domingo, 29 de abril de 2007

"Pelos trilhos da Lardosa e Alpreade"

Pensamento:
"Assim como hà flores em todas as estações, também hà loucuras em todas as idades"
(Jouy)
.o0o.
Hoje a manhã estava explêndida e eu ansioso por estrear a minha nova X-Sport Cam.
Apesar de ontem ter dado uma pequena volta para adaptar a câmara ao capacete, após várias tentativas, lá consegui uma posição que me pareceu a mais correcta e que hoje vou testar.
Quando cheguei ao Parque da Pires Marques acompanhado do Álvaro e do Pedro, fiquei surpreso.
Já ali se encontravam alguns companheiros e outros chegavam, de todos os lados, que maravilha.
Ao todo eramos 16 betêtistas, todos com vontade de pedalar e que não vou nomear por não saber o nome de todos eles, mas era um belo "rebanho".
Com alguns, tive o prazer de pedalar na sua companhia pela primeira vez, espero que continuem a aparecer.
Ainda esperámos um pouco pelo Dino, mas eram quase 09h e decidimos partir sabendo que ele iria ao nosso encontro, o que aconteceu, já em direcção a Sta Apolónia.
Dirigimo-nos à Lardosa, passando pelo Pôr da Vaca e Folha da Lardosa, entrando na povoação para tomar o cafézito da ordem.
Aí o Nuno Miguel regressou à cidade por ter compromissos e necessitar chegar bastante cedo.
Dalí partimos para os lados da Ribeira de Alpreade, passando pelo Vale Feito e Tapada da Serra, onde nos enganámos num trilho, adoptando outro que nos levasse à Ribeira do Vale do Freixo, acabando por descobrir um trilho espectacular e adaptado a todos os gostos: descida um pouco radical, subida a condizer, seguido de outra descida também ela inclinada, apesar de curta e uma subida que adaptámos a um pequeno passeio pedestre.
Continuámos para a Ribeira do Vale do Freixo, por trilho já conhecido e daí foi subir práticamente até à N18-7, que atravessámos, passando seguidamente entremuros na zona das hortas próximo de Escalos de Cima e rumámos em direcção à Estação de Alcains, para apanhar o trilho para Sta Apolónia, continuando por alcatrão até à Atacanha, chegando a Castelo Branco pouco depois das 12h30, com 57 kms percorridos em alegre cavaqueira e sã camaradagem.
Como "cameraman" não me safei lá muito bem, pois fiz clips algo longos no início e faltou-me filme nos locais mais engraçados e só tive autonomia até próximo da Lardosa.
Também o cartão de memória era de pouca capacidade, tanto mais que foi adaptado de outra máquina, pois estou à espera de um cartão com a capacidade adequada à câmara.
Haverá muitas mais oportunidades e de certeza que irei melhorar e ganhar experiência para poder maximizar mais os momentos de filme e fazer clips de forma mais correcta.
Hoje, particularmente, senti-me bem físicamente, sem a sensação que me tem apoquentado ultimamente e com vontade de aumentar um pouco o ritmo e adoptar outras intensidades. Vamos indo e vendo, como diz o cego.
Fiquei também extremamente agradado ao ver tanta malta junta e a pedalar em harmonia. Quer isto dizer que BTT, não é só competição e ritmos por vezes desajustados, mas sim passeio, companheirismo, união com a natureza e espírito de auto ajuda. Também gosto dum "picançozinho" de vez em quando. È salutar e faz-nos soltar a agressividade pura, a adrenalina, o espírito combativo e capacidade de sofrimento. Apenas devemos saber separar os momentos e saber desfrutá-los em harmonia.
Espero continuar a ver a malta unida e com vontade de pedalar.

.o0o.





Terça Feira hà pedalada.
Comparece na Pires Marques pelas 08h30.
Zona: Ponsul - 37 kms.

"X-Sport Cam Aiptek"

Já Está.
Adquiri a Mini Pocket DV 8900 Aiptek da X-Sport Cam.


