da Estrela e lá tirou a fotografia da praxe e esperou por mim na Torre.
Foram 49 kms de Belmonte ao alto da Torre, 20 dos quais bem amargos.
Depois da voltinha à rotunda para estabilizar, arrumei a bicla e a tralha, mudei de roupa e na companhia do Álvaro, da Isabel, esposa deste e da minha "Maria" e filha mais velha, abancámos num restaurante antes do Pião e já com o corpinho desenrugado, regressámos à cidade.
Para o ano e se tudo correr bem, lá estarei novamente.
Fiquem bem
AC
Terça feira, dia 18, há pedalada. Concentração pelas 08h na Pires Marques.
Até lá
AC

terça-feira, 11 de setembro de 2007

"Um passeio colorido e bem disposto"

Pensamento:
"A vitória chega por meio das lutas que travamos dentro de nós mesmos"
(autor desconhecido)



.o0o.
Pelas 08h, já na companhia do Álvaro, desloquei-me para o Parque Infantil da Pires Marques, onde já se encontravam o Filipe e o João Valente.
Posteriormente chegaram o Dino, o Martim e por último o Fidalgo.
No passado domingo, eu e o João Valente, participámos no I Passeio BTT de Tinalhas e gostámos imenso, especialmente da parte final do percurso, pelo que comentámos ter de por alí pedalar novamente.
E foi isso que aconteceu!!!
Programei o percurso de hoje de forma a incluir aquele traçado.
Saímos da cidade pelas 08h15 pelo portal do frigorífico, (já mais famoso que a Flôr dos Morangos) em direcção a Sta Apolónia.
Alí virámos à esquerda e após percorrermos alguns caminhos entre muros, entrámos em Alcains pela zona das escolas, virando de novo à esquerda para entrar nos trilhos que nos levaram às Passadouras da Rabaça.
Mas desta vez não passámos nas passadouras, mas sim ao lado, pelo leito do rio, agora seco naquele local e rumámos a Caféde, onde parámos no café habitual e onde somos sempre simpáticamente recebidos e quase sempre mimados com uns bolinhos.
Com o cafézinho regenerador e um bolinho, ou terão sido quatro, no "papinho" entrámos no asfalto, que seguimos durante cerca de duas centenas de metros para virar à esquerda e tomar o trilho para as "3 toneladas", nome pelo qual são conhecidas da malta betêtista (mais antiga) as três rampas já quase a chegar a Tinalhas
.
Lá no alto virámos à direita para o recinto da Capela de Nª. Sra da Conceição e subimos à Póvoa de Rio de Moinhos.
Cruzámos a povoação e entrámos no trilho que segue para a Marateca, mas umas centenas de metros à frente, virámos à esquerda para o tal trilho que dá acesso a Tinalhas e que termina junto à Escola Primária.
Mas não chegámos a entrar na aldeia e pedalámos num caminho entre muros até à estrada para S. Vicente, junto ao sucateiro, onde na curva seguinte tornámos a virar à esquerda e pedalámos por belos trilhos no vale entre entre o Barbaído e o Freixial, seguindo em direcção ao Salgueiro, serpenteando entre as aldeias do Juncal, Barbaído e Chão da Vã.
No Salgueiro, passámos junto ao campo de futebol e seguimos para o Palvarinho, onde mais uma vez batemos com o nariz na porta no restaurante junto à igreja.
Como estávamos sequiosos, voltámos atrás e fomos entrar no café "OTaxista", bem rústico por sinal e onde a senhora era uma simpatia.
Depois de derramar um par de "bjecas adultas" cada um, com excepção do Martim, que se meteu na "coca", mas cola, pois ainda não tem altura para beber cerveja, (eheheh!!!) uns pires de tremoços , à borliu, por isso foram vários e um pacote de amendoins (pago) abandonámos a "baiúca" e descemos em direcção à fonte para abastecer, desta vez, os "camelbacks".
O Dino, como já vem sendo hábito nas terças, pirou-se, pois tem compromissos e a hora já se tornava um pouco tardia, não nos acompanhando na "merenda".
Com o "corpito" mais aconchegado e mais "pachorrentos" lá nos fomos arrastando em direcção à cidade, descendo para a Ponte de Ferro e depois Ui, Ui!!!, aquela maldita subida, agora um pouco mais complicada na parte inicial, pela passagem das camionetas da madeira, mas lá chegámos ao topo.
Com passagem pelo Cabeço da Barreira, entrámos na cidade pela Cova do Gato e ao Martim, que também já tinha desandado, juntou-se o Filipe e o Álvaro, também eles limitados pela hora.
O João Valente foi pelas Isabeldeiras, pois mora lá para as bandas do Elefante Azul, restando eu e o Fidalgo, que hoje libertos de horários, ainda demos uma "rabanada" pela Tasca do Futebol, para mais duas "bjequinhas fresquinhas",(acho que me ando a portar mal. eheheh!!) que hoje o calor apertou a partir do meio da manhã.
Deu ainda para nos divertirmos com as apostas duns "bebericadores" que se encontravam na tasca, sobre o valor das nosas bikes.
Como eu e o Fidalgo moramos quase na mesma zona, despedimo-nos na Pires Marques, depois de mais um "dedo" de conversa.
Hoje foi um passeio bem colorido e bem disposto e onde a rapaziada riu e falou pelos cotovelos durante os 62 kms que preencheram a nossa pedalante manhã.

No Domingo vou alinhar noutras pedalíces até ao alto da Torre (Serra da Estrela), mas outros comparecerão no local habitual.

Fiquem bem!!!
AC