Já hà algum tempo a esta Parte que tinha vontade de adquirir uma câmara que desse para fazer uns "clips" de vídeo nas voltinhas de BTT, essencialmente.

Com o novo brinquedo fui já hoje dar uma voltinha experimental com a minha filha Daniela e já consegui fazer um "clip" que ainda estou a editar, pois ainda sou um pouco "nabo" nesta coisa de filmar e editar, mas algo há-de sair.

ainda estou na fase de ajustar a câmara, primeiramente no capacete e depois irei experimentar outros angulos.

Como tal:
A partir do próximo mês de Maio, vão passar a ser exibidos clips de vídeo no meu blog.


(Video clip em edição)
.o0o.

quarta-feira, 25 de abril de 2007

"Em volta da Romaria"

Pensamento:
"Todas as flores do futuro estão nas sementes de hoje"
(Provérbio Chinês)

.o0o.
24Abril2007.
Dia da Romaria de Nossa Senhora de Mércules e feriado da cidade de Castelo Branco.
Combinei com a família ir à Romaria almoçar, tradição que tenho cumprido desde garoto e ainda do tempo do "farnel".
Uma tradição que mantenho adaptada ao tempo actual.
Terça Feira da Senhora de Mércules é o tradicional feijão pequeno com sardinha assada e salada. Hoje não se estica a manta numa qualquer sombra mas "abanca-se" numa "Tasca" do recinto. E assim foi.!!
Por isso, quando me juntei à malta, pelas 08h30 no P. Infantil da Pires Marques, disse que tinha de limitar a minha volta de hoje, porque queria estar cedo em casa.
Tudo bem.
Compareceram: AC, Nuno Maia, Paulo Alves, Álvaro, Fidalgo, Rui e Bruno.
Saímos para os lados da Carapalha onde apanhámos o trilho que nos conduziu pela Malhada dos Pinheiros e Tapada do Chinque em direcção ao Forninho do Bispo, onde o Rui, talvez já cheirando a sardinha assada nos fugiu para os lados da festa. Teve que ir o Bruno buscá-lo, pois o rapaz desorientou-se, ouvindo música através dos "Walkie Talkies", que lhe barraram os canais auditivos para outros sons, que não a música.
Passámos a casa do Zeferino com uma descida e subida, para subir os níveis de adrenalina e rumámos ao Pombal também com uma descida para acordar e puxar o rabinho um pouco atrás.
O monte do Pombal encontra-se na sua maioria lavrado para reflorestação do que me pareceu ser azinheiras. Alguns dos trilhos que costumávamos pisar estão agora lavrados, mas lá passámos em direcção à casa do Estrêlo por uma suave subida que nos levou ao estradão principal vindo de Belgais, que atravessámos para seguir para os Quintaréis, zona conhecida por alguns como o carrossel e subímos até à Capa Rota para nos adentrarmos no alcatrão que seguimos até Castelo Branco, onde chegámos pelas 11h30, com 31 kms percorridos em sã camaradagem e em volta da Romaria.
Domingo é dia da Maratona do Paúl.
Quem não vai ao Paúl, pode comparecer pelas 08h30 na Pires Marques para mais uma volta domingueira.
Até lá.
.o0o.
v

sábado, 21 de abril de 2007

"Vale da Pereira, um pequeno paraíso"

Pensamento:
"A felicidade e a saúde são incompatíveis com a ociosidade"
(Aristóteles)


.o0o.

Perfil altimétrico

Percurso no Google




.o0o.



Não estava nos meus planos ir hoje pedalar.
Primeiro, derivado a ter andado adoentado desde a passada terça feira e segundo, após a trovoada de ontem não imaginava a radiante manhã com que hoje fomos brindados.
Pelas 08h pus o nariz fora dos lençóis e notei que havia bastante claridade, por isso fui espreitar à janela e deparei com o céu limpo e ameaçador duma manhã bem propícia à prática do meu desporto de eleição, o BTT.
Sentindo-me bem melhor e recordando o "mail" enviado pela Teresa à malta amiga, para uma voltinha hoje, com concentração marcada para as 09h, não me fiz rogado, saltei para dentro dos calções de BTT, vesti um jersey, comi qualquer coisa e aí vai ele direitinho à garagem buscar a bicla e respectivos "periféricos" e toca a pedalar em direcção ao P. Infantil da Pires Marques.
Alí cheguei mesmo às 09h, mas apenas o Daniel Vicente estava presente. Fui até à garagem do Nuno Maia ver se ele vinha e lá estava ele mais o Vitor, já preparados para a campanha.
No regresso encontrámo-nos com o grupo da Teresa que estava a chegar.
Formou-se um grupo de 11 companheiros do pedal, já considerável. AC, Nuno Maia, Vitor, João e Teresa, Morais e Beta, Norberto, Fidalgo, Jorge Palma e Daniel Vicente.
Lá fomos então dar uma voltinha pelo sempre apetecível Vale da Pereira, derivado à sua beleza paisagística e originalidade de alguns trilhos.
Saímos pelo já carismático portal do frigorífico, passámos junto à Quinta dos Carvalhos, atravessámos a EN.18, junto ao Parque de Campismo, pela Tapada das Figueiras, e entrámos no Vale da Pereira, por onde delineámos e nos divertímos até nos encostarmos ao Rio Ocreza, que atravessámos pela ponte da EN.551 e saímos à esquerda para o estradão que nos levou pela Barroca da Virtude, enganando-nos no trilho em determinada altura, em vez de seguir em frente, seguimos pela esquerda para o Pero Velho. O Jorge Palma ainda por ali tentou encontrar uma qualquer ligação que fosse entroncar no caminho principal, mas sem resultado, tivemos mesmo que voltar atrás.
Contudo, a malta não deu o tempo como perdido e enquanto o Jorge procurava caminho, sacaram das "energéticas" e outras formas de alimento de maior volume e toca a mastigar.
Retomando o caminho principal, passámos a Casa do Pregado e descemos para as Tabuínhas, efectuando uma pequena paragem para apreciar a bonita paisagem da Azenha do Barata, já próximo da Ponte sobre o Rio Ocreza.
Parámos também na fonte das Tabuínhas, onde alguns aproveitaram para encher o "camelback" e seguimos em direcção a um caminho que circunda o Rouxinol e tem início no asfalto, mas com uma bela subida, um pouco técnica e bem inclinada na parte final, apenas conquistada pelo Morais. O restante pessoal resolveu e bem, fazer um pequeno passeio pedestre.
Antes da subida o Daniel Vicente furou e o Norberto ficou a dar uma ajuda enquanto o pessoal esperava lá no alto.
Já o grupo unido, seguímos para o Cabeço da Barreira para efectuar e descida para o Pontão da Líria e entrámos na cidade pela Cova do Gato.
Chegámos já a passar das 13h, com 35 kms percorridos em sã camaradagem e num verdadeiro "stress of". Venham mais voltas destas...!!!

.o0o.



quarta-feira, 18 de abril de 2007

"Um olhar sobre a Ribeira de Alpreade"

Pensamento:
"O maior erro que um homem pode cometer é viver com medo de cometer um erro"
(Hebbard)

.o0o.
Hoje ainda não me sinto nada bem, pois apanhei uma virose qualquer que me afectou bastante.
Ontem ainda saí de bicla com a malta, mas foi um erro que me custou bastante e tive muita dificuldade em chegar a casa, principalmente a partir do meio do percurso. Mas como diz o ditado: "quem corre por gosto não cansa".
Pelas o8h30 de ontem lá apareci no P. Infantil da P. Marques, onde já se encontrava o Tó Zé. Chegou depois o Paulo Alves e o Martin e seguidamente a malta do BTTHAL, o João Valente, o Micaelo, o Rui e o Paulo.
Saímos da cidade pelo portal do frigorífico e fomos entrar num trilho feito pelos rodados dum camião até um poste de alta tensão recentemente colocado e onde acabou o trilho, na zona da Fonte do Sapo. Tivemos então que saltar uma aramada e inventar um trilho pela Tapada das Cabanas e acabámos por entrar na via férrea, onde pedalámos uma dezenas de metros: "pura loucura"...!!!!. Abandonámos a via férrea nas traseiras do Parque de Desportos Motorizados e atravessámos o Lanço Grande para a Queijeira das Alagoas em direcção ao Monte S. Luís, passando pelo Monte Brito. Atravessámos a Ribeirinha no local onde ainda se encontra o rudimentar passadiço colocado aquando da I Maratona de Castelo Branco e subimos para a zona do Barrão, nome que veio a calhar, pois alí tivémos que atravessar duas charcas de água, bem barrenta, e que fez dançar e divertir a malta. Continuámos até à Tapada do Caraca, descemos para as Ferrarias e subimos para apanhar o caminho asfaltado que seguímos até ao alto da Monheca. Aí apanhámos o estradão que nos levou ao Coito do Leitão, onde virámos à esquerda e descemos um bonito trilho bastante xistoso até à Ribeira do Salgueirinho, a escassas centenas de metros onde esta desagua na Ribeira de Alpreade e daí foi subir até à Mata onde tomámos café.
Saímos da Mata pela estrada que liga esta Aldeia à Lousa e virámos à esquerda para o Vale Verde, passando seguidamente pela Gandra, Balorca, novamente S. Luís, Fonte Santa e Garalheira, chegando a Castelo Branco cerca das 13h30 com 47 kms percorridos.
Foi um passeio um pouco atribulado, pois houve um furo, um pneu rebentado, uma queda aparatosa, felizmente sem consequências graves, apenas algumas escoriações e eu com uma virose e em estado febril, que o bom senso não conseguiu domesticar.
Apesar de tudo, foi um prazer pedalar com a malta do BTTHAL, pena não ter estado à altura, mas outros dias virão.
Até lá.
.o0o.
Para quem não vai à Maratona de Alcains, pode pedalar em boa companhia, bastando comparecer no próximo Sábado, pelas 09h00 no P. Infantil da Pires Marques para um passeio soft e sem stress.
.o0o.
Também terça feira, dia 24 podes vir pedalar connosco pelas 08h30 no mesmo local.
.o0o.

domingo, 15 de abril de 2007

"Descida ao Moínho da Líria"

Pensamento:
"O medo do perigo é mil vezes pior que o perigo real"
(Daniel Defoe)

.o0o.
Depois dum sábado bem puxadinho com a minha "asfáltica Look 585", com a qual percorri 169 kms de Segura ao Sardoal, próximo de Abrantes, inseridos no XXV Ciclo-Brevet Internacional de Cicloturismo, resolvi juntar-me hoje ao grupo que se reuniu na Pires Marques, pelas 08h30, para uma volta mais "soft".
Quando cheguei, já lá se encontrava o Marcelo. Pouco depois chega o Nuno Maia e o Paulo Alves, hoje montado na sua nova e bonita "Canyon Nerve ES 9.0" e capacete integral, pronto para a aventura. Seguiram-se o Nuno Dias e o Fidalgo e já quando nos aprestáva-mos para partir, chegou ainda o Jorge Palma.
A manhã apresentava-se bastante solarenga e com uma temperatura amena que fazia prever um dia quente e convidativo para uma voltinha de Btt.
Partimos pelas 08h45 em direcção ao Moinho da Líria. Descemos a rua em direcção à passagem sob a linha férrea na Boa Esperança e circulámos pelas avenidas novas até ao Valongo, descemos à rotunda do Milénio em direcção ao NERCAB e entrámos nos terrenos da Piscina Municipal para apanharmos a passagem sob o IP2, Jumbo e passagem nas traseiras da Padaria do Montalvão que dá acesso à Barragem da Talagueira. Ali nos entretemos um pouco a tirar umas fotos e circundámos a barragem por um trilho que nos levou à parte sul da Zona Industrial para apanhar novo trilho para o Baixo do Maria, seguindo-o até à santinha, no vestígio da antiga EN18 e daí rumando paralelo ao IP2 até Benquerenças, onde fomos tomar café ao "Vitório".
Cafézito no bucho e barrinha energética a complementar, lá continuámos a nossa rota para o Moinho da Líria, após nos despedir-mos do Nuno Dias, que rumou a Castelo Branco. Serpenteámos pelos subúrbios da aldeia e saímos pelo lado norte para a Quinta da Lomba, onde apanhámos o trilho que nos levou até à Azenha da Fonte da Bica, conhecida pelo Moinho da Líria, onde chegámos através duma rápida e bela descida e onde toda a malta se divertiu.
A paisagem vista do alto é belíssima e que, inserida no meio de nenhures, nos faz sentir especiais, porque no fundo, por este ou aquele motivo, nem todos têm acesso a estes recantos espectaculares.
Junto à azenha divertimo-nos um pouco com a procura de passagem para o outro lado da ribeira, sem molhar o pézinho, claro, mas a opinião de consenso foi efectuar a travessia através do paredão do açude construído em pedra de xisto colocada na vertical e bastante escorregadia. Mas passámos todos bem.
Depois foi a subida de acesso ao estradão para a Taberna Seca que levou a malta a efectuar um pequeno passeio pedestre, por um bonito trilho, pese embora a inclinação, que não sendo exagerada, não permite à maioria dos bêtetistas pedalar no seu início por ser logo com bastante inclinação, regos e pedra solta, suavizando um pouco umas dezenas de metros depois, altura em que o Paulo, o Nuno e eu conseguimos montar as biclas e chegar ao topo a pedalar.
Chegámos à Taberna Seca em dia de festa e o Nuno Maia foi procurar água, mas pelos vistos por ali e nesta altura, só cervejinha, pois o bar estava aberto e com música ambiente.
Dalí seguímos em direcção à Várzea Redonda, Penedo Gordo, atravessámos a EN233 e rumámos à Tapada das Figueiras, Carvalhos e portal do frigorífico, hoje aberto, o que nos levou a pensar que estaria a descongelar.eheheh.
Chegámos a Castelo Branco, pelas 13h15, com 46 kms percorridos em ritmo "soft" desfrutando de belos tilhos e paisagens e sobretudo de excelente companhia.
.o0o.
.o0o.
Terça feira, dia 17, pelas 08h30 no P. Infantil da P. Marques. Comparece, vem pedalar connosco.

sábado, 14 de abril de 2007

"XXV Ciclo-Brevet # Segura - Sardoal"

Pensamento:
"A força não provêm da capacidade física e sim de uma vontade indomável"
(Mahatma Gandhi)


.o0o.

.o0o.

Como já vem sendo habitual desde hà 13 anos, participei no XXV Ciclo-Brevet Internacional de Cicloturismo organizado pela FPCUB, com o apoio da CMC.Rainha , este ano nos dias 14 e 15 de Abril.
Apenas participei hoje, ou seja, no 1º. dia, com partida de Segura e chegada ao Sardoal/Abrantes. Havia uma 2ª. partida de Castelo Branco, por opção, mas para mim, que não gosto de meios termos, ou se faz a etapa inteira, ou não se faz. Partir de Castelo Branco e fazer "picanços" com quem partiu de Segura, soa-me a falso, parece algo ilegal, por isso, opto sempre pelo puro e neste caso duro, têm-se uma espécie de dever cumprido. Suado, mas verdadeiro.
Amanhã a partida é de Abrantes e chegada a Caldas da Rainha.
Este ano optei por apenas participar no 1º. dia, por ainda recear abusar um pouco das intensidades derivado ao meu joelho, que de vez em quando me ameaça pregar uma partida, sensação que tive a partir da subida da Taberna Seca e que me obrigou a desacelerar um pouco, mas com a paragem para almoço em Proença-a-Nova, estabilizou felizmente.
Ainda assim, conclui a etapa na íntegra que somou 169 kms à média horária de 28 kms/h.
Foi uma etapa algo dura, principalmente para quem a iniciou em Segura e que teve logo o 1º. aquecimento com a subida da Sra da Graça em Idanha-a-Nova, seguindo-se outras com algum relevo, como a Taberna Seca, Alvito, Sobreira Formosa, Proença-a-Nova, Maxieira, Chão de Lopes, Chão de Codes, Panascos, entre outras, em constante sobe e desce.
È a clássica de cicloturismo de fundo mais antiga do País e espero que continue por muitos anos.
Pena é que cada vez se vejam menos jovens nesta prática salutar, mas estou em crer que o cicloturismo ainda vai voltar em grande.
O BTT está no auge e da forma que está a ser tratado , com passeios, maratonas, mini maratonas, rotas, raids e afins, todos os fins de semana, feriados nacionais e municipais, em quantidades "industriais" quilometragens "long travel" dureza excessiva e níveis técnicos demasiado exigentes, ressalvando as devidas excepções, alguns deles procurando apenas o lucro em detrimento do que de puro tem o BTT, mais tarde, ou mais cedo vai aborrecer a malta e a frequência participativa vai diminuir porque isto de pagar para andar de bicicleta não tem muita graça.
Já se pedem muitos "euros" para tal prática, quando ainda se pode pedalar gratuítamente por esses mesmos trilhos. Apenas não recebemos a t-shirt da ordem e não participamos num qualquer sorteio de material de bicicleta que normalmente não compramos. Depois, se vamos a um e não vamos a outro, enfim....!!!!!!!!!!!
Mas sobretudo, não deixem de pedalar, seja de BTT ou de Estrada;
PORQUE:
- Faz bem à saúde;
- Fomenta a amizade;
- Desenvolve o companheirismo e o espírito de ajuda;
- Faz-os esquecer um pouco o betão armado dos grandes centros;
- Põe-nos em contacto com a natureza, por belos trilhos e paisagens;
E SOBRETUDO:
- Durante algumas horas, faz-nos sentir melhores e esquecer que somos doutores, engenheiros, professores, funcionários públicos, liberais, operários e outros, passando apenas a ser amigos, esquecer os problemas do dia a dia, ou melhor, adiá-los.
Fiquem bem.
AC

.o0o.



terça-feira, 10 de abril de 2007

"Lá p'rós lados da Lardosa"

Pensamento:
"A alegria está na luta, na tentativa, no sofrimento envolvido. Não na vitória própriamente dita"
(Mahatma Gandhi)

.o0o.
Hoje, a manhã brindou-nos com um sol que fazia antever uma manhã um pouco mais quente que as anteriores.
Fomos 5 os que hoje compareceram na P. Marques para mais uma voltinha das Terças, AC, Nuno Maia, hoje com a sua azulada jersey dos "À Borliú", bem bonita por sinal, Arlindo, Martin e o Tó Zé, que já à um tempinho não se unia à "irmandade do cranque".
O Nuno Maia estava inicialmente com vontade de ir pedalar até ao Castelo do Rei Wamba lá para os lados de Vila Velha, mas quando soube a quilometragem e o grau de dificuldade, preferiu aguardar melhor oportunidade, tanto mais que hoje, não poderia ser, por haver companheiros com compromissos.
Rumámos assim para os lados da Lardosa, passando por Sta Apolónia em direcção ao Vale do Colheireiro, onde eu pretendia explorar um novo trilho, mas a coisa complicou-se um pouco com a relutância duma manada de vacas, que resolveram aparcar mesmo no meio do caminho à passagem da Ribeira do Freixo.
Alguns kms antes, ultrapassámos 2 rebanhos de ovelhas, onde o Martin e o Nuno Maia, mostraram os seus dotes de pastores, assobiando e "ladrando" às ovelhas, quais "cães de vira". Com as vacas "a coisa" não deu resultado, pois as vaquinhas não foram em assobios e puseram-se de pé, olhando-nos frontalmente sem arredar "pata", pelo que optámos por por não aborrecer as "bichas" com a nossa presença e dando meia volta, fomos procurar outra passagem da ribeira, tanto mais que eu e o Arlindo íamos de vermelhinho, a côr preferida daquelas criaturas. Hà quem diga que são mansas, mas eu, por experiência própria, já dei com agumas excepções..
Lá passámos a Ribeira, com algum "teatro" para não molhar o pézinho, pois as meinhas "sealskinz" já estão na gaveta. Seguimos o novo trilho, bem bonito e que nos levou exactamente onde eu tinha idealizado..
Dali seguímos para o Vale de Asno, onde novamente partímos à descoberta, desta vez dum trilho que nos conduzisse ao outro lado do vale. Ainda seguímos o caminho já com poucos vestígios acabando por inventar um single track para chegar ao outro lado do vale, um pouco trepidante, por acaso, mas que deu bastante gozo e lá rumámos à Lardosa, 0nde parámos para tomar o cafézito.
Já com a temperatura um pouco mais elevada, regressámos a Castelo Branco, pela Folha da Lardosa, Pôr da Vaca e Atacanha, chegando à cidade cerca das 13h com 57 divertidos kms em boa camaradagem.
.o0o.

This album is powered by BubbleShare - Add to my blog
Domingo hà pedalada, com encontro no P. Infantil da Pires Marques pelas 08h30. Aparece.
.o0o.

domingo, 8 de abril de 2007

"Volta Pascal"

Pensamento:
"Estranho não equivale a inimigo, mas a amigo que ainda não conhecemos"
(Gleen)


.o0o.

Gráfico relativo ao mês de Março

Altimetria

.o0o.


Depois de ter "desopilado" com a família durante uma semanita para os Altos Pirinéus, no sul de França e Picos da Europa, para "desfragmentar o cérebro", com pena minha regressei à base.
Na retina ficaram toneladas de neve distribuidas por paisagens extasiantes em alta montanha e vales saídos de contos de fadas e uma voltinha de teleférico em "Fonte Dé" nos Picos da Europa, de arrepiar os cabelos.
Após ter chegado a casa, recebi um convite do meu amigo Álvaro para darmos umas pedaladas no Domingo de Páscoa de forma a chegar cedo a casa e que de pronto aceitei.
Juntámo-nos pelas 08h30 e resolvemos pedalar pela planície até à Lardosa.
Passámos ainda pelo P. Infantil da P. Marques para verificar se por ali estaria algum companheiro distraído, mas o local estava deserto e rumámos ao portal do frigorífico.
Estava uma manhã calma, após a chuva que caíu durante a noite, apesar das nuvens ameaçadoras de mais chuva. O terreno estava ainda assim, seco e bom para rolar, pelo que seguimos por trilhos que nos levaram pela Atacanha, Sta Apolónia, Pôr da Vaca, Vale do Nuno e Lardosa, onde parámos para tomar café, que nos reconfortou um pouco.
Em conversa amena, saímos da Lardosa pela antiga passagem de nível em direcção ao Vale Feito, onde tentámos encontrar novo trilho para a Ribeira do Freixo, mas por querermos chegar cedo, depressa desistimos e rumámos ao Vale de Asno onde cruzámos então a Ribeira do Freixo. Nesse local recordo sempre com graça, um companheiro comum, que passou a ribeira pela água, por não ter visto o pontão, apesar dos restantes companheiros o terem passado. Chama-se a isto, o cúmulo da distracção.
Dalí subimos até à estrada Escalos/Lardosa, que cruzámos em direcção à estação de Alcains e entroncámos nos trilhos inicialmente percorridos até Castelo Branco, onde chegámos pelas 12h, com 57 kms percorridos.


.o0o.










.o0o.
Terça Feira, dia 10, quem quizer dar umas pedaladas basta aparecer pelas 08h30 no P.Infantil da Pires Marques.
Até lá
.o0o